A Deusa Vampira
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Meses se passaram e eu estava adorando o colégio (menos daquele professor que tinha de ver todo dia). As pessoas já começavam a esquecer daquele primeiro dia de aula e estava me tornando popular.
Um dia, eu, Greg e Marília fomos ao cinema ver The Expendables 3 (Os Mercenários 3). Assistimos ao filme e fomos os últimos a sair da sala. Seguimos para o estacionamento e nosso carro era um dos poucos que estavam ali. Liguei o motor e no caminho, começamos a cantar alto uma música, que os novos integrantes do time do Ross cantavam em cima do palco, no final do filme. Não paramos nossa cantoria até algo cair no teto do carro.
– O que foi isso? – perguntei
– Não sei. – disse Greg – Pare o carro que vou ver.
– Não! Todos nós vamos! – falei em um tom de voz alto
Ele aceitou, mas relutante. Estacionei no meio fio e saímos do carro. Tomei um susto quando vi o que era. Eu até já tinha lido coisas sobre aquela criatura nos livros, porém achava que era só um mito. O que víamos era uma...
– Quimera?! – indaguei assustada
– Deve ter sentido o cheiro de vocês. – informou Greg
– Não tenha dúvidas. – disse Marília puxando o cinto
O que antes era um cinto, agora era uma lança de 30 cm. Ela fitou Greg e os dois se entenderam. O garoto saiu de vista e ficamos só nós duas. Marília, com uma rapidez que não sabia que tinha, abriu a porta do carro e me empurrou para dentro do mesmo. Ficava batendo no vidro sem parar, até que uma hora, ele quebrou e saí pela janela.
– Ei! Era para você estar dentro do carro! – brigou comigo
Greg já tinha voltado. Ele dava uns pulos e dava uns chutes na criatura quando a mesma não desviava. O garoto também batia nela com um taco de golfe. Marília a atacava com a sua lança. Não aguentei esperá-los acabarem com a besta.
Corri com a minha velocidade de vampira até ficar na frente deles. Peguei a lança e me virei para a criatura.
– Tudo bem, fera? – perguntei irônica – Se está agora, não vai ficar mais, porque estará mortinha da silva.
Ela ia me arranhar com a sua pata, mas desviei. Aproveitei o espaço existente entre o chão e a sua barriga. Enfiei-me lá embaixo e cravei a lança no seu peito. O sangue começou a escorrer e a pingar no meu rosto e no resto do meu corpo.
– Ahhhhhhhhhh! – gritava de dor
Marília e Greg se olharam e tiraram a quimera de cima de mim, mas era tarde demais, eu já havia apagado. Quando acordei, estava em uma carruagem... voadora?!
– Ainda bem que acordou. – disse alguém. Sua voz me era familiar – Pensei que...
Agora sabia quem era, havia reconhecido a sua voz. Era a...
– Brenda! – abracei-a, a interrompendo – Você não está morta!
– Oi, Lú. Claro que não estou! – disse enquanto me soltava – Pensei que tinha morrido com o contato com todo aquele sangue com...
– Verbena, eu sei.
Passei a mão no rosto e ele já tinha se curado. Eu me sentia fraca, precisava me alimentar. Olhei em volta e só vi cinco pescoços. Sentia o cheiro do sangue correndo em suas veias.
– Lú? – perguntou Greg, com uma voz de preocupação – Você está bem? Seus olhos estão...
– O que? – fiquei confusa e voltei ao normal
– Deite aqui, Lú. – falou Brenda apontando para o pescoço – Deite.
Apoiei minha cabeça no seu ombro e cravei meus caninos no seu pescoço carnudo. De início, fez uma careta quando a furei, mas depois, sua expressão voltou ao normal. Fiquei ali por uns cinco minutos, até Brenda usar a sua magia para eu soltar. Isso mesmo, ela é uma bruxa.
Brenda levantou a gola da camisa que vestia para esconder os furos dos meus dentes e eu limpei o único vestígio de sangue na minha boca. Só percebi que tinham mais pessoas com a gente ali, depois que me alimentei.
– Quem são esses? – perguntei para Brenda
– A menina que está lá na frente é a Annabeth Chase e o garoto do lado dela é o Alaric Burkhardt. Acho que já conhece o Greg e a Marília.
Assenti e olhei para baixo. Não estávamos mais no centro de New York. Estávamos em cima de um acampamento. Annabeth começou a descer a carruagem. E a estacionou na margem de um lago.
– Onde estamos? – perguntei, me levantando
– No Acampamento Meio-Sangue. – respondeu Alaric virando para trás, para me ver
– O que?! Não! Não posso! Meu pai vai ficar preocupado! E os meus tios também!
– Acalme-se, Lú. – Brenda disse suavemente
– Não! Não vou!
Meus olhos escureceram e todos ficaram com medo. Uns adolescentes começavam e se enfurnar em volta da carruagem.
– Então volto sozinha para casa! – falei e voltei ao normal
Pulei para fora daquela carruagem voadora e vi a saída do acampamento. Segui para lá, mas um centauro me impediu.
– Você é a nova campista? – perguntou
– Não! – respondi rudemente – Agora, deixe-me ir embora!
– Não posso deixar.
– Ahhhh! Por quê?
Não o esperei responder. Usei minha velocidade para sair da sua frente, mas Brenda me impediu antes de chegar à saída, fazendo-me ficar com uma dor de cabeça insuportável. Eu não aguentei, coloquei as mãos na cabeça, abaixei-a e fiquei de joelhos.
– Pare com isso, Brenda! – falei entredentes e com dificuldade
Ela ficou do lado do centauro e ele a cumprimentou.
– Brenda não está fazendo nada. – disse o homem-cavalo
– Pare com isso! – falei novamente
Ela cessou a dor de cabeça, sem ninguém descobrir que era uma bruxa. Levantei-me depois de minutos me recuperando do acontecido. Aproximei-me de Brenda com a minha velocidade e enfiei a minha mão no seu coração.
– Se fizer isso de novo, arrancarei seu coração! Ouviu bem?! – ameacei – Se falar algum fragmento de algum feitiço agora mesmo, arranco seu coração na frente de todos aqui! Entendeu?!
– Sim, sim. – disse morrendo de medo
Tirei a minha mão, que estava cheia de sangue. E segui para a saída.
Fale com o autor