A Excluída

8 PARTE 1 Preocupação


Mais um dia havia terminado na escola e, naquele dia, não recebi nenhuma surpresa desagradável. Mas, ao chegar em casa, notei algo completamente estranho: havia mais ou menos 10 barracas de acampamento em volta da minha casa, me aproximei com cuidado. Enquanto caminhava lentamente, ouvi vozes conhecidas murmurando de dentro das barracas.

—Quando acha que a Lilian vai aparecer? – disse Lyne

—Eu não sei — respondeu Cléo – só sei que devemos venerá-la. Ela deve ser nossa suprema líder.

Assustei-me com o que ouvi. Elas pareciam estar hipnotizadas. Seria possível que elas queriam me tratar como sua líder? Minha invenção tinha ido longe demais? Talvez. Entrei em casa. Encontrei minha família, mal humorada como sempre, com exceção de Lana.

—Você pode me dizer o que significa tudo isso lá fora, mocinha? – disse minha mãe zangada.

—Eu... – comecei a dizer – não sei, eu não tenho ideia do que pode ser.

—É melhor você tirar esses invasores do meu quintal Lilian – disse meu pai.

Fui para o meu quarto. Lana me acompanhou.

— Você acha que esse pessoal tá aqui por causa da sua antena? – perguntou minha irmã.

— Eu não sei Lana – disse a ela – talvez.

Toquei na minha invenção e a observei, preocupada. Ela tinha ido longe demais? Comecei a trabalhar nela novamente. Se minha antena era a causa de atrair tanta gente para o quintal da minha casa, tinha que descobrir uma solução.