A Deusa Vampira
3 Capítulo 2
Notas iniciais
No dia seguinte, acordei bem cedo e me arrumei rapidamente. Pus uma calça jeans, uma camisa social branca e um All Star cor azul real. Coloquei nas costas minha mochila verde-água e peguei um casaco, caso fizesse frio. Quando estava na frente da porta, percebi que tinha me esquecido de pegar os papéis que tinham de ser entregues, então fui pegá-los em cima da mesa. Mas, Klaus, com sua velocidade de vampiro, pegou-os primeiro.
– Você está arrumada. – disse – Sabia que sua mochila está combinando com os seus olhos?
– Sim. – falei sem paciência – Agora pode me devolver isso?!
De repente, vejo um borrão passar do lado de Klaus. Só depois percebo que é meu pai, Elijah. Ele tinha pegado a papelada das mãos do irmão e já me entregava.
– Agora, já pode ir. – ele disse e saí de casa
Enquanto lia alguns trechos dos papéis no caminho, um garoto que mancava esbarrou em mim e, sem querer, deixei-os cair na calçada. O garoto me ajudou a catar todos e apenas passou o olho pela margem superior de um dos papéis e exclamou:
– Ah! Eu também estudo lá! Quer uma companhia para ir?
– Pode ser. Qual é o ser nome?
– Gregory Pitt, mas pode me chamar de Greg. E o seu, qual é?
– Luiza Mikaelson, prazer. – estendi uma mão
– O prazer é todo meu. – disse fazendo o mesmo que eu
Seguimos o resto do caminho em silêncio. Quando chegamos, fiquei impressionada com a beleza do colégio. Por fora, tinha o efeito de tijolos vermelhos. Por dentro, a parede era branca, com vários murais informativos do lado das portas. Tinham vários armários para guardar os materiais e acho que, no mínimo, dez salas. O corredor dos armários estava cheio de alunos.
– Onde é a secretaria? – perguntei a Greg
– Eu te levo até lá.
Fomos andando, até um fortão (devia ser jogador de futebol americano do colégio) nos parar e empurrar Greg. Sorte que eu estava atrás, senão cairia de costas no chão.
– O que foi? Está sem forças, Pitbull?
Ajudei-o a ficar ereto novamente e fiquei na sua frente.
– Qual o problema de vocês, hein?! – gritei e todos que conversavam ficaram me olhando
Não sabia o que fazer, mas tinha que parar aquilo, naquele estante. Só havia uma opção, hipnose.
– Você não vai mais fazer nada de mal com ele, entendeu?
– Sim, entendi.
– Agora vá!
O fortão se foi e Greg me olhava espantado.
– Co-Como você fez aquilo?!
– Ah! É o meu charme! – disse passando a mão no cabelo e ele riu
Depois de me gabar, seguimos para a secretaria. Chegamos em poucos minutos e deixei Greg na entrada, esperando. Fiquei na frente do balcão e entreguei a papelada. A secretária viu se estavam todos em ordem. Depois de verificar, deu-me o horário. Era assim:
7:00 – 1° tempo – História – Professor James Miles
8:00 – 2° tempo – Astronomia – Professor James Miles
9:00 – 3° tempo – Línguas estrangeiras – Professor James Miles
11:00 – 5° tempo – Matemática – Professor James Miles
12:00 – 6° tempo – Redação – Professor James Miles
14:00 – 8° tempo – Observação e dedução – Professor Sherlock Holmes (os pais desse professor adoravam esse detetive, então colocaram o nome dele de SH)
15:00 – 9° tempo – Química – Professor Sherlock Holmes
16:00 – 10° tempo – Física – Professor Sherlock Holmes
O quarto e o sétimo tempo eram os recreios. Saí da secretaria e me encontrei com Greg. Mostrei-o o papel com os tempos e ele se surpreendeu.
– O meu é igualzinho! Legal! Ficaremos na mesma sala!
Depois disso, seguimos para a sala. Entramos e sentei-me nos fundos. Greg fez o mesmo. Esperamos calados, o professor chegar. Ele era normal, usava óculos, seus olhos eram castanhos, seu cabelo cor de mel, era caucasiano e seu rosto era magro, mas não muito, o ideal.
– Bom dia, senhores! – disse com o tom de voz alto. Olhou para mim e continuou: — Vejo que temos uma aluna nova! Como se chama?
– Luiza Mikaelson, senhor. – respondi
– Hummmm... Vejo que vem de uma família importante. – falou
– Você... Você conhece a minha família?! – fiquei curiosa e assustada ao mesmo tempo
– Sim, claro que sim! – continuou no mesmo tom de voz – Uns parentes muito distantes meus conheceram seu pai, Elijah Mikaelson. Ele era muito importante no ano de 1789 na Revolução Francesa e se eu não me engano... você estava lá também, não estava?
– Como?! Se eu só tenho 17 anos?! – tentei não ficar assustada
Os alunos começaram a cochichar alguma coisa e eu não conseguia distinguir todas as vozes. Só consegui pegar relances, como:
“Será que isso é verdade, senão...”
“Acho melhor não falarmos com ela, isso me soa muito...”
“Vou sair da sala, vai comigo?”
E foi tudo que ouvi. Todos me olhavam de rabo de olho, menos Greg, meu amigo, meu único amigo ali. O Sr. Miles parou de me expor e começou a aula. Não estava gostando do professor, nem do jeito que dava aula, tudo por causa do jeito que me tratou. Uma menina, que estava do meu lado, me chamou:
– Ei! Psiu! Novata! – olhei para ela com um pouco de medo do que ia ouvir – Não acredito em nada que ele disse. Só queria que soubesse disso.
Voltei meu olhar para o quadro com um sorriso no rosto, só de um lado. Depois, percebi que não sabia o seu nome.
– Qual é o seu nome? – perguntei
– Marília Anello, prazer. – e estendeu a sua mão
– As mocinha aí atrás poderiam me responder umas perguntas? – assenti, mas Marília negou com a cabeça – Mesmo que a senhorita tenha negado, vou perguntar. Quais foram os líderes da Unificação Italiana e da Unificação Alemã? E quais eram os reinos que lideravam essas duas unificações?
– Eu não sei senhor. – disse Marília, abaixando os olhos
– Luiza?
– Da Unificação Italiana foi o Conde Cavour e foi liderada pelo Reino de Piemonte, o mais poderoso, rico e industrializado reino da Itália. E o da Unificação Alemã foi Otto Von Bismark e os reinos que lideraram, foram Prússia e Áustria. – “E eu conheci todos eles.”, pensei, me vangloriando.
Depois de respondê-lo tão maravilhosamente, O Sr. Miles continuou a aula, meio chocado com o meu conhecimento. O tempo passou e tivemos todas as aulas até o quarto tempo. Tivemos o recreio e voltamos para a sala. Acabado o último tempo do Sr. Miles, o outro professor entrou. Ele era um gato. Igualzinho ao Sherlock Holmes. Tivemos sua Observação e Dedução e as outras matérias. Depois, todos voltaram para casa.
Eu não voltei direto para o apartamento, parei para me alimentar antes.
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