A Décima Terceira Esposa
3 A última barreira
Notas iniciais
—Eu simplesmente não consigo acreditar que algo tão simples assim pode me provocar uma dor de cabeça tão grande! — bradou a Senhora Tsunade, batendo com força o punho em sua mesa.
Minha Onee-san, aquela que cuidou do meu treinamento para me tornar uma geisha, estava realmente angustiada com a situação que aparecera em minha vida.
Engoli em seco, um pouco assustado com a repentina explosão de fúria, mas mantive a minha postura silenciosa no canto da sala, apenas esperando as ordens da minha mestra. A Senhora Temari, uma outra geisha distinta, caminhava apressadamente de um lado a outro da sala. Ela também estava tal e qual preocupada. Mas não era para menos, nós três havíamos nos deparado com uma situação complexa para finalizar o treinamento de maiko e assim me tornar uma geisha, completando o meu disfarce de vez. A Senhora Temari parou de caminhar pela sala e se abaixou com elegância perto da mesa da Senhora Tsunade. As duas se olharam e depois dedicaram um olhar preocupado para mim, de modo que minha mestra fez sinal para que eu me aproximasse.
Assim o fiz, silenciosamente, sem amassar o meu kimono cor de champagne, liso e sem estampas, com um obi cinza. Fiquei perto da Senhora Tsunade e fitei o telefone, que ela tanto encarava desde aquele início de manhã. As duas suspiraram e eu vi que a questão não era tão simples quanto julgara inicialmente a Senhora Tsunade.
—Ouça, Naruto-san… — começou a Senhora Temari. — Como sabe, para se tornar uma geisha adulta e completa, é preciso que seja feito a cerimônia do Misuage. — assenti, engolindo em seco, começando a entender a dimensão real do problema. — Precisamos leiloar seu Misuage tal como manda a tradição, mas…
—Eu sou um rapaz… — completei, baixando meu rosto. — Não tem como acontecer a cerimônia.
A Senhora Tsunade se ergueu de súbito e começou a se abanar furiosamente com seu leque, demonstrando toda a sua irritação sem perder a compostura. Ela me fitou, negando, completamente contrariada com a situação. Era palpável a sua indignação.
—Eu não dediquei tanto tempo assim ensinando Naruto a ser uma de nossas melhores maikos para que tudo seja jogado para o alto por causa de uma…- ela bateu com força o leque, fechando-o em sua mão. — Maldita tradição!
—Se não fizermos isso, sabe as consequências, Tsunade! — a Senhora Temari elevou um pouco a voz. — É preciso que seja feita ou descobrirão a verdade! Se não houver ninguém para garantir que Naruto é uma garota, mais cedo ou mais tarde irão desconfiar e o problema será ainda maior!
A Senhora Tsunade suspirou pesadamente e voltou a se sentar, fuçando os papéis em sua mesa, em busca de alguma luz. Peguei o bule de chá que havia ali e servi-a, imaginando que talvez isso ajudasse a acalmar seus ânimos e pensar melhor. Num mundo regido por mulheres e regras restritas, alguém como eu é facilmente sufocado. Não há muito o que se fazer: se a maiko que está sob a proteção da grandiosa Tsunade for considerada uma farsa, então todo o okiya e o ochaya serão prejudicados. Apertei meus punhos, me sentindo impotente. Até aquele momento, eu conseguira esconder bem o fato de ser um menino por meu próprio esforço e cuidado, mas agora, o que eu poderia fazer ante essa situação agravante?
A Senhora Tsunade baixou o olhar, tomando um gole do chá e ergueu o olhar para o mapa que havia em sua parede. Suspirou, ainda mais entristecida, como se não houvesse uma só pessoa no mundo que pudesse ajudá-lo. A Senhora Temari também se esforçava em descobrir um meio de resolver a situação, para ajudar sua boa amiga. Nenhuma das duas parecia chegar a algum lugar. Não havia outra solução, senão eu desistir da minha vida de maiko e voltar a ser um mero escravo do okiya.
Eu me movi para manisfestar a minha decisão mental quando repentinamente os olhos da Senhora Tsunade se alumiaram e sua boca se moldou num sorriso surpreso. A Senhora Temari mal soube como reagir e eu menos ainda, sem entender o que se passava na mente da minha mestra. Ela se ergueu veloz, sem estragar seu kimono refinado e caminhou pela sala até um compartimento, retirou de lá uma caixinha estranha e seguiu corredor afora, bradando aos quatros ventos que queria um mensageiro imediatamente. Alguns minutos depois, ela retornou, com um sorriso largo no rosto.
—Tsunade-sama…? — murmurei, preocupado, ainda muito mais confuso, tentando compreender o que se passava naquele momento.
—O que fez, Tsunade? — indagou a Senhora Temari.
Ela veio até nós e se sentou novamente em seu lugar, sustentando ainda seu semblante de satisfação repentina e de alívio claro.
—Eu me recordei de alguém em quem posso confiar para resolver o nosso problema. Um velho amigo que tem o que precisamos. — a Senhora Temari arregalou os olhos, sorrindo tal como a Senhora Tsunade sorrira momentos antes.
—Como pudemos descartar…?
—Exato! — minha mestra comemorou. — Vai ser perfeito! Temari, prepare Naruto para a cerimônia, explique-lhe o que acontecerá e como deve se portar. Eu vou esperar a resposta do mensageiro que, com toda certeza, será positiva!
A Senhora Temari assentiu e se levantou, fazendo um gesto para que eu a acompanhasse. Nem pensei duas vezes, simplesmente me ergui e a segui, sem perder a compostura. Seria feita a minha cerimônia, mas como? Eu sou um homem e com qualquer um que eu me deite vai perceber isso. Como farei a cerimônia nessa condição? O que minha Onee-san está preparando?
A amiga da Senhora Tsunade explicou-me como a minha cerimônia aconteceria e como eu deveria me portar durante todo o ato. Eu ouvia tudo em silêncio, pois eu realmente estava preocupado com o que seria feito na cerimônia do Misuage. A cerimônia basicamente seria o leilão da minha virgindade, que indica que deixei de ser uma “criança que dança” e me tornei uma “artista”. Mas esse conceito só funciona com as mulheres porque a profissão de uma geisha tornou-se plenamente feminina. Então não sei o que me espera.
Ao fim daquela noite, a Senhora Tsunade veio sorrindo para o quarto onde eu estava terminando de me vestir para a finalização da cerimônia. A Senhora Temari estava comigo e ao ver o brilho de satisfação no olhar da amiga, levantou-se, juntando as mãos em claro sinal de felicidade. As duas sentaram-se na cama e murmuraram algo entre si com os ânimos positivamente alterados. Eu não sei o que pensar sobre tudo isso, mas parece que minha Onee-san conseguiu leiloar o meu Misuage, não importando o preço, e agora eu terei que me entregar para alguém. A questão que me angústia é quem. Quem é essa pessoa que vai compartilhar comigo e com essas duas grandes geishas o segredo de minha existência? Será alguém de confiança? Guardará o meu segredo? Meus pais continuarão protegidos com o silêncio dessa pessoa? Eu não aguento mais a angústia de não saber o que será feito!
—Tsunade-sama! — ergui-me de meu toucador e caminhei até ela. — Preciso saber o que está acontecendo, Tsunade-sama! É a minha vida e a de meus pais que está em jogo!
Ela sorriu ternamente para mim e fez um gesto para que eu me sentasse. Coloquei-me perto das duas e franzi o cenho, esperando alguma bizarrice para resolver a minha situação. Talvez algum velho sádico, ou um homem nojento que aceitou a proposta apenas para conseguir vantagens depois. Suspirei, em derrota. Eu estou com medo.
—Acalme-se, meu caro. Eu prometi aos seus pais que tomaria conta de você e cuidaria para que seu segredo não viesse a público. Para que sua formação se complete, você precisa passar por esse último obstáculo e tudo estará finalizado. — ela tomou as minhas mãos e sorriu — Eu tenho um cliente que acabou se tornando um bom amigo para mim… Ele possui um protegido, algo como um discípulo, que viu uma de suas apresentações e gostou de você. Eu lhe enviei uma mensagem indagando se o meu bom amigo poderia me ajudar. E por incrível que pareça, o rapaz soube no momento que lhe viu dançar que você é o que é. — arregalei os meus olhos, sem acreditar no que ela estava dizendo, ao mesmo tempo extasiado. — Meu bom amigo disse que seu protegido entraria no leilão e faria de tudo para vencer.
—E o que isso tudo quer dizer? — peguei sua mão e olhei-lhe bem nos olhos.
—Eu fiz o leilão e o protegido de meu amigo venceu, deu o valor mais alto para o seu Misuage. — arregalei meus olhos. — Ouça, Naruto. — seu tom deixou a animação e tornou-se muito sério. — Essa pessoa veio para a Cidade Imperial de um local muito místico e cheio de tradições milenares. Uma dessas tradições, a mesma que meu bom amigo segue, é a do Silêncio Primordial. Ou seja, aquele rapaz é obrigado a jamais falar daquilo que for colocado dentro do Silêncio Primordial.
Isso quer dizer que meu segredo continuará protegido. Logo eu estava pronto e ao lado da Senhora Tsunade, eu seguia para o local combinado para a realização da cerimônia. Em menos de quinze minutos, havíamos chegado. Era bem afastado do centro, já na zona rural. Seguimos para o único local iluminado que havia no ambiente e entramos numa casa pequena de poucos cômodos.
Eu fui deixado sozinho naquela casa. Segui o caminho iluminado por velas aromáticas e cheguei ao quarto onde havia unicamente uma cama, as velas e lençóis. No canto da parede, de costas, coberto apenas por uma túnica negra, estava o tal protegido. Ajoelhei-me e fechei a porta. Devagar me aproximei da cama depois de ter me erguido e fiz uma reverência para o homem ali. Eu o vi se levantar, a túnica se ajustando lentamente ao redor de seu corpo forte e alto. Ele se virou para mim e descobri que parte de seu rosto estava coberta por uma máscara negra e o resto da sua cabeça pelo capuz da túnica. Só sua boca e seu queixo estavam descobertos, além de toda a parte superior do seu corpo. Ele se curvou para mim e me apontou a cama, eu simplesmente assenti e caminhei para lá, me sentando na borda da cama e o fitei. O homem retirou sua túnica e me revelou um corpo forte, marcado pela guerra.
Ele sentou-se ao meu lado, tomou a minha mão e me deu um beijo nela. Suspirei, começando a sentir a dormência se dissipar. Respirei fundo e sorri, como uma forma de agradecer por esse sacrifício. O homem aproximou os lábios dos meus e me deu um selinho, rápido e leve, só um tocar de lábios. Eu estremeci com o toque frio e o fitei.
—Eu sou… — tentei lhe dizer algo para diminuir o meu constrangimento, mas tudo o que ele fez foi me silenciar com um dedo e olhar para a cama.
Assenti e me arrastei mais para trás, deitando-me completamente. Meu corpo tremia e eu já não sabia dizer por que. Era medo, ansiedade, angústia, nervosismo, muita coisa ao mesmo tempo. O homem ficou de quatro sobre mim e tocou a faixa que amarrava o meu kimono interior de seda branca. Estremeci ainda mais e encolhi minhas mãos, enquanto eu o via desamarrar a faixa e retirá-la com cuidado. Seus movimentos eram claramente precisos e cuidadosos, tocando o tecido como se esse fosse se desfazer entre os dedos. Olhei-o de novo e quis dizer algo, mas minha fala foi interrompida por sua mão tocando o meu peito ao afastar o kimono.
Ele me fez sentar, com suas pernas entre as minhas, e eu senti o tecido deslizar sobre meu corpo, me abandonando. Mordi meu lábio e apertei meus olhos quando fui novamente deitado. Ouvi uma risada baixa, o que me fez fitar o homem.
—Estás com medo? — perguntou, deslizando os dedos pelas linhas do meu peito, numa carícia gentil.
Eu assenti.
—É a minha primeira vez e eu…
—Acalma-te. — sussurrou e se curvou para beijar onde antes tocava os dedos. Arrepiei-me por completo ao sentir de novo o frio de seus lábios. — Não te farei mal. Não te deixes levar pelo medo, não há nada de errado.
—Mas eu sou… — minha voz foi engolida por um gemido baixo quando eu o senti sugar um dos meus mamilos.
Ele lambeu e chupou devagar, enquanto suas mãos afagavam as minhas pernas, subindo a parte de baixo do kimono. O homem foi para o outro mamilo e eu senti suas mãos soltarem as faixas que prendiam as minhas partes íntimas. Ofeguei e minha respiração acelerou, me sentindo repentinamente desesperado. Ele vai ver, vai descobrir, Kami-sama, o que vou fazer? Engoli em seco quando vi as faixas sendo colocadas de lado e sua mão abrindo completamente meu kimono. Eu estremeci e comecei a sentir minhas lágrimas lavarem o meu rosto quando me percebi completamente exposto para ele.
O homem me olhou e tocou a minha genitália, numa carícia lenta. Subitamente eu me sentei e segurei sua mão. Eu ainda não consegui conter meu choro, totalmente assustado com a situação.
—Eu… Eu… Sou um homem, dai-sama, eu sou um homem. Não vai encontrar em mim o que encontra nas mulheres… Perdoe-me… Eu…! — fui falando de uma vez, mas fui silenciado por um beijo intenso, que me fez deitar na cama.
Um beijo forte, nada casto, cheio de desejo e fogo, ele me segurou com firmeza e eu fui para seu colo quando ele se sentou. O homem praticamente arrancou fora o kimono de mim e começou a beijar com avidez o meu pescoço e o meu rosto. Uma mão sua deslizou por minha cintura e pousou sobre o meu membro, que já dava sinais do quanto eu estava me excitando. Arfei em seu ouvido quando a masturbação iniciou, era a primeira vez que meu corpo era tocado dessa maneira. Sua outra mão manteve meu corpo perto do seu, sentindo um calor intenso se espalhar por cada poro do meu ser. Nos fitamos e ele tornou a me beijar com fogo, roubando-me o fôlego e qualquer resto de pudor que ficara em mim.
Comecei a me esfregar em seu corpo, demonstrando que eu estava tão desejoso por aquilo quanto ele. O homem sorriu e me fez deitar, suas mãos foram para as minhas coxas e eu fui exposto para a sua boca, que engoliu o meu membro de uma única vez. Eu gritei e me contorci com urgência quando senti meu pênis ser vigorosamente sugado pelo homem. Eu mal tive forças para pensar: agarrei com firmeza os lençóis e, me contorcendo mais do que já estava, gemi penosamente enquanto sentia meu corpo vibrar e algo sair de mim em jatos. Encarei desesperadamente o homem.
—Eu… — o que eu fizera? O homem ajoelhou-se e eu o vi engolir o que eu expelira. Ele limpou os lábios com as costas das mãos e levou dois dedos para dentro da boca.
Sorriu e eu senti seus dedos tatearem o meu ânus. Arregalei meus olhos e pensei em me afastar, mas sua mão me segurou ali. Sua boca veio para a minha e eu fui novamente levado ao prazer por seus lábios frios. Gemi, choroso, ao sentir os dois dedos entrarem de uma vez em mim. Eu quis soltar minha boca da sua para gritar, mas quanto mais eu forçava, mais ele me beijava, metendo mais fundo seus dedos. Estremeci violentamente quando começaram a se mover em mim. Pareciam criar espaço onde era impossível, rasgando a pele interior de mim, ardendo terrivelmente. Chorei quando finalmente o homem me soltou. Ele ficou me olhando choramingar, ao passo que seus dedos entravam e saíram de dentro de mim, procurando algo dentro do meu interior.
—Dói agora, mas prometo a ti que não durará a noite toda. — beijou meus olhos e eu assenti, confiando em suas palavras. Ele beijou meu peito e eu senti seus dedos entrarem mais.
Me arrepiei e gemi arrastado com o novo contato, me sentindo quente repentinamente. Seus dedos tocaram de novo ali e eu gemi mais alto, estremecendo de novo. Não doeu, na verdade fez a dor ir se abrandando e meu corpo querendo mais, minha mente desejando ser tomada por aquela sensação de novo. Beijei-o dessa vez, me empinando em seu colo quando seus dedos tornaram a me tocar naquele lugar que fazia o desconforto e a dor sumir.
O homem me olhou intensamente e me deitou na cama novamente. Eu o vi desamarrar a calça que usava e aos poucos foi libertando seu membro. Era chegado o momento. Ele veio para mim e me beijou com carinho, enquanto posicionava as minhas pernas de maneira que meu corpo estivesse completamente a mercê de sua vontade. Devagar, com gentileza, eu senti seu membro pulsante me invadir. Mordi meus lábios e apertei com as forças que me restavam seus braços, deixando mais lágrimas caírem. O homem começou a beijar o meu rosto, circundando a minha cabeça com seus braços enormes, para diminuir a tensão em mim.
—Acalma-te… Respiras comigo… — sussurrou e sua respiração tornou-se forte. Forcei-me a acompanhá-lo e finalmente o senti parar, suas coxas encostaram nas minhas nádegas e eu arfei longamente. Estava dentro de mim. — Acalma-te, pois farei lentamente para que te acostumes.
Gemi com sua primeira investida lenta, sem usar tanta força. Ele continuou investindo até que eu não mais chorasse de dor, mas gemesse de prazer, movendo-me em rebolados em resposta aos seus movimentos contra mim. Beijamo-nos com vigor e eu fui virado sobre a cama, suas mãos seguraram com firmeza meu traseiro e eu fui empinado, seu membro entrou devagar, tomando seu espaço dentro de mim. Rebolei com vontade em seu pênis, que ia e vinha dentro de mim, esmagando meu ponto sensível várias vezes.
Eu gemia cada vez mais alto e ele aplicava cada vez mais força em mim, indo com mais velocidade dentro de mim, beijando-me pelo rosto e pelo pescoço, enchendo-me de carinhos. Abracei-o com firmeza e fui levado ao seu colo, para mais perto de si, eu o senti mais dentro de mim como eu achei que não poderia entrar. Ele me fez subir e descer sem parar de lhe olhar de perto.
Ele era intenso e me fazia perder qualquer senso de sanidade. Eu já não cabia mais em mim. Nem lembro exatamente o que houve quando aquele homem passou a investir unicamente naquela região que me fazia gritar de prazer. Quando tornei a minha consciência, eu estava aferrado em seu colo, encostado na parede, ele estava de pé e me fazia subir e descer com muita força em seu membro. Olhava-me por trás daquela mascara de forma muito intensa, me tragando com seu olhar. Eu só conseguia beijá-lo para corresponder aos seus estímulos intensos.
Fui colocado no chão, virado de costas e novamente o senti dentro de mim. Sua mão veio para o meu pênis e aí eu não me aguentei, gemi alto pelos minutos seguintes até o meu orgasmo. Gozei forte e eu senti algo invadir meu corpo em jatos fortes, intensos, quentes. Fora ele, gozara dentro de mim, terminara em mim, fazendo-me uma geisha adulta. Caí sem forças, mas fui sustentado pelos braços dele. Deitamo-nos na cama. Eu estava esgotado, quente e ofegante.
—Tudo bem com você? — ele sussurrou, distribuindo beijos por meu corpo e então fitou-me. Eu assenti e engoli em seco. — Que bom… Ouça, jovem Naruto. — ele sabe o meu nome? — Um dia, eu serei muito mais que teu danna. Farei-te meu como jamais pertenceu a homem algum.
Ele se levantou e começou a arrumar suas roupas, num movimento veloz cobriu seu corpo com a túnica e moveu-se para a saída.
—O que quis dizer com isso?! — falei apressadamente, sem forças para levantar.
Ele parou, me fitou e sorriu.
—Um dia vais entender, não tenhas pressa. Viva e apenas esperes, que um dia verás. — ele abriu a porta e saiu, deixando-me atônito e sem entender absolutamente nada do que ele dissera, mas acabei mergulhando no sono antes de poder questioná-lo de qualquer coisa.
Quando eu despertei, a Senhora Tsunade estava ao meu lado, preparando algum tipo de chá para mim. Ela me fitou e sorriu de forma maternal. Sentei-me na cama e olhei em volta, ainda sentindo o cheiro e a presença daquele homem ao meu redor e em mim mesmo. Era como se tivesse a mesma intensidade que o toque das mãos daquele menino, por quem eu estava passando por toda essa situação. Como se eu tivesse acabado de acordar de um sonho bom que eu não me lembro qual é. A Senhora Tsunade me entregou uma xícara e eu agradeci com um sorriso.
—Ele realmente sabia quem eu sou, Onee-san. Eu pensei que ficaria assustado e estragaria tudo, mas ele foi tão gentil comigo, foi tão cuidadoso que eu não me senti preocupado. — comentei e tomei um gole do chá.
—Eu lhe disse, Naruto. Seu segredo está em boas mãos, não há o que se preocupar. — ela sentou-se ao meu lado, cobrindo meus ombros com um kimono verde. — A partir de hoje, você é uma geisha adulta e vai poder seguir a sua vida sozinho, sem se preocupar com os seus segredos. Você está protegido agora, não lhe falta mais nada.
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