A Família Olimpiano e suas nações - Parte 3

40 1989/1990-O começo do surgimento da fênix.


Notas iniciais
Olá! Está começando uma nova fase na vida de Delayoh. Curiosidade: O título do capítulo foi inspirado uma reportagem sobre a reconstrução da Alemanha, e tinha um título com uma frase parecida, gostei e resolvi adaptar e colocar como título deste capítulo. Boa leitura!!!

Ainda em 1989, Khayna, Beatrissa e Ciano, foram os primeiros a visitar Delayoh, após o seu retorno. Eles estranharam ao verem a irmã em uma cadeira de rodas, ela explicou que era efeito da inércia e que logo passaria. Delayoh, vestindo um vestido branco, empurrou a cadeira até eles. Khayna correu para abraçar a irmã, estava feliz abraçando a sua irmã mesmo e não um espectro. Depois, Ciano foi conversar com ela.

— Eu só te conhecia por foto e posso continuar dizendo, você é bonita. — Ciano fez um elogio e deu um abraço em Delayoh.

— É tão bom te conhecer, Ciano, meu irmão caçula. — Disse Delayoh, ela notou Beatrissa na sala. A deusa belga estava tímida, balançando as pernas, raspando o bico da bota no chão e cobrindo sua mão com a manga do casaco roxo. Delayoh foi até ela e disse:

— Eu não fazia ideia que tinha mais uma irmã e que ela, morasse tão perto de mim. Por tanto, não soube medir os meus atos, invadi a Bélgica e te agredi, durante a primeira guerra. — Delayoh segurou na mão dela. — Eu sei que será difícil me perdoar, depois de tudo o que aconteceu. Mas eu prometo que serei uma irmã melhor para você e para todos os nossos irmãos. E tu sabes que cumpro o que digo.

Beatrissa deu um abraço nela e disse:

— Cometemos muitos erros no passado, o que resta para nós é aprender com eles e seguir com as nossas vidas, em família, meine schwester.

Beatrissa deu mais um abraço em Delayoh, depois, Khayna e Ciano fizeram o mesmo. Hera foi ver se estava tudo bem e se emocionou ao ver os quatro filhos abraçados. A cena que quis tanto ver, estava acontecendo.

...

Delayoh também teria contas a acertar com os deuses que prendeu. Por isso, chamou todos que prendeu e com quem guerreou, pois, soube, através de Hera, da criação de um bloco econômico entre os países europeus, precisaria se entender com esses deuses, pelo bem de sua nação.

Todos se reuniram em uma sala, Delayoh deu uma provocada em Elisabeth, dando um aceno, agradeceu a presença de todos e começou a falar. Todos estavam atentos as suas palavras, até Nerverly, deusa da Holanda, interromper.

— E tu achas que é assim, fácil — Neverly estalou os dedos. — Pede desculpas, diz que foi errado nos prender, que quer ter um bom relacionamento conosco e então, te perdoamos e fica por isso mesmo? E os traumas que sofremos? Tivemos nossos países invadidos pelo seu exército. Perdemos cidadãos de forma cruel. Fomos presos em bolhas do sono por você, ficamos fracos e quase entramos em inércia. — Neverly ajeitou o seu cabelo preto, preso em uma trança única. — Me desculpe, Delayoh. Problemas não são resolvidos, com um simples pedido de desculpas.

— Neverly tem razão. — Disse Polyana. — Varsóvia foi arrasada, muitos poloneses ficaram sem um lar. Além dos judeus poloneses que morreram em suas mãos. Eu fui presa e quase entrei em inércia. Eu sou sua prima e fui presa.

— Eu também sou prima de Delayoh e fui presa. — Disse Norah, com os braços cruzados. — Parece que Delayoh não conhece a frase “ respeito à família”.

Delayoh respirou fundou e disse:

— Eu sei que cometi erros e dou total razão para estarem bravos comigo. Quanto aos judeus, vocês podem chiar, reclamar, mas eu não me arrependo de matado cada um deles. Porém, este não é assunto que quero tratar com vocês. Quero falar sobre o tal bloco econômico. É algo em que deveremos trabalhar juntos, juntar o que nossos países têm de melhor e trabalhar. Além de cooperarmos uns com os outros. É assim que funciona uma união. O que aconteceu no passado, jamais será esquecido, porém, não será repetido. Não estou pedindo a amizade de vocês, de imediato, construiremos essa relação. Vamos escrever uma nova história?

— É fácil fazer um discurso bonito, como esse, depois de voltar da inércia. Mas a Alemanha é uma nação confiável? — Perguntou Elisabeth, em tom de provocação. — Sim, pois, não vamos esquecer que foi a nação dela e ela que trouxeram destruição para a Europa e por duas guerras seguidas. Nos reconstruímos graças ao esforço dos nossos habitantes e também com a ajuda do meu amado marido Stanley.

Delayoh fechou a cara, bufou e apertou suas mãos na cadeira. Ela estava pronta para dar uma resposta à Elisabeth, quando Beatrissa a interrompeu.

— Quem nunca cometeu erros? Eu já cometi, todos nós já cometemos, inclusive, você, Elisabeth. — A fala da deusa belga, fez Elisabeth revirar os olhos. — E em todas essas ocasiões, nós tivemos mais uma oportunidade de recomeçar. Sei que fomos vítima de uma guerra terrível, mas vamos dar uma segunda chance para a Delayoh, de ela mostrar que quer trabalhar para o bem de todos, da sua nação trabalhar e cooperar com as nossas nações. — Beatrissa se virou e sorriu para Delayoh. — Eu conheço a Delayoh, se ela diz que trabalhará para que a Alemanha coopere com outras nações, ela cumprirá.

Delayoh sorriu e agradeceu Beatrissa.

— Eu concordo com a Beatrissa. — Disse Francine. — Estamos iniciando um novo tempo, uma nova união e trabalharemos juntos. Sem esquecer do passado, mas aprendendo com ele.

Elisabeth estava relutante, mas acabou aceitando ao ver que os outros deuses aceitaram a ideia. Todos se deram as mãos, celebrando a chegada da União Europeia.

...

Em 1990, finalmente Delayoh, vestida em vestido de vinho de seda, saiu do hospital, acompanhada de Hera. Antes de sair, Apolo lhe fez uma lembrança:

— Se comporte, Delayoh. Do contrário, a cicatriz em seu coração, a colocará em uma inércia permanente. Isso serve para os seus alemães, dê este recado a eles.

Delayoh fez com a cabeça que sim e foi para a Alemanha, com sua mãe.

...

Os alemães aguardavam ansiosos o retorno de sua deusa. No portal de Branderburgo, quando uma passagem se abriu e Delayoh apareceu, eles a festejaram muito, deixando a deusa alemã emocionada. Ela agradeceu e disse que fará de tudo para ser uma deusa melhor para merecer o amor dos alemães. E contou sobre a cicatriz no coração.

— Alemães, eu quero pedir desculpas pelo que fiz. — Discursou Delayoh. — Estava com tanto ódio e tanta raiva, que não pensei que se saíssemos derrotados da guerra, o país sofreria tanto. Que vocês sofreriam tanto. Tudo que eu fiz foi para trazer a nossa Alemanha de volta ao topo, mas acabou destruindo e dividindo o país.

O prefeito de Berlim se aproximou dela e disse:

— Essa guerra destruiu nosso país e fomos ocupados por aqueles que venceram a guerra. Mas mesmo assim, não conseguiram destruir o nosso orgulho. Tentaram, mas não conseguiram. Agora que está de volta, vamos todos juntos, berlinenses e alemães de outras partes da Alemanha, iremos reerguer a nossa nação e torna-la uma potência.

Danke! Mas eu fiz algo muito errado que o mundo inteiro condena, mandei para a morte e matei 6 milhões de judeus, por que me trouxeram de volta? — Perguntou Delayoh confusa.

— Tiveste seus motivos para fazer o que fez, mesmo que fosse errado. E nós entendemos que foi terrível e que não devemos repetir. Devemos tirar lições desses erros, para fazer a nossa nação prosperar. Como eu disse, faremos isso juntos. — Respondeu o prefeito. — Você é a nossa deusa, tens o espírito e orgulho alemão, é a deusa perfeita para nós. Ivy não poderia ter nos dado uma deusa melhor.

Heringuer surgiu e não conteve a alegria ao ver Delayoh. Ele se aproximou dela, a pegou no colo e a girou, a deusa alemã ria e teve que segurar a saia para não voar. Depois, ele a colocou novamente na cadeira, e disse:

— É tão bom te ter de volta. — Heringuer deu um beijo no rosto dela.

— Está começando um novo tempo para a Alemanha. — Disse Hera.

— Ah! Mutter! Antes de você falar, eu tenho uma surpresa para a senhora. — Delayoh se afastou um pouco, estalou os dedos e pediu para mãe olhar para o mastro. Hera olhou para o mastro e apareceu uma bandeira com listras horizontais em preto, vermelho e dourado. Ela sorria incrédula.

— Essa é... — Disse Hera.

— A bandeira da Alemanha, a bandeira que você sempre quis. — Disse Delayoh.

Hera foi até a filha e deu um abraço nela, agradecendo e dizendo que amou a surpresa. Depois, continuou a falar:

— Bom, já que estamos em um novo tempo, teremos de fazer mais algumas mudanças. Como por exemplo, o hino. Como está, não será aceito para o restante do mundo, pois, coloca a Alemanha como superior e não queremos causar problemas com o restante do mundo.

— E a segunda estrofe, também fala dessa superioridade. — Observou Heringuer. — Como faremos?

— Não percebem? — Perguntou Ares. — Já temos o hino, a terceira estrofe é perfeita. Fala união, coração e do surgimento de uma nação. Não podíamos ter um hino melhor.

Hera se lembrou e definiu a terceira estrofe como o hino oficial da Alemanha. Depois, começou a cantar e foi acompanhada por todos. Durante a canção, uma águia marrom voou na direção de Delayoh e pousou na cadeira dela, fazendo um carinho, arrancando sorrisos de Delayoh. Uma nova bandeira, um novo hino, para uma nova Alemanha.

De longe, a Oráculo de Delfos observava e sorria, dizendo:

— Como uma fênix. Das cinzas, uma nação ressurgirá e se tornará uma das grandes potências do mundo.

Notas finais
A Delayoh em uma cadeira de rodas, foi uma ideia aleatória e bem doida que tive, é como se representasse a reconstrução da Alemanha. A Delayoh logo voltará a andar. E tem mais uma cuiriosidade, a cicatriz no coração da Delayoh, é como se representasse as partes do muro que ainda existe na cidade.