A Different Direction
9 Somebody That I Used To Know: Part 2
Notas iniciais
Realmente, desculpem a demora, eu tive MUITA dificuldade de escrever esse capítulo, refiz umas cinco vezes no minimo, mas fiquei bem satisfeito com ele. Espero que gostem, eu escrevi varias vezes e espero que apreciem ♥ ♥ ♥ Estava com saudades!
Música do episódio: Look After You (denovo) - http://youtu.be/ZuwTY4gqu0Y
vejo vocês lá embaixo ♥
POV do Louis
Eu o via se mexendo ao meu redor, as luzes coloridas piscando sobre nós, o deixava mais bonito. Seu corpo se mexia de um lado para o outro e sempre soltava um sorriso com olhos fechados, ele estava se divertindo. A noite continuava animada, inundada de cervejas e tequila.
As mãos dele se encontravam em seu cabelo e os mexia enquanto o restante do seu corpo se movimentava, as vezes, me dava umas olhadas com olhos baixo e sorria. Eu sentia algo, mas não sabia descrever. Até ele colar em meu pescoço.
– Vamos beber mais um pouco, que tal? – Harry falava baixo perto de minha orelha e minha espinha congelou. Concordei rápido e fui correspondido com um sorriso.
Puxou-me pela minha camiseta e eu apenas o segui entre aquela enorme multidão. Nos aproximávamos do bar no qual já havíamos ficado a noite inteira. Harry apoiou seus cotovelos no balcão, pedindo rapidamente algumas bebidas. O barman logo vinha com um pequeno prato preto com alguns pequenos copos cheios, juntamente com algumas fatias de limão.
Andando atentamente com o pequeno prato nas mãos, Harry caminhava vagarosamente até uma pequena mesa redonda perto do bar com dois bancos. Eu apenas o acompanhei, enquanto ele colocava o prato sobre ela. Logo notava a bebida dourada, tequila com alguns limões cortados. Ele sorriu, virando rapidamente o primeiro copo e fazendo uma pequena careta em seguida.
– Sua vez, BooBear – E ele entregava o copo em minha mãos.
Ergui o copo, o levando até minha boca e sentido o liquido dourado descer rapidamente sobre minha garganta, notando aquele gosto amargo e forte. Chupei a fatia de limão toda logo em seguida, tentando amenizar o gosto da bebida. Encarei Harry por meio segundo e ele parecia se divertir com minha dor.
– Se não aguenta, bebe leite... – Ele continuava rindo.
– Eu bebi a mesma quantidade que você e ainda assim consigo soletrar meu sobrenome e você? – No mesmo segundo seu sorriso se fechou e ele apenas me encarava confuso.
– S-T-I... – E eu ri com o esforço mental dele.
– Melhor parar, acho que não vai conseguir e por sinal, não é I e sim Y, só pra você saber... – Ele mexia os ombros, parecendo não ligar.
Ficamos um tempo conversando e olhando o restante dos quatro copos de tequila que se encontravam a nossa frente. Enquanto Harry falava sobre algo, minha mente me levava para outro lugar. O cabelo, os lábios, os dentes e até mesmo as pintinhas de seu rosto e algumas de seus braços. Eu conseguia identificar tudo no corpo de Harry, estranhamente, eu gostava de olhá-lo.
Uma coisa curiosa, era a perfeição que seu maxilar contornava seu rosto de uma forma tão perfeita e bela. Eu poderia estar alucinando, mas Harry estava especialmente atrativo aquela noite.
– ...E foi assim que terminamos – E quando ele se calou, minha mente voltou a reparar na conversa e ficou um pouco estático tentando pensar em algo para falar – Você me ouviu?
– É claro, Hazza! Eu só não entendi muito bem. – Tentei fingir que não havia entendido, quando na verdade, eu não havia ouvido nada.
– Eu e minha ex-namorada terminamos porque simplesmente eu não estava á aturando! – Mesmo sua voz saindo um pouco mole devido a bebida, eu conseguia entendê-lo – Ela queria demais, sabe? Sempre falando que eu tinha que agir dessa maneira ou daquela na frente das pessoas. Eu simplesmente, não me importo com a opinião alheia, só quero ser quem eu sou! – Harry parecia conformado, enquanto passava seus dedos sobre a mesa, desenhando algo invisível.
– Eu concordo – Era minha vez de falar de relacionamentos passados – Eu costumava namorar uma menina da minha cidade, Eleanor, ela era perfeita sabe? – Eu lembrava de seus longos cabelos morenos e seu sorriso meigo – Era simpática, bonita e educada porém simplesmente não deu certo, algo não estava se conectando...
Uma tristeza involuntária, invadia meu corpo lentamente. Eu lembrava de Eleanor e de como todos gostavam dela e do seu jeito de ser. Todos esperavam muito do meu relacionamento, eles viam um casal para o futuro, alguém para construir uma família. Simplesmente, eu sentia que não valia a pena.
Ficar sempre com aquela sensação esquisita quando nos beijávamos ou quando dizia que a amava. Eu nunca fiquei confortável e simplesmente, terminei, recebendo o repúdio de todos, menos da própria Eleanor.
Provavelmente, não estava conseguindo esconder minhas emoções, até sentir uma mão quente sobre a minha. Aquela sensação que sentia quando ele me tocava, era tão quente quanto suas mãos, era algo indescritível. Eu o encarava e Harry apenas sorria bobamente.
– Ei, não fica assim, Lou – As palavras meigas dele, deixavam-me alegre – Sabe o que podemos fazer, beber esse restante de tequila! – A sua voz animadora, me motivou a beber novamente aquela bebida amarga. – Eu tenho uma ideia, mas não acho que vá gostar...
Ele me olhou inseguro, enquanto eu o encarava. Os lábios inferiores dele eram mordidos pelo os de cima, Harry parecia nervoso e eu conseguia perceber isso em seus olhos.
– Fala oras, você não é o senhor “faço o que eu quiser” e além do mais, você está comigo, então só fale – Quando soltei um ar de confiança, ele respirou fundo em seguida, sorrindo de volta.
Harry pegava o limão do prato e...
(...)
A chuva fina escorria sobre meu rosto, estava um pouco frio e Harry andava com certa calma. Eu respirava fundo, estava escuro e o máximo que fazia era me guiar pela lua. As vezes o olhava de canto, seus braços estavam cruzados e sua camisa branca estava completamente transparente, mostrando todos os seus dotes.
Saímos da festa depois que Harry passou um pouco dos limites, em questões de bebida. Eu o obriguei, tendo que segurá-lo em meu ombro e o carrega-lo até a saída, mesmo contra sua vontade. Eu, as vezes, tinha que o tratar como criança, que depois do primeiro puxão de orelha, aprendia.
Depois de caminhar por quase meia-hora, a chuva começava a cair e como já estávamos longe, resolvemos continuar caminhando sobre ela.
Umas leves lembranças do ocorrido de mais cedo, inundavam meu corpo de vontade, exatamente como a chuva que me molhava. A tequila poderia estar falando mais alto, mas eu sei que mesmo apesar de tudo, eu queria mais, eu queria ter a plena certeza.
Continuávamos andando, parecendo dois militares depois da guerra, com as calças sujas de barro e molhados, extremamente molhados. Eu o notei tremer com seus braços cruzados e me preocupei.
– Está com frio? – Harry me olhou, confuso – Eu também estou molhado, mas pelo menos, pode se esquentar um pouco. – Ergui meu braço e o vi sorri, se aconchegando perto de meu corpo.
O calor já esquentava parte de meu corpo, a união daquele abraço estava me esquentando aos poucos e isso me deixava feliz. Ele começara a murmurar alguma coisa enquanto caminhávamos, sem muita animação sobre a chuva.
– Porque cuida tanto de mim, Lou? – Eu o encarava, enquanto ele apenas olhava para seus pés – Eu sei que somos amigos, mas as vezes não entendo, eu sou tão estupido as vezes e posso lhe xingar o mundo que você apenas irá sorrir – Harry questionava e apenas conseguia sorrir, como sempre.
– Você já disso tudo, Hazza. Somos amigos e até onde eu sei, amigos cuidam do outro – Os olhos confusos dele, me fizeram ficar confusos também. Eu apenas gostava de cuidar dele.
Novamente, só se escutava o silêncio da noite. Nossos passos eram leves e sentia as gotas de água do asfalto molhar todo meu sapato. Eu me sentia quente, no momento, apenas aquela sensação esquisita e maravilhosa dominando meu corpo. Não me importava com chuva, não me importava de andar quantos quilômetros fossem, eu apenas queria continuar com ele lá, em meus braços.
Subitamente, meus sentimentos pareciam ter mudado em questão de horas, por isso que sentia tão intensamente em meu corpo. Era uma sensação que eu queria mais, queria me viciar facilmente e estranhamente, esses sentimentos sempre apareciam quando ele estava perto de mim.
Quando Harry Styles estava perto de mim.
– Eu acho melhor voltarmos, Lou, talvez Zayn ainda esteja na festa e possa nos dar uma carona, estou ficando com frio e...
Nossos corpos finalmente se separavam e sentia falta do calor que estava presente ao meu lado. Harry deu a meia volta, pensando em retornar todo o caminho andado. Provavelmente a chuva havia lavado toda a bebedeira da noite e havia trazido a sobriedade de forma súbita e havia lhe deixado cansado.
Tentei puxá-lo de volta, o segurando pela manga. O problema foi que havia virado subitamente e digamos que minha coordenação motora, não estava das melhores. Meus pés se embaralharam de forma esquisita e devido ao asfalto molhado, derrapei por um segundo, perdendo o equilíbrio em seguida. Meu corpo caiu para trás e rapidamente me encontrava com o duro asfalto em minhas costas.
Um gemido de dor saiu involuntariamente e movi meu pescoço notando Harry ao meu lado, o mesmo havia caído junto a mim pois caí quando o puxava para o convencer a continuar andando. O esquisito aconteceu quando uma alta risada invadia meus ouvidos, me fazendo esquecer da dor que se espalhava por minha coluna.
– Já percebeu que eu e você, sempre acabamos nos machucando... – Ele dizia entre risadas altas – Acho que somos tão opostos que quebramos algumas leis da gravidade.
A dor rapidamente passou enquanto o olhava rir deitado sobre o asfalto molhado. Seu corpo se retorcia de forma engraçada enquanto ele ria. Finalmente, conseguia mover meu tronco e me puxei para frente, sentando sobre o solo de pedra. Virei meu pescoço, ainda o vendo deitado.
– Vamos levantar, Hazza! Ficar deitado aqui no meio da nada, não vai nos fazer chegar mais rápido.
Estava preparado para levantar-me quando uma mão sobre meu pulso me impediu.
– Espera... olha como as estrelas estão bonitas.
Quieto, obedeci. Ao deitar novamente, sentia um frio invadir minhas costas, o chão molhado e sujo. Eu poderia estar deitado em espinhos que seria bom do mesmo jeito. Eu pisquei um pouco meus olhos e reparei na noite estrelada, recheada delas.
Ver as estrelas era algo que necessitava tempo, vivíamos em um mundo ocupado com deveres diários que jamais conseguiríamos aproveitar coisas simples, como isto. Uma calma invadia meu corpo ao notar o enorme céu que nos rodeava. O que deixava tudo mais especial eras os pequenos pingos de água, junto com a luz das estrelas, pois era quase ver uma chuva de luzes em mim.
Meus olhos se distanciaram da beleza das estrelas e se voltavam para Harry á minha esquerda. Ele parecia fascinado com o céu e mesmo bêbado do jeito que estava, parecia em paz e calmo. Notava sua mão direita se movimentar vagarosamente para perto da minha mão, que estava a sua direita. Aos poucos, ele ia repousando sua mão sobre a minha e conseguia ver tudo com perfeição.
– Obrigado, Lou.
Aquela voz pacifica parecia perfurar minha barriga, a sua voz estava tão calma e parecia mais serena do que nunca. Virei meu rosto, agora o vendo por completo e Harry havia feito o mesmo, nossos olhos claros pareciam criam uma corrente inquebrável.
Eu sentia uma necessidade, algo novo que estava remoendo meu corpo. O mesmo estava quente, sentia as gotas da chuva evaporarem em minhas bochechas. Tudo poderia parecer irreal ou um sonho, estávamos deitados no meio de uma estrada abandonada, com uma chuva fria caindo sobre nós e com as mãos dadas. Parecia que estava sonhando acordado.
Flashback ON
Molhando seu dedo na tequila, Harry passava o liquido em meu pescoço e em seguida colocava o sal sobre o local húmido. Pegou uma fatia de limão e mandou-me mordê-la levemente. Eu apenas segui suas palavras.
– É loucura, mas acho divertido, você precisa se animar... – Harry dizia, com um certo sorriso malicioso.
Eu estava sentado em um banco perto da mesa e Harry em pé ao meu lado, apenas me olhando. Ele disse algo e se aproximou de mim subitamente, colocando suas mãos em meus ombros. Os lábios macios dele tocaram meu pescoço em um pequeno beijo, senti sua língua passar vagarosamente pela extensão de meu pescoço, lambendo todo sal. Ouvia alguns risos de um grupo de garotas perto de nossa mesa, mas realmente eu não ligava, preferia me focar no que estava acontecendo e sinceramente, estava pouco me ferrando para elas.
Ao tirar os lábios de mim, ele voltou a me olhar com um sorriso, virou um dos copos de tequila e questão de segundos, se encontrava perto de mim. Nossos lábios se tocavam vagarosamente enquanto ele tentava tirar todo o suco da pequena fatia de limão. Harry se aproximou mais e já sentia um total toque de nossos lábios.
Mesmo o limão atrapalhando o beijo em si, eu sentia melhor o contato de nossos lábios. Era um beijo banhado de tequila, sensações novas e viciantes que eu provavelmente queria experimentar mais vezes.
Abri meus olhos por um segundo e o olhei tão perto de mim. Simplesmente, lembrava-me que era Harry que estava ali me beijando e para mim no momento, ele não era somente alguém que eu conhecia.
Harry se transformou em um desejo e fascinação em minha mente.
Flashback OFF
Fechei os olhos, respirando fundo, lembrando daquela cena que rodava e rodava em minha mente. Eu queria ter coragem de repetir.
Finalmente levantava, sentindo minhas costas ensopadas, ao ficar em pé, estendi minha mão á Harry que a aceitou no mesmo segundo.
– Vamos Hazza, está tarde... — Seus olhos baixos me faziam sorrir.
Andávamos novamente pelo asfalto, nossas mãos continuavam unidas como sempre e a noite estava calma com uma chuva já mais rala. Ouvia os grilos gritaram e a chuva baixa, era tudo sereno naquela noite.
– Canta algo pra mim, BooBear? – Sua voz era macia como veludo e fiquei surpreso com o pedido.
– O que, Hazza?
– The Fray, você sempre canta bem qualquer uma delas – Nossos sorriso se encontravam e apenas obedeci seu pedido.
If I don’t say this now I will surely break
as I’m leaving the one I want to take
forgive the urgency but hurry up and wait
my heart has started to separate
Eu tentava cantar da melhor forma que puderá.
oh, oh
be my baby
ohhhhhh
oh, oh
be my baby
ill look after you
There now, steady love, so few come and don’t go
will you wont you, be the one I always know
when I’m losing my control, the city spins around
you’re the only one who knows, you slow it down
Eu apenas queria o fazer feliz, era minha maior alegria. Enquanto cantava, ele murmurava as letras juntos comigo. Eu já o puxava para mais perto de mim, passando meu braço pelo seu pescoço e ele passando o seu sobre minha cintura.
Eu cantava, com todas minhas emoções mais secretas. Aos poucos poderia entender melhor que estava acontecendo e porque simplesmente era apenas com Harry. Sentia ele apertar meu corpo e apenas conseguia sorrir, eu estava gostando de como nos encontrávamos.
oh, oh
be my baby
ohhhhhh
oh, oh
be my baby
ill look after you
its always have and never hold
you’ve begun to feel like home
what’s mine is yours to leave or take
what’s mine is yours to make your own
Ainda parecia ser tudo um sonho, mas preferia não acordar por um tempo e ter que voltar para o mundo real, onde duvidas e questões seriam levantadas. Sinceramente, estou me adaptando a essas novas ideias com facilidade. Eu estava gostando de Harry e ele parecia retribuir, provavelmente que nem eu, mesmo ainda não sabendo como direito com agir. Preferia descobrir quando ambos estivíssimos sóbrios para conversar. Um medo ainda existia em mim pensando que tudo fora apenas uma ilusão da bebida.
Por enquanto, apenas vou aproveitar a bela noite ao seu lado. A noite ao lado de Harry.
I’ll look after you
And I’ll look after you
Notas finais
Beijos xuxus ♥
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