A Deusa Fujoshi
4 Bruno Lagarta parte II
Notas iniciais
Aqui estou eu, com esses dois garotos se beijando, no meio de uma sala, que fica no segundo andar do... — Aff, vocês já leram o capítulo anterior, então não há necessidade de eu ficar explicando.
David desgrudou seus lábios dos de bruno, e virou o seu rosto para o meu lado, enquanto me encarava com um olhar assustado.
— Amanda ? — Perguntou ele.
— O-o-oi... — Respondi com uma cara de idiota.
Bruno mesmo após ouvir o meu nome e ter me visto, não se importou com a minha presença, apenas começou a beijar as bochechas do David, já que ele havia virado o rosto.
David tirou os braços de Bruno, que o prendia ali, e se afastou do garoto que estava fora de si.
— Podem continuar, a vontade ! Apenas ignorem a minha presença aqui ! — Falei a eles.
— Ignorar o caralho, aff, não acredito que eu estava fazendo isso velho... — Disse David.
— Sabe Amanda, eu descobri que amo o Daví... — Falou bruno com um sorrisinho no rosto.
Ele está chamando o David de Daví, que fofo !!!
— Bruno, velho, acorda, olha o que você ta dizendo !!! — Exclamou David enquanto dava uns tapinhas fracos no rosto do Bruno, que novamente tentou o beijar, mas sem sucesso.
Nossa, esse é o uke com mais atitude que eu já vi, é um milagre dos deuses ? Não... Acho que é um milagre do álcool.
— Chega de viadagem por hoje. — Disse David enquanto abria a porta e saía daquela sala, deixando eu e Bruno lá dentro.
— Você esqueceu seu shorts e sua cueca !!! — Gritei para que ele pudesse me ouvir.
Ele voltou vermelho, colocou suas roupas e saiu novamente. Foi a primeira vez que vi um pênis mole. Bom, duro eu sempre vejo nos meus... Ah, vocês sabem.
Ele estava muito alterado, fiquei com medo de impedi-lo, porquê ele poderia até me bater, e se ele tentasse me bater, ele iria sair com todas as partes do corpo destruídas, e se eu fizesse isso, ele nunca mais falaria comigo, e o Bruno também não iria gostar, e então, eu não poderia mais prosseguir com o meu plano, até porquê, se eles me odiassem, iriam deixar suas guardas mais altas.
Bruno foi seguir David, mas o segurei.
— Bruno, você precisa colocar suas roupas. — Falei a ele.
— Amanda ? Roupas ?
— Tudo bem, eu vou colocá-las pra você... ! — Respondi ele.
CARA, EU IREI COLOCAR AS PARTES ÍNTIMAS DE UM GAROTO, ERA UM SONHO ? Não Amanda, você não pode, você só analisa fielmente os detalhes ignorados pela sociedade como uma moça comportada, se você maliciar, não será mais uma moça comportada.
Fiz uma guerra de consciência contra extintos, mas acabei colocando as roupas dele, sem fazer mais nada.
Peguei ele pelo braço, e fui arrastando-o de volta até o primeiro andar. Foi um sacrifício descer as escadas.
Tirei os algodões do nariz, que ficaram com as partes de dentro vermelhas por culpa do sangue, e os joguei no chão... Pois não achei lixo.
— Aonde o Daví foi, Amanda ? Ele vai voltar ? — Perguntou Bruno.
— Ah, ele foi ali, ele vai sim. — Respondi.
Haviam muitas pessoas, foi quando de repente, uns quatro homens adultos me puxaram pra um canto, fazendo eu me soltar de Bruno.
— Garota, você está atrasada, vem logo. — Falou um deles.
— É, você fica dando rolé pelos andares ai, tinha que ficar mais perto da gente. — Disse o outro.
— Não, vocês estão me confundindo. — Respondi, mas eles não devem ter me ouvido por causa do funk tocando muito alto.
Não consegui me soltar. Eles abriram uma porta preta, e dentro dela havia um corredor, nós passamos pelo corredor, viramos à esquerda, e depois viramos a esquerda novamente, até chegarmos dentro de uma sala com duas portas, uma era a qual utilizamos para entrar, e a outra, ficava na parede da esquerda da sala, mas não sabia aonde ela deixava a gente.
— Fique ai, você tem 30 segundos. — Disse um deles, enquanto fechava a porta e me deixava lá sozinha.
Ali era o primeiro andar ainda, eu estava com medo, tentei abrir as duas portas, mas não tive sucesso, fiquei tremendo e apenas esperei os 30 segundos.
O funk que estava tocando, parou, e as pessoas que estavam conversando e gritando, pararam, todos pararam, criando um enorme silêncio.
A segunda porta, na qual eu não sabia o que tinha, se abriu automaticamente e então, sai por ela.
Após eu passar na porta, ela se fechou automaticamente, estava escuro, pois haviam várias cortinas pretas, fui passando no meio delas, e vi uma "luz" no final.
Fui até a luz... E... Quando cheguei... Estava em cima do palco.
Todos os funkeiros ficaram olhando pra mim, até mesmo os que são da minha escola, alguns até me conheciam de vista.
Haviam cinco dançarinas no palco, cada uma em um canto, e o microfone estava na minha frente, eu já havia percebido tudo que tinha acontecido.
Ouvi uma voz vindo de um local aleatório :
— Pode começar a cantar.
Quando ele disse isso, aquele toque de funk começou a tocar "tchu tchá tchá tchu tchu tchá".
Acho que foi a primeira vez que eu mais tive vontade de ter poder de teletransporte, eu apenas queria sumir, desaparecer, como nada, como o vento.
Cantar... Música funk... Já ouvi algumas sem querer, porquê passam no rádio, ou os funkeiros da sala escutam, mas eu não sei a letra completa de nenhuma, e muito menos sei dançar.
— Q-q-q-q-quando a-a-a n-noite c-caiu... ? — Tentei cantar qualquer coisa aleatória que aparecera em minha mente, mas, com o meu desafino por culpa do nervosismo, logo começaram a atacar bolinhas de papel, tomates, ovos, e a vaiar.
— ISSO, VAIA, VAIA MESMO, VÃO APRENDER ALGO ÚTIL NAS ESCOLAS, VÃO ESTUDAR, SEUS BANDO DE VAGABUNDOS !! — Gritei.
— Uhhh, piriguetona, vadia, uhhh !! — Vaiaram eles.
— isso, vaia, vaia mesmo, vão aprender, algo útil nas escolas, vão estudar, seus bando de vagabundos.
— isso, vaia mesmo, e quando aprenderem, tornem-se adultos e comecem com a pultaria ! — Exclamei.
Repeti essa fala... E quando menos me toquei, eles já estavam dançando e cantando aquilo.
Sério que eu consegui "cantar" funk com o maior improviso do mundo? E ainda sem rimas !!?
Continuei "cantando" e inventando o resto da música, no final, consegui alguns aplausos.
— Agora a dança, cade a dança !!? — Perguntou aquela voz de longe.
Eu tinha que dançar... ?
Coloquei as mãos nos joelhos, e logo ia me abaixar, mas, a porta que me deixou ali que estava fechada, se abriu, e dentro dela, saiu um garoto com a máscara do anonimous.
Esse garoto me puxou pra dentro, e colocou a cantora verdadeira em meu lugar.
— Valeu... — Falei a ele.
Consegui ouvir a cantora verdadeira se desculpando, e explicando o que havia acontecido, ufa, era um alívio.
— Não precisa agradecer, Amanda ! — Disse o garoto que tirou a máscara.
— Você é o garoto em que esbarrei na escola.
— Sim, eu mesmo.
— Qual o seu nome, o que faz aqui ? Você é funkeiro ?
— Não vou falar o meu nome e bom, o que eu faço aqui é simples... — Disse ele.
— Eu vim te salvar. — Continuou ele.
— Hã? Me salvar ? — Perguntei.
— Sim, eu vim te salvar, pois eu sabia que você iria ficar em apuros.
Fiz uma cara de tonta tentando entender.
— Eu nem te conheço garoto... — Falei a ele.
— Não importa se não me conhece, eu sei que você veio aqui para unir o Bruno e o David, sei o que aconteceu dentro daquela sala, sei que você viu a Heloísa com outros garotos, sei que você uniu o Nando e o Leo mais cedo, sei até que você se desculpou com os otakus e com os mangás em uma espécie de reza idiota. — Explicou ele.
— ... — Não consegui falar nada.
— Eu sei de tudo. — Disse o garoto, enquanto saia pela porta que levava ao palco e me deixava lá.
Ele foi pro palco...
Tentei segui-lo, fiquei escondida no meio das cortinas, e quando vi o palco, ele não estava lá em cima, apenas a cantora e suas dançarinas.
Fiquei com medo daquele menino, tentei pensar no que ele falou, enquanto voltava pro meio dos funkeiros.
— É mesmo, preciso encontrar o Bruno. — Falei a mim mesma.
Cheguei no meio do pessoal, procurei por Bruno ou pelos amigos dele, mas não obtive sucesso.
— Se eu estivesse bêbada, aonde eu iria ? — Perguntei a mim mesma.
Já fiquei bêbada uma única vez na vida, que foi a primeira vez em que bebi, vodka, no aniversário da Heloísa... Sim, Heloísa...
E que eu me lembre, após beber, eu fui no...
Fui correndo ao segundo andar, e abri a porta do banheiro masculino, vi vários garotos mijando. Eles não perceberam minha presença, porquê andei dando paços leves e sem som.
Puxa, foi só eu falar que foi a primeira vez que vi um pênis mole, agora sou obrigada a ver vários pênis moles, não gostei, prefiro os duros.
E no último vaso, com a porta aberta, vi o Bruno lá dentro, vomitando.
— Calma amigo... Manda tudo pra fora. — Falei a ele.
Ficamos alguns minutos ali, depois que Bruno vomitou tudo, apoiei ele em meus ombros e fui o levando até a saída.
Perguntei pra ele aonde ele morava, e ele respondeu, era perto dali, dava pra ir andando.
O local não era uma favela, era um bairro de classe média.
Chegamos na casa do Bruno, toquei a campainha e a mãe dele apareceu.
— Sim ? — Perguntou.
— Sou a amiga do bruno, vim trazer ele do concórdia.
— Ai caralho, esse moleque é mesmo um tonto, vai lá com os amigos e sai com uma garota.
— ... — Fiquei em silêncio.
— Ele bebeu demais né ? Desgraçado, fica vagabundeando, tira notas ruins na escola, não trabalha, você poderia é ter largado ele lá. — Disse a moça, que devia ter uns 29 anos, ela deve ter tido o Bruno com uns 13 ou 14 anos de idade.
— Não fala mal do Bruno, ele é seu filho, você deveria ajudar ele, dar apoio a ele, ensinar coisas boas a ele... — Fiquei com raiva do jeito que ela tratava ele.
— É? E você é namorada dele por acaso ? — Perguntou.
— Não !
— Então não fique... — Ela tentou falar, mas eu interrompi ela.
— Se você queria que seu filho estudasse, aprendesse, trabalhasse, você deveria dar exemplo a ele, você deveria dar uma boa educação a ele, pra início de conversa, olha o tanto de palavrão que você fala, olha só as roupas que você usa (roupas mais curtas do que as minhas), antes de falar dele, se enxerga. — Falei a ela.
— Continuei com Bruno apoiado em mim, ele não devia nem ter escutado o que falamos.
— Aonde você vai menina ? Não ia deixar ele aqui ? E ainda não terminamos nossa... — Disse a moça que abriu o portão e começou a se dirigir em minha direção, querendo um barraco pelo visto.
Virei o rosto, olhando pra ela e disse :
— Tome cuidado moça, se você der mais um passo entrando na minha zona... Eu te mato.
Ela parou de andar naquele momento, ficando sem palavras e sem reações, eu quando fico nervosa, realmente dou muito medo.
Ah, nunca falei isso antes sobre mim, mas eu já tive aulas ninja em um local, também já tive aulas de parkour e de caratê, e eu era ótima em ambas.
Fui levando Bruno comigo, eu iria deixar ele dormir em minha casa, peguei o ônibus com ele.
Alguns minutos depois, nós chegamos na minha casa, abri o portão, e fui o trazendo comigo.
— Pai, mãe, cheguei.
— Filha ! Onde você foi ? Você demorou, que roupas são essas ? — Perguntou minha mãe.
— E quem é esse garoto aê... ? — Perguntou o meu pai.
Droga, esse era o pior problema de todos, apenas ignorei eles e levei o Bruno até a porta do banheiro.
— Bruno, você consegue tomar banho sozinho ? — Perguntei duas vezes.
— Consigo. — Respondeu o lindo garoto.
— Olha, pode usar essa toalha, e esse sabonete, esse shampoo também. — Indiquei tudo a ele, o coloquei dentro do banheiro e deixei ele tomando banho.
Fui até a sala, e conversei com meu pai e minha mãe, sobre tudo que aconteceu, tudo mesmo ! Eu não costumava manter segredo deles, eles sabiam que eu gostava de yaoi, de casais gays, e coisas do gênero.
Eles acharam que eu era muito exagerada e acabaram me dando uma bronca.
Ouvi Bruno me chamando, provavelmente tinha acabado o banho.
Ele estava com a toalha amarrada no quadril.
Dei um dos pijamas do meu pai pra ele vestir: uma camiseta vermelha e bem velha, uma cueca comum, e um pequeno shorts de ceda.
Peguei as roupas sujas dele e coloquei na máquina de lavar.
E então, fui pro meu quarto, vi ele sentado na minha cama olhando pro chão.
Tirei o colchão de de baixo da cama, forrei, e dei um lençol e um cobertor pra ele se cobrir e dormir.
Ele se deitou no colchão que estava no chão, e em apenas 1 minuto, já estava dormindo.
Apaguei a luz do quarto e saí, o deixando lá, tomei meu banho, me troquei, e em seguida, voltei pro quarto, deitei em minha cama e dormi.
Abri os olhos lentamente, me levantei e fiquei sentada na cama com o cabelo bagunçado, peguei meus óculos na mesinha do pc e os coloquei, olhei pra baixo, e vi o Bruno acordado olhando pro teto.
— Bruno ? Está tudo bem ? — Perguntei.
— Sim.
— Você se lembra do que aconteceu ontem ? — Perguntei.
— Me lembro, de tudo... — Respondeu ele.
— Incluindo que disse que ama o David ?
— Sim merda, eu lembro de tudo. — Disse Bruno, com uma cara estranha.
— E é verdade ?
Ele não respondeu, ficou quieto.
— Bruno... Você amar o David é uma coisa boa, se vocês são dois garotos não importa ! Se é amor, é amor ! — Expliquei a ele.
— Nunca tive nenhum relacionamento com outro garoto antes... Eu já transei com várias meninas, mas essa foi a primeira vez que beijei um garoto... — Disse ele.
— V-V-VOCÊS TRANSARAM !? — perguntei ansiosa.
— N-não... Não chegamos a isso... — Respondeu ele.
— Ah... Mas vai, fala, você ama ele mesmo !? — Perguntei novamente, ansiosa.
— A-amo... — Falou Bruno, com um tom de voz fofinho.
— Ótimo !!! — Respondi.
— Bruno, levante-se !
— Pra que ?
— Vai logo.
O garoto se levantou e ficou em pé, também me levantei da cama.
— Levante os braços, Bruno.
Ele levantou os braços bem alto.
Tirei a camisa que emprestei a ele, do meu pai, também tirei o shorts de ceda dele, e a cueca dele.
— Você não vai falar nada ? — Perguntei.
— Não vou... Acho que é até melhor, assim, esquecerei o Daví. — Disse ele.
O empurrei, e o deixei deitado em minha cama de barriga pra cima.
Abri uma gaveta do guarda roupa, e peguei uma caixa preta, e de dentro tirei algo que não deixei ele ver o que era.
— Pode se virar, de costas ? — Perguntei.
Ele se virou, ficando com a barriga encostada na cama, e com as costas pra cima.
Sentei em cima das pernas dele, enquanto segurava o misterioso objeto.
— Sabe Bruno, eu não poderia fazer isso com você... Uma porque você ama o David... E duas porquê... Você... É uke... — Falei, com um sorriso no rosto.
— Uke ? — Perguntou ele.
Ele conseguiu ver o objeto que eu estava segurando.
— N-NÃO AMANDA, PORRA, ME SOLTA, NÃO FAZ ISSO. — Disse ele.
Com minha mão esquerda, segurei os braços dele com força, os pressionando contra suas próprias costas, bom, eu sou muito forte.
E com minha mão direita, eu segurava um pênis de borracha que comprei em... Não irei dizer, apenas fui o aproximando até a bunda do Bruno.
— AMANDA CARALHO, SE VOCÊ FIZER ISSO, NUNCA MAIS OLHO NA TUA CARA. — Gritou ele, enquanto se debatia na cama.
— Haha ! Você precisa treinar pra quando o "Daví" For meter em você, então, quero ouvir seus gemidos, ukezinho. — Falei a ele. Eu estava me divertindo com aquilo, estava achando mais engraçado do que excitante, e acho que por essa razão, meu nariz não sangrou.
— SOCORRO, MÃE DA AMANDA, ESSA PERVERTIDA TEM UM PINTO DE BORRACHA ESCONDIDO.
— Ohh, Bruno !!, não sou pervertida, apenas analiso fielmente os detalhes ignorados pela sociedade como uma moça comportada. Agora, por ter dito que sou pervertida, acho que você merece mais...
Encostei aquilo no bumbum dele, e fui o deslizando até a entrada... Quando...
— Amanda !? O que você ta fazen... — Disse meu irmão, que entrou no quarto enquanto via a cena.
Olhei pra ele, e ele estava com cara de retardado, olhei pro bruno, e ele estava com cara de retardado, olhei pra mim pelo reflexo na janela, e eu estava com cara de retardada.
Ficamos 1 minuto naquilo, sem fala, sem movimento.
— E-eu posso... Explicar... ? — Falei.
Ele em menos de 1 segundo, tirou seu celular do bolso e bateu uma foto, e saiu correndo pela casa.
Me levantei de cima de Bruno.
— Você se safou dessa Bruno. — Falei a ele.
Bruno POV
— Me safei !!? Me ferrei né ! Seu irmão bateu uma foto agora. — Falei a ela.
— Ele só tem 13 anos, espere aqui, 1 minuto. — Disse a Amanda enquanto saia do quarto.
Ouvi vários barulhos de pancada e de tapas e em seguida, ouvi o choro do irmão dela.
A amanda é assustadora, muito assustadora, muito mesmo !!
A porta se abriu novamente, e estava amanda com o celular na mão direita, e com o pé do irmão na mão esquerda, enquanto arrastava ele pelo chão.
Ela jogou o irmão no colchão e o deixou deitado ali.
— Pronto, apaguei a foto. — Disse ela.
— Já volto, vou ir pegar suas roupas. — Falou Amanda enquanto saia do quarto novamente.
Esse quarto dela é muito escroto, é cheio de gibi nas prateleiras. Uma mulher estranha, doida, maluca, medonha e retardada, sem dúvidas.
Ela rapidamente voltou com minhas roupas, e então, me vesti.
— É meio dia agora, nós perdemos a aula. — Falou Amanda.
— ... — Não quis falar nada, não gostei do que ela tentou fazer comigo.
— Vamos pra escola, daqui 20 minutos vai bater o sinal da saída, e você precisa encontrar e conversar com David, poderá vê-lo na saída. — Falou ela.
Ouvi uma voz fina vindo do colchão.
— Ai... A-amanda... — Disse o pirralho enquanto se levantava.
Ouvi vários barulhos de algo cortando o vento, a louca da Amanda atacou quatro facas no irmão de longe, as facas grudaram na camiseta dele, o lançando e o prendendo na parede do quarto.
— Não dei a ordem pra você levantar Felippe, agora vai ficar ai preso, até a hora que eu quiser te soltar. — Falou Amanda, enquanto empurrava os óculos para cima com seus dedos.
De onde ela tirou aquelas facas !!?
Amanda saiu novamente do quarto, foi até o banheiro, escovou os dentes e se trocou. Em seguida, entrou no quarto e penteou seus grandes cabelos ruivos.
Também fiquei ouvindo e ignorando o pirralho reclamando.
— Vamos. — Disse Amanda.
Ela me puxou pelo braço, e foi me levando até a saída da casa dela, falei tchau pros pais dela, e da rua, ouvi o choro do pirralho que ficara preso no quarto dela.
Fomos conversando sobre o quê eu iria falar pro David... Bom... Eu amo ele...
Minha mãe engravidou muito cedo, então eu não tenho pai, também sou filho único e ela sozinha me sustenta.
Além disso, ela não liga com o que se passa comigo, então, acredito que pra ela não fará diferença se eu namorar um garoto.
— Sabe Amanda, um único beijo no Daví, foi melhor do que tudo que eu já fiz com as garotas. — Eu falei... Eu consegui falar isso... Não conseguia mais esconder minha vergonha.
— Diga isso a ele, e não a mim. — Falou Amanda.
Chegamos na entrada da escola, e os alunos estavam saindo, esperamos alguns minutos até acharmos David, que estava caminhando sozinho no meio da multidão.
Continua no capítulo 05.
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