A Different Prince Caspian
5 A reunião do conselho
Notas iniciais
Ao seguirem para o esconderijo dos narnianos, todos conversavam. Pedro e Caspian falavam sobre táticas e o que eles já haviam progredido até ali, Susana e Edmundo, mas a conversa que mais chamou a atenção de Lúcia foi a de Caça-trufas, Nikabrik e Trumpkin.
— E então, como eles são? — Caça-trufas perguntou à Trumpkin.
— Descontentes, resmungões, teimosos feito mulas pela manhã. — Trumpkin respondeu.
— Hm, então gostou deles. — Nikabrik falou.
— Bastante. — Trumpkin disse em tom baixo, mas que Lúcia pôde ouvir muito bem.
Quando chegaram ao esconderijo dos narnianos, deram com um enorme monte, e à frente, uma descida para adentrar. Em fileira por cada lado da entrada, centauros erguiam espadas ao céu. Lúcia, Edmundo, Pedro e Susana se adiantaram à frente, enquanto Caspian e Ádria mantiveram uma certa distância.
— Não faça essa cara, conforme-se. — Ádria disse, rindo, ao ver a expressão do príncipe.
Após passarem pelos centauros, adentraram o monte.
— Pode não ser o que esperavam, mas é defensável. — Caspian disse ao olharem ao redor.
— Pedro, é melhor ver isso aqui. — Susana chamou-os.
Eles entraram por um corredor com pouca luz. Nas paredes haviam desenhos. Desenhos esses deles próprios, da primeira vez que entraram em Nárnia e como dissolveram o inverno de cem anos.
— Somos nós. — Susana disse em tom baixo.
— Que lugar é esse? — Lúcia perguntou à Caspian.
— Vocês não sabem? — Caspian perguntou, parecia incrédulo.
— Venham por aqui. — Ádria pediu e os irmãos, assim como Caspian, a seguiram.
Andaram pelos corredores escuros do monte até chegarem à uma grande sala. No centro da sala estava a Mesa de Pedra, ainda partida em dois, onde Aslam ressuscitou.
— Este é o Monte de Aslam. Foi erguido sobre a Mesa de Pedra. — Ádria lhes disse.
Lúcia se aproximou da Mesa, sendo seguida pelos outros três irmãos.
— Aslam deve saber o que faz. — Ela se virou e disse.
— Acho que cabe a nós agora. — Pedro disse em tom decidido.
XX
— É só uma questão de tempo. Os homens e as armas de guerra de Miraz já estão a caminho. — Começou Pedro. — Ou seja, esses mesmos homens não protegem o castelo.
— O que sugere que façamos, Majestade? — Ripchip perguntou.
— Atacar o castelo.
— Começar a planejar...
Caspian e Pedro se adiantaram a falar, acabando que falando ao mesmo tempo.
— A única esperança é atacá-los antes que nos ataquem — disse Pedro.
— É uma loucura, ninguém jamais tomou o castelo. — Caspian interveio.
— Sempre tem uma primeira vez. — Pedro disse.
— Teremos o elemento surpresa. — Disse Trumpkin.
— Mas temos a vantagem aqui. — Caspian tentou.
— Se nos prepararmos podemos contê-los pra sempre. — Susana andou até o lado de Caspian.
— Olha só ela tomando partido... humpf! — murmurou Ádria. — Se for para atacar, tem que ser bem feito. É melhor tomar cuidado para que o 'elemento surpresa' não vire contra nós. E, por favor, tentem seguir o plano — e virou-se para Caspian. — Você não costuma segui-los.
— Olha, agradeço o que fizeram aqui, mas isso não é uma fortaleza, é uma tumba. — Pedro voltou-se para Caspian.
— É, se os telmarinos forem inteligentes, só vão esperar a gente morrer de fome. — Disse Edmundo, fazendo Ádria rir.
— Podemos colher nozes! — disse Farfalhante, o esquilo.
— É, e jogar nos telmarinos! — ironizou Ripchip. — Cala a boca!
Ádria entrou em uma explosão de risos baixos, junta de Lúcia. Mas logo se recompôs ao perceber que estava sendo fitada por todos.
— Conhece a minha opinião, Senhor. — Ripchip voltou-se para Pedro.
— Se eu entrar com sua tropa, pode lutar com os guardas? — perguntou Pedro à Ciclone, o centauro.
— Vou morrer tentando, Soberano. — Disse Ciclone com uma pequena reverência, após olhar de Caspian para Pedro.
— É isso que me preocupa. — Ouviu-se a voz de Lúcia.
— O que disse? — perguntou Pedro.
— Estão agindo como se só houvessem duas opções. — Disse a menina. — Morrer aqui, ou morrer lá.
— Eu acho que não ouviu direito, Lu. — Foi apenas o que Pedro disse.
— Não, é você que não ouve! — exclamou Lúcia. — Ou você já esqueceu quem derrotou a Feiticeira, Pedro?
Lúcia o olhou com uma expressão inquisitorial.
— Acho que já esperamos tempo demais por Aslam. — Pedro disse enquanto virava-se e andava pela sala. Foi a gota d'água para Ádria.
— Você não é o centro de tudo! Talvez ele esteja esperando por você! Não haja como se tivesse mais poder que Aslam! — exclamou Ádria irritada. Pedro apenas virou-se e logo em seguida voltou a andar. Ádria bufou e andou até ele. — Aslam não veio até mim porque, simplesmente, nunca me deixou. Diferentemente de você, que preferiu abandoná-lo.
Ditas essas palavras, a garota deixou a sala andando a passos largos e fortes.
*Leiam as notas finais, por favor! ;)*
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