A Estranha Cidade De Brecksville
1 Capítulo 1 - Prólogo
Meu nome é Lanna Cooper. Filha de Rachel e Antony Cooper. Mortos em um acidente de carro á 15 anos atrás. Fui adotada por Annie Scott, e desde então sou conhecida pelo sobrenome dela.
Hoje fui acordada pela doce voz de Annie:
- Acorde querida, nós acabamos de chegar.
Estava em um taxi quando eu acordei então me lembrei que estava indo morar na casa da minha avó em Brecksville por causa de problemas financeiros, o que era estranho, pois Annie sempre foi rica, e sua casa é o exemplo perfeito disso.
Olhei pela janela e vi que tínhamos acabado de virar em uma rua. Uma rua diferente. Ela era comprida e sem saída. Suas casas eram todas pintadas com cores coloridas e claras, eram particularmente pequenas, mas todas com mais de um andar. Resumindo, lembrava vagamente as casas de um subúrbio, com exceção de duas casas no final da rua. Uma ao lado da outra. As duas tinham três andares, espaçosas e sem duvidas, lindas. Uma era branca e a outra era de um tom mais amarelo claro. Mas as duas eram com certeza uma das casas em que eu queria morar.
Fomos andando pela rua devagar o que me fazia ficar cada vez mais ansiosa. Se eu morasse naquela casa, a mudança poderia não ser tão ruim como eu esperava. Íamos nos aproximando da casa aos poucos, mas ainda devagar. Então, finalmente, depois de várias casinhas iguais, a minha aflição passou. O taxi parou exatamente na frente da casa branca.
Saí em disparada pra á frente da casa branca. A casa era mais bonita de perto. Quanto mais me aproximava, mais meus olhos cintilavam por cada detalhe. A porta era de madeira marrom escura, e em cada lado dela tinha um janela enorme, branca e com cortinas meio transparentes. As flores do jardim da casa eram tão bonitas e tão bem cuidadas que dava a impressão de serem cuidadas por Perséfone.
- Vamos Lanna – disse Annie
Aquelas duas palavras bastaram para eu sentir o sangue passando rapidamente pelas minhas veias, junto com o calor do meu corpo. Eu finalmente ia entrar naquele palácio no meio de um subúrbio entediante. Comecei a andar em direção a casa. Eu estava prestes a entrar quando eu escuto Annie:
- Lanna! Aonde você esta indo? É por aqui!
Depois daquela frase eu descobri realmente como era cair de um pedestal. Annie estava na frente de uma casinha amarela.
- Tudo bem querida. Você não sabia que casa era. É normal confundir – disse Annie como consolo. Mal sabia ela o motivo de estar com aquela cara.
A casa era igual às outras, de cor amarela. Detalhes? Nenhum! Flores? Murchas. Tamanho? Digamos que não chegava nem aos pés da cozinha daquelas duas enormes casas.
Tocamos a campainha. A porta foi aberta por uma senhora, que definitivamente tinha aquela cara de avó. Ela foi muito gentil ao nos convidar para entrar em sua casa.
O primeiro cômodo era dividido em duas partes sala de jantar e de televisão, mas ambos levavam a um corredor que dava acesso a cozinha e uma escada. Foi tudo tão rápido que nem deu tempo de observar com calma os cômodos, mas eu nem queria. Estava cansada e decepcionada demais para ter interesse em algo que não seja uma cama. Continuamos o passeio pela casa. O segundo andar tinha um corredor que levava á três quartos e a um banheiro, o qual só vimos de longe, pois minha avó nem ousou no mostrar. Talvez pelo fato de estar bagunçado ou simplesmente pelo fato de estar afobada demais para lembrar até o próprio nome. O primeiro quarto era o dela, mas estava fechado e ela não teve o trabalho de abrir, só que dessa vez a feição em seu rosto estava diferente, como si realmente não pudesse abri-lo. Mas nem liguei, pois não a conhecia o suficiente pra julgá-la. Então ela mostrou o quarto da minha que também estava com a porta fechada, então elas ficaram si encarando e para quebrar o silêncio, comecei:
- Então. Vamos conhecer o quarto – falei enquanto girava a maçaneta. Meu movimento foi interrompido de repente.
- O eu você pensa que está fazendo? – disse minha avó indignada batendo com força a sua mão na minha.
Tenho que admitir que para um velha aquele tapa realmente doeu. Eu queria me defender, mas estava ocupada demais acariciando a minha mão onde ela havia batido. Então ela me encarou, o que me levou a imediatamente olhar para Annie, mas nada mudou e Annie agiu como si tivesse acontecido. Continuamos o passeio sem nenhuma palavra. Ela andou até o final do corredor e abriu a porta do meu quarto.
- Entre e não saia até eu te chamar para a hora do jantar – disse ela enquanto batia forte a porta do meu quarto e a trancava por fora.
Sua atitude me fez pensar ‘ O que houve com a doce velhinha que me recebeu na porta e com Annie que me defendeu a vida inteira para amarelar agora?’ Talvez até Annie possa sentir certo medo da senhora.
Depois de um tempo encarando a porta me viro e minha vista é realmente impressionante. O quarto é enorme e lindo. Paredes brancas, poltronas rosas claras, cama de casal extremamente macia. Uma porta que me levava até um closet e um banheiro, e outra de vidro que me levava a uma varanda com uma mesinha, vasos com flores e pequenas árvores, sendo uma delas, uma macieira. O cômodo era tão bonito que quase agradeci a senhora por não me permitir sair de lá. Mas mesmo assim, nada me distraia o bastante para eu parar de pensar o que tinha de tão importante naquele cômodo para que a senhora não me deixasse entrar.
Chego à varanda e percebo que não há nenhum cheiro de comida pronta, o que quer dizer que ninguém vai me procurar no meu quarto por um bom tempo. Aquela mulher pode trancar a porta do meu quarto. Mas com certeza ela se esqueceu da varanda. E nada vai me impedir de entrar naquele quarto. Quem é a mais esperta agora vovó querida?
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