A Excluída

17 PARTE 2 O ataque


Mais um dia de aula passou rápido. Eu e David já estávamos prontos para sair correndo. Mas nosso professor impediu nosso plano com uma entrega de provas. Eu tirei 9,5 e David 10 na prova de matemática, o que nos rendeu parabéns do Prof. Jonas e olhares furiosos de alguns colegas de classe. A maioria dos valentões já tinha saído quando eu e meu amigo conseguimos sair da escola.

Saímos o mais rápido que pudemos e no outro lado da rua, havia uma desagradável surpresa. Havia uns seis valentões, esperando a oportunidade perfeita pra humilhar alguns nerds.

—Oh oh – murmurou David.

—É – concordei – qual é o plano?

—Dessa vez vamos ter que enfrentar – ele disse e andamos, saindo da escola como qualquer outro aluno.

—Olha se não são os geninhos?! – reconheci a voz de Lidiane e ignoramos.

—Ei venham aqui! – eu ouvi Daiana exigir.

David e eu continuamos andando, com medo do que poderia acontecer.

—Vocês são surdos, geninhos? – um menino alto que eu não conhecia apareceu na nossa frente e fomos obrigados a parar.

O resto dos valentões nos cercou.

—Vocês sabiam que não são os únicos alunos dessa escola? — Lidiane disse perto dos nossos rostos, seus olhos se crispando de raiva – o professor Jonas não sabe falar de outra coisa além das notas excelentes de Lilian Longsly e David Loxtraide. Ninguém aguenta mais!

—Não temos culpa se o professor fala de nós! – David disse reunindo coragem.

—Ah tem sim – Daiana o respondeu – todo dia, todo dia, é só Lilian e David, David e Lilian, já tá enjoando, é irritante!

—Vocês merecem uma lição! – declarou um outro menino.

Ao ouvir isso, me desesperei ainda mais. Eles iriam nos dar uma surra no meio da rua por tirar boas notas. Quem mandou o professor Jonas puxar nosso saco? Antes deles nos baterem, nos poucos instantes que tive pra pensar em alguma coisa, lembrei da minha invenção criadora de zumbis.

Havia mudado minha antena há algum tempo a um controle remoto estava no meu bolso. Mesmo estando longe da antena, ele funcionaria. Rapidamente puxei o pequeno controle do bolso de trás e o apertei. As ondas eletromagnéticas se locomoveram até ali, atingindo o cérebro dos nossos inimigos, os paralisando por um tempo. David também ficou paralisado, pela surpresa de os ver daquele jeito.

—Corre! – eu disse agarrando sua mão e corremos o mais rápido possível.

Em frente à minha casa, paramos. Respirando ofegantes, tentando recuperar o fôlego.

—Tem – David puxou um pouco de ar – que me explicar o que aconteceu.

—Eu vou – respondi e entramos.

Seria uma longa explicação aquela.