A Família Olimpiano e suas nações - Parte 3
39 Uma previsão para o futuro
Notas iniciais
Em uma mística caverna, vive a Oráculo de Delfos. Entre os cristais de cores escuras e claras, rochas brilhantes e fumaças densas, ela conseguia ver o futuro. A oráculo também é boa em fazer porções e magias. Em um manto azul com detalhes em branco, ela meditava quando ouviu um barulho vindo de um de seus potes, na verdade, o barulho veio de um pires com cinzas. A oráculo olhou para ele e viu algo surgindo das cinzas, uma águia marrom e teve uma visão. Uma previsão para o futuro.
— Como uma fênix. Das cinzas, uma nação ressurgirá e se tornará uma das grandes potências do mundo. — Anunciou a Oráculo de Delfos.
...
— Demorei muito tempo para perceber. Pensei que, depois, de tantas decepções, de tanto sofrer, o amor não seria mais algo para mim. Mas você trouxe esse sentimento de volta para o meu coração, com seu apoio, carinho e atenção. — Hera sorriu. — Na verdade, esse amor nunca saiu do meu coração, só estava adormecido, e você despertou. Agora, me sinto segura para dizer, com toda a felicidade do mundo: Eu te amo, Frizioh. Eu te amo e quero ficar ao seu lado para sempre, meu amor.
Frizioh já estava surpreso em receber a visita de Hera, em sua casa na Bélgica. Ao ouvir a declaração dela, quase caiu para trás.
— Ivy, é sério o que diz? — Perguntou Frizioh, ainda incrédulo.
— É sério. — Respondeu Hera. — O meu coração é seu. O meu amor é seu. Eu quero viver um grande amor, ao seu lado, ser a sua Ivy, para sempre. Sou apaixonada por você. Quer que eu diga outra vez? Pois, eu digo. Eu te amo, Frizioh.
Frizioh sorriu e disse:
— Não sabe como eu esperei ouvir você dizer isso, Ivy. Eu sempre fui apaixonado por você, o amor que sinto, nunca saiu do meu coração, esperando o momento certo para ressurgir. Tu és a única dona do meu coração, Ivy Lily Venandre. Eu te amo. Ich liebe dich, Ivy.
Hera e Frizioh se beijaram apaixonadamente. Finalmente, Hera encontrou o amor verdadeiro e tem certeza que ao lado de Frizioh, será muito feliz. Para celebrar esse momento, os dois foram para o quarto e entre risos, beijos, carícias e declarações, se amaram. O desejo aumentava entre eles, Hera se sentia amada e feliz. Frizioh também se sentia feliz ao estar com sua amada Ivy.
...
Depois de se passarem alguns dias, a reconciliação com Frizioh passou de um momento feliz, para um momento de tensão. Hera acordou se sentindo mal, estava enjoada e com tonteiras, ela se desesperou, pois, desconfiou que estaria grávida.
— Mas não é uma boa notícia, Ivy? — Perguntou Frigga.
— Ainda não entendeu, Frigga? Se eu estiver grávida, significa que a Alemanha terá um novo deus ou uma nova deusa. Ou seja, a Delayoh não vai voltar. — Respondeu Hera.
— Pensei que a volta da Delayoh dependia apenas dos alemães.
— E aí que está o meu medo. Quando eu contar que estou grávida, eles vão se esquecer da Delayoh e não vão pedir para ela voltar. — Hera se levantou da cama com um rompante. — Eu vou acabar com essa dúvida. Vou ao hospital de Apolo e fazer o exame.
Quando Hera saiu de sua casa, encontrou a Oráculo de Delfos, mas não lhe deu atenção, disse que tinha um assunto importante para resolver. Ela abriu a porta do carro preto e ouviu a Oráculo dizer:
— Tu vais receber uma grande notícia hoje, Hera.
Hera se virou e perguntou:
— O que quer dizer?
— Você vai saber.
— Não tenho tempo para os teus enigmas. — Disse Hera irritada, entrando no carro e arrancando com ele.
...
Ao chegar no hospital, Hera pediu para Apolo realizar um exame de gravidez, ele atendeu ao pedido. Após um tempo, Hera aguardou no quarto em que Delayoh estava. Aflita, ela observava a filha respirando, ainda desacordada.
Enquanto isso, na Alemanha, os alemães se mobilizavam, tanto do lado ocidental, quanto do lado oriental, para derrubar o muro que os oprimiu por tanto tempo. Ao derrubarem o muro, os alemães, tanto os estavam em Berlim, quanto os que estavam em outras cidades, faziam um pedido:
— Volta Delayoh! Volta Delayoh! Volta Delayoh! Volta Delayoh!
Os gritos deles chegaram ao mundo inferior.
— Esse som é... — Disse Delayoh, emocionada.
— É o som das vozes dos seus alemães. Eles te querem de volta. — Falou Hades.
Delayoh abraçou Hades, ele disse que iria sentir saudades da sobrinha e a deixou ir. Ela disse que algumas vezes faria uma visita para ele.
No hospital, Apolo entregou o envelope com o resultado do exame para Hera e disse:
— Você não está grávida, Hera.
— Não? — Perguntou Hera com o envelope nas mãos.
Hera respirou aliviada e começou a ouvir as vozes dos alemães pedindo para Delayoh voltar. Ela se emocionou e olhou para Delayoh. Com o som das vozes, a respiração dela ia diminuindo, até que parou de respirar e de repente, Delayoh respirou fundo e despertou.
— Delayoh... — Sussurrou Hera.
A deusa alemã olhava confusa, ainda não estava reconhecendo o quarto em que estava, quando viu Hera, disse sorrindo:
— Mutter...
— Você voltou. — Hera a abraçou emocionada. — Eu sabia que você irá voltar, tochter. A Oráculo de Delfos disse que eu receberia uma grande notícia hoje, eu não dei muita atenção. Agora eu entendo, ela estava falando do seu retorno.
— É impressionante. Mesmo depois de tudo o que aconteceu, os alemães te quiseram de volta. — Disse Apolo, ao perceber que Delayoh o olhava com um rosto bravo, se desculpou. — Eu sei que está furiosa comigo e com razão, mas eu não sabia que a Sarah construiria um muro. Então, eu queria te pedir desculpas.
— Tudo bem, Apolo. Dessa vez passa. — Disse Delayoh, um pouco incomodada. — Eu não estou sentindo as minhas pernas.
— Isso é efeito da inércia. — Explicou Apolo. — E também representa a reconstrução da Alemanha, quando a sua nação se estabilizar, tu voltarás a andar. Agora preciso te fazer uma pergunta séria, se arrependeu do fez?
— Talvez das prisões dos deuses, mas das mortes dos judeus, não. — Delayoh foi firme.
— Depois de tudo o que aconteceu, você não se arrepende?
— Não. E pode me colocar em inércia quantas vezes quiser, eu não me arrependo.
— Mas Delayoh não fará novamente. A partir de agora, ficarei de olho nela. — Avisou Hera. — Não dei limites e quase a perdi. Agora, será diferente.
— Posso até não me arrepender, porém, nesse tempo em que fiquei em inércia, aprendi a lição. Não vou mais invadir países, prender deuses, me envolver em guerras, perseguir e matar mortais. Está começando um novo tempo para mim. Porém, vou até os judeus que sobreviveram, apenas para dar um susto neles. — Delayoh deu uma risadinha. — Eu sei em que lugares estão.
— Delayoh... — Repreendeu Hera.
— Será apenas um susto, mutter. Não irei matar ninguém, será apenas para relembrar os velhos tempos. Tenho que me divertir, não é?
— Nunca vais mudar, Delayoh. — Disse Apolo, balançando a cabeça. — Mas não posso te colocar em inércia novamente, pois, estarei indo contra a vontade dos alemães. Ficarás mais um tempo aqui, no próximo ano, poderás voltar para a Alemanha.
— Antes de eu ir embora, Apolo, me diga. Se eu não estou grávida, o que significou aqueles enjoos e tonturas que senti? — Perguntou.
— Ansiedade. — Respondeu. — Estava tão preocupada com o retorno de Delayoh, que acabou tendo os sintomas de uma gravidez.
Hera riu e depois, voltou para a Alemanha. Alegremente gritava:
— A DELAYOH VOLTOU! MEINE TOCHTER VOLTOU!
...
Zeus foi fazer uma visita para Stanley em Londres e dar uma importante notícia.
— Que notícia é essa, pai? — Perguntou Stanley.
— A Delayoh voltou. — Disse Zeus, enquanto brincava com Chelsea, com as conchinhas e pedrinhas.
Elisabeth tremeu com a notícia. Stanley tentava conter o sorriso que se formava em seu rosto. A deusa inglesa disse que os alemães não tomam jeito, trouxeram de volta, a deusa que mergulhou o país deles em duas guerras. Ela disse que ia levar as toalhas para dentro, mas Stanley falou para a esposa continuar brincando com a filha, que ele levaria as toalhas. No quarto, Stanley colocou as toalhas no armário e libertou o sorriso, dizendo:
— Ela voltou. Ela voltou. Quero muito falar com ela, mas farei isso com cautela. Ah, Delayoh! Eu senti tanta a sua falta. Fico feliz que tenha voltado.
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