A Escolhida
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Ahhhhh Hellen minha linda Hells, a primeira a recomendar :3 obrigada, apesar de já ter agradecido... Ah amei, amei... Muito obrigada.
Olho-me no espelho e estou completamente maravilhosa, um vestido azul marinho com contas de brilhantes, seu decote U realçam meus seios e minha pele branca, o tecido é fino e ele é completamente bufante, meus cabelos ruivos em cachos pendidos fazendo com meu rosto fique ainda mais branco e meus olhos cor de mel intenso, meu cheiro de almíscar está suave, as três sorriem por trás de mim no grande espelho como se fosse a coisa mais maravilhosa que elas já viram, sorrio de volta e passo a mão no tecido fofo me sentindo linda!
—E agora a última coisa! — Mary coloca um prendedor de prata com strass azul marinho em meu cabelo ruivo, é uma borboleta que tem o jeito de ser antiga pois o prata é envelhecido, nem havia notado ele entre minhas joias. — E América, a senhora está fabulosa! — Lucy coloca as mãos na boca e eu sorrio de leve a ela.
—De fato América, a senhora está magnifica— me viro e vejo Aspen parado na porta.
—Lucy, Mary, Anne... Importam-se de me deixar a sós com o soldado Leger? Preciso acertar algumas coisas dessa noite, sobre sua guarda! — As vezes acho que quando se trata de Aspen eu fico nervosa, afinal, se descobrirem o que fizemos, estamos mortos! Ou pior, porque às vezes a morte é um presente! — Essa noite não precisa ficar na porta, vou jantar com Maxon!
—Ah sim, o palácio inteiro sabe! Meri, será que não percebe que ele te usa? Ele estava com a Kriss na noite passada, essa com você e na próxima com Celeste! Será que não entende que ele te usa?
—Aspen, por favor! — disse me movendo no quarto e ele espirrou de uma só vez.
—Que cheiro é esse?
—Almíscar. — dou de ombros e ele me encara.
—Que horror Meri, prefiro seu cheiro natural! Mas o que eu vim te dizer na verdade, escutei que sábado terá uma dança e vocês serão informadas amanhã, cada uma de vocês dançaram com o soldado que escolher e isso vai ajudar para que Maxon decida quem é a última eliminada antes da grande final! Pensei que ficaria mais á vontade se me escolhesse. — mordo meus lábio nervosamente, dançar? Ele disse dançar? Sento-me na cama e tudo roda, sou péssima dançarina.
—O que foi? — ele se aproxima.
—Sabe o quanto eu posso superar na dança, tudo bem se for só se mover, mas acredito que quando falam em dança será aquelas formais do palácio, eu jamais conseguiria!
—Por isso que poderia me escolher, ficaria mais aliviada em pisar no meu pé! — sorrio.
—Prometo pensar!
—Soldado Leger, aconteceu alguma coisa? — Maxon entra no meu quarto e Aspen nega sem demonstrar nenhum rubor de espanto, o olhar de Maxon é desviado para mim e ele fica embarbascado sem dizer nada, cadê meu ar? Porque esse homem está tão lindo? E porque ele já chegou sendo que nem a mesa de jantar está aqui? Ele veste uma farda branca com medalhas e muitos botões, seus cabelos estão para trás e seu cheiro amadeirado está maravilhoso, sei que estou perdida em seu olhar e sei que Aspen nos encara completamente nervoso.
—Estava apenas recebendo ordens da senhorita América— diz rígido mas Maxon nem percebe pois seu olhar ainda está no meu— Eu já estava de saída! — assim que eu o vejo cruzar a porta me aproximo de Maxon.
—Chegou cedo alteza, o jantar nem está aqui!
—Sei que disse que jantaríamos aqui, mas achei que seria no mínimo estranho ter um adorável jantar em um local que você deixou bem claro de quando entrou que odeia, então quero que venha comigo. — sorrio— Permita-me em dizer América, você está fabulosa e esse cheiro... — ele fecha os olhos— eu amo almíscar.
—Permita-me em dizer alteza, você está esplêndido e estupidamente cheiroso— digo de uma vez e ele sorri estendendo o braço. Coloco minhas mãos enganchadas em seus braços e saímos de meu quarto.
Maxon de fato esta maravilhoso, é quase que impossível respirar ao seu lado, noto que nenhuma das meninas estão na sala e não sei ao certo onde vamos, ele me guia até o jardim e eu não entendo, uma das criadas faz uma habitual reverência e assim que entramos no jardim eu me surpreendo com a enorme mesa de jantar com tudo que se possa imaginar, coloco minhas mãos na boca e sorrio encantada, o local está iluminado por velas e a mesa está literalmente ao ar livre, ele se aproxima puxa uma das cadeiras e eu me sento, em seguida ele se senta e espalma as mãos sobre a mesa, meus olhos enchem ao ver aquele homem e por um momento sinto pequenos calafrios.
—Por onde quer começar? — ele fala apontando as bandejas— Ah, abra a última, quero que veja uma coisa— puxo delicadamente a tampa e não posso deixar de sorrir ao ver a torta de morango com creme— Sei que gostou e muito, então merece... Só não chore, por favor! — Lembro-me da minha frase onde falava que May choraria se pudesse comer uma torta saborosa dessa e não posso deixar de rir. Maxon abre a outra bandeja e nela encontro risoto com pedaços de frango e ervilhas pequenas, cenoura ralada e um aspecto amanteigado, o cheiro é divino... No outro prato, sinto o cheiro de frango com aspargo, meu estomago praticamente da uma pirueta dentro de mim e eu me lembro do quanto desejei poder ter tudo isso para comer sem culpa, sem medo de que acabasse. — Sirva América, por favor— ele fala para uma das criadas que assente pegando meu prato, ainda não me acostumei com essa coisa de não poder fazer nada, nem o prato que eu mesma vou comer.
—Está bom— digo assim que vejo a montanha em meu prato, se Silvia visse isso acho que me repreenderia por um século, afinal... Eu vou comer mais que ensinado nas aulas de etiquetas.
—Senhoras, queiram nos deixar a sós, por favor! — Maxon sorri educadamente e as criadas fazem uma reverência nos deixando a sós. — O que me diz da comida? — ele pergunta assim que estamos sozinhos.
—Magnifica— falo após engolir o que tenho na boca e Maxon assente sorrindo, ele continua comendo e eu tenho vontade de comer ao meu modo, mas acho que é a hora de colocar em prática o que Silvia nos ensinou.
—Querida, diga-me... Como é?
—Como que é o que? — inclino meu olhar em sua direção.
—Essa coisa de... Não ter o que comer!
— Ah, passar fome? — ele assente— é terrível, é como se um vazio te preenchesse, sabe aquela coisa de você não saber do amanhã? — uma lágrima rola de meu olho quando me lembro de May chorando por estar com o estomago doendo porque estava vazio. — É como se você não soubesse o que fazer... Importa-se se mudarmos de assunto? — falo após um tempo em silêncio.
—Claro que não, pode comer em paz, afinal... Tenho uma surpresa pra você!
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