A Different Story
2 Capítulo 2
Notas iniciais
O pequeno acidente no teatro deixou alguns alunos machucados. Nada muito grave, mas ainda assim foram machucados causados por um fantasma furioso, e eu tinha a leve impressão que não iria ficar só naquilo. A Caroline nunca foi boa enquanto viva, então agora ter que lidar com uma Caroline morta e com poderes sobrenaturais meio que me faz ter calafrios. Eu a observei durante toda a semana, e para o meu total desanimo ela parecia bastante interessada no novato, o que quer dizer que eu literalmente passei toda a semana o seguindo pela escola, e eu não acho que tenha sido discreta o suficiente já que ele sempre sorri arrogante quando me ver nos corredores da escola, o que é frustrante e me deixa bastante irritada, já que eu não quero ser aquela que vai inflar o ego já grande do senhor bad boy. Outra coisa bastante frustrante era que a Caroline parecia mais que decidida em tocar o Damon, e quando não conseguia, bem, algum evento inexplicável acontecia na escola. Realmente, ela ainda não tinha percebido que estava morta?
– Eu pensei que você tinha dito que iria ficar fora disso. – Bonnie disse.
– E eu iria, mas então lâmpadas começaram a explodir por toda a escola toda vez que a Caroline fica irritada, e acredite em mim, não vai ficar só nisso. – Revirei os olhos, ao ver a Caroline tentando a todo custo segurar o braço do Damon. – Isso é ridículo, como ela ainda não percebeu que não pode tocar em ninguém?
– Bem, ela pode tocar em você.
– Sim, mas ela não sabe disso.
– O que é incrível já que você não é nem um pouco discreta. – Suspirou, revirando os olhos. – Você literalmente fica encarando um ponto fixo onde não tem nada, pelo menos não aos olhos de pessoas normais, ou seja, eu fico me perguntando como a nossa querida pantera cor de rosa ainda não percebeu que você fica a encarado nada discretamente.
– Ela não percebeu porque está mais interessada em conseguir a atenção do Damon.
– O que você pretende fazer para se livrar dela?
Olhei para a Caroline tentando achar alguma razão para ela ainda está aqui. O que faria uma pessoa como a Caroline permanecer aqui? O que ela tinha de inacabado aqui?
– Eu não sei. – Suspirei. – Eu não tenho como ter uma conversa civilizada com ela para tentar descobrir o que a impede de seguir em frente.
– Ela meio que vai pirar quando descobrir que você é única pessoa capaz de vê-la, ela odeia você.
– Sim, não vamos se esquecer desse pequeno detalhe im...
– Eu não ouvi isso. – A voz enjoativa da Caroline veio de algum lugar as minhas costas, fazendo-me virar e dar de cara com a mesma, olhando-me como se eu fosse um mosquito que ela queria muito esmagar. – Você? O que eu fiz de errado? Eu não posso ter sido uma pessoa tão horrível assim.
– Eu poderia discordar disso. – Rebati irritada.
Como ela chegou ali tão rápido? Pergunta estúpida, eu sei.
– Uh... Elena? – Bonnie chamou. – Você está fazendo aquela coisa de falar sozinha novamente, e caso não tenha percebido estamos no meio de um corredor cheio de gente.
Droga. Virei-me para Bonnie, encontrando a mesma me olhando como se soubesse que eu havia acabado de ser descoberta pela Caroline.
– Ei, não vire as costas para mim. – Caroline esganiçou. – Me diga o que diabos está acontecendo, porque ninguém além de você pode me ver?
– Eu pensei que já fosse bastante óbvio. – Falei, e a Bonnie me olhou como seu eu tivesse duas cabeças. – Eu não estou falando com você.
– Caroline? – Perguntou.
– É.
– Espere, esse projeto de anão também pode me ver? – Caroline perguntou, parecendo meio indignada.
– Não.
– Ótimo, porque isso já seria muita humilhação. – Sorriu alegremente. – Agora me diga o que eu tenho que fazer para que eu acorde desse pesadelo.
Como dizer a alguém que é uma bomba relógio preste a explodir a qualquer momento que ela está morta e que não há maneira alguma de reverter isso?
– Você não está dormindo, ou seja, você não está em um pesadelo...
– O que isso quer dizer? – Ela perguntou, parando ao lado da Bonnie. O que era uma cena inédita levando em conta o ódio totalmente mútuo que elas sentiam uma pela outra. Analisei atentamente a Caroline, notando que ela estava com uma roupa diferente daqui estava da ultima vez que a vi. Como ela fez isso? – Pare de me olhar assim, eu sei que sou linda e que é quase impossível tirar olhos de mim, mas no momento eu quero respostas.
Para a minha alegria, já que eu não tinha a resposta que ela queria escutar, o sinal tocou. – Suas respostas vão ter que esperar até mais tarde.
– Quão tarde? – Ela perguntou, batendo o pé e estreitando os olhos em minha direção.
– Eu vou aparecer por aqui durante a noite. – A informei.
– Você vai invadir a escola? – Bonnie perguntou. – Isso totalmente estraga a sua meta numero dois da lista.
– Lista? – Caroline perguntou. – Que lista?
Deus, o que eu ainda estou fazendo aqui? É aula de biologia, chegar atrasada é ultima coisa que eu quero.
– Vamos. – Agarrei o braço da Bonnie, passando pela Caroline e sem querer esbarrando no seu ombro.
– Ei, eu sentir isso. – Caroline gritou, e no minuto seguinte senti meu cabelo sendo puxado. Mas que diabos...? – Legal, eu posso tocar você.
– Que bom que você acha isso legal. – Resmunguei.
Praticamente corri em direção á sala de biologia arrastando a Bonnie comigo, o que não adiantou muito já que meu objetivo era deixar a Caroline para trás, mas a mesma continuou no meu encalço.
– Porque eu posso tocar você, mas não posso tocar mais ninguém? – Caroline perguntou, e como para provar seu ponto tentou segurar o braço da Bonnie, mas sua mão passou direto. A Bonnie vai enlouquecer quando eu contar isso. – Porque você é diferente das outras pessoas?
– Eu sou apenas mais um dos mistérios do universo. – Murmurei, quando cheguei em frente a sala de biologia e vi o Damon parado frente á ela, parecendo entediado, mas assim que me viu abriu um sorriso radiante.
– Olá, pequena encrenqueira. – Ele disse, ganhando um olhar atravessado meu. – Eu ouvi alguns boatos seus.
Claro que ouviu. Bando de fofoqueiros.
– Olá novato. – Rebati.
– Damon Salvatore. – Sorriu, estendendo-me a mão e eu contra a minha vontade a apertei. Eu simplesmente não fui com a cara dele.
– Elena. – Falei. – Porque você está fora da sala?
– Cinco minutos atrasado. – Sorriu irônico. – Professora bastante rígida essa, não é?
Que ótimo. Como se eu precisasse dar algum motivo para ela pegar no meu pé.
– Conte a ele sobre mim. – Caroline disse, cutucando-me.
Certo... Damon, sabe a Caroline? Pois bem ela morreu, mas não seguiu em frente e agora está aqui assombrando a escola, e parece ter desenvolvido algum tipo de interesse por você, legal não?
Puft! Até parece.
– Já que ninguém parece interessado em me apresentar, bem, eu vou fazer isso. – Bonnie disse, jogando um olhar irritado para mim, e em seguida focando sua atenção no Damon. – Eu sou Bonnie.
– A parceira do crime. – Damon sorriu, apertando sua mão. – Eu também ouvi falar de você.
– Não é justo que até esse projeto de anão consiga aperta a mão do bonitão aqui, mas eu não. – Caroline reclamou.
Deus, quantos anos ela tem?
– Agora que estamos todos devidamente apresentados que tal falarmos da sua incrível incapacidade de lidar com a loirinha aqui? – Damon perguntou, pegando não só a mim como a Caroline e a Bonnie de surpresa.
– Como...
– Como eu posso vê-la? – Ele perguntou, olhando diretamente para a expressão incrédula da Caroline. – Eu sou igual a você, Elena.
– Uau. – Bonnie exclamou.
– Mas ela tentou tocar em você durante toda a semana e não conseguiu. – Eu falei, ainda incrédula com as recentes descobertas.
– Isso é porque eu claramente consigo ter mais controle sobre esse estranho dom que temos do que você. – Ele disse, com aquele sorriso arrogante que tanto me irritava.
– Ótimo. – Caroline sorriu brilhantemente para o Damon. – Como eu faço para voltar?
– Você não volta. – Ele respondeu. – Você está morta e não há maneira alguma de reverter isso.
No segundo seguinte eu estava com as mãos nos ouvidos.
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