Notas iniciais
Eu realmente não esperava que essa história se estenderia tanto... Mas enfim, capitulo dedicado ao Ryan o/ Que aparentemente, acho que é o único que está me acompanhando ainda... :/ Mas enfim, eu não vou parar de escrever, posso até demorar, mas definitivamente vou seguir adiante ^^ Ainda mais, quando o livro está indo bem, para o inicio. Fui homenageada na feira do livro da minha cidade, ganhei uma placa, e tive que falar na frente de um monte de gente. To terminando a revisão do livro, e provavelmente tenha que revisar de novo e-e Só então vou me sentir segura de enviar ele a uma editora ^^' Enfim... Espero que gostem ^^

―Sabem que isso é uma injustiça, não sabem?! ―Benjamin exclamou ao fecharem as grades a sua frente, rapidamente segurou-as e as sacudiu. ―Vocês nem sabem quem nós somos!

O homem do outro lado da cela apenas observou-o, era o paladino que havia trombado mais cedo. E, o mesmo os trouxera para Pillar, em uma das cinco grandes construções, onde se encontrava a prisão subterrânea.

―Então, quem é você? ―Cruzou os braços, e observou-o, com os olhos de cor clara.

Benjamin tomou um semblante mais sério, deu um passo para trás, fazendo com que relativa sombra tapasse seu rosto.

―Meu nome é Benjamin Break. Sou um dos elementos da profecia. ―Foi mais sério.

No entanto, o homem do outro lado da sela acabou rindo.

―E você quer que eu acredite? ―Resolveu virar as costas e se afastar.

―Mas eu não estou mentindo... Por Névoa! ― Voltou a exclamar.

Entretanto, o paladino parou, virou-se e encarou Benjamin.

―Por Névoa? Garoto, de onde você veio, exatamente? — Foi mais sério, embora aparentemente calmo, ainda era perceptível sua desconfiança.

— De Temesia. Mas nasci nas Trevas.

— Então você realmente é o elemento... O que veio fazer aqui?

Benjamin suspirou, deveria ou não contar?

— A profecia estava incompleta, há um quinto elemento. Por isso viemos para Eternal.

O homem a sua frente pareceu ponderar, ficando mais sério. Então, lançou um rápido olhar para os guardas no fim do corredor.

— Tragam os outros, e chame Ethel Acker. — Afastou-se, ignorando completamente a presença de Benjamin.

O ruivo bufou, voltou-se a cela e sentou-se no chão, com as costas escoradas na parede. Sua situação tinha como ser pior? Ou melhor, tinha como todos eles estarem em uma situação pior?

— Não adianta, Benjamin. — Era Denzel, ele também havia sido pego pelos paladinos, levado até a prisão, e quando Benjamin e Yume disseram que o conhecia, os levaram diretamente para a mesma cela. Benjamin analisou-o, Denzel estava machucado. Parecia ter levado uma surra... Teria sido um dos paladinos? Pensou em perguntar, mas desistiu.

— Mas eu sou mais forte, poderia colocar fogo nesse lugar, derreter essas grades. — Bufava.

— Mas você não tem nome o suficiente. Acha que é alguma coisa em Eternal? — Quem o respondeu foi Yume. Não era ríspido, apenas explicava a realidade.

Benjamin não respondeu, resolveu virar a cara e encarar outro canto.

— E Denzel, onde está Sora? — o elemento terra voltou a falar.

— Ela preferiu resolver outras coisas. — Se soara meio arrogante? Bom, talvez sim, mas não se importou se Yume percebera. Sora dissera que ele não era útil. E gostava dela, e muito, o que acontecera em Hibernyan então, os dias que se seguiram... E por ela ter dito o que dissera, fizera as palavras doerem mais ainda.

— Briga de casal? Que meigo... De bem que, quando se trata de um relacionamento com a Sora... — Benjamin ironizou. Denzel não respondeu.

E então silenciaram-se, ouvindo novamente os sons de pessoas se aproximando. Viram o mesmo homem que os trouxera. Era seguido por outros guardas, porém, estes traziam Yoru e Fallen. Abriram a cela que estava a frente, elas entraram silenciosamente enquanto trancavam novamente as grades.

Benjamin bufou outra vez, sentindo duas mãos soarem. Não iria se descontrolar, mas resolveu levantar. Segurou as grades com força e as sacudiu.

— Pelos Deuses! Vocês nos trancam aqui sem sequer saber quem somos? As pessoas deveriam perguntar, antes de tirar qualquer conclusão.

— Eu realmente gostaria de falar um pouco mais com você. Mas há outros problemas para resolver no momento. — O homem se afastou, Benjamin sentia seu sangue queimar.

***

Acordou somente com o som de chaves batendo. Yoru sentia seu corpo dolorido, dormir no chão de pedra, em uma noite fria, era uma péssima combinação. Abriu seus olhos silenciosamente, Fallen ainda dormia, e estava do outro lado da cela. Só então, notou a mulher que abria as grades a sua frente.

Era a mesma paladina que os trouxera até ali. Vestia apenas parte da armadura dourada no momento, e em seu ombro esquerdo... Havia um pássaro. Um estranho pássaro de penas azuis claras, mas que mesclavam com branco e tons mais escuros de azul. Os olhos do animal, eram de um ciano brilhante.

— Vocês tiveram sorte... — Ela começou calmamente. Notara a presença da garota acordada, enquanto procurava as chaves da cela. Yoru sentou-se no chão, a prisão era silenciosa no momento.

— Por quê? — Ousou perguntar. Viu Fallen se mexer, porém, não acordou.

— Irei explicar a situação logo mais. — Por fim abriu a passagem.

Yoru levantou-se, e se dirigiu até Fallen, sacudiu seus ombros, enquanto chamava-a.

— O que foi? — Coçou os olhos azuis ao se sentar, Yoru afastou-se novamente.

— Ela está nos soltando, veja — Maneou a cabeça na direção da outra cela, a paladina abria-a calmamente.

Fallen coçou os olhos e levantou-se. Benjamin já acordara-se e começara a protestar, Denzel e Yume seguiram a paladina em silêncio. E só então, seguiram pelo corredor de celas. De fato, não eram os únicos, haviam mais prisioneiros e, estes, preferiam ficar calados. Observavam silenciosamente a cada passo, talvez apenas ladrões, encrenqueiros como eles, ou coisa pior. Seguiram por mais algum tempo, a paladina ainda sem dizer nada abriu uma porta de ferro. Rangendo, deu passagem para outro corredor, este no entanto, não havia mais prisioneiros.

— E você não vai sequer se apresentar? — Não pedia, Benjamin estava mais é debochando.

No entanto, a paladina de cabelos loiros parou de caminhar, em frente a eles, ainda com o pássaro parado em seu ombro. Virou-se, ficando de frente para Benjamin, e com os olhos ambares amarelados o afrontou, era alta, praticamente da mesma altura.

— Realmente? Sei que estou perdendo meu tempo ao dizer isso, mas chamo-me Ethel Acker. E não estou dizendo isto por que você está pedindo, talvez seja mais uma questão de educação. — Desceu os olhos dos pés à cabeça de Benjamin, era séria ao falar. E os olhos penetrantes da ave que estava sobre seu ombro, afrontava o ruivo — Mas creio que educação seja algo que lhe falte.

Isso bastou para fazê-lo ficar em silêncio. A paladina então, voltou novamente a caminhar. Seguiram por mais algumas celas, até o momento em que, Yume sentiu que algo segurava seu braço.

Por um instante pensou em gritar, mas então, viu a silhueta de um velho do outro lado das grades. Segurava seu braço com força, e o encarava, com profundos olhos negros, friamente vazios. Notou que os outros cinco haviam parado de caminhar, mas mesmo assim, ficara um pouco mais para trás.

As Torres irão se alçar. —sussurrou. Yume tentou se soltar, porém, o velho era mais forte. O local era sombrio e isso, fez o garoto por um instante temer — A cidade imêmore será encontrada. — Falava rapidamente, mas ainda era possível distinguir o que proferia — O sortilégio livre será solto. E então, assombrosos monstros irão desolar os mundos. Os Deuses são falsos. Os Deuses irão embora. Os Deuses... Eles... Eles — Após isso o prisioneiro soltou o garoto. Afastou-se e repetindo as mesmas palavras passou a coçar o que lhe restava de cabelos. Então gritou exibindo os dentes podres, ajoelhou-se no chão em frente as grades e sacudiu-as. — Os Deuses...! Eles! Eles!

— Já chega. — Ethel resmungou, embora o som de sua voz fosse abafado pelo som dos gritos. Aproximou-se das grades e as chutou, fazendo um barulho irritante das botas de ferro se chocando. O velho, no entanto, deitou-se no chão, agora sussurrando palavras desconexas. — Não deem ouvidos para o que ele fala. — Após isso, voltou a caminhar em linha reta, não ousou olhar para trás.

Yume pensou em responder, olhou para Denzel, porém, este também não tinha ideia do que fazer. Após isso, voltaram a seguir a paladina.

— Ele é um Clérigo Negro, fazia parte da ordem dos Guerreiros Caídos. Em um ataque a Eternal, ele foi capturado. Isso já faz alguns meses, pensamos que poderia nos dar algumas informações sobre os reais planos dessa ordem, porém, enlouqueceu após colocarmos atrás das grades.

— Um Clérigo Negro? — Denzel deu um passo à frente, não poderia deixar de transparecer curiosidade. A paladina assentiu séria.

— Sim. Desde os tempos mais antigos existem aqueles que traíram a Ordem de Pillar, os Mandamentos de Secula, e foram contra o grande Códex. E assim, formando o Clérigo Negro. Um dia aquele velho já foi um paladino, se tornou um guerreiro caído e, hoje, é um louco.

— Não consegui entender o significado daquelas palavras...

— Acredite, é melhor nem querer. — Fez uma pausa. — Agora andem, há algumas pessoas que querem falar com vocês. — Maneou sua cabeça e após isso chegou ao fim do corredor, pegou as chaves que trazia e abriu a porta de ferro. Denzel não poderiam ter certeza se já era dia, ou se ainda era noite.

A paladina os levou para outra sala, onde haviam guardado suas coisas. Devolveu as bolças, as mochilas, e até mesmo as armas que as Anciãs do Tempo haviam dado de presente. Avisou também que os cavalos estavam no estábulo da Catedral de Pillar. Porém, não citou o ordhere em momento algum.

Após isso seguiram subindo por alguns lances de escada, em formato de caracol feita de pedra. O que levou alguns longos minutos de silêncio. Só então chegaram a outro corredor, Ethel seguiu em frente novamente e abriu outra porta, e para variar: mais um corredor. Este, no entanto, tinha paredes mais claras, e haviam várias janelas douradas, nos quais, o vidro transparente mostrava o céu cinzento de inverno. E a cidade de Eternal, parecia minúscula da altura e distância que estavam. De um lado, haviam janelas, e do outro, portas. Ao final, o corredor exibia a passagem aberta, que indicava uma extensa ponte – extensa talvez fosse pouco, era demasiadamente longa.

— Por que nos soltou? — Denzel indagou, com visível desconfiança.

— Eles são os quatro elementos da profecia, apesar de terem se juntando aos Guerreiros Demoníacos, fazem parte de algum plano dos deuses. Então nós, paladinos, respeitamos.

— Faz sentido...

— Aliás, o que você é exatamente? Seus olhos são tão estranhos...

Denzel suspirou, agradecia o fato de estar vivo, então, tinha de aceitar o fato de que seus olhos eram de dragão. A besta que também havia o matado.

— Temesia foi atacada por um dragão, e eu morri. — Ethel encarou-o pelo canto do olho. — Mas me trouxeram de volta a vida, trocaram o meu coração por um de dragão.

— Dragões deveriam estar extintos. — Denzel notou um tom diferente em sua voz. Não conseguiu decifrar o que significava. Era pena? Aversão? Ou talvez estivesse o vendo como um monstro? Naquele momento, sentiu saudade da indiferença de Sora, afinal, ela não se importava.

Sua frieza tinha um lado bom, e além de tudo, ele conseguira transpassar a armadura de gelo que a domadora tinha. Embora o desentendimento, no último momento em que haviam se visto...

— Não me diga que aquela coisa parada na ponte nos encarando é o Randy? — Benjamin foi o primeiro a se pronunciar quando colocaram os pés na ponde de pedra, que se erguia sobre a cidade. Era extremamente alta, e com uma estrutura reforçada de calhau, e o final levava a construção principal de Pillar, deveria estar a uns duzentos metros à frente. E do centro da enorme torre, erguia-se a árvore milenar, cuja os galhos cobriam parte da cidade.

Ethel não respondeu.

— Pelos deuses, aquele desgraçado está me devendo cem moedas de ouro. — Apontava para a figura mais à frente. Cabelos loiros, e o casaco branco e comprido. Era Randy, definitivamente.

E então ele resolveu aproximar-se, o grupo seguiu

Pararam somente ao estarem frente a frente.

— Parece que já conheceram a minha irmã. — Disse, com um sorriso crápula.

— A paladina mal humorada é sua irmã? Faz sentido ela ser tão esquisita. — Benjamin resolveu ser mais rápido.

Porém, nem tanto.

Ethel rapidamente desembainhou a espada que carregava em sua cintura, apontou-a na direção do pescoço do ruivo, e o afrontou com os olhos de cor amarela.

— Eu ainda irei arramar sua língua fora. Deveria agradecer a Randy, se não fosse por ele explicar quem vocês são, poderiam ter mofado por mais um tempo em uma cela.

— Você só pode estar caçoando de mim, esse loiro sem cor tem voz na “Grande Catedral Pillar”?

Ethel revirou os olhos, e abaixou a espada, dando de ombros e seguindo em frente. Randy deu um passo na direção de Benjamin.

— É bom ver você também, seu infeliz. Mas falando sério, como se fossemos pessoas normais. Ethel é uma paladina de grande nome aqui dentro e somente não sou um deles, pois me tornei um domador.

Meus pais eram paladinos...

Mas tornar-se um domador não é uma condição ruim, Randy. — A voz grossa do youkai ecoou em sua mente.

Eu sei disso, e gosto muito dela. Alean.

— E acredito que Ethel tenha falado sobre quererem conhecer vocês, certo? — Apontou para a paladina, porém, esta já estava distante na ponte, sendo seguida pelo pássaro de olhos cianos.

— Sim. — Denzel respondeu, antes que Benjamin o fizesse.

— Então, me sigam.

— Desculpa perguntar isso, mas... — Fallen finalmente pronunciava-se. — Randy, desde quando você é tão conhecido em Pillar? — Não debochava, sua pergunta era séria.

— É verdade, também estou em dúvida... — Yoru comentou.

Randy suspirou.

— Posso contar isso a vocês durante o caminho? Acreditem, é uma história longa... — Disse enquanto começava a caminhar. — E ainda tenho mais alguns recados... Me sinto um pombo mensageiro. — Dez uma careta, porém, ninguém resolveu questionar.

Denzel o seguiu e, por fim, o resto do grupo.

A ponte era extensa, e alta. Ao longe, era possível ver as sombras das outras construções de Pillar. E a cidade que se espalhava ao redor. Eternal era demasiadamente grande em sua extensão de terras, iniciava-se perto de uma floresta, cobria parte do que antes deveria ter sido um pântano – seu lado inundado− e, por fim, terminava na costa do continente. Pillar encontrava-se em seu centro. Denzel olhou ao redor, onde Sora estaria naquele momento?

Ele então, cravou seus olhos em dois paladinos que se aproximavam. Traziam junto um terceiro homem, este, encarava o chão e seguia em passos tortos, como se estivesse bêbado. Ou, então, havia tomado uma surra.

Esperou que se aproximassem e passassem ao seu lado, e, só então, viu quem de fato se tratava.

Encarou-o por um instante, com os olhos de dragão semicerrados.

E então bufou, por impulso deu meia volta e se dirigiu aos dois guardas. Puxou a túnica do prisioneiro e o afastou, bruscamente o derrubou no chão. Agora segurando a gola de sua blusa, reconhecia aquela face...

— O que faz aqui, espadachim? — Foi sério. Viu os dois guardas se aproximarem, porém, Ethel os impediu, coma a desculpa de que “queria ver o que iria se seguir”.

— Isso só pode ser uma praga. — O espadachim de cabelos e olhos prateados resmungou.

Denzel sentiu seu sangue ferver.

— Por que estava nos perseguindo?

— Talvez seja por que é meu trabalho?

— Então... Quem mandou?

— Talvez isso não seja do seu interesse.

Denzel pensou em dizer algo, porém, foi interrompido pelo som de uma corneta.

Era um estrondo melancólico, que se seguiu por alguns instantes.

— Corram! Agora. — Ethel exclamou, e somente após isso Denzel realmente entendeu o que aquilo significava.

A Catedral Pillar, ela estava sendo atacada.

Notas finais
Dúvidas? Criticas? Elogios? Aqui estamos o/ Domadores = Guerreiros Demoníacos Paladinos = Guerreiros Santos Clérigo Negro = Guerreiros Caídos XXXXXXXXX = Guerreiros Protetores E é isso que vemos na Terra, ou melhor, Tempus (como está nos livros e-e) Temos quatro classes somente deste mundo/planeta/dimensão. Claro, também há mercenários, mas estes podem ser de outros mundos, a mesma coisa para ladrões e etc... E talvez eu crie outras... e,e Enfim, bj bj e até o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.