Harpia sabia que não deveria rir, mas havia certo deleite em presenciar o grande Cristian Cedro guinchando desesperadamente enquanto batia os “braços”. Ainda assim, precisava intervir ou passariam a noite toda ali.

— É uma punição — ainda rindo, ela explicou — por sua arrogância.

— O que eu fiz de errado?

— Ignorou meus avisos e enfureceu a Deusa.

— Deusa?

— Ao homem tolo que insiste em tocardes no solo sagrado durante a Estação, que recaía a fúria da donzela, o rancor da mãe, e da anciã, a danação.

Ele parou.

— Você — grasnou — isso tudo é culpa sua!

— Quem é a charlatona agora, Cristian Cedro?


Notas finais
Com o decorrer dos capítulos eu vou passando algumas informações importantes acerca da história e o processo para escrevê-la. Por enquanto, saibam que todos os nomes são 100% inspirados em aspectos da nossa Fauna e Flora. Harpia, para além da mitologia, é um nome popular do nosso Gavião-real, a maior águia das américas. Segundo o Wiki aves, a Harpia pode ser avistada em regiões florestais remotas, como a Amazônia ou em áreas protegidas, como reservas de Mata Atlântica, embora haja registros dela no pantanal e no Cerrado. Vou deixar aqui o site do Projeto Harpia que faz um trabalho maravilhoso de pesquisa e conservação da espécie. Unidades de Conservação como o PARNA Serra da Bodoquena também realizam trabalhos de pesquisa e monitoramento que valem a pena conferir (e apoiar). https://www.projetoharpia.org/ Beijos logo logo volto com mais capítulos!