A Deusa Fujoshi

24 Felippe Gato parte II


Notas iniciais
*Fim do conto do gato... Porquê o próximo conto vai ser foda XD.. Então, bora pro próximo /õ *Darei um pequeno spoiler a vocês... O próximo conto será a continuação da história do Bruno... :D :D :D, vocês esperaram mtu por esse conto kkkk, e vou programar ele pra ser postado dia 07 de fevereiro =3.

Felippe POV

— A-aonde nós vamos ir ? — Perguntou Cássio.

— Vamos pra casa do João.

— Pra quê ?

— Pow, lá é o único lugar onde nossos pais não vão nos encontrar. — Falei.

— Ah... É mesmo...

Ficamos andando pela calçada, quando decidimos parar pra descansar.

— Você tem uma irmã legal... — Disse Cássio.

— Por quê ?

— Ela te apoia e talz...

— Mas ela é pirada !!! Cara, ela deve achar que a gente transou !!! — Exclamei.

— Então ela só deve ter entendido errado... Quando ela viu a gente, era a primeira vez que a gente se beijava.

— E por quê a gente se beijou mesmo ? — Perguntei.

— Não sei. — Respondeu Cássio.

É cara... É osso... Não sei por quê eu e o Cássio nos beijamos... Não tinha um motivo para aquilo acontecer... Apenas, aconteceu, automaticamente.

— Você acha que nós dois vamos namorar quando ficarmos maiores ? — Perguntou Cássio.

— Cara, claro que não ! Larga de ser moscão.

— É que eu não acho uma má ideia... Eu até gosto de você. — Falou Cássio.

Velho... Puta que pariu, ele tá mesmo caindo na conversinha da mana ?

Nunca passou pela minha cabeça em se quer beijar outro menino... Muito mais namorar, affe, seríamos zoados eternamente.

— Cara... Você... — Tentei falar, mas o Cássio me interrompeu.

— E-eu estou sentindo algo por você Lipe... Quando a gente se beijou, eu gostei... Sei lá... Fiquei feliz por dar meu primeiro beijo em você, ao invés de qualquer piriguete por aí. — Falou ele.

Porra... Agora o Cássio ta falando igual um viadinho, affe...

Virei o rosto, e vi dois homens vindo até nós... Pois estávamos sentados no meio da calçada.

— E aí garotos... — Falou um dos homens.

— E aê. — Falei.

— Estão perdidos ? — Perguntou ele.

— Não estamos. — Respondi friamente.

— Entendi, então vocês só estão aproveitando a vista, é ? — Falou o outro homem, que se sentou do nosso lado.

Peguei na mão do Cássio e me levantei com ele.

Não vou ficar aqui com esses estranhos, devem querer alguma coisa... E as ruas estão bem perigosas ultimamente.

Saímos andando em qualquer direção, mas um dos homem veio por trás da gente, e colocou um pano tampando nossa boca.

Me debati, e tentei gritar, mas não consegui, e acabei perdendo a consciência.

Algum tempo depois.

Acordei com um barulho de motor, e com a tremura de algo.

Me levantei do chão e abri os olhos... Vi Cássio desmaiado do meu lado.

Estávamos em uma sala preta... Aliás, não era uma sala... Consegui perceber por causa do barulho de motor... Estávamos dentro de uma carreta de caminhão.

Haviam algumas caixas ali dentro também.

— Cássio, CÁSSIO !!! Acorda !!! — Falei, enquanto chacoalhava o Cássio.

— Hã... ? O quê... ? — Perguntou ele.

— Cássio, cara, estão nos levando embora !! O que será que vão fazer com a gente !? — Perguntei.

Ele parecia meio zonzo, e demorou alguns minutos pra ficar normal e entender a situação em que estávamos.

— V-vão m-matar a gente... ? — Cássio começou a chorar.

— E-eu não sei... Calma, não chora, se não eles vão...

— CALA A BOCA, SEU MOLEQUE PODRE !! — Gritou um dos homens, que estavam dirigindo o caminhão.

Fiquei sentado na frente do Cássio e abracei ele, apoiando sua cabeça em meu ombro.

— N-não c-chora...

— Lipe... — Cássio me abraçou também.

OPA, OLHA A VIADAGEM, QUASE ME ESQUEÇO, AFFE.

Me soltei de Cássio, ele estava tentando segurar o choro, enquanto colocava a mão na boca.

— Vou tentar tirar a gente daqui. — Falei.

Andei em todos os cantos da sala, parecia ser um caminhão de mudanças, e estávamos na sala onde ficava os objetos de mudança.

O caminhão parecia estar indo bem rápido, pois quase nunca freava... Será que era, uma avenida ?

Avenida... Essa não... Estão nos levando pra fora do estado ?

Não tem saída... Já era...

— T-tem algum jeito de sair, Lipe ? — Perguntou Cássio.

Merda, se eu falar pra ele que não, ele vai voltar a chorar.

— Claro que tem !!! Mas nós temos que esperar eles pararem primeiro !!! Eu vou tirar a gente daqui, NYAHAHAHA ! — Falei.

Ele deu risada.

— Está rindo do quê ? — Perguntei.

— Do jeito que você riu... "Nyahahaha". — Respondeu Cássio.

— É mesmo nya ? Os meninos dos mangás da manya riem e falam assim nya.

Cássio riu de novo.

— É muito engraçado, hahaha !

— Cara... Acho que eles vão ter que parar em algum posto de gasolina pra reabastecer, ai podemos escapar... — Falei.

— Ahhh !!! Continua falando com nya, é engraçado ! — Pediu Cássio.

— Falar com nya é muito gay.

Cássio abaixou a cabeça e fez uma cara de deprimido.

— Tá bom nya, eu falo ! — Exclamei.

— Hihi. — Sorriu ele.

— Então nya, o que nós vamos fazer até chegarmos no posto nya ? — Perguntei.

Cássio veio até mim e sentou do meu lado.

— Vamos ficar juntinhos !!! — Falou ele.

— Nyããããão !! Isso nyããão !! — Exclamei, enquanto levantava e corria pro outro lado da carreta.

Cássio se levantou, correu até mim e tocou no meu ombro.

— Pego, tá com você. — Falou ele.

— Seu myaldito !!! As coisas nyão vão ficar assim ! — Falei.

Corri atrás dele, e o peguei.

— Pego !! Agora tá com você nya !!

O caminhão passou em cima de uma pedra, que fez a carreta em que estávamos dentro tremer... E Cássio acabou caindo em cima de mim.

— Ai Cássio... Nyão fique me usando como um nya travesseiro... — Falei.

Cássio ficou olhando dentro dos meus olhos, e deu um beijinho na minha testa.

— D-droga nya !! O-o que você está fazendo !!? — Perguntei.

— Você gostou ? — Perguntou ele.

— Do que ?

— Do nosso primeiro beijo ?

— Sai de cima de mim nya ! Que eu respondo ! — Falei.

— Só vou sair quando você responder.

— Odiei nya !! Beijar outro menino é ruim nya !! — Eu disse.

Cássio aproximou seu rosto do do meu, e me beijou na boca de novo. E ele também colocou sua língua dentro de minha boca.

Senti como se todas minhas forças fossem drenadas... E eu não conseguisse reagir nem tirar ele de cima de mim.

D-droga... Por quê eu não consigo... Tirar ele de cima de mim... ?

S-será que eu to gostando...? Será que eu gosto de beijar o Cássio... ?

— E agora, você gostou Lipe ? — Perguntou ele.

— N-nyão... E-eu nyão gostei...

— Mas suas bochechas dizem o contrário !

— ISSO É PORQUÊ EU ME QUEIMEI TODO LÁ NA FAZENDA !!! — Exclamei.

— Então, por quê você não me tira de cima de você ? — Perguntou ele.

Empurrei ele, e me levantei.

— Pronto. Agora para com isso, você está sendo manipulado pela mana ! — Falei.

— Cade os nya ? — Perguntou ele, com uma carinha triste.

— Pronto nya ! Agora para com isso, você tá sendo manipulado pela manya ! — Falei.

Cássio deu risada.

Merda, por quê que eu gosto de ver ele sorrindo ? Não entendo isso.

Fiquei em um canto da carreta, e ele em outro.

Ficamos esperando o caminhão parar para que pudéssemos tentar fugir... Mas ele só continuava, e não parava nunca. Um tempão se passou, e nada...

Fiquei vendo algumas luzes passando pelos buraquinhos na carreta... Será que estávamos dentro de algum túnel... ? Ou será que já havia ficado de noite... ? Não sei por quanto tempo dormimos, então, não sei dizer. Mas estava bem escuro.

— L-lipe... Eu tô com frio...

— Eu também...

Cássio se levantou e veio até mim de novo, se sentando na minha frente.

— Abre as pernas... — Falou ele.

— Pra quê !!?

— Pra mim sentar no seu colo...

— C-CLARO QUE NYÃO !!! V-VOCÊ E-ESTÁ DOIDO ? — Perguntei.

— Mas é porquê está frio... E se ficarmos juntos, podemos nos esquentar... — Respondeu ele.

— Droga Nya !

Abri as pernas e ele se sentou na minha frente, apoiando sua cabeça no meu peito.

— O Lipe é tão quentinho... — Murmurou Cássio.

— O Cássio é tão folgadinho... — Murmurei.

Cássio pegou meus braços, e os colocou em cima dele, como se eu estivesse o abraçando.

— Pronto... Assim está melhor. — Falou ele.

Cássio fechou os olhos, e pareceu dormir deitado no meu peito.

Fiquei encarando o rostinho dele, enquanto ele dormia.

Ele é tão fofinho... Parece um anjinho...

MERDA FELIPPE !!! O QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO !!?

Virei o rosto, e tentei ficar olhando pra parede da carreta... Mas antes que pudesse perceber, já estava olhando o rosto do Cássio de novo.

Dei um beijinho na bochecha dele, e ele deu um leve sorriso.

M-merda... E-ele estava acordado !?

O caminhão deu uma forte tremura, que jogou eu e o Cássio pro outro lado da carreta.

— O-O O QUE FOI ISSO NYA ? — Perguntei.

— E-eu não sei...

— Root. — Murmurou uma voz desconhecida.

Também ouvi vários barulhos de tiros... Bem altos e assustadores ! "POU POU POU"

— AHHHHHHHH !!!! — Gritou Cássio.

O abracei bem forte.

— C-calma Cássio... Está tudo bem....

ÓBVIO QUE NÃO ESTAVA !! O QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO !?

O caminhão tinha parado de andar, desde aquele tremor.

Olhei pra parede da carreta, que estava na frente de mim e Cássio, e vi ela afundar pra dentro. Fazendo um barulho de pancada.

O lugar que tinha afundado, começou a afundar mais ainda, entortando pra dentro.

Até que, o local que estava afundando, amaçou tanto que até abriu um buraco... E um homem desmaiado caiu dentro da carreta.

Olhei pra fora, e vi minha irmã com o punho apontado pra nós.

ELA TINHA SOCADO A CARA DO HOMEM, ATÉ ABRIR UM BURACO NA CARRETA !?

— Ohhhh, Lipe !!! Então você está aí né !? Pelo visto, está aproveitando o momento sozinho com o Cássio ! — Falou ela.

Vi um clarão azul bem perto da Amanda, lá fora, fazendo um barulho de relâmpago.

A porta da carreta, começou a abaixar.

— Vamos Cássio, vamos sair ! — Exclamei.

Saímos correndo pra fora da carreta.

Vi vários homens, incluindo um daqueles que tinha pego eu e o Cássio caídos em volta de um menino de cabelos prateados... Aquele que foi na fazenda com a gente.

Ele estava coberto de eletricidade.

— Tsk. — Murmurou ele.

— A porta abriu aí !? — Perguntou uma voz feminina.

— Abriu sim Helô ! Você finalmente encontrou o botão. — Respondeu Amanda.

— Não era um botão, era uma alavanca. — Falou a voz feminina.

— Lipe, Cássio !!! Vocês mataram a gente de preocupação !! — Falou minha mana, enquanto abraçava eu e o Cássio, colocando nossos rostos nos peitos gigantes dela.

Minha mana é... Incrível !

Amanda POV

Oito e meia da noite. No meio de uma avenida bem movimentada. Acabamos provocando um congestionamento, pois o Rapha usou sua habilidade "Root" que invoca um monte de raízes para prender algo... E ele usou pra prender o caminhão no meio da rua.

Tive que ficar aturando vários carros buzinando.

Helô que sabe de tudo, nos ajudou a encontrar esse caminhão e meu irmão... E Raphael usou seu portal para nos trazer aqui.

— Muito bem garotos, vocês tem muita sorte pela irmã de vocês conhecer um feiticeiro, e uma espertalhona que sabe de tudo. Se não fosse por nós, vocês teriam seus órgãos vendidos. — Falou Raphael.

— NÃO ASSUSTE ELES ! — Falei, enquanto dava um cascudo na cabeça do Rapha.

— O-obrigado gente... — Falou Cássio.

No final, voltamos pra casa com o portal do Rapha, e os caras que sequestraram o Lipe foram presos.

Às nove horas, na garagem da minha casa.

— Então Cássio... Hora de você ir embora, seus pais estão te esperando. — Falei.

— É... Eu vou...

Estávamos eu, Cássio e Lipe. Já Helô e Raphael, voltaram pra suas casas.

— Puxa... E-eu queria que você ficasse mais... — Falou Lipe.

— Sério !!? — Perguntou Cássio.

— Sim...

Os dois se despediram, e fui levando o Cássio pra casa dele.

— Sabe Cássio... Quando eu abri o buraco naquela carreta, socando a cara de um bandido... Vi você sentado no colo do Lipe, enquanto ele te abraçava... — Comentei.

— A-ah... Foi...

— Então... O quê aquilo significava... ?

— Q-quando você chegou no quarto, e viu a gente se beijando... Foi bem tenso... Porquê aquela tinha sido a primeira vez que a gente se beijou... — Falou Cássio.

Primeira ? Então houveram segundas e terceiras dentro daquela carreta... ? Espere... Isso não importa... Mas se, aquela foi a primeira vez que eles se beijaram... Então a teoria de Gabi estava errada... Eles não transaram !

— Ah.... Isso explica a razão de vocês terem ficado bem confusos... Vocês nem entediam por que tinham se beijado, né ? — Perguntei.

— Ainda não entendemos muito... Mas eu acho que seria uma boa ideia namorar o Lipe futuramente ! — Disse Cássio, com um sorriso no rosto.

— Nesse caso, espero que você cuide bem do meu irmãozinho. — Falei, enquanto bagunçava os cabelos dele.

É... Agora é muito cedo para um relacionamento sério... Lipe e Cássio ainda estão se descobrindo... Eles precisam de mais tempo... Acho que eles manterão uma relação fofinha, de beijinhos e gestos gentis... Sem entender o verdadeiro significado por causa daquilo...

É tão fofo !!!

Enquanto eu levava o Cássio pra casa dele, vi uma figura bem familiar passar pelo meu lado na calçada, segurando várias sacolas de supermercado.

Parei a pessoa no meio da calçada e perguntei :

— V-v-você é... A mãe do Bruno... ?

— Ah, eu tenho um moleque chamado Bruno sim, por quê ? — Perguntou ela.

— Você não tinha morrido ?

— Morrido ? Claro que não... Sou muito nova pra morrer, alias garota, eu me lembro de você... Você é aquela piriguete que levou o Bruno pra casa todo bêbado, não é ? — Perguntou a mulher.

— Não sou piriguete... Mas eu sou sim aquela garota de antes...

— Enfim, como assim, morrido ?

— É que eu vi o Bruno chorando na sala de aula... E ele disse que era porquê a mãe dele tinha morrido... E ele tem se isolado de todo mundo na sala de aula desde aquele dia... — Expliquei a ela.

— Então ele também tá diferente na sala de aula, é ?

— Como assim ?

— Nas férias, ele ficou em casa o dia inteiro assistindo televisão e jogando video-game... Achei muito estranho, o Bruno sempre foi de vadiar e só voltar de madrugada. — Falou a mãe do Bruno.

O que diabos está acontecendo aqui !!?

Continua no capítulo 25.