A Escolha É Sua! Essa Foi A Minha! Romance Lesbico
11 Capítulo 11
Amy
Acordo e me arrumo, meus pais me esperavam no andar de baixo para tomar café da manhã. Minha mãe estava fazendo ovos com bacon e meu pai estava sentado na mesa lendo o jornal do dia, comprimento os dois com um "bom dia" me sentando na mesa, mamãe coloca os ovos e o bacon em cima da mesa e comemos em silêncio, eu iria encontrar Henrique para o enterro, papai disse que queria que eu fosse na frente já que iria depois por causa da mamãe.
Termino meu café e ajudo minha mãe lavando a louça e tirando a mesa.
Subo até meu antigo quarto e fecho a porta logo em seguida deito na cama, pisco os olhos com força tentando entender se tudo aquilo era mesmo real. Eu estava no meu antigo quarto, me preparando psicologicamente para ir ao enterro da minha falecida namorada. Puxo minha bolsa que tinha jogado perto da cama e pego a caixinha com a aliança dentro, jogo a bolsa no chão de novo e abro a caixa, era uma linda aliança, uma das mais belas, lembro de quando passamos por ela.
Flash back on
Estava agarrada a Juliet quando passamos pela loja de aliança mais famosa da cidade.
—Amy!- Juliet grita parando bruscamente em frente a vitrine fazendo com que eu tome um susto.
—Pelo amor de todos os deuses, Juliet! Quase me mata do coração.
—Desculpa- ela sorri e volta a atenção para a vitrine, aponta alguma coisa.- Olha!
Vou até a vitrine e encaro oque ela apontava.
—É muito bonita.
—É maravilhosa! Espero que possamos conseguir uma dessas um dia.
—Vamos conseguir- passo meus braços por cima dos seus ombros.- Podemos ir?
—Sim.
Voltamos a andar.
Flash back off
Dou um suspiro.
—Era pra ser sua, era pra ser nossa- guardo a aliança.
Alguém bate na porta e peço pra entrar.
—Oi- meu pai entra no quarto, ele tinha sido a pessoa que menos tinha se pronunciado.
—Oi- me sento na cama dando espaço pra ele se sentar também.
Ele fecha a porta e se senta na cama.
—Tudo bem?- ele pergunta.
—Pai, daqui a algumas horas vou ver minha mulher ser mandada para debaixo da terra, se isso é estar bem, poxa, então eu estou ótima.
—Me desculpe, não queria te deixar triste- ele fala e pega na minha mão. -Filha, eu quero te apoiar, eu juro, mas, eu não sei como fazer isso....todos estão de luto, mas, eu me sinto longe, parece que nunca gostei de Juliet, só que eu à amava, pelo menos um pouco eu sei que sim, não quero parecer não ter sentimentos, Juliet te fez tão feliz que eu sentia que a família estava completa outra vez.
—Pai.... Não precisa se esforçar tanto, você está presente, isso já faz toda a diferença- dou um sorriso meigo pra ele e coloco uma mão em seu ombro.
—Obrigada- ele também coloca a mão no meu ombro.- Acho melhor já se aprontar.
—Sim.
Meu pai se levanta e sai do quarto, estou me arrumando quando Henrique me manda uma mensagem avisando que já estava lá. Termino de me arrumar quando o táxi que eu havia pedido chega, dou o endereço pra ele e seguimos viagem.
—É o enterro de quem, senhorita?- ele pergunta.
—Minha namorada, pelo menos ela era.
—Sinto muito, ela parecia te fazer feliz.
—Fazia, era o melhor dela.
O taxista me deixa em frente ao local onde Henry me esperava com um semblante triste.
—Oi.
—Oi.
—Quer entrar agora?- ele me pergunta.
—Quero respirar um pouco, talvez esperar meus pais.
—Tudo bem, eu vou terminar de resolver as coisas.
Ele saí do meu campo de visão e eu fico ali. Acabo pensando em como em pouco tempo as coisas podem ficar diferentes, odeio como tudo muda em segundos, o fato que você pode deixar tudo para trás em minutos me assusta, é como mudar de cidade, país, escola, emprego, faculdade, amigos, tão estranho deixar sua vida para trás e ter que criar uma nova, o pior é quando isso acontece sem sua permissão, quando querem mudar sua vida sem nem perguntar se você está feliz do jeito que está, mas, não podemos mudar o destino, isso talvez possa ser errado, morte é um destino único, é o acontecimento que você não pode mudar. Quando é pra ser, é pra ser.
Meus pais chegam e todos entram juntos. Tudo aconteceu de uma forma rápida, todos falaram um pouco, e então, chegou minha vez. Fico em frente ao caixão e olho para todos, todos os que choravam, os que estavam sérios tentando se mantar forte ou que só estavam ali porque tinham que estar.
—Bem, isso não é comigo, não é algo que eu imaginei que faria, não quero fazer um discurso, ou ler algum tipo de texto, quero que seja espontâneo, quero me expressar em poucas palavras, então.....Juliet era uma pessoa maravilhosa, uma mulher diferente das outras, pra mim, ela era como uma rosa que mesmo no meio de tantas outras ela seria única, ela era única, ela era minha, minha mulher, minha amiga, minha cúmplice, minha namorada, e talvez pudesse ser outras coisas das quais eu não conseguiria explicar aqui, o amor que ainda sinto por ela está aqui, creio que ela não precisaria de flores, ou até mesmo as lágrimas de alguém, ela sempre quis carinho, coisa que todos nós aqui deveríamos ter dado, pelo menos um pouco, acho que eu fiz minha parte. Não me arrependo de algumas coisas, mesmo que as vezes eu não tenha dito as palavras certas, sei que ainda sim eu tinha feito o certo. Claro que eu não queria estar aqui hoje, preferia continuar com ela, a pessoa maravilhosa, mas, eu não esperava a morte dela, não assim tão rápido, só que isso eu não podia impedir.- tiro a aliança da minha pequena bolsa e deixo a mostra pra que todos possam ver.- Isso é pra ela- me ajoelho perto do caixão e estendo a aliança pra ela, mesmo que ela talvez não esteja vendo.- Aceita casar comigo?- um vento forte sopra, aquilo, naquele momento, foi algo tão clichê, que eu sabia que só poderia ser ela, ela me dizendo um "eu aceito".- Obrigada, princesa- coloco a aliança no dedo dela, me levanto, deposito um beijo em sua testa e dou um selinho em seus lábios frios, termino sussurrando um "eu te amo", algo que, apenas ela poderia ouvir. Olho para céu, aquela paisagem, o mesmo céu que eu havia visto, era tão bonito, os pássaros voavam novamente, senti que aquele momento não era ruim, uma lágrima escorre e eu dou um sorriso.
Eles descem o caixão, eu jogo uma rosa e uma pá de terra, os membros mais próximos da família fazem o mesmo. E depois todos vão embora, cada um pra suas casas.
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