A Deusa Vampira

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Esse capítulo é para AyaSmith, que foi a única a comentar e aos outros que favoritaram e que estão acompanhando

Rodei o mundo todo com os Mikaelson, porque estavam fugindo do pai, Mikael, que queria matar meu tio Klaus por não ser filho dele. Nós ficávamos, em média, dois anos em um lugar e eu tenho mais ou menos 500 anos, então eu já me mudei, no mínimo, 250 vezes.

Neste momento, estávamos em New York, a cidade que nunca dorme. Tudo acontecia nessa cidade nos filmes, como a invasão alienígena de Os Vingadores. Enfim, aqui estávamos e acho que não mudaríamos tão cedo. Quando cheguei, fiquei maravilhada com a quantidade de pessoas que tinha, podia me alimentar a vontade que ninguém perceberia.

A noite do mesmo dia que chegamos, saí para lanchar um pouco com meu tio Klaus e minha tia Rebekah. Meu pai, Elijah, não gostou de nada disso. Saímos do apartamento que eles haviam comprado e descemos de elevador até a portaria. Depois adentramos nas ruas movimentadas da cidade que nunca dorme.

Escondi-me nas sombras de um beco junto com meus tios. Quando uma pessoa passava por esse beco, eu a pegava rapidamente e me alimentava do seu sangue. Os dois faziam o mesmo. Ficamos até quatro horas da madrugada. Depois disso, voltamos para casa.

– Vocês não podem fazer isso! – reclamou Elijah enquanto entrávamos no apartamento – E você, mocinha! – disse apontando para mim – Tem que arranjar algum emprego.

– O que?! What?! Pardon?! – perguntei assustada

– Isso mesmo, Luiza.

– Mas, pai...

– Sem mais nem menos. – interrompeu-me – Agora vá para o seu quarto se limpar!

Eu fui, mas relutante, deixando-o com os irmãos mais novos. Não queria trabalhar, queria passear pela cidade e me alimentar de vez em quando. Porém, quando meu pai diz alguma coisa, é para ser feita, senão o pior pode acontecer. E é o pior mesmo!

Entrei na última porta do corredor, que tinha mais três cômodos, ou seja, três portas, um para cada irmão. O meu, como sempre, era o último e eu gostava disso. Entrei na minha suíte, tirei a camisa suja de sangue e a joguei na cama. Direcionei-me para o banheiro, para limpar minha boca e pescoço, também sujos de sangue. Tirei a bota e pus um tênis. Tirei a calça jeans que eu estava e coloquei um short branco. Procurei uma camisa fresquinha no armário e a vesti. Após me produzir em dez minutos, passando perfume, batom e sombra, saí do quarto. Os três me olhavam.

– Para onde você vai?

– Procurar emprego, pai. Você não me mandou procurar?! — indaguei

– Mas vestida desse jeito?

– Sim! Não gostou? – meu pai negou

– Bem... – começou Klaus – está meio inapropriado para procurar emprego. Mas não sou igual ao meu irmão, eu gostei da sua roupa.

– Valeu tio.

Depois de falar, saí pela porta da frente. O nosso apartamento ocupava o andar todo e ainda tinha uma varanda. Então nós tínhamos um elevador só para a gente. Desci até a portaria e depois entrei nas ruas de New York.

O primeiro lugar que eu fui procurar um emprego se chamava Pizza Hut. Mas, não rolou. E sabe por quê? Não estava vestida adequadamente. No segundo lugar que fui, foi a mesma coisa, porém, usei a hipnose e o gerente me contratou. Começaria no dia seguinte.

Voltei para casa e contei a novidade a minha família.

– Não acredito. – disse meu pai – Não te contrataram vestida desse jeito. Fale a verdade.

– Bem... eu meio que o hipnotizei, sabe.

– Então não conseguiu um emprego. – afirmou Elijah – Eu posso fazer um acordo com você?

– E qual seria? – fiquei curiosa

– Se você não trabalhar, vai estudar. Qual você prefere? Estudar ou trabalhar?

– Estudar, com certeza estudar. – disse sem respirar entre as palavras

– Eu não prefiro nenhum dos dois. – sussurrou Klaus para Rebekah e a mesma riu

– Tudo bem, então hoje mesmo verei um colégio para você. – disse Elijah, depois saiu

Quando perdi meu pai de vista, virei-me para os meus tios.

– Estou com fome. – falei

– Tem bolsa de sangue na geladeira. – respondeu Rebekah

Fui correndo pegar uma e depois segui para o meu quarto. Peguei meu headphone e deitei na cama com o meu tablet. Coloquei para tocar uma música que amo do Blue Swede, chamada Hooked on a feeling e comecei a cantar alto. Depois que ela acabou, coloquei outra, só que do Marvin Gaye & Tammi Terrell, chamada Ain't No Mountain High Enough e fiz a mesma coisa. Nem percebi o tempo passar. Quando vi, já eram duas da tarde e meu pai já havia voltado. Ele tinha tudo em mãos, toda papelada que tinha que ser levada no dia seguinte, para o colégio novo.

– Durma cedo – falou quando cheguei à sala – para não chegar atrasado ao seu primeiro dia de aula e nada de sair à noite para se alimentar, ouviu bem?

– Tá, tudo bem, pai. – respondi contrariada e voltei para o quarto

Fiquei ouvindo minhas músicas até nove horas da noite. Fui até a cozinha pegar uma bolsa de sangue e voltei para o quarto. Depois de tomar toda a bolsa, me arrumei para dormir e deitei, fechando os olhos e adormecendo imediatamente.

Notas finais
Gostaram???? Comentem!!!!!!