A Escolhida
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Abro meus olhos e noto que dormi no amontoado de cobertas que Lucy fez para mim, Aspen está na porta conversando com um dos soldados e a sala está vazia, me levanto depressa e agradeço por ter acabado tudo aquilo, Lucy sorri a me ver e assente para que eu saia, sem trocarmos uma palavra ela me leva até meu quarto, assim que entro tenho forças apenas para deitar em minha cama e esquecer o mundo, minhas costas latejam e minha cabeça está girando.
—Ah, aí está você! América, ficamos preocupadas com você, exceto Celeste que disse que... Ah deixa pra lá o que ela disse— me viro e posso ver Kriss entrar devagar e se sentar na minha cama. — Se Maxon não tivesse passado a noite comigo eu acharia que ele estava com você! Claro que ela iria contar vantagem de estar com ele, ah e isso deixou meu dia ainda melhor... Sento-me revirando os olhos mentalmente e me ajeito.
—Ah fico mais aliviada em saber que ele passou a noite seguro! — mesmo que esteja com raiva por ele eu não demonstro.
—Se não fosse a Celeste teríamos conversado muito... — Ah que ótimo agora eu aprovo algo que aquela cobra fez!
—Celeste, acaba com tudo em pouco tempo— Kriss sorri e se levanta.
—Só queria saber como você estava... Bom, estou indo... A gente se vê mais tarde no encontro com Silvia e... América, o Maxon contou sobre...
—Sim, ele contou... — sei que é sobre a dança.
—Ah que bom, ele me contou ontem de noite... Sorte que na dança eu me garanto. — Sorte mesmo, penso em silêncio— Estou indo... — assinto e ela sai sorridente saltitando, sempre quando o assunto é Maxon ela faz isso.
Deito-me na cama novamente e fecho meus olhos, lembro-me da noite anterior onde estava com Maxon, dançando sem que nada acontecesse, sem ter medo de nada, beijando sua boca como se estivéssemos na noite do Hallowen, por mim aquela noite jamais acabaria, mas acabou! O braço de Aspen me pegando, ele me levando separado de Maxon, eu junto com os criados e alguns soldados que estavam de folga e ele com Kriss... Ser reverenciada, e ainda por cima descobrir que é a mim que os rebeldes querem, eu simplesmente não sabia mais o que pensar aonde ir e o que temer.
Queria que tudo voltasse para o momento que estava naquela casa na arvore com Aspen, onde só ele existia, onde minha vida era mais fácil e onde eu não tinha tanta falsidade ao meu redor.
—Ah ai está você minha querida— me levantei depressa e me lembrei que ainda estava com o vestido da noite anterior, Maxon se aproximou e eu me levantei para abraça-lo sem medo. — Ah América, eu fiquei tão preocupado! — nosso abraço é forte e eu estou mais aliviada em ter ele por perto. — Porque aquilo? — ele se afasta de mim.
—O soldado Leger disse que eles descobriram que os rebeldes querem a mim! — digo de uma só vez e ele engole seco mudando sua expressão para um nervosismo sem fim.
—Porque você? — ele se vira nervoso— Eles não têm limites? Se o problema sou eu então que venham até mim e resolva, não América, eu não vou deixar assim, eles não podem ferir você.
—Não vai acontecer nada está bem? — me aproximo dele e ele assente mesmo contra a vontade.
—Eu não quero que nada aconteça a você, eu jamais me perdoaria... — sorrio e ele se senta ao meu lado. —Acho que precisa saber que passei a noite conversando com Kriss. — eu respiro fundo.
—Eu sei, ela me disse.
—Está brava? Magoada? — nego.
—Ela é sua aposta mais alta, disse que entenderia... — ele se vira para o nada.
—Ela me contou muitas coisas sobre ela, eu gosto da voz dela, do jeitinho meigo e preocupado quando ela me vê... E do modo como confia em mim!
—Maxon, não precisa jogar o tempo todo na minha cara que eu não confio em você.
—Desculpe, eu só...
—Se importa se eu te pedir para me deixar descansar? A noite foi terrível e eu preciso dormir!
—Está bem, eu vou indo! Mas, América, fique tranquila eu farei de tudo para que nada aconteça com você— afirmo e ele sai.
Assim que ele saiu eu voltei a me deitar, realmente não gostava dessa mania dele de jogar tudo na minha cara, e não suportava o fato de saber que Kriss estaria sempre por perto... ela era alguém que me preocupava, mesmo que o tivesse visto com Celeste naquela noite, eu não estava mais com tanto medo, sabia o porque ela estava ali e Elise, bom, o que a mantinha ali era sua casta...
—Ah que pena saber que ainda está aqui— Celeste parou pela primeira vez na minha porta— Quando me contaram que seria expulsa eu simplesmente amei, e depois quando descobri que talvez tivesse sido pega, ah isso sim seria ótimo... Eu não sei por que insiste em pensar que será a escolhida, o rei jamais permitiria umazinha de casta cinco como você coordenar o palácio— me dirijo a ela e fantasio a cena de que eu voo em seu pescoço e puxo seus cabelos, como da ultima vez, mas como bem sei o que tenho a fazer é agir naturalmente e ficar na minha... Sem dizer nada fecho a porta em sua cara.
Respiro fundo e conto até dez...
Só aguento tudo isso porque agora sei o que eu quero, mas penso em Aspen, como tudo seria diferente em dois pontos, se ele não tivesse falado para a mãe que estava juntando dinheiro para casar, talvez eu não teria sorrido tão espontâneo na hora da foto e não estaria aqui, e se ele não tivesse terminado comigo eu faria de tudo para sair, jamais iria me deixar levar por Maxon, mas... Tudo foi diferente, agora eu preciso ser uma um... Eu preciso ganhar.
Escuto a porta se abrir e levanto com raiva...
—Desculpe senhorita— Anne diz a me ver e Mary e Lucy estão atrás dela, alivio meu olhar e elas sorriem.
—Ah me desculpem, achei que era a Celeste... Aconteceu algo? — elas afirmam.
—Descobrimos algo que vai ajudar a senhora a reconquistar a confiança de Maxon.
Notas finais
comentem e recomendem :))
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