Notas iniciais
Eaeeeeeeeeeeee o/ Desculpa a demora, ta bom? Ah, eu gostaria de falar que "Os Demônios de Sangue Azul" já tem um roteiro. A história me parece bem empolgante, vou poder mostrar como é outros lugares da Terra (quase escrevi Tempus '-'), e dos outros dois mundos. E, tem uma novidade muuuito legal para contar :D Há mais ou menos umas três semanas, eu enviei um formulário para a Novo Século, e, ele foi aprovando (isso mesmo). Então,me enviaram outro e-mail, pedindo um formulário para o selo da editora (Talentos da Literatura Brasileira, alguma coisa assim). Enviei na semana passado o segundo formulário... E advinha só? Ele foi aprovado :D E, eu preciso enviar o livro completo agora, mas para isso, tenho que revisar mais uns capítulos (quero deixar os textos o mais limpo possível) e-e Enfim, agradecimentos: para a Cassiela Collins e o Ryan Phillips , seus lindo :3

Eu errara meus cálculos ao pensar que estava sozinha.

Havia alguém ali sim, e estava um pouco mais distânte, de frente para um dos túmulos. Já anoitecera, o local tornara-se uma escuridão, porém, havia a luz da lua. Era à sombra de um homem deveras alto, e vestia roupas pretas. Em frente ao túmulo que ele estava, havia duas tochas acesas, e usava um capuz, em suas costas carregava uma espécie de glaive.

Resolvi me aproximar, então, caminhei entre os corredores que os túmulos formavam, e parei alguns passos atrás dele. Tentei ver onde estava o nome da sepultura, porém, não consegui.

Somente Dante para me pedir uma coisa dessas.
E isso que não o via fazia anos.

―Genesis? Genesis Noir? ―Perguntei, ele permaneceu em silêncio por um instante.

Mas ao invés de responder, virou-se velozmente enquanto pegava a glaive, girou e parou a lâmina ao lado de meu pescoço. Não pensei em sair, apenas encarei-o sem esboçar muitas expressões.

Entretanto... Ele usava uma máscara, com o desenho de um sorriso, porém, os olhos tinham uma expressão triste. E isso me impedia completamente de tentar decifrar algum traço de seu rosto, sequer a cor dos olhos. Mas seus cabelos eram brancos, ligeiramente compridos. E ele era de fato muito alto.

―O que quer? ―Falou abaixo da máscara, sua voz era grave, demasiadamente séria.

Mas eu realmente não me importava tanto com aquilo, queria somente fazer o que Dante pedira e voltar.

―Dante Feeryan disse que você havia me salvado, e pediu para que viesse lhe agradecer. ―

Falei com a voz fleuma.

E Genesis ficou em silêncio, parecia ponderar.

―Como vou saber se Dante realmente mandou você? ― Ele desconfiava? Além de ser velho, provavelmente era caduco.

Esse homem é estranho, Arcano.

..

Mas eu poderia facilmente entrar no jogo dele. Materializei minha espada, girei e empurrei a glaive, apontando a lâmina branca na direção de seu pescoço.

―Dante disse que você salvou minha vida, por que iria fazer algo contra? ―Está bem que apontar uma espada na direção de seu pescoço não era uma das melhores maneiras de dizer aquilo...

Entretanto, ele em um movimento rápido me empurrou, com a glaive tentou golpear minha espada, porém, parei-a no meio do caminho, enquanto as armas formavam um “x”, nos dividindo.

―Entendo. Então, diga-me, qual seu nome? ―Sua voz demonstrava um pouco mais de interesse.

―Sora. ―Girei o punho de minha espada, dei alguns passos a frente, e mudamos as posições das armas.

―Não tem sobrenome?

―Não interessa saber.

Genesis afastou-se, abaixou a arma e então virou-se, dando alguns passos, só então parou de costas.

―Você também não sabe meu nome completo, então, não preciso saber o seu. ―Deu de ombros, e voltou a caminhar em direção ao túmulo.

Desfiz minha espada, e aproximei-me. Heron dissera que Genesis era estranho, Dante que ele lutara na grande guerra. E por mais estranho que aquilo parecesse, aqueles fatos haviam despertado certa curiosidade.

―Dante me falou que você lutou na Grande Guerra... Sei que isso não é algo que tenha haver comigo, mas quantos anos você tem?

Vi-o retirar a máscara, enquanto suspirava. Seus olhos... Eles eram completamente transparentes. Não era cinza, mas sim, branco, porém, era possível definir a íris com um contorno mais escuro, e a pupila. E ele era pálido, os cabelos brancos caiam-lhe sobre o rosto, que... Ele não aparentava ter mais que trinta anos e talvez ainda fosse muito. Eu imaginara um velho... E ainda assim, poderia considera-lo bonito, embora ele tivesse uma expressão... Vazia? Como se o que estivesse ao seu redor, fosse simplesmente nada. Do tipo que, não se influía com nada.

―Pelas minhas contas, devo estar com uns 262 anos... Talvez mais, talvez menos — Ele era bem mais velho do que imaginava, e isso, me fazia perguntar-me sobre o que teria o tornado um imortal. — Tenho certeza que Heron ou Dante falaram sobre minha condição, e antes que me pergunte alguma coisa, simplesmente odeio ela.

— Eu não iria perguntar.

— Ótimo, você já me agradeceu, então, vá embora.

Revirei os olhos, acho que estava começando a entender o porquê que Dante e Heron repetirem mais de uma vez que ele era uma pessoa nada sociável. Não que eu fosse um exemplo, mas, Genesis Noir ganhava. Então resolvi dar as costas e me afastar, caminhei alguns metros, porém, havia uma pequena dúvida.

Acabei parando, e ainda de costas, resolvi perguntar:

— Por que você me salvou? Poderia me deixar morrer, sequer me conhece. — Falei e em seguida pus o capuz de minha capa. Esperei por alguns instantes, Genesis permaneceu calado.

— Por que você lembra muito uma pessoa que conheci. — Ele respondeu, e em seguida fez uma pausa. — Mas foi uma reação súbita, não pensei, apenas agi.

— Entendo. — Após isso, ponderei em finalmente ir embora, mas antes que o fizesse ele voltou a falar, ainda estávamos de costa.

— Você é uma Maarten, já conheci antepassados seus no decorrer de minha vida.

Pensei em responder, mas resolvi que o melhor seria voltar novamente. Então, segui reto entre os túmulos, sai do corredor dobrando a esquerda e seguida pelo caminho que levava ao portão de entrada.

E eu ficara diante de um imortal.

Aquela ideia ainda parecia tão maluca...

Suspirei, e vislumbrei Rudolf parado sobre a estrutura do portão, passei reto nele e a fênix voou, pousando sobre meu ombro. Heron estava sentado mais a frente, no meio da rua, lambendo as patas.

— E então, como foi? O Genesis é bem estranho... Não?

—... Sim. — Alcancei-o e continuamos caminhando em linha reta. O céu já estava escuro.

— Mas ele é uma boa pessoa, embora diga não gostar de ninguém. E tratar todo mundo mal. — Ele fez uma pausa. — Genesis é uma pessoa de passado sombrio. — Talvez eu tenha percebido aquilo também...

— Entendo. — Olhei para frente, adentraríamos a uma rua larga da cidade, que levava diretamente para entrada da catedral.

Seguimos caminhando por mais alguns metros, Eternal não estava tão movimentada. A construção abissal de Pillar afastava-se, a arvore que cobria parte da cidade também.

Então, Genesis me salvara, o espadachim fora largado na porta da catedral. E eu me separara dos garotos e de Denzel, além de não ter conseguido sequer falar com o elemento... E ainda havia o pedido de Percy.

Olhei para frente, porém, antes que desviasse esbaterei em alguém. Ele desequilibrou-se e quase caiu, por impulso segurei seu braço e então o encarei.

Pelos deuses... Eu realmente não esperava vê-lo ali.

— Randy?

— Sora? — Ele tinha os olhos de íris amarela estralada enquanto me encarava. A última vez que vira Randy fora a algumas semanas, quando ele estava de guarda na fortaleza e queria me impedir de entrar...

Eu realmente tive vontade de soca-lo naquele momento.

Sentiria pena dele, Sora. E de você.

Não deboche...

— O que faz aqui? — Soltei-o, Randy endireitou as costas e ajeitou as roupas, estávamos parados no meio da rua.

— Bom... Eu vim visitar uma pessoa... — Ele coçou os cabelos encarando outro lado. — Vim ver minha irmã. Ela é uma paladina.

— Entendo.

— Eu sei, eu sei, “um domador ser irmão de um paladino”, pode parecer piada. Mas o fato de Ethel ser uma paladina é uma longa história.

Se Randy estava ali... Havia algo que ele poderia fazer por mim.

— Ei, poderia vir aqui? — Chamei-o, maneando minha cabeça. Heron nos seguiu, Rudolf estava em meu ombro direito, então, caminhei mais alguns metros, até encontrar uma rua que estivesse mais deserta. Só então, adentrei ela e parei. — Você poderia fazer algo por mim?

— Depende, quanto você vai me pagar? — Ele foi crápula.

Revirei os olhos.

— Tsc...Quanto você quer?

— Combinamos isto em Temesia.

— Está bem... — Fiz uma pausa, suspirando. — Terei de mudar minha rota, acabei me separando de Denzel e os garotos e não sei onde eles estão. Provavelmente amanhã partirei, para o Distrito de Dissidio. Que fica para outro lado. Diga a eles que não me esperem e voltem para Temesia, darei um jeito de terminar a missão e não estou sozinha.

— Calma... Calma... O que é tudo isso? Está bem, eu sei que você tinha que encontrar o quinto elemento em Eternal. Mas quem é essa tal companhia? E essa fênix aí, que está me encarando?

— Não interessa. Apenas diga a eles que terei de me separar, não me esperem e voltem para Temesia. A fênix é um dos motivos para eu ter de mudar minha rota, e quem irá comigo não interessa. E ainda vou tentar encontrar o quinto elemento. — Embora eu não soubesse por onde deveria começar.

— Está bem... — Ele gesticulou as mãos como se estivesse se rendendo para algum tipo de autoridade. — Você poderia simplesmente me pedir, e não me encarar como uma assassina.

Revirei os olhos em resposta, novamente.

— Você entendeu exatamente o que pedi?

— Bom, sim. Você vai procurar o elemento, e sair de Eternal, a fênix é um dos motivos para você mudar sua rota, então, não vai ir para Temesia. Isso significa, que eles devem partir sem esperar por Lady Maarten Hill. — Ele cantarolou meu nome, ironicamente.

Maneei minha cabeça, e pedi para que me seguisse, saímos da rua estreita e voltamos para a alameda principal.

— Sim. — Respondi, por fim.

Ao menos, ele entendeu...

Randy apesar de ter um jeito estranho, ainda assim tem um pouco de inteligência. — Arcano debochava, e realmente, eu não precisava daquilo.

— Bom, na adolescência eu e minha irmã nos separamos, ela veio para Eternal se tornar uma paladina, e eu permaneci em Temesia, queríamos nos tornar mais forte. Então, venho visitar ela várias vezes durante o ano, e vice e versa. — Randy estava me contando sua história? Isso me lembrava que conhecia-o já fazia alguns anos, e realmente sabia muito pouco sobre ele. — Sabe, nosso objetivo é encontrar nossa outra irmã.

— Outra? — Acabei deixando a pergunta escapar.

— Sim, nossa irmã mais nova. Mais isso mescla toda uma longa história, que não vem ao caso. Claro, isso se você se interessou em saber.

— Obrigada pela ignorância.

— Estou aprendendo com você.

— Cala a boca. — Por esses e outros motivos eu evitava conversar com ele.

— Não.

Preferi não falar mais nada.

— Bom, vou indo então, Sora. — Ele parou de caminhar, girou os calcanhares e mudou a direção. — Boa sorte em essa sua ideia maluca de mudar os planos. — Randy acenou se afastando.

Notas finais
Dúvidas? Criticas? Elogios? Estamos de volta o/ Vocês viram as capas que eu fiz? Pois então, alguém aí reparou no título “O Imortal”? Pois então... Adivinha quem vai ser o protagonista, da série que via se passar cerca de uns 200 ou 300 anos a frente dessa? Se pensou em Genesis Noir, sim, é ele mesmo!! Vai ser uma série tão legal, terá personagens como Avout (domadora, descendente de Maarten), Rawk (um novo elemento fogo), Blackbird (que estou pensando em me inspirar na Jinx para criar ela e-e), o Zero (novo elemento água, provavelmente)... e-e Mas isso são projetos, meus caros, resolvi que só irei escrever pra valer os outros quando terminar este. A próxima série talvez seja "O Bélico" Até o/