A Encomenda
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POV Sasuke
Estava cansado de tudo, cansado de ser feito de otario pelo Pain-Baka, e estou irritado com essa irritante garota. Quem ela é? Idiota. Estou com raiva dela, mas na verdade, deve é ser um diabo por baixo dessa mascara.
Eu sabia que isso era uma burrada. E eu tive certeza, quando a escutei gritar com a velha da loja. Sim a velha, aquela que tinha me vendido o vestido verde. Era por isso que ela sabia o meu nome, mas o que mais me deixa puto da vida é o simples motivo, que é a irritante cor de rosa tem mais inimigos do que eu imaginava.
Eu poderia deixá-la em uma estrada deserta, e tudo resolvido, mas eu tenho que descobrir o motivo de estarem atrás dela. Os meus dedos brincavam com a adaga, a rodando entre eles. Arrumei-me na cadeira, eu iria descobrir tudo o que precisava dessa garota, e depois a deixaria em uma estrada qualquer. As respostas viriam, seja por bem ou por mal.
– Seu nome completo – ordenei, tirando a fita de sua boca, com força.
Eu olhava em seus olhos, ela gemeu com a dor que a fita lhe trouxe, mas respondeu.
– Sa-kura Haruno – sua voz era baixa e inocente
Irritante, ela realmente acha que eu caio nessa? Tsk, Tsk... Chega dessa farsa
– Pode para de atuar – disse frio, finquei a adaga na mesa, com brusquidão – Seja você, não caio nessa de boa samaritana.
Sua mascara caiu e ela deu um sorriso divertido.
– Pelo menos vão é idota, senhor seqüestrador – Ela é tão irritante.
Coloquei a fita novamente em sua boca.
– Eu pergunto, e você responde apenas o necessário, nada à mais, e nada à menos. Se não ficará ai, desse jeito – a encarei – entendido?
Ela apenas assentiu.
– O que querem com você?
Seus olhos mudaram, para um verde mais escuro. Ai tem coisa. Retirei a fita.
– Não sei – disse rapidamente, até demais.
Analisei sua expressão, ela escondia algo, mas parecia não saber o que estava fazendo ali.
– Quem te pegou?
– Você – ela queria brincar comigo? Tsk.
– Antes de mim
– Um carinha gostoso de cabelo laranja, conhece? – Pain? Eu só tinha mais uma pergunta
– Qual o tamanha do problema em que eu me envolvi?
– Bom, pela maneira como no perseguirão, eu acho que dos grandes – ela sorriu, e suas covinhas apareceram.
Fiquei em silencio, a observando. Perdido em pensamentos. O que eu faria com ela? Talvez eu deva entregá-la para o tal japonês. Mas ela vai me trazer problemas. Muitos.
– Que tal você perguntar sobre mim? – sua faze adquiriu um sorriso malicioso – Tipo, você tem namorado Sakura?
– Irritante – me levantei, e fui até o balcão, a onde guardava os alimentos.
– OH! Não vira as costas pra mim não – sua voz estava me irritando – Qual é o seu nome senhor seqüestrador?
Em menos de segundos estava em sua frente, tampando sua boca com a fita adesiva.
– Fique quieta – soei frio
Voltei aos meus pensamentos.
POV Sakura
Fiquei o observando, ele mexia em um balcão. Suspirei, não adiantará ser a boazinha, terei que ser eu mesma, mas como conseguiria as informações necessárias? Tipo, o que eu fazia ali? Até ele não sabia o que estava me perseguindo, que ótimo.
Eu o vi se aproximar, com um pote de arroz e hashis. Só arroz? Nossa, deixa esse senhor seqüestrador. Ele colocou o pote em cima da mesa, os hashis em cima do pote, e se virou para mim. Tirou a fita. Ele poderia ser mais carinhoso. Desamarrou as minhas mãos, depois pegou a adaga e se aproximou. Eu arfei, o olhando assustada. Mas ele apenas cortou as cordas que prendiam as minhas pernas à cadeira.
Jogou a adaga na mesa e saiu andando até a porta.
– Coma – ele ordenou, mas antes de se retirar eu perguntei
– A onde vai? – indaguei curiosa.
– Dormir, não posso mais? – disse com deboche.
Sorri sem graça. Claro, até os seqüestradores precisam dormir.
– Sasuke – ele falou frio, me assustando por breves momentos. O olhei confusa – o meu nome – e saiu, sem esperar, qualquer coisa que eu poderia ter dito.
Então apenas comi o arroz. Eu estava faminta, e se era o que tinha fazer o que, né?
Levantei-me da cadeira, e sai da cozinha, na minha frente, um corredor se estendia, e no final uma escada. Fui caminhando até a escada, quando cheguei perto, avistei em baixo da escada, um relógio antigo, aqueles compridos. Ia passar reto, e subir a escada, mas algo dentro do relógio reluziu. E me bateu aquela curiosidade. Olhei para cima. Ela já deveria estar dormindo. Caminhei a passos lentos até o relógio, me abaixei à sua frente, abri a grande portinha de vidro. Em baixo daquele pêndulo (n/a: aquele negocio que fica balançando.) uma caixa, com tampa dourada. A retirei.
Era dourada a tampa, mais o restante era preto. Estava meio empoeirada. Talvez ele a escondesse ali, mas por quê?
Antes que eu pudesse pensar em algo diferente, um barulho no segundo andar faz com que eu me assustasse, derrubando a caixa de minhas mãos, para o chão. Um pequeno barulho ocorreu.
Olhei para a escada. Nada. Talvez ele esbarrasse em algo. Olhei as coisas, que continha na caixa, tudo espalhado pelo chão. Sentei-me no chão, e comecei a recolher. Peguei a caixa e coloquei ao meu lado.
A maior parte eram fotos, com um homem, parecido com o Sasuke, e uma mulher de cabelos longos e lisos, negros, com um sorriso bondoso no rosto. Acho que eram os pais dele. E com isso algo surgiu na minha mente, a onde estava a família dele?
Continuei a colocar as fotos, as vezes tinha umas com um pequeno garoto. Sasuke, ele sorria, e seus olhos brilhavam até mesmo na foto.
Mas enquanto eu colocava as fotos, uma em especial me chamou atenção. Estava ele o Sasuke, acho que por volta do 6 anos, no colo de um homem, acho que com uns 19 à 20 anos, com cabelos amarrados em um rabo de cavalo baixo, eram negros, assim como os seus olhos.
Virei a foto, atrás estava as seguintes palavras: “Meu querido irmãozinho” e no canto à baixo da foto estava: “Itachi Uchiha, fique em paz”
Será que esse homem tem algo haver com o jeito do Sasuke ser hoje? Recolhi todas as fotos, e guardei a caixa novamente no relógio.
Subi as escadas. Entrei em um pequeno quarto, que possuía uma cama de solteiro em um canto, me sentei. Tinha uma janela ao meu lado, fiquei observando a lua.
Por que será que isso me deixou aflita? Eu nem conheço o Sasuke.
Deitei-me, meu rosto estava iluminado pela luz da lua. Fechei os olhos, e a ultima coisa que ouvi, antes de me entregar ao mundo dos sonhos.
“Talvez seja por que você se importa”, minha consciência me dizia.
O vento lá fora se agitou.
Notas finais
Eu diria que sim. Muitas coisas a aguardam.
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Beijos Amoras.
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