A Different Prince Caspian
6 Maluquices à parte
Notas iniciais
— Ei! Ádria! Espera! — Edmundo corria ao encontro da garota que andava cada vez mais rápido para fora do Monte de Aslam.
— O que você quer, afinal? — ela perguntou ao parar e sentar numa pedra do lado de fora do Monte.
— Não quero nada. — O garoto falou sentando-se ao lado dela. Um curto silêncio se apoderou do lugar.
— Vamos lá, diga alguma coisa! — Ádria empurrara levemente Edmundo.
— O que disse? — o garoto perguntou a fitando com uma expressão interrogativa. Ele achava que ela era maluca.
— Você me disse para esperar e, bem, foi o que eu fiz. Agora diga alguma coisa. — Ela explicou para o garoto que continuava a achá-la maluca.
— Não existem passarinhos verdes. — Foi só o que Edmundo conseguiu pensar com a pressão que os olhos da garota faziam. Mentalmente, ele se martirizava por ter dito uma coisa tão idiota.
— Mas que grande mentiroso! — a garota exclamou. Edmundo a fitou incrédulo. — Existem sim! Eu já vi vários! — dito isso, começou a rir, se levantando e ficando de frente para Edmundo, esperando uma reação. Mas Edmundo tivera uma reação bastante atrasada, já que estava realmente incrédulo com a garota.
— Você é completamente maluca! — ele se levantou, ficando de frente para a garota, que era apenas alguns centímetros mais baixa que ele.
— Ora, só porque eu vejo passarinhos verdes? — ela sorriu abertamente. — Olhe só você, Edmundo! Está falado com uma garota de outro mundo, a fim de recuperar um país chamado Nárnia, onde existem criaturas mitológicas e os animais falam! Não sei para você, mas se eu fosse de seu mundo, acharia você uma completo birutinha.
Edmundo ficou admirado com as palavras da garota. Ele era maluco!
— Veja bem: malucos se completam. — Disse enquanto sorria levemente.
— É, pena que eu não sou maluca. — Dizendo isso, a garota se virou e entrou de volta no Monte.
Pelo menos ela disse 'pena', pensou Edmundo enquanto adentrava o Monte.
XX
— O que você sugere? — Pedro perguntara à garota que se ajeitava em uma pedra desconfortavelmente. A garota olhou para trás, mas vendo que não havia ninguém ali, voltou-se para ele.
— Não é lá muito oportuno atacar hoje. É preferível esperar um ou dois dias, para pelo menos se preparar mais. Eles sabem que estamos nos bosques, mas não sabem a localização exata. É bom tirar proveito disso, porque depois que formos lá, eles não vão esperar para vir aqui (quero dizer, se algo der errado). — Ádria disse em tom formal, já que não estava disposta a dizer algo naquela reunião que já durava duas horas. Ela realmente detestava tomar algum tipo de decisão, mesmo que não fosse precisamente uma decisão.
— É justo. — Comentou Ciclone, o centauro.
— Se for mesmo para atacar, eu prefiro seguir o plano dela. — Disse Caspian.
— Mas que plano? Isso não é nem de longe um plano! É só um pensamento, pode ou não ser acatado. — Ádria interpôs, irritadiça.
— Certo, vá dormir antes que você resolva atirar uma flecha em alguém — Caspian disse receoso que a garota atirasse um flecha nele próprio. Mas ela apenas se levantou e saiu do lugar. — Ela fica terrível quando está com sono...
— Vou lembrar disso — murmurou Edmundo.
— Vamos seguir o que Ádria disse, é realmente melhor esperar. Dois dias e nós atacaremos. — Pedro disse e se sentou. — Podem dormir agora.
XX
— Ádria? — Lúcia sussurrou. — Está acordada?
— Estou. Algum problema? — a garota remexeu-se na cama improvisada, sentindo certo desconforto ali.
— Não, é só que... Você acha que dará certo? — a menina estava receosa e claramente preocupada.
— Ah, Lu... — Ádria se sentou virando de frente para Lúcia. — Eu teria plena certeza se todos os nossos acreditassem em Aslam, acreditassem que ele está por nós. Mas isso não é real, eles não acreditam, e eu temo dizer que as chances de dar certo são mínimas.
— Eu sei... — Lúcia sussurrou um pouco chorosa. — Só queria que Pedro e Susana acreditassem em mim, acreditassem que Aslam nos ajudará.
— Acho que eles tem de buscar por Aslam. Existe uma frase pairando na minha cabeça... Nada acontece duas vezes da mesma maneira — Ádria disse num sussurro apenas audível para a pequena Lúcia. Lúcia se sobressaltou.
— Esta frase! Aslam me disse esta mesma frase em um sonho! Era tão real... — Lúcia sorria.
— Então é isso! Eu também sonhei com Aslam, mas não deve ter sido o mesmo sonho, não podia. — Ádria murmurou. — Sonhos são, também, uma maneira de Aslam se comunicar conosco. Sabia disso?
— Acho que eu tinha uma ideia — Lúcia disse sorrindo para a garota que, naquele momento, estava sendo como uma irmã.
— É melhor dormirmos agora — Ádria sussurrou assim que ouviu um ressonar de alguém e uma reclamação inconsciente. Lúcia assentiu com um balançar de cabeça e se voltou para a sua 'cama'.
Fale com o autor