A Different Direction
8 Somebody That I Used To Know: Part 1
Notas iniciais
Então, sobre esse capítulo, quero só falar que eu me dediquei tanto nele que por enquanto é o que mais gosto, talvez não vão gostar, mas leiam primeiro! Eu coloquei todo meu coração nele e sobre experiências para dar uma verdade... Realmente, como todo meu coração, espero que gostem, eu escrevi com MUITO carinho ♥
A única música que tem é Party Rock Anthem do LMFAO mas só ponho link das músicas do 1D so... Vejo vocês lá embaixo ♥
POV do Liam
Enquanto caminhávamos, eu a notava. Bonita, simpática e carinhosa, tudo que alguém como eu estava procurando, porém... Algo não parecia certo. Eu havia conhecido Danielle durante a semana que havia passado, ela fazia parte de um grupo de dançarinas que as vezes eram chamadas para apresentações junto de alguns grupos.
A encarei por um segundo e ela retornou com um sorriso e mexi o canto de meus lábios simulando um pequeno sorriso. Parecia certo, mas no fundo, eu sentia que estava errado. Apesar dos pesares, eu ainda estava confuso, aquele beijo não saía da minha cabeça.
Flashback ON
– Não, Niall. Eu.. é que... – Um milhão de pensamentos vieram em minha cabeça e só conseguia pensar em uma coisa. Fugir.
Eu fugi, eu o deixei sozinho depois daquele turbilhão de emoções. Fui fraco, mas não ia conseguir lidar com o que havia acabado de acontecer. Niall vai ficar triste, vai chorar... eu o conheço, porém, fui fraco e tive que deixa-lo.
Ao deixar a sala bruscamente, corri entre os longos corredores vazios da academia. De alguma maneira, eu conseguia correr mais rápido do que nunca. Passei por diversas portas sem temer me machucar, só precisava correr, queria sentir a endorfina liberar em meu corpo e me acalmar de certa forma.
Aos poucos, fui respirando, tentando ver onde meus pés haviam me levado. Ao grande auditório, onde tudo havia começado, de uma forma engraçada institivamente eu fui para o lugar onde eu e Niall criamos nossa primeira conexão, na música.
Ofegante, deite-me sobre o chão preto e frio. Respirava com força para liberar toda a adrenalina de alguma forma. Eu estava confuso, nervoso e meu coração pulsava mais forte que nunca.
Eu havia beijado Niall.
Eu estava lá, cantando com todas minhas emoções e eu o olhava, seus cabelos loiros no ar com ele deitado no piano. Os olhos fechados mostrando a serenidade que estava passando para ele, tudo se conectou e senti algo, meu coração esquentou e foi uma sensação incontrolável. Um desejo profundo.
Minhas mãos chegavam aos meus cabelos e os puxava levemente com o desespero. Eu senti uma formicação esquisita em meu corpo. Meu corpo notava meu estado mental e só estava me alertando. Aos poucos, meus pensamentos iam voltando para o nó em minha cabeça.
Desejos são feitos para serem controlados e aquilo não era certo. Por mais que Niall e eu parecíamos errados, eu sentia que no fundo parecia certo. Eu sentia de alguma forma estava decepcionando todos ao meu redor ou será que amar um homem parecia tão errado assim? Ou certo?
Eu nunca havia passado por isso, eu nunca havia me sentindo assim, tão de repente, meu mundo estava de cabeça para baixo. A grande questão no momento seria aceitar ou renegar tal coisa. Eu não sei o que fazer, não sei como agir e sinceramente, não ia conseguir tomar soluções nesse estado.
O cansaço bateu em meu corpo, o tempo mínimo de minha corrida, mais tudo que havia acontecido, havia me esgotado. Eu fechava meus olhos, apenas vendo uma imensa escuridão e respirei com um pouco mais de tranquilidade.
Em pouco tempo, ia sentindo meus pensamentos irem embora e o sono dominava meu corpo.
Flashback OFF
A estrada já estava escura e conseguia me guiar pela lua e pelas fortes luzes da festa. Chegávamos a um grande portão de pedra, no qual estava arrobando, ajudei Danielle a passar pelas laterais do portão caído e aos poucos íamos percebendo a imensidão da festa e da casa.
Zayn havia me explicado que alguns caras de outros grupos a organizaram e haviam alugado uma mansão antiga, na qual ninguém morava. Montaram todo o tipo de aparelhagem chique, como pistas de danças com luzes, muitas bebidas e uma sala de karaokê. A típica festa na qual todos ficavam bêbados e malucos.
Danielle gargalhou, provavelmente porque tudo parecia realmente bem divertido, mesmo eu não estando no humor para tal. Eu soltei uma risada baixa, não queria demonstrar a minha insegurança.
Fui puxado por ela, para entrarmos rapidamente na festa. Logo na entrada, estava lotado, com pessoas sentadas na escada da frente da casa e em pé, ao redor. Conforme íamos passando pela multidão, ia cumprimentando certo conhecidos até chegarmos ao corredor principal.
Nesse momento olhei para Danielle, festas as vezes me deixavam abobado porque não conseguia ouvir nem ter um sentindo de direção devido a música alta e as pessoas andando de todos os lados.
– Vamos beber algo, Liam? – Sorriu, encarando-me com seus grandes olhos.
– Claro – Fingi, novamente, um sorriso e a puxei para procuramos algum bar de bebidas.
Andamos pelo longo corredor até chegarmos no Hall, na qual se constituía em uma sala realmente enorme com duas escadas de mármore rodeando os extremos do recinto. A pista de dança era formada no centro do salão e assustado com a magnitude, notei um amontado de pessoas no canto esquerdo.
Puxei Danielle e fomos caminhando, tomando cuidado com as pessoas que passavam apressadas. Ia percebendo o bar bem cheio, com diversos tipos de bebidas e coquetéis. Consegui me apoiar na bancada e o barmen veio sorrindo perguntando o que eu gostaria, logo pedi duas cervejas que me foram servidas abertas em seguida. Entreguei uma a Dani e brindamos com um sorriso.
Nunca fui de beber, mas sentia que talvez fosse uma oportunidade para dar uma escapada da realidade que contornava.
Eu virava aos poucos a bebida amarga enquanto reparava em Danielle. As vezes pensava que apenas a estava usando para distanciar meus pensamentos dele, a dura realidade que logo eu tinha que encarar. Ela era simpática e havia me tratado com gentilezas desde quando a vi.
Ficamos um tempo parados, apenas conversando coisas inúteis, como cidades natal e parentes até ouvir uma gritaria perto de mim. Virei-me vendo um rapaz de costas em um mesa, virando um grande copo de cerveja com um tipo de copo menor dentro dele. Notava Louis ao seu lado, gritando enquanto o outro virava o copo. Puxei Danielle para perto da mesa deles.
– Eu quero mais um submarino, BooBear – Eu apenas ria, ouvindo o estranho apelido no qual Louis era chamado.
– Ei pessoal... – Disse baixo e ambos se viravam para mim com um grande sorriso.
Eles me atacaram como um leão ataca uma zebra e me puxaram para um abraço. Harry que estava mais perto de mim, exalava um cheiro de vodca misturado com cerveja. Novamente, eles começavam uma gritaria, só que dessa vez, gritavam o meu nome.
– Por que demorou tanto, Liam? Chegamos faz horas e olha como o Harry está... – Louis afagava os cabelos do mesmo com as mãos, em resposta, ele soltava um sorriso alegre.
– Eu notei, BooBear – E Tomlinson riu quando o chamei desse jeito – Desculpe, eu encontrei Danielle na academia um pouco tarde e viemos para cá em seguida – Expliquei enquanto a olhava – Danielle, esses são Harry e Louis, meus grandes amigos do One Direction.
Por algum motivo, Louis foi bem simpático a cumprimentando com um aperto de mão e um sorriso , enquanto Harry deu um seco sorriso junto com um “Olá”. As vezes Styles poderia ser bem metido com pessoas que ele não conhecia.
– Vamos beber submarinos, LiLi! – Ele gritou um esquisito apelido para mim. Eu apenas ri, porque sua voz mole estava um tanto quanto engraçada. – O Lou não quer beber e só me restou você – Ele choramingava.
– Harry, só acho que essa bebida é um pouco forte pra começar a noite... – Lou passava seu braço sobre o pescoço do mais novo – Se passar mal, eu cuido de você! – Eles se olharam entre sorrisos.
– A você é chato, Louis – Ele o empurrava de forma engraçada – Então... você quer Liam?
Eu pensei por uns segundos e provavelmente não seria uma má idéia. Exclamei um “Sim” e logo Louis me trazia dois copos. O menor com tequila e o maior com cerveja. Eu estava com medo e excitado ao mesmo tempo, aquele tal de submarino talvez me faria parar de pensar tanto.
– Quando eu jogar, você vira!
Harry entregava-me o copo de cerveja enquanto ele segurava o de tequila. Rapidamente, ele jogava o copo menor dentro do meu, fazendo alguns respingos de cerveja cairem em meu blazer. No mesmo momento, virei aquela amarga bebida como se não houvesse amanha. O gosto forte da tequila foi eliminado com a velocidade que bebia a cerveja e o efeito já recaia sobre minha mente, já a sentia amolecer quando terminava o grande copo.
Após finalizar o copo, o apoiei com força, soltando um barulho enquanto respirava. O tal submarino já havia subido rapidamente em minha cabeça, felizmente.
Party rock is in the house tonight
Everybody just have a good time
And we gonna make you lose your mind
Everybody just have a good time
A música chegava aos nossos ouvidos e todos na pista iam a loucura. Harry no momento que ouvia o refrão chiclete da dupla do LMFAO puxou Louis para o centro da pista e nos chamava para dançar. Feliz, puxei Danielle comigo e acompanhamos os dois no centro da pista.
Eu sabia apenas cantar o refrão, então tentava me divertir o máximo que conseguia, cantando e dançando juntamente com Danielle. A mesma tinha uma dança um tanto quanto sedutora, ela puxava minhas mãos e as pousava sobre sua cintura enquanto se aproximava de mim. Eu tentava entrar melhor no clima, mas provavelmente estava parecendo uma robô travado.
– Vai com tudo, tigrão!
A voz de Zayn invadia meus tímpanos. Virei meu pescoço o vendo piscar para mim, dançando juntamente com outra garota. Dei um sorriso rápido e voltei a minha atenção para Danielle.
Os olhos castanhos de Danielle se chocavam com os meus e conforme a música ia passando, ela ia se aproximando mais e mais. Eu cedia, pensando que talvez fosse o certo. Ela me olhava nos olhos sem se distrair por um segundo, ela agirá rapidamente e seus lábios já tocavam os meus levemente. Ao sentir o contato, percebia que seus lábios eram frios e que não se encaixavam bem com os meus.
Esforcei-me um pouco mais e já tentava esquentar o beijo. Ela cedia com facilidade e a apertava pela cintura em contraponto. Eu estava tentando, mas a todo simples movimento de nossos lábios, eu lembrava de Niall. Lembrava de seus lábios.
Lembrava o motivo do meu atraso, a desculpa esfarrapada que dei para os rapazes foi uma simples mentira. Eu, sinceramente, não queria que Niall nos visse juntos, eu sei que o havia feito sofrer naquele dia e não queria repetir a fórmula.
– Ei Niall, desce aqui! – A pronuncia do nome dele, fez minha barriga gelar – Vem cara, estamos dançando – Zayn gritava para ele.
Finalmente me separei dos lábios de Danielle e tentei avistar para onde Zayn gritava. As luzes batiam em minha retina com força, mas eu precisava apenas vê-lo. Quando o encontrei entre todas aqueles pessoas, ele me olhava, petrificado. O mesmo estava no segundo andar, no meio do corredor entre as escadas. Ele se mexeu, ignorando Zayn e se misturando com a multidão de cima.
– Algum problema, Liam? – Minha atenção voltava para Danielle.
– Acho que não... Vamos continuar dançando? – O melhor que podia fazer no momento, infelizmente, era ignorar.
Eu continuei dançando com Danielle, tentando me descontrair depois de ver Niall daquele jeito. A música estava alta e todos estavam animados. Eu dançava duramente com Danielle, enquanto a mesma dançava com facilidade o ritmo da música.
– Quer mais uma bebida? – Perguntava enquanto nos mexíamos ao som da música. Dani apenas sorriu, concordando.
Logo me afastei de todos, tentando me aproximar do bar. O mesmo, eu o encontrava lotado devido ao ápice da alegria da festa, todos queriam beber mais enquanto a festava no pico de animação. Tentando enganar minha mente sobre quem iria procurar, decidi subir e procurar por outro bar.
Subindo dificilmente as escadas lotadas, cheguei ao segundo andar e decidir andar rápido a procura de qualquer sinal de álcool. Andar pelos extensos corredores, já começava a me cansar e logo me deparava com uma passagem sem porta. Passei por ela e me deparava com um belo terraço enfeitado com pequenas luzes em todo o lugar, similares com as de natal. Uma brisa fria atingiu meu corpo e me fez tremer por alguns instantes.
Aconcheguei em meu blazer e comecei a caminhar pelo terraço, avistando algumas mesas e pessoas conversando. Sorri quando vi o pequeno bar com apenas um barman, funcionando. Ao chegar mais perto, pedi duas cervejas para o simpático barman que logo me entregava as bebidas, agradeci me virando de volta para a entrada da casa. No mesmo momento, vi aqueles fios loiros se mexendo levemente com a brisa do vento.
Eu reparava nele enquanto não me via. Uma cardigã bege, uma calça preta e uma camisa por debaixo. Estava sentando em uma grande poltrona com uma pequena mesa a sua frente com alguns copos vazios.
Aproximei-me calmamente dele, sem querer assustá-lo. Meu coração se apertou por uns segundos enquanto dava alguns passos, eu sabia que aquela conversa teria que ocorrer cedo ou tarde e talvez, devido ao submarino, tivesse coragem para encarar a realidade.
Já me aproximava o suficiente para ele me notar e me resolvi sentar na poltrona logo a sua frente. Ao sentar, ele sequer mexeu seu rosto, apenas olhava fixamente para os pequenos copos enfileirados.
– Roupa bonita – Disse a primeira coisa que me veio a cabeça enquanto deixava as cervejas sobre a mesa.
Ele finalmente quebrou o contato visual com os copos e me olhou com olhos baixos. Seus olhos azuis se destacavam e brilhavam mais na noite iluminada. A brisa passava novamente e o frio em minha barriga já dominava meu corpo.
– Jura, Liam? – Nunca o vi tão sério, seu ar infantil e dócil foi embora, provavelmente juntamente com as bebidas que ele havia tomado.
– Niall, eu peço desculpas pela minha atitude. O que eu fiz não foi certo, te evitar e não dar explicações, mas... – Minha garganta secava-se rapidamente, enquanto dizia o que pensava, tentando me explicar.
– Mas o que, Liam? – Nossos olhos estavam novamente conectados e a seriedade que ele estava transmitindo estava me assustando. Dei uma pequena tossida para recuperar o pouco de minha voz.
– Eu não sou gay. – Cuspi as palavras de uma vez. A palavra que tanto evitava dizer finalmente foi dita em alto e bom som.
A expressão de Niall não havia mudado, parecia que não fazia diferença para ele. Ele pegou uma das duas cervejas da mesa, dando um longo gole na garrafa. O olhos dele estavam tão tristes, eu conseguia sentir apenas de olhá-los.
– A merda da questão não é ser gay ou não! A merda da questão é do jeito que você me tratou. – Finalmente ele falava alto, intercalando suas falas com goles de cerveja – Eu acordava todo dia no mesmo quarto que você e sabia que quando abria os olhos e não te via, era porque você não queria me ver. Eu não sou um monstro pra você me tratar do jeito que me tratou essa semana, eu sempre foi o melhor amigo que pudera e você é tão culpado quanto eu.
Ele falava com rapidez, bebendo basicamente toda sua cerveja, eu sentia ódio, tristeza e mais ódio em suas palavras. Niall sabia que eu o estava evitando a qualquer custo e eu sou tão culpado quanto ele. Eu o fiz ficar com esse peso sozinho, eu fui egoísta.
– Niall, você precisa entender, eu estava confuso... – Uma pequena fresta de riso saia de seus lábios. Um riso sarcástico.
– Liam, você acha que só você está sentindo isso? – A cerveja se finalizava com um longo gole – Eu estou tão confuso quanto você, mas eu trato isso de uma forma diferente! Acha que é fácil se apaixonar pelo seu melhor amigo? Eu não tenho certeza de nada.
Paixão? Aquela simples palavra me atingiu como uma flecha, eu tinha vontade de chorar, mas eu segurava com toda minha força.
Já Niall, infelizmente, deixava as lagrimas escorrem pelo seu rosto. Apenas abaixava minha cabeça, sentindo um aperto imenso em meu coração, eu queria dar apenas um abraço nele e dizer que iria ficar tudo bem, mas... era complicado.
– Eu quero continuar sendo seu amigo, Niall. Seu melhor amigo. – Eu soltava as palavras desesperadamente, embora seja verdade, apenas queria acalmar Niall.
– O que você realmente pensa sobre isso, Liam? Sobre o beijo, sobre seus sentimentos e sobre tudo – Niall me encarava com os olhos avermelhados – Eu quero a verdade, eu quero saber sua verdadeira opinião por que você me deve isso depois de tudo.
Meu corpo estava respondendo com força as perguntas de Niall. Estômago frio, garganta seca e coração apertado. Eu realmente devia a verdade para ele, mesmo que não quisesse.
– Aquele beijo... Em todo momento que passava as mãos em meus lábios, era para lembrar que você havia me beijado. É uma sensação quente e gostosa que domina meu corpo. Eu gosto muito de você, Niall, eu realmente gosto. Eu simplesmente não consigo tirar aquele beijo e você da minha cabeça.
Cuspi a verdade rapidamente, o vendo me encarar enquanto continuava.
– Eu acho que podemos tentar, Niall. Eu e você podemos tentar dar um jeito nisso e podemos conseguir. Eu gosto de você! Eu só quer ter certeza... – Mantinha a seriedade em minha voz e o irlandês, por sua vez, já bebia a outra cerveja.
– Quer saber o meu único medo, Liam? – Niall me encarava e concordava com a cabeça – É que você tenha essas crises sobre o que fizemos novamente, que é errado...
– Niall, você sabe que não é isso... – Aos poucos, as lagrimas dele iam escorrendo com mais frequência.
– Deixe eu terminar por favor... – Passava a manga de seu cardigã sobre seus olhos húmidos – Eu não quero sofrer, Liam, eu ainda quero entender o porque de me tratar de uma maneira tão fria. Você era meu amigo mais intimo e durante essa semana me tratou como eu fosse apenas alguém que conhecia. É isso que realmente me machucou.
Estava quase impossível vê-lo chorar daquela maneira, meus olhos estavam começando a marejar quando ele finalmente terminava.
– Eu falo isso com uma tristeza em meu coração porque o que quero mais que tudo é estar com você, mas eu não posso, você mesmo disse “podemos tentar” sem ter certeza de nada... Infelizmente as coisas não funcionam assim, Liam, meu coração não é um brinquedo que você pode quebrar e depois tentar consertar, simplesmente não funciona assim. – A outra cerveja se isso, provavelmente junto com o gosto salgado de suas lágrimas. – Nós vemos depois, Liam.
Agora que se ia era ele, levantando vagarosamente e passando ao meu lado.
A brisa do vento trouxe junto o cheiro de Niall, ao senti-lo, não consegui resistir, as lágrimas começavam a se formar em meus olhos. Tudo que eu tentei evitar foi em vão porque eu comecei errado. Eu que o tratei errado, eu que evitava.
Jogava meu corpo para trás sentindo uma certa tristeza dominar meu corpo. As lágrimas escorriam pelos lados de meu rosto enquanto meus pensamento novamente voltavam a mil. Eu o havia perdido e por simples egoísmo meu.
A certeza vinha agora, eu sentia o mesmo que Niall sentia por mim e somente estou sentindo depois que ele se foi. Eu o queria mais do que nada no momento, mas provavelmente era a vez dele e eu sentia tudo que ele sentiu durante essa semana de frieza. Eu fui mal, muito mal e aprendi o certo da pior maneira.
Eu o amava e o havia perdido em questão de dias. Eu havia perdido a primeira pessoa que eu havia me apaixonado e agora entendia que toda confusão que estava sentindo não era pelo fato de sexualidade e sim pelo fato de amor. Amor é confuso e traiçoeiro e Niall havia me feito entender.
Notas finais
Beijos e MUITO MUITO MUITO obrigado por todas as reviews, eu respondo carinhosamente todas porque vocês merecem. Obrigado novamente e nos vemos daqui alguns dias ♥
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