A Deusa Fujoshi

2 Leonardo Coelho parte II


Notas iniciais
*Os personagens à qual o capitulo se refere serão representados por um animal ou ser mitológico, ex : Leonardo coelho.
*Essa é a fujoshi mais doida que já vi XD
*Eu que estou escrevendo essa fic, sou um garoto Ò.Ó, então nos reviews se refiram a mim como "ele", agradeço u-u -qqq. E NÃO SOU PERVERTIDO, apenas analiso fielmente os detalhes ignorados pela sociedade como um moço comportado. Pls

Leonardo POV

Sou Leonardo, tenho 15 anos, vou fazer 16 mês que vem, algo muito marcante aconteceu comigo hoje (quinta-feira).

Graças a um empurrão gigante da minha melhor amiga, eu beijei o garoto que eu amei por vários anos... Apenas ela sabia disso, e talvez eu ter contado pra ela foi o pior erro da minha vida.

Já está de noite, faz apenas algumas horas desde que voltei daquela lanchonete, eu beijei o Nando-kun, e depois daquilo, ele apenas pagou a conta e saiu de lá sem se despedir.

Ele deve me odiar... Ele sempre foi machão que ficava de olho em várias garotas, e agora isso acontece, nós nos beijamos... Algo que pode acabar com a reputação dele, e foi em um local público.

Estou ouvindo um barulho, deve ter alguém vindo aqui.

— Leo, você não vai vir jantar ?

— Pera, é que... Eu...

— Filho, quantas vezes já te falei que não pega bem pra um moço da sua idade ficar abraçado com um coelho de pelúcia !?

— Deixa mãe, não tem ninguém vendo mesmo...— Respondi friamente, e não consegui disfarçar minha tristeza.

— Você está chorando ? O que houve ?

— Apenas vá lá pra baixo, depois eu vou !— Levantei rapidamente da cama e fui orientando minha mãe à saída do meu quarto, em seguida, fechei a porta.

Deitei novamente na cama com o meu coelho e antes que percebesse, fui pego em um sono profundo.

Horas depois

— Leo, acorda, já está na hora de ir pra escola, vamos, vamos, hoje é sexta-feira, o último dia da semana, amanhã você descansa.— Berrou minha mãe que estava na cozinha.

Pulei da cama, rapidamente me troquei, depois fui pro banheiro fazer xixi e escovar os dentes.

Penteei meu cabelo, e coloquei um boné virado pra trás. Sim, meu cabelo que é bem liso e "grudado" fica bem legal se eu usar um boné. Tem gente que me chama de rescart, que foi uma banda popular entre as garotas à dois anos atrás, me chamam assim porque eu pareço emo.

Peguei uma maçã e minha mochila para sair de casa.

— Tchau mãe, estou indo.

— Não vai tomar café Leo?

— Não precisa, valeu.

Estou um pouco ansioso, não sei como o Nando-kun vai me encarar ou falar comigo.

Eu quero ficar junto com ele, por bastante tempo... Quero tocá-lo, quero abraçá-lo, quero beijá-lo, isso é o que mais quero agora. E foi o que eu mais quis por vários meses.

Cheguei na escola, como sempre faço, ignorei tudo que vejo até chegar na sala de aula, me sentei no meu lugar, que é a segunda mesa da fileira, o Nando-kun senta na minha frente.

De repente, senti algo bem molengo batendo na minha cara.

— Leozinho, bonitinho, como acordou hoje? Com a bundinha dolorida né? O Fernando mandou bem na cama? Me fale, quero saber os detalhes.

— A-amanda, tire seus peitos da minha cara...— Ela está quase me sufocando.

— Ah é, esqueci que ukes não gostam de peitos, mas isso não muda o fato da sua bundinha estar dolorida !— Insinuou Amanda.

— Ele gozou na sua boca !? Você ficou todo melecado ? Qual o gosto que tem ?

Empurrei ela pra trás, sorte que nós eramos os únicos na sala de aula.

— Ele não deixou minha bundinha dolorida, e muito menos gozou na minha boca !— Exclamei rigorosamente.

— Acho que ele nunca mais falar comigo, e por sua culpa...

Percebi que ela estava olhando pro nada, com os pensamentos longe, e que não estava me ouvindo.

— AMANDA INFERNO, PARA DE ME IMAGINAR COM O ROSTO GOZADO !!— Gritei muito alto.

Olhei para a porta, e vi uma pessoa lá parada olhando pra dentro, e provavelmente escutou tudo, era a professora de biologia.

— Leonardo, se quer expressar sua homossexualidade faça isso lá fora, por favor.— Disse a prof de biologia.

— Sabe professora, o Leo perdeu a virgindade ontem, ele...

Chacoalhei a Amanda bem forte, antes que ela completasse a frase.

— Se você continuar farei aquilo, e sei que você vai odiar.— Eu tenho uma arma secreta para acabar com o fogo da amanda, creio que é uma arma exterminadora de fujoshis.

— Não, aquilo não !!! Eu paro.— Amanda foi pro fundo da sala e sentou em seu lugar. Os alunos começaram a chegar um após o outro em seguida.

— Eae mano, beleza?— Perguntou Bruno que acabou de chegar, ele sentou-se na fileira do lado direito como sempre, junto de seu amigo, David, que sentou atrás dele.

— Não, não estou nada "beleza", foi mal, não quero conversar hoje.— Me virei pra frente e coloquei a cabeça encostada na mesa.

— Ixi, alguma mina deve ter dado fora nele.— Disse David se dirigindo à Bruno.

— Nem arrasta não, vamos ficar na nossa mesmo.— Disse bruno.

O Nando-kun não veio hoje, a aula havia começado e ele... Bom, eu não prestei atenção na aula e não fiz porra nenhuma na escola, fiquei tão distraído que as aulas passaram voando.

Saímos da escola ás 10:40, a prof de sociologia faltou, então ficamos com as duas últimas aulas vagas.

Na saída, Amanda e Gabi vieram até mim.

— Leo, você está indo pra casa agora ?— Perguntou Amanda.

— Não, eu vou ir passar no parque max feffer, ficarei lá um pouco como de costume.— Respondi.

Max feffer é o parque da cidade, é muito grande lá, e em dias aleatórios da semana eu fico desde a saída da escola até escurecer lá, andando de skate ou de bicicleta, que podem ser alugados lá mesmo.

Amanda POV

— Ta bom, até segunda-feira Leo.— Me despedi do Leo, que virou a rua oposta na qual eu ia.

— Gabi, você sabe aonde o Fernando mora ? Vocês são amigos, me fala ?— Perguntei.

— Ele mora no caminho pra minha casa, por quê ?

— Ótimo, me leva lá Gabi ? Por favor !!

— Você não desistiu de unir os dois ? Mas que bosta.— Exclamou Gabriele.

— Por quê "que bosta" ?— Perguntei

— Você não está mais me dando atenção direito por causa dessa bobeira ai.— Disse Gabi.

— Ai ! Alguém está com ciúmes, deixa de frescura Gabi, eu quero é ver aqueles dois juntos logo.— Falei a ela.

A Casa do Fernando era bem perto da escola, a Gabi me levou lá, e continuou seu percurso me deixando sozinha. Fiquei imaginando o que dizer a ele.

Toquei a campainha.

— Oi, do que precisa ?— Perguntou um homem coroa de dentro da casa.

— Posso falar com o Nando?—Perguntei.

Fiquei esperando alguns minutos, e então, o coroa veio e abriu o portão para mim entrar.

O primeiro cômodo da casa era a sala, vi uma mulher que devia ser a mãe do Fernando sentada e a cumprimentei, em seguida, o coroa me levou até o quarto do Fernando, me deixou lá e se dirigiu à sala.

Ele estava lá, mexendo no face como um adolescente de hoje em dia.

— Fernando, precisamos conversar.

Ele desligou o monitor do pc e tirou os fones da cabeça, se sentou na cama enquanto eu ficava olhando ele da porta.

— Sente-se.— Disse ele enquanto puxava a cadeira e colocava na frente da cama.

Me sentei, dei um suspiro e comecei a falar.

— Sério, eu não acredito que você deixou o Leo plantado lá na lanchonete e ainda faltou hoje na escola.

— Você sabe o quanto ele ficou preocupado e triste !!?— Falei com um olhar sério.

— Amanda, aquilo não era pra ter acontecido, foi um erro.— Disse Fernando.

— Um erro !? Vocês ficam lá 3 minutos se beijando, e é um erro ?— Perguntei.

— Velho, ele sempre foi meu amigo, e eu nem sou gay pra gostar de homem.

— Sim, ele sempre foi seu amigo, ele sempre se preocupou com você, ele sempre te deu apoio, sempre esteve ao seu lado, sempre te deu carinho, quando você caia do cavalo por causa de uma garota, aposto que foi ele quem te ajudou.— Expliquei a ele.

— Sim, garotas, eu nunca me vi com um garoto antes.— Disse Fernando.

— "Antes?"— Perguntei.

— Sim, "antes"... Não sei porquê, mas sempre que estou com o Leo eu sinto um calor dentro do peito, um calor que faz eu me sentir bem.— Disse Fernando.

— Então você já se imaginou com o Leo ?— Perguntei com um quase sorriso no rosto.

Ele deu uma pausa de alguns minutos antes de falar.

— Já... Mas deve ser por causa da adolescência, vai passar.

— Como assim "vai passar" ? Um amor não passa desse jeito.— Falei a ele.

— Amor? Quem disse que é amor? Amor entre dois homens não existe, é algo q...— Ele ia terminar a frase, mas não deixei, coloquei a mão na boca dele impedindo-o de falar.

— Fernando, não importa o quanto tente algo com garotas, se você não sentir algo forte por elas, nem elas por vocês, nada acontecerá.

— Mas o Leo te ama, ele se importa com você, ele te fará feliz mais do que já faz e ele nunca te magoou antes.— Continuei explicando.

— Uma pessoa que o ama desse jeito, só aparece uma vez na vida, então largue de ser orgulhoso porquê hoje em dia, dois garotos ficarem juntos é a coisa mais normal do mundo.

— Não perca o Leo, e vá atrás de quem realmente te faz feliz.— Falei a ele.

Ele abaixou a cabeça e ficou uns 15 minutos pensando.

— O Leo está no parque max feffer agora, vá lá ver ele.

Me dirigi à porta do quarto, e estava quase saindo.

— Espera, Amanda !— Chamou ele.

— NÃO FALA NADA, EU AGORA ESTOU COM UM "FIM DE CENA" IGUAL DE NOVELA, SE VOCÊ FALAR VAI ESTRAGAR MINHA SAÍDA DRAMÁTICA !.— Exclamei.

Ele deu uma forte risada e disse :

— Obrigado.

Leonardo POV

Abri os olhos lentamente, estou deitado na grama em baixo de uma árvore, devo ter cochilado aqui no parque.

Quantas horas já se passou desde que cheguei aqui ?

Olhei para o céu para reparar a cor dele, estava bem azul e o sol estava quente, apesar de eu estar de baixo de uma sombra. Devia ser cerca de 14:00.

Levantei os braços pro alto, fechei os olhos de novo e soltei um bocejo preguiçoso, eu havia tirado meu boné antes de cochilar, e o deixei no meio das minhas pernas.

— Oi.— Disse alguém que estava de trás da árvore, aquela voz me era familiar...

— Oi.— Respondi friamente, era o Nando-kun.

Ele estava segurando uma sacolinha branca, e estava usando uma camiseta regata branca, uma calça jeans e um tênis preto.

Ele se sentou do meu lado, bem grudado...

Ficamos alguns minutos em silêncio olhando pro gramado.

— Foi mal por ontem, eu não quis te deixar preocupado.— Disse Nando-kun.

— Tudo bem, eu entendo...

— Entende o quê ?— Perguntou ele.

Dei um suspiro, esperei uns 30 segundos e decidi falar.

— Entendo que somos dois garotos,não podemos ficar juntos e você também não gosta de mim...

— Eu gosto de você Leo.

— Quanto, o quanto você gosta de mim, Nando-kun ?

— O suficiente pra pensar em você todas as noites, pra ficar imaginando repetidamente aquela cena em que nós nos beijamos, pra ficar lembrando das palhaçadas que você faz, e dos animes que você me recomenda.

— .....

— Leo, eu já sabia disso,só não quis admitir para mim mesmo, todo esse tempo...— Disse ele.

— Sabia o quê ?— Perguntei.

Ele deu uma pausa de 40 segundos mais ou menos, e finalmente falou o que eu sempre quis ouvir.

— Sabia que eu te amava, muito, mais do que como um amigo...— Disse ele.

Senti meu coração bater forte, e vários arrepios no meu corpo, eu me senti muito feliz em ouvir aquilo...

— Eu...— Eu ia falar, mas não consegui, porquê Nando-kun me beijou naquele momento.

O beijo dele era tão bom, eu sentia a língua dele dentro da minha boca com um toque suave e carinhoso, não consigo explicar direito, eu apenas amava.

Alguns segundos depois, ele afastou o rosto do meu.

— Leo, senta no meu colo ?— Perguntou.

— S-s-s-s-sentar n-no seu c-colo, pra quê isso ?

— Quero ficar mais próximo de você... Quero te sentir comigo...— Disse ele.

Eu fiquei muito, mas muito feliz em ouvir aquilo, eu sempre desejei...

Sentei no colo dele como ele havia me pedido, nós dois ficamos ali sentados debaixo daquela árvore por bastante tempo.

Ele me abraçou por trás e colocou suas mãos por dentro de minha camisa, me fazendo carinho e me fazendo arrepiar completamente.

— N-n-nando-kun, isso é...— Eu ia dizer, mas fui interrompido por ele.

— Você ainda não me falou, Leo...

— Falei o quê ?

Ele colocou o rosto dele bem em cima do meu ombro, e ficou ali esperando eu falar... Naquele hora, entendi o que ele quis dizer.

— Sabe Nando-kun, mesmo nós sendo amigos por todo esse tempo, ficar com você sempre me deixou feliz, eu te amo muito, sabia ?— Me esforcei muito pra me declarar daquele jeito.

Senti ele sorrindo...

Ficamos naquele clima por vários minutos, e ele continuou passando a mão no meu corpo, até que ele decidiu colocar sua mão por de baixo de minha cueca.

Segurei a mão dele, para que não tocasse ali.

Olhei ao redor e não havia ninguém por perto.

— Não posso tocar ai ? Perguntou Nando-kun.

— Não é isso, é que, o local em que estamos...

— Leo, eu quero seu corpo inteiro pra mim, eu quero ter minha primeira vez com você ...— Senti o maior dos arrepios quando ele disse aquilo.

— V-você já ficou com o meu primeiro beijo...— Falei a ele.

— Você também ficou com o meu primeiro beijo...— Ele respondeu.

— Sério ?

— Sim.

Eu estava muito feliz, dei um forte sorriso, e deixei ele tocar lá em baixo.

— Está bem duro, seu safado.— Ele cochichou no meu ouvido.

— O-o-o seu também está... E-eu consigo sentir, sabia !?— Exclamei.

— Ei, namora comigo ?— Perguntou ele.

— C-claro que sim...— Respondi imediatamente, eu já estava morto de vergonha e de felicidade que acabei deixando uma lágrima escapar.

— Você fica muito "kawaii" quando fica vermelhinho.— Disse ele.

— Você aprendeu a falar kawaii...

— Sim, você sempre tentou me ensinar essas coisas de otaku, Leo.

E então, no meio daquele clima, um barulho bem alto interrompeu tudo, meu estômago, a única coisa que comi o dia inteiro foi aquela maçã.

— Eu sabia que você estava com fome, por isso eu trouxe vários salgadinhos para comermos, aquele que você adora, fuffles de cebola.— Falou Nando-kun enquanto puxava a sacolinha e tirava os fuffles de dentro.

Ele ficou pegando cada batatinha de dentro do pacote, e dando na minha boca...

— Vou te mimar muito de agora em diante, Leo baka.

— Baka é você...— Ele também lembrou do baka, que eu sempre falo...

E então, ele veio me dar mais uma batatinha, mas ai, vi algo estranho nela e não comi.

— Olhe isso Nando-kun, a batatinha.— Mostrei a ele, havia uma mancha vermelha na batata.

— O que diabos é isso?— Perguntou ele, e magicamente, apareceram mais 3 manchas vermelhas na batata.

Havia algo caindo de cima da árvore, nós dois olhamos imediatamente pra ver o que era.

Vimos Amanda em cima de um galho com um olhar pervertido e o nariz sangrando.

— Droga !— Exclamou Amanda.

Eu e o Nando-kun ficamos muito chocados, tanto que nem conseguimos falar nada ao ver aquilo.

Pra piorar, vimos o galho em que ela estava começar a fazer barulho e a abaixar, aquilo ia cair.

— Leo !— Gritou Nando-kun enquanto se jogava pro lado comigo em seu colo.

O galho em que Amanda estava caiu com ela junto, sorte que Nando-kun percebeu rápido e se jogou pro lado, ou estaríamos esmagados.

Esperamos a Amanda se recompor do tombo.

— E então, o que tens a dizer em sua defesa, senhorita Amanda pervertida ?— Perguntei.

— Não sou pervertida, apenas analiso fielmente os detalhes ignorados pela sociedade como uma moça comportada.— Respondeu ela.

— É mesmo ? Moça comportada ? Então por quê diabos tem um ninho de passarinho em cima da sua cabeça ?— Perguntou Nando-kun.

Olhamos para aquilo e rachamos de rir.

Continua no capítulo 03.