A viagem terminara mais rápido que imagina — ou gostaria, a bem da verdade.

Pousaram em uma clareira repleta de painas, rochas e silerca — um cogumelo exótico naquela região, provavelmente espalhado por algum produtor local descuidado — ao longe, via-se a trilha e ouvia-se o som da cachoeira.

— E agora? — Cristian perguntou.

Sem dizer nenhuma palavra, Harpia esticou as asas e voltou a forma humana.

— Quando chegarmos até a cachoeira — ela soprou — vai pedir perdão à Deusa.

— Perdão?

— Exatamente.

— Pelo que, exatamente?

— Que tal começar pela blasfêmia? — Harpia respondeu enquanto pegava um galho seco de paineira que jazia no chão.

Notas finais
Estou de volta!