A Encomenda
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Notas iniciais
POV Sasuke
Acordei com uma pequena parto do rosto iluminado pela luz do sol que entrava pela fresta que tinha na janela. Bufei, me sentando na cama. A casa estava silenciosa. Mas aquele silencio desde me deixar confortável ,me incomodava,foi quando eu lembrei. Uma incrível irritante estava em minha casa. E ela não é de ficar quieta, me levantei correndo, vestindo uma calça jeans escura, uma vez que durmo apenas de cueca Box. Desci a escada correndo, o corredor estava mais silencioso ainda, e escuro, apenas uma luz iluminava aquele corredor, ela vinha da cozinha. Talvez ela estivesse lá.
Fui andando devagar até a cozinha. Não queria nem imaginar no que ele poderia estar aprontando. Antes de entrar, parei para escutar o barulho que vinha da cozinha. Ela fala sozinha? Maluca, vai entender. Passei a mão pelo cabelo. Entrando assim pela porta. E o que eu vi com certeza me deixou levemente surpreso, mas não podia deixar transparecer.
A grande mesa posta no centro da cozinha estava posta com bolo de chocolate com morangos em cima, café, leite, suco de laranja, torradas, pão de queijo, e a minha comida preferida: Amashoku* (N/A: tipo de pão, algo assim, culinária japonesa) Eu sempre gostei desse pão, além de ser saboroso, minha mãe o preparava sempre para mim. Sentei-me na cadeira. E fiquei a observar Sakura tirando mais Pãezinhos do forno. Ela nem havia notado minha presença. Foi quando ela se virou. Ri internamente de sua expressão.
– Bom dia Sasuke! – ela praticamente gritou, ela estava muito feliz.
– Hm. – me limitei a dizer
Ela puxou uma cadeira, para poder se sentar mais perto de mim.
– Gosta de Amashoku? – ela perguntou, com um grande sorriso no rosto.
– Gosto – a olhei, ela parecia muito animadinha, havia algo ai (N/A: Sasuke desconfia de tudo u.u) Comecei a comer tranquilamente. Coloquei café em minha xícara, foi ai que percebi, “Esse café deve estar doce”, beberiquei um pouco, e me surpreendi ao notar que o café era amargo. Totalmente sem açúcar. Acho que Sakura notou, pois me olhou.
– Também gosto de café amargo – ela flou, levando aos lábios a xícara de café – Sabe eu prefiro Nikuman (N/A: um doce japonês), mas minha mãe fazia Amashoku, era bom naquela época, mas ela...- seus olhos escureceram. O passado talvez tenha sido doloroso. Irritei-me com tal pensamento. Não quero saber do sofrimento dela, ela não pode simplesmente tentar entrar na minha vida. Bati as mãos em punhos na mesa.
– Pouco me interessa o que a sua mãe fazia ou não – ela se assustou, pois seus olhos se arregalaram – Não me importa a sua vida, eu não me importo com que tenha acontecido com você – minha voz saia furiosa. Sua expressão de surpresa passou para magoa.
– Eu sei que não se importa com o que acontece comigo – sua voz era um pequeno sussurro, de tão baixo – ninguém de importa – saiu mais baixo ainda, ela pensou que eu não escutaria.
Um sentimento de arrependimento me abateu, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. A campainha tocou. Quem seria à uma hora dessas? Levantei-me da mesa, olhei para a Sakura, ela continuava olhando para o seu café, suas mãos tremiam, e seus olhos estavam distantes. Ela estava segurando as lágrimas.
Sai pela porta. Ao chegar à porta de entrada, à abri, e quem eu vi parado a minha frente?
– Oficial Hatake.
A minha manhã não poderia ser melhor.
POV Sakura
Assim que o Sasuke saiu, eu fiquei olhando para o café. Lembranças da minha mãe ficavam vindo para mim. A explosão de Sasuke, só fez com que eu decidisse deixar as lembranças para trás, e ficar afastada do Sasuke, ele é difícil de entender.
Sai de meu torpor, assim que ouvi vozes no corredor.
– Oficial Hatake – Sasuke,disse frio como sempre.
Calma, ai! Policial? O que ele faz aqui? Pouco me interessa, eu quero é sair dessa prisão. Sasuke entrou na cozinha, acompanhado por um homem de cabelos branco, com uma mascara, ele usava terno, e estava com as mãos no bolso, ele analisou a cozinha.
Quando o seu olhar caiu sobre mim, surpresa invadiu seu rosto, ele me encarava como se eu fosse um E.T.. O meu cabelo é rosa, mas eu sou da Terra ok?
Decidi agir normalmente, depois veria como esse homem poderia me ajudar, fingir sorri amigavelmente para ele. Sasuke me encarou com a testa franzida. Ele achou quer eu não sabia atuar?
– Quem seria a bela dama? – Hatake, possuía algo como um sorriso por de baixo da marcara.
– Hatake essa é Sakura Haruno – ele me apresentou – Sakura , essa é Kakashi Hatake, chefe de policia – olhei para o tal Kakashi e sorri
– Prazer em conhecê-lo Hatake-sama – disse educadamente.
– Uma Japonesa? Interessante, também sou de lá – ele sorria para mim – prazer em conhecê-la Sakura – chan posso chamá-la assim? Alias, sem formalidades.
– Como preferir Kakashi
– Gostaria de se juntar ao café?
– Sim, claro – ele se sentou ao lado do Sasuke, à minha frente, — Amashoku. Sempre gostei desses. São caseiros?
– Sim, acabei de retirar do forno.
Ele comia, Sasuke apenas o observava. Seu olhar caiu sobre mim, em seus olhas uma ordem clara, para que eu não tentasse nada. Baka.
– Então Hatake, o que faz aqui? – Sasuke se dirige à Kakashi
– Direto como sempre Uchiha – ele olhou Sasuke, para depois me olhar.
Voltei a comer, fazendo como se não tivesse interesse na conversa deles.
– Eu encontrei o seu avião, não muito longe daqui.
– Hm, o que isso tem a ver?
– Bom, a pista era particular, um erro, depois eu fui ao estacionamento, e disseram que você roubou um carro, dois erros. Segui pela estrada, e encontrei duas lojas pegando fogo, rastro de pneus no asfalto, havia uma pequena câmara escondida, e nelas mostrou o carro que você supostamente roubou, saindo de cena, três erros. Agora eu pergunto no que você se meteu dessa vez?
Olhei Sasuke de esguelha, sua face estava tranqüila.
– Isso são apenas historias. Posso explicar tudo corretamente.
– Explique então.
– Bom primeiro, eu não usei o avião nos últimos 2 meses. Segundo, se eu não usei avião, eu não estive no estacionamento da pista, então não roubei o carro. Terceiro se eu não roubei o carro, eu não fui até a essas lojas, e não as explodi;
– Conclusão: Você esta me dizendo que roubaram ou usaram o seu avião sem a sua permissão? Para depois fazerem tudo o que fizeram?
– Exatamente
– Então não se importa de eu olhar a sua garagem?
– Não, podemos ir agora mesmo.
Kakashi se levantou, sendo seguido por Sasuke. O primeiro me olhou, para em seguida dizer:
– Venha conosco Sakura-chan
Olhei para Sasuke, sues olhos estavam escuros, raiva talvez?
– Como queira – me levantei também.
Fomos andando até a garagem. Ao chegar à mesma, Sasuke a abriu. Nada, não havia nada.
– Eu te disse, não usei o avião, muito menos roubei um carro.
– Sasuke, eu te conheço muito bem. Espero que tome cuidado o onde você se mete. Lembre no que deu a ultima vez.
– Isso faz 2 ano.
– Você ainda não a esqueceu.
– CHEGA!! Não quero falar sobre isso.
E estava confusa.
– Como quiser, mas quem é a garota?
Sasuke ficou sem ter o que responder, não sei o que deu em mim, só sei que eu tinha que tentar ajudá-lo.
– Sou a namorada – disse me agarrando no braço musculoso do Sasuke. Uii,que braço hem?
– Namorada? – Kakashi me olhou descrente.
– Sim – eu disse sorrindo – Ele me pediu faz pouco menos de 1 semana, agora estamos morando juntos. Não é mesmo Sasuke-Kun?
Sasuke me olhou com a sobrancelha erguida para a menção do “Kun”. Apertei mais o seu braço. Logo ele entendeu o recado.
– Sim, estamos namorando à pouco tempo – ele falou frio, retirando a minha mão de seu braço, para logo colocar seu braço ao redor de minha cintura.
– Se vocês dizem – ele virou para sair da garagem. O seguimos – Até mais Uchiha, Sakura-Chan.
– Hm – Sasuke se limitou acenar a cabeça.
– Tenha um bom dia Kakashi –san –sorri para ele.
Ele saiu com o carro. Logo o Sasuke largou a minha cintura, se virando para me disser:
– Isso não vai se repitir – falou meio emburrado, o que eu achei muito fofo. Ri com sua fala.
– Oh! Que fofo, o Sasuke emburradinho.
Ele apenas se virou caminhando novamente para casa, e eu o segui. Rindo de sua carinha fofa.
Talvez, só talvez ele não seja tão chato assim.
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