Cristian, apesar de contrariado, a seguiu enquanto descia a trilha, pairando sobre sua cabeça. Era cabeça dura, não burro.

— Qual é a da paineira?

— Proteção — ela respondeu e usou sua magia para lacrear a madeira, que foi coberta por uma aura arroxeada. — Para nos manter no caminho.

— Então, daquela vez, você queria me... proteger?

— Ah não, eu estava irritada. Você foi um babaca na reunião.

— Você me chamou de capacho do governo.

— Mas foi porque você me chamou de charlatona primeiro — ela devolveu, encarando-o de rabo de olho — e estava atrasando nossa vida com essa sua burocracia enfadonha.

— Justo.