Notas iniciais
amores estou de volta... aaah espero que amem...

Estava tempo o bastante ali com ele, o jantar estava sem duvida fabuloso, e ele não sabia o que fazer para me agradar. Diversas vezes tentei não deixar que os meus impulsos me denunciassem e eu comesse depressa demais, ou pelo fato de estar morrendo de fome e ter medo que a comida acabe. Assim que termino limpo devagar meus lábios e mesmo com o olhar baixo sinto que ele está olhando para mim. Coloco o guardanapo ao lado da mesa e espalmo as mãos do jeito que Silvia nos ensinou, assim que olho em seus olhos, respiro fundo e tento recuperar o ar que me faltou.

—O que achou da comida? E a torta minha querida? Estava do jeito que gosta? — Eu costumava comer arroz com soja, é acho que está ao meu agrado!

—Sim, claro! A torta estava no mínimo esplêndida.

—Certo, vem comigo então? Quero te mostrar a minha surpresa... — me levanto devagar e ele pega em minha mão, devagar me puxa de modo que eu o acompanhe, pouco a pouco meu corpo está bem próximo ao seu e então me apoio em seu braço para que possamos seguir em frente.

Maxon me guia para o fim do jardim em direção ao cinema, sinto saudades da primeira vez que estive ali, tento não demonstrar a vontade que tenho de chorar, assim que ele abre a porta não está como antes, as cadeiras estão afastadas e o local está um tanto que escuro, ele fecha a porta atrás de si e ajeita a luz em meio tom, se dirige ao som e uma música lenta e deliciosa começa a tocar, ele estende a mão e faz uma reverência.

—A senhorita aceitaria essa dança? — meu coração pula e eu retribuo a reverência, ah tá, mas eu não sei dançar...

—Adoraria, mas sou péssima na dança...

—Eu sei, por isso te trouxe aqui, quero tentar te ensinar algumas coisas, olha não disse ainda para ninguém mas, você e Kriss tem que saber— Ah sim sempre ela... — Sábado a última eliminatória será em dança— Aspen realmente estava certo— vocês terão que dançar com um soldado e no fim comigo, a que for melhor ganha a competição... Vem, eu te ajudo. — me aproximo e pego sua mão, no ponto alto da música ele me puxa para si e coloca a mão na minha cintura. — Agora olha dentro dos meus olhos— eu já faço isso sem que ele peça— sua mão esquerda fica no meu ombro direito e a direita... — ele entrelaça nossos dedos. —Agora vamos nos mover, meus pés vão para trás e o seu para frente, não desvie seu olhar, e assim vamos delicadamente— ele sussurra enquanto eu me concentro, suas mãos me guiam e eu me entrego a ele, as mãos de Maxon descem para minha cintura e ele me ergue fazendo com que eu me assuste solto uma risadinha nada elegante, mas ele não liga delicadamente ele me desce e sua boca fica a altura da minha, nossos olhares param e a música está tocando em uma voz doce de uma menina nova, sua boca encosta delicadamente nos meus e eu fecho meus olhos, ele me puxa para si e sua língua pede passagem em meus lábios, desço minhas mãos de seus ombros para suas costas e ele aperta minha cintura, meu mundo para, agora somos apenas eu, ele e a música... Ele me aperta e suas mãos sobem em meus cachos virando delicadamente minha cabeça intensificando o beijo.

—Alteza, Alteza— nos separamos rapidamente e o soldado pega o braço de Maxon o puxando para fora. — invasão, os rebeldes, venha... — sinto a mão de Aspen puxar a minha e quando percebo Maxon foi levado em reluta.

—Corre Meri, por aqui! — ele me guia até uma escada e eu reluto... Porque me separaram dele? Porque agora? Quando olho Aspen me leva junto das minhas criadas e mais dois soldados, ele fecha a parede secreta e acende a luz, o local parece igual o que fiquei com Maxon, Anne, Lucy e Mary correm e me abraçam, assim que elas se afastam, os demais reverenciam para mim como se eu fosse a princesa.

—Não precisa disso, eu não sou a princesa.

—Mas vai ser! — uma das criadas que desconheço comenta e Aspen revira os olhos.

—Você se machucou ...Me... América, a senhorita está bem? — ele pigarreou e eu neguei.

—Porque não me deixaram ir com Maxon?

—Acho que ela deve saber! — Mary comenta e todos abaixam a cabeça, estou uma pilha de nervos e meu coração acelera quase saindo pela boca. Lucy se encolhe e Anne desvia o olhar, Aspen sai de trás de mim e agora posso vê-lo.

—Descobrimos que os rebeldes querem você América— ele fala de uma vez. Querem a mim? Como assim a mim? Lá dentro tem mais três e porque eu?

—A mim? Porque a mim?

—Não sabemos o porquê, mas os soldados acham que seja pelo fato deles quererem atingir o príncipe e o alvo mais fácil é você! — Ah ótimo, não me faltava mais nada.. Além de tudo agora sou uma procurada por rebeldes, reviro os olhos e me sento no chão sem me importar com o vestido.

—Maxon está bem? — pergunto a Aspen que assente sem vontade, deito minha cabeça em minhas mãos. Claro que está, ele é da realeza, ele sempre vai estar bem!

Tento não me preocupar com essa novidade devaneio para alguns minutos atrás onde eram apenas eu e ele e a música, suas mãos, seus lábios... Nosso beijo, porque tinha que ser agora.

—Senhorita, se cubra, está frio aqui— Anne me oferta um cobertor e eu pego sorrindo em tom de agradecimento. Cubro meus braços e Aspen se senta ao meu lado.

—Nada vai acontecer com você Meri.

—Não me preocupo comigo!

—Com ele!

—Não, Maxon está cercado de soldados, mas e a minha família?

—Também, as famílias das quatro tem soldados por todos os lados desde quando começou os atentados dos rebeldes. — Do nada a menina com o desenho brilhante em suas costas fazendo a reverência em quanto estou na árvore vem na minha cabeça e mais uma vez eu me pergunto, porque ela fez isso?!

Notas finais
Ei, que tal recomendar e quem sabe rolar um hot? Ok eu penso algo para nãoo perder a essência da Kiera, ah e me dizem o que está acontecendo? Comentem e recomendem...