A Deusa Vampira
1 Prólogo
Notas iniciais
(1466)
É nesse ano em que tudo começa; é o ano em que nasci; o ano em que fui deixada na soleira dos Mikaelson.
Elijah ouviu a batida na porta e foi ver quem era. Abriu-a e não viu ninguém, somente um bebê recém-nascido enrolado em um pano branco. E esse bebê era eu. Tinha olhos verde-água, pele clara e o cabelo castanho. Pegou-me no colo e me levou para dentro.
Klaus e Rebekah, que também tinham ouvido a batida, estavam parados na frente de Elijah, com um olhar confuso.
– O que é isso, irmão? – indagou Klaus
– Esse bebê estava na soleira da porta e está chovendo lá fora. Ele ou ela poderia ficar doente.
Rebekah se aproximou do irmão mais velho e fez carinho na minha cabeça.
– Eu acho que é ela. – disse depois de algum tempo – Posso pegar?
Elijah assentiu e me entregou a ela. Os dois ficaram me fitando, admirados. Niklaus (ou Klaus) só bufou e foi para o quarto se deitar, deixando os irmãos sozinhos. Aproveitando que estava com os braços livres, Elijah fechou e trancou a porta. Ele e Rebekah saíram de lá e foram para a sala de estar.
Esse cômodo era revestido por tapeçarias, tinha dois sofás de três lugares e uma lareira. Os dois se sentaram e continuaram a me fitar. Eles só pararam de fazer isso, quando eu comecei a chorar.
– Está tudo bem. – disse Rebekah, sua voz era suave
Abri os olhos e parei o choro. Olhei para a pessoa que me acolhia em seus braços, depois olhei para o homem que tinha me pegado da soleira e me posto para dentro de casa. Sentia que aquele era o meu lugar, morar com os três irmãos naquela mansão.
(1483)
Já estava com 17 anos e sabia de toda a verdade, que fui deixada na porta dos Mikaelson; e que Elijah, Klaus e Rebekah eram Originais, os primeiros vampiros do mundo.
Como era meu aniversário, pedi para meu pai me transformar em vampira.
– Não! – respondeu – Eu não vou acabar com a sua vida desse jeito!
– Se quiser eu te transformo, ma chéri. – disse Klaus
– Não, eu quero que meu pai faça isso. – respondi e virei-me para Elijah com o olhar do Gato de Botas do filme do Shrek
– Tá, tudo bem. – falou
Mordeu seu pulso e colocou na minha boca. Tomei um pouco do seu sangue e esperei algum deles me matarem. Elijah, nem Rebekah conseguiriam, então Klaus o fez, quebrando o meu pescoço.
No dia seguinte, acordei com sede ou fome (não sei direito) e meu pai me levou para a rua. Alimentei-me de um homem em um beco escuro da cidade. Depois disso, voltamos para a mansão.
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