Notas iniciais
Um dia antes do combinado, espero que gostem. Boa Leitura!

O Damon agora estava oficialmente na minha lista negra. O cara é um idiota completo. Eu não acho que já conheci alguém tão cheio de si na minha vida; além de tudo é verdadeiro demais. Como você simplesmente abre a boca e fala para Caroline Forbes que ela está morta e que por mais que ela queria não há como voltar? É quase a mesma coisa que pedir para ser morto. A Caroline é a garota mais mimada que eu já conheci, se ela não consegue o que quer ela faz birra, a diferença é que agora ela tem poderes sobrenaturais e é invisível aos olhos de todo mundo, menos aos meus e do idiota do Damon. Ou seja, por mais que ela ainda não tenha percebido que pode fazer muito mais que explodir lâmpadas, ela vai descobrir e eu sinceramente não queria estar lá quando isso acontecer, mas como eu não tenho opção eu só devo rezar para que o estrago não seja grande.

– Quem faz bico pede beijo. – Damon disse, ganhando um olhar irritado meu. – O quê? Vamos lá, não aconteceu nada demais, apenas algumas lâmpadas quebradas. Nada que não pode ser consertado.

– Por enquanto. – Eu falei, enquanto me arrependia amargamente de não ter ido assistir as outras aulas com a Bonnie. Quando o papai e mamãe descobrissem que eu estava faltando, eu estaria morta. O que eu estava pensando quando aceitei sair com o Damon da escola para batermos um papo? – Você não conhece a Caroline como eu.

– E eu estou totalmente agradecido por isso. – Fez uma careta. – A garota é um pé no saco.

– Não deixe que ela escute você dizendo isso.

– Ela não vai. Felizmente estar fora da escola não é uma opção para ela.

Ele deve ter visto a confusão estampada no meu rosto, pois no mesmo momento abriu um sorriso convencido me deixando mais irritada do que eu já estava. É, eu com certeza deveria estar louca quando decidir que sentar na praça com o Damon e tentar ter uma conversa civilizada com ele daria certo.

– Você ainda não tinha percebido que ela não pode sair da escola? – Perguntou, ainda com o mesmo sorriso nos lábios.

Irritante, certamente essa era a palavra chave para defini-lo.

– Eu ainda não tinha parado para pensar sobre o assunto. – Rebati.

– Claro que não. – Revirou os olhos. – Mas certamente você percebeu que ela está na escola é uma pista do por que ela ainda estar aqui entre os vivos?

– Eu também ainda não havia parado para pensar nisso. – Respondi irritada, e mentalmente apontando uma arma para minha cabeça por ser tão lerda.

– Você claramente ainda não pensou em muita coisa. – Ele disse, olhando-me com um olhar superior. – Como você pretendia lidar com ela?

– Uh... Eu não pretendia. – Respondi. – Eu não estava planejando me meter com nenhum fantasma do mal esse ano.

– Você simplesmente iria fingir que ela não estava lá? – Perguntou, parecendo incrédulo.

– Esse era o plano.

– Um plano que obviamente não deu certo. – Zombou.

Porque mesmo que eu estou aqui? Ah sim, por um bem maior, claro.

– Porque ao invés de você ficar ai me criticando, você não me diz como vamos fazer para se livrar da Caroline?

– Vamos? Você por acaso está pedindo a minha ajuda?

Deus, eu iria me arrepender disso depois. – Sim, eu estou.

– Então você deveria pedir apropriadamente. – Sorriu.

Babaca.

– Damon, você poderia, por favor, me ajudar a se livrar da Caroline?

– Claro que sim, Elena. – Respondeu sorrindo.

Paciência, Elena. Afinal a ajuda dele no caso Caroline, não é tudo que você quer. Ainda tinha a coisa da Caroline não poder tocá-lo mesmo ele sendo igual a mim.

– Bem, como vamos fazer isso? – Perguntei, forçando um sorriso em sua direção.

– Já sabemos, quero dizer, eu já sei que o que está impedindo a Caroline de seguir em frente está na escola. – Ele me olhou com uma expressão pensativa. – Só temos que descobrir o que ou quem é?

– Você desconfia que seja por causa de alguém? – Perguntei surpresa.

– Bem, normalmente quando alguém não se lembra da sua morte é porque morreu vitima de alguma coisa ruim. A Caroline não sabia que estava morta, então é provável que tenha sido assassinada.

Agora eu estava com pena da Caroline.

– A policia não encontrou o seu corpo.

– Viu? Mais uma prova que eu estou certo. – Ele disse, fazendo-me revirar os olhos. – E se a Caroline está presa na escola é porque a pessoa que a matou estuda lá.

– Você está me dizendo que tem um assassino andando pela escola?

– Sim, é isso que estou dizendo.

Como diabos eu iria descobrir quem é? E como diabos ele sabia disso tudo?

– Eu tenho uma pergunta. – Falei, e o mesmo me olhou como se dissesse “claro que tem”. Como alguém podia ser tão convencido? – Como a Caroline passou direto por você quando ela tentou tocá-lo?

Essa era uma pergunta que eu pagaria para ter uma resposta, quero dizer, se isso fosse impedir que pessoas mortas ficassem me tocando eu com certeza pagaria.

– Eu estava me perguntando quando você iria me fazer essa pergunta. – Ele disse, olhando-me como se estivesse tentando decifrar uma fração muito difícil de geometria. – Me admira que você ainda não tenha descoberto isso.

– Apenas responda a maldita pergunta. – Falei impaciente.

Porque diabos ele tinha que complicar tudo?

– É questão de querer, Elena, se você não quiser que alguém que não esteja vivo toque em você, ele vai passar direto por você, assim como acontece com as outras pessoas que não tem o mesmo dom que a gente.

– Você está me dizendo que tudo que eu tenho que fazer é não querer que eles toquem em mim, e eles simplesmente não conseguem me tocar? – Perguntei incrédula. Não podia ser tão simples assim.

– Sim, é isso que eu estou dizendo. – Sorriu. – Achou que fosse mais difícil, não é?

– Apenas parece fácil demais.

– Bem, se você não acredita em mim, você pode tentar quando estiver perto da Caroline.

– Eu vou fazer isso.

– Agora voltando ao assunto principal, conte-me tudo sobre a festa que a Caroline foi, e quem da escola estava lá.

***

– Como foi a sua conversa com o Damon? – Bonnie perguntou.

Estávamos dentro do seu carro – porque de acordo com os meus pais eu não sou responsável o bastante para ter um – indo para a minha casa, para que eu pudesse pegar os assuntos que eu perdi, afinal eu não queria ficar de castigo para todo o sempre quando o boletim do primeiro semestre chegasse.

– Ele é um babaca...

– Um babaca muito bonito. – Bonnie disse, interrompendo-me.

– Ele é um babaca, mas é esperto. – Continuei, ignorando o que a Bonnie tinha dito. – Nós até já temos uma lista de suspeitos.

– Suspeitos? – Perguntou surpresa. – Como assim?

– A Caroline não sabia que estava morta porque ela não lembra como morreu, e o Damon disse que isso só acontece quando alguém morre de uma maneira ruim, então estamos supondo que alguém a matou...

– Sério? – Me interrompeu.

– Sim, e para piorar a situação, o suposto assassino estuda na nossa escola. – Completei, e a mesma parou o carro de forma brusca em frente a minha casa. – Continue dirigindo assim e o papai vai convencer o seu pai a tirar o carro de você.

– Quem são os suspeitos? – Perguntou, ignorando o que eu tinha dito.

– Tyler...

– O Tyler é ex-namorado dela porque ele iria mata-la? – Bonnie perguntou.

– Bem, porque ele é ex-namorado e ex-namorado sempre são culpados. – Expliquei, e a mesma me olhou como se eu tivesse duas cabeças. O que me irritou bastante, já que esse foi o mesmo olhar que o Damon havia me dado quando eu disse a mesma coisa a ele.

– Você anda assistindo a muitos seriados.

– Continuando, — Falei, ignorando o que ela tinha dito. – Rebekah, Katherine, e por ultimo temos o Matt.

– Matt? – Ela perguntou incrédula. – O nerd do segundo ano?

– Ele é suspeito do Damon, eu não acho que ele possa machucar se quer uma mosca.

– Então você e o Damon agora são um time? – Perguntou saindo do carro.

– Não. – Respondi, enquanto saia do carro também. – Ele apenas está me ajudando nisso, já que eu não tenho nenhuma experiência com casos assim.

– Sim, normalmente os fantasmas que você encontra sabem que estão mortos, e só querem que você dê algum recado ou entregue algo a alguém.

– Exatamente. – Falei abrindo a porta de casa, e a deixando passar primeiro. – E quando isso acabar eu pretendo nunca mais ter que olhar na cara daquele imbecil.

– Duvido. – Bonnie disse, olhando-me divertida. – Ele é bonito demais para passar despercebido.

– Cale a boca. – Falei, empurrando-a em direção á cozinha. – Vamos, eu quero comer.

– Espere, deixe-me ir pegar a droga do celular que eu esqueci no carro. – Me olhou com um sorriso divertido nos lábios. – E quando eu voltar nós poderemos começar a falar sobre o quanto você odeia o Damon, mesmo ele não tendo feito nada com você.

Escolhi não comentar sobre aquilo, afinal ela estava certa, então seguir em direção a cozinha ouvindo a Bonnie gritar que voltaria em um minuto.

Assim que entrei na cozinha tive um susto, afinal eu não estava esperando encontra ninguém em casa muito menos o meu irmão.

– Ei, você não deveria estar na faculdade que é tipo, do outro lado mundo? – Perguntei ao Jeremy. O mesmo pareceu meio confuso quando me viu, olhando-me como se eu fosse uma ilusão na sua frente. – Você está bem?

– Eu não entendo. – Murmurou.

– O que você não entende? – Perguntei preocupada, ele estava agindo como se tivesse tomado a maior cachaça da sua vida.

– Elena? – Virei encontrando a Bonnie na entrada da cozinha. – Com quem você está falando?

– Como assim? Você não está ven... – Minha voz foi morrendo conforme a realidade do que estava acontecendo ali me batia.

O meu irmão está morto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.