A Deusa Fujoshi

30 Amanda Deusa parte I


Notas iniciais
*Último conto da fanfic =/, então aproveitem pessoal...

Amanda POV

Quando o garoto me disse que seu nome era Cristian, fiquei muito surpresa... Pois eu tinha um amigo de infância, que se chamava Cristian... E ele era bem próximo de mim...

O tal Cristian me levou até uma lanchonete, e nos sentamos para conversar.

— O que vão querer ? — Perguntou a garçonete.

— Pode pedir, eu pago. — Falou Cristian.

— E-eu quero um suco de morango. — Pedi a ela.

— E eu quero apenas um suco de Goiaba, por favor. — Pediu Cristian.

— Certo. — A garçonete anotou o pedido, e foi buscar os sucos.

— Desembucha, o que você quer comigo ? — Perguntei.

— Calma... Não precisamos ir tão direto ao ponto assim... — Falou ele.

— Claro que precisamos, estou em uma lanchonete com um estranho ! — Falei.

— Mas eu não sou estranho... Já nos encontramos antes. — Disse Cristian.

— M-mas nunca chegamos a conversar antes.

— Não se lembra ? Eu te ajudei no concórdia, e tentei te ajudar no Haion... Você no mínimo está me devendo. — Falou ele.

— Ehh ?? Agora vai ficar cobrando ? Eu não me lembro de ter pedido por ajuda. — Falei.

— Você me pediu por ajuda sim... Faz tempo, mas pediu. — Disse ele.

— Do que está falando ? — Perguntei.

A garçonete veio até nós e trouxe os sucos.

— Aqui estão. — Falou ela, enquanto colocava os sucos na mesa e se retirava.

— Nunca pedi ajuda pra você... — Falei.

— Pediu... Faz muito tempo, nós éramos pequenos... Você não se lembra ? — Perguntou ele.

C-como assim não me lembro... ? D-do que ele está falando... ? Ele é um amigo de infância... ? C-Cristian... Não pode ser, é impossível, só pode ser uma trollagem.

— Definitivamente, eu não me lembro. — Respondi.

— Sou Cristian, lembra que ficávamos juntos quando pequenos ? Eu, você e o Júlio ? — Perguntou ele.

Peguei o copo com suco de morango, e joguei todo o suco na cara dele.

— Senhorita !! — Exclamou a garçonete.

— Por favor moça, traga outro suco... A senhorita derramou seu suco sem querer. — Falou Cristian.

A garçonete veio até nós, e levou o copo vazio de suco. Enquanto Cristian limpava seu rosto e sua camisa com um pano que havia em cima da mesa, justamente para casos como esse.

— Essa brincadeira não tem graça... Quem é você ? E o que sabe sobre meu passado ? — Perguntei.

— Por isso eu falei pra irmos com calma... Ou você não iria entender nada... — Disse ele.

— Então vamos com calma... Primeiro explique, quem é você !!!!? — Perguntei.

— Já falei, meu nome é Cristian, Cristian Barboza. — Disse Cristian.

— Segundo, como você sabe o meu nome !? Nunca te falei o meu nome... Mas você parece me conhecer. — Falei.

— É porquê eu te conheço... Por isso, eu vivo te seguindo e te observando na escola... E em todos os lugares que você vai... — Falou ele.

— Hã... ?

— Te segui quando foi pro parque, pra fazer com que Leo e Nando ficassem juntos... Te segui quando foi pro concórdia... Pra fazer com que Bruno e David ficassem juntos... Te segui quando entrava no Haion, pra fazer com que Daniel e Raphael ficassem juntos... Te segui quando foi pro beco... Pra fazer com que Otávio e Diego ficassem juntos... Fui até mesmo em foz do iguaçu... Te segui pra ver você nadando no lago de águas cristalinas... Te segui quando você foi salvar seu irmão dos bandidos... Te segui quando invadiu a casa da bruxa, mãe do David... E agora... Te segui até aqui. — Explicou Cristian.

A Garçonete retornou até nós, colocando um copo de suco de morango cheio, em cima da mesa.

— Aqui está o suco. — Falou ela, enquanto se retirava.

— Até mesmo em Foz do Iguaçu... ? — Perguntei.

Tá... Agora eu estava muito assustada, não conseguia nem esconder o quão nervosa eu estava, e o quanto eu estava tremendo.

— Sim, até mesmo em Foz do Iguaçu. — Respondeu ele.

— O o que você quer comigo... ?

— Eu quero ter sua amizade de novo... Quero que tudo volte a ser como antes Amanda... Não se lembra ? Do nosso tempo feliz ? C-claro que o Júlio fazia muitas palhaçadas... Mas era muito divertido ! — Exclamou Cristian.

Peguei o copo de suco de morango, e joguei o líquido na cara dele, novamente.

— Garçonete, por favor, traga mais um copo de suco de morango, a senhorita derramou sem querer... De novo. — Murmurou Cristian, enquanto limpava seu rosto com um pano.

— PARA !!! ISSO É UMA TROLLAGEM , NÃO É !!? MAIS UMA VEZ... COMO VOCÊ SABE DISSO !!? — Perguntei.

A garçonete veio até nós, e pegou o copo vazio.

— Hm... Conhece uma garota chamada, Heloísa ? — Perguntou ele.

— Helô... ?

— Sim, uma garota com 1.60 de altura, cabelos longos e negros, com as pontas quadradas. Ela também tem uma franja quadrada na testa. Seus olhos são castanho escuro, e sua pele é morena clara, igual a minha. — Explicou ele, enquanto descrevia a minha amiga que sabe de tudo... Heloísa.

— Então você tem alguma ligação com a Helô, que sabe de tudo ? — Perguntei.

A garçonete veio até nós, e colocou o copo cheio de suco de morango, em cima da mesa.

Cristian colocou a boca no canudo do seu suco de goiaba, e tomou um pouco.

— Tenho. Ela é minha irmã mais nova. — Falou Cristian.

Não pode ser... Não pode ser verdade... Só pode ser uma pegadinha... Não é possível...

— E-eu... N-não estou entendendo... — Murmurei.

— Ah, estou com dezessete anos agora, fazendo o terceiro ano do colegial... A Helô tem dezesseis, sou um ano e pouquinho mais velho do que ela. — Explicou Cristian.

— V-você está de sacanagem !!! Você está aqui a mando dela, não é !!? Pra me trollar !! Ela te deu essas informações pra você vir e me zoar, não é !? — Perguntei.

— Ela não se rebaixaria a esse ponto... Uma coisa que minha irmã tem de bom, é que ela nunca mente... Ela é bem confiável. — Falou Cristian.

— Mesmo assim !!! Ela sabe de tudo !!!

— Sim, ela sabe de tudo... Mas, sabe qual é a principal diferença entre mim e ela... ? — Perguntou Cristian.

— Q-qual... ?

— É que ela sabe de tudo... E que eu sei de tudo sobre você. — Respondeu ele.

Peguei novamente o copo com suco de morango, e joguei todo o suco na cara dele, pela terceira vez.

— Bah... Assim você vai falir meu bolso... Já é o terceiro suco !! — Exclamou Cristian.

— ...

— Senhorita !!! Derramou o suco de novo !!? — Perguntou a garçonete.

— Sim, ela derramou, traga mais um copo de suco de morango, por favor. — Respondeu Cristian.

A garçonete pegou o copo vazio e o levou para a cozinha. Cristian se limpou com o mesmo pano.

— T-tudo sobre mim... Q-que mané... — Falei.

— Estou brincando.

— Brincando ? Em quais partes ? — Perguntei.

— Estou brincando na parte da Helô saber de tudo, e na parte de eu saber tudo sobre você. — Falou ele.

— Como assim ?

— A Helô não sabe de tudo, ela apenas sabe sobre as coisas ignoradas pela sociedade... Já eu não sei tudo sobre você, apenas te conheço muito bem. — Explicou Cristian.

— M-mas... M-mas...

A garçonete trouxe outro copo com suco de morango, e eu abocanhei o canudo e comecei a tomar o suco.

— Você deve estar confusa agora... Mas eu irei responder as perguntas que você está fazendo em sua mente... Eu, de verdade verdadeira, sou o Cristian que você conheceu no passado. — Falou ele.

Engasguei com o suco, e guspi o suco que estava dentro da minha boca, na cara de Cristian.

Ele pegou o pano e se limpou.

— Pelo menos não foi o copo inteiro dessa vez...

— NÃO VEM COM ESSA !!! O CRISTIAN QUE EU CONHECI JÁ ESTÁ MORTO, A MUITO TEMPO !!! — Exclamei.

— Sim, tem razão... O Cristian que você conheceu morreu... Em um acidente de ônibus, não foi ? — Perguntou ele.

— Exato... Não sei como você conseguiu essas informações, mas foi isso mesmo... — Falei.

— Eu sou o Cristian que você conheceu... E eu morri no acidente de ônibus... Porém, fui revivido, e agora estou aqui. — Falou ele.

É piada... Não é... ? Esse garoto... Está fazendo eu me lembrar de tudo... Daquelas memórias, que eu mais quis esquecer...

Flashback ON

Eu havia 6 anos de idade na época... Eu tinha dois melhores amigos, que eram meus vizinhos... Um deles era moreno claro, com cabelos pretos e olhos castanhos, e o outro era branquinho, com cabelos loiros e olhos azuis.

Eles se chamavam Cristian e Júlio, respectivamente.

Naquela tarde ensolarada, estávamos brincando na nossa rua.

— Eu sou o capitão !! — Exclamou Cristian.

— P-por quê você tem que ser o capitão !? É injusto ! — Reclamou Júlio.

— É !! Muito injusto !! — Reclamei também.

— Eu sou o capitão porquê vocês dois são fracos e frágeis, e tem que ser protegidos por mim ! — Falou Cristian.

— Fracos !!? — Fui pra cima do Cristian, e dei uns tapinhas nele.

— HAHAHAHAHAHAHA, se ferrou Cris. — Falou Júlio, enquanto gargalhava.

— Ai. Ai !! Os tapinhas da Amanda são tão fracos, que não doem nada ! — Disse Cris.

— Ugghh !! Você vai ver !! Quando eu crescer, vou ficar muito forte !! — Exclamei.

— Vai nada... Você será uma princesinha que deverá ser protegida. — Falou Cristian com um sorrisinho no rosto.

— O Júlio serve mais pro papel de princesinha do que eu... — Murmurei.

— IIIII Júlio, vai deixar a Amanda te zoar mesmo, é ? — Perguntou Cris.

— Não ! Só por causa disso, voto pro Cris ser capitão ! Agora são dois contra um ! Perdeu Amanda ! — Exclamou Júlio.

— Ughh !!!

Naquele dia, Cris acabou por ser o capitão... E liderou nós dois em uma "aventura" no quarteirão... Passamos na casa de alguns vizinhos, brincando, e fomos até mesmo em algumas lanchonetes pra comer algo.

Cris era sempre tão legal... E sempre protegia eu e Júlio, de qualquer coisa ruim.

Tanto que, o Cris foi o meu primeiro amor... Eu com seis aninhos me apaixonei por ele... Era tão fofo ! Me lembro que, quando eu olhava dentro dos olhos dele, eu ficava bem maluquinha...

Todos os nossos dias juntos eram assim... Mas um dia, algo muito inesperado aconteceu.

Cristian não pôde sair pra rua pra brincar com a gente... E eu fiquei sozinha com o Júlio.

Ele havia nos contado que ia sair com os pais e com a irmã mais nova dele, Heloísa.

Brincar apenas com o Júlio, sem o Cris... Era bem chato e tedioso... Mas também me lembro que, quando o Júlio não podia sair... Ficar só com o Cris também era bem chato.

Por isso eu digo com certeza, de que só era legal, quando estávamos nós três juntos.

— Nossa, é tão chato quando o Cris não sai pra rua... — Falou Júlio.

— É verdade... O quê podemos fazer, sem ele ? — Perguntei.

— Não sei... — Respondeu Júlio.

Estávamos sentados no meio da rua, desenhando com giz... Era bem raro um carro passar por ali.

— Você gosta do Cris ? — Perguntei.

— Gosto !! Ele é meu amigão !!

— Estou perguntando... Se você gosta muito muito muito dele !! Tipo, se você tem vontade de abraçar ele... Ou dar um beijo na bochecha dele ! — Exclamei.

— P-por quê eu iria querer isso ? Somos dois homens ! — Falou Júlio.

Eu só perguntei aquilo pro Júlio... Porquê era o que eu sentia pelo Cris, na verdade, era eu quem tinha aquela vontade... Mas eu não sabia qual era a diferença se... Dois meninos namorassem, ou um menino namorasse outra menina... Pra mim era a mesma coisa... Meus pais já me criaram com o intuito de não ser preconceituosa.

— E o que que tem !? Você poderia ter essa vontade também, ué ! — Falei.

Júlio ficou pensando por um tempinho.

— Nhm.... Vontade de abraçar e de dar um beijo na bochecha do Cris ? — Perguntou ele.

— Sim !

— A-as vezes eu tenho esse tipo de vontade sim... Ele é muito legal comigo... E-ele sempre me protege... M-mas... Não conte isso a ninguém ! — Pediu Júlio.

— Tá bom ! Eu não irei contar... Eu vou ajudar você a dar um beijinho na bochecha dele ! — Exclamei.

Eu também não sabia o que era ciúmes... E também não sabia que eu iria sentir aquilo tão cedo... Por isso, a minha vontade de ver o Júlio sorrindo... Fez com que eu tentasse realizar o desejo dele de... Dar um beijo na bochecha do Cris.

Os dias foram passando um após o outro, e eu sempre tentava ajudar o Júlio à beijar a bochechinha do Cris... Já tentei até segurar o Cris a força, para que Júlio beijasse... Mas não consegui, ele era mais forte do que eu.

Tinham vezes, em que o Júlio chegava bem perto de beijar a bochecha do Cris... E quando isso acontecia, eu sentia um sentimento triste... Era ciúmes, mas eu não sabia.

E eu também não sabia que eu gostava do Cris.

Até que, chegou uma noite... Em que estávamos nós três, brincando na rua... Era lá pras 20:00 da noite.

— Pego ! Tá com você ! — Falei, enquanto pegava o Júlio.

Júlio saiu correndo atrás de Cris, pra pegar ele, mas Cris era muito rápido, e sempre desviada do Júlio.

Até que Cris ficou atrás de mim, me usando como escudo pro Júlio me pegar.

— Pega a Amanda ó ! — Falou Cris.

— Ahhh !!! Assim não vale Cris !!! — Exclamei.

— Vale sim, hahahaha !

— Parei de brincar ! — Falei.

— Ahh nããão !! Não seja chatinha Amanda !! — Falou Cris.

Me sentei na calçada, e fiquei de pernas cruzadas.

Cris veio e se sentou do meu lado... Já Júlio, veio e se sentou do lado do Cris.

— Vamos brincar, vai Amanda ! — Pediu Cris.

Ele estava olhando pra mim... E ficou distraído...

Júlio começou a aproximar sua boca, perto do rosto do Cris... Ele ia dar um beijo na bochechinha dele.

E-eu queria que o Júlio conseguisse dar um beijinho na bochecha dele... Mas, meu corpo agiu automaticamente, e impediu que o Júlio beijasse a bochecha de Cris.

Eu tapei o beijo com a mão... Bem rápido.

— O que vocês estão fazendo ? — Perguntou Cris.

Júlio ficou muito deprimido comigo... Tanto que, o Cris entrou, e depois, nós brigamos feio.

Ele chorou muito e ficou magoado, porquê eu não deixei ele beijar a bochecha do Cris. E o pior, era que nem mesmo eu entendia o porquê de eu ter feito aquilo.

Não só discuti com o Júlio naquela noite, nós brigamos de tapas, puxões de cabelo e arranhões também...

No outro dia, eu saí sozinha com o Cris, e sugeri pra ele não chamar o Júlio, pois eu estava de mal dele.

Fomos sozinhos mesmo, apesar da idade... Nós pegamos um ônibus e fomos pro centro da cidade comprar um controle de video-game.

Eu e Cris brincamos bastante dentro do ônibus, ficamos sentados um do lado do outro.

Mas, o pior aconteceu... O motorista perdeu o controle do ônibus, em cima de um viaduto... E ele bateu com tudo nas grades do mesmo. Tanto que, a cabine do ônibus ficou pra fora do viaduto.

O ônibus começou a inclinar, e iá cair lá em baixo.

As pessoas abriram a janela no maior desespero, usando aquelas alavancas vermelhas... E foram saindo uma a uma.

Eu e Cris por sermos pequenos... Acabamos sendo os últimos... Não conseguimos passar na frente das pessoas... E elas também não ligaram pra nós, apenas ligavam pra suas próprias e medíocres vidas.

Só sobraram eu e ele dentro do ônibus, que estava quase caindo de vez.

— V-vai você primeiro, Amanda, pula !!! — Falou ele.

— Não !! E-eu não vou !! V-você que tem que ser o primeiro !! — Exclamei.

— Eu não serei o primeiro !! Porquê eu sou o capitão que deve proteger a princesinha fraca !! — Exclamou ele.

— Mas...

— Mas nada, pula !!! — Gritou Cris.

Eu pulei peja janela do ônibus, e caí em cima do viaduto.

Estendi a mão pro Cris, que ia pular pra fora do ônibus... E ele também estendeu sua mão.

Tentei pegá-la... Mas... O ônibus caiu. Era uns 30 metros de altura.

Cris por estar quase pulando pela janela do ônibus, acabou sendo arremessado pra fora do ônibus... E caiu no asfalto, lá em baixo.

Lembro que eu desci o viaduto correndo e dei a volta no bairro, até chegar lá em baixo... Quando cheguei, vi um círculo de pessoas parado, e eu adentrei o círculo.

Lá no meio, haviam duas pessoas que provavelmente tinham alguma especialidade em medicina... E estavam tentando fazer os primeiros socorros no Cris.

Mas ele estava sangrando muito... E eles disseram, que ele tinha morrido.

Me lembro que toquei no rosto dele, e chorei muito...

— CRIS !!! P-POR FAVOR !!! O CAPITÃO NÃO PODE MORRER !!! ELE TEM QUE PROTEGER A PRINCESINHA FRACA !!! — Gritei.

— Nossa.. Essa menina era amiga dele... ? Coitadinha...

— E pensar que perdeu o amigo, tão nova...

— Deve ser doloroso.

Eu escutava aquelas vozes de pena... Vozes de pessoas medíocres que agiram no desespero para se salvar, e ignoraram a vida de duas crianças frágeis.

O cris morreu mesmo naquele dia... Houve até o velório, e meus pais foram junto comigo...

Vi o Júlio naquele velório, ele desabou de chorar, assim como eu... Além de morrer de ódio de mim.

Provavelmente ele nunca odiou alguém tanto como eu... Pois eu impedi ele de dar a "despedida" do Cris. Que era o beijinho no rosto, que ele sempre quis dar.

Nunca mais vi o Júlio desde aquele dia no velório... Ele se mudou, desapareceu.

E-eu... Nem vou falar como o meu psicológico ficou abalado... Tentem imaginar isso por vocês mesmos... Mas uma coisa era certa.

Eu mesma me impedi de unir o meu primeiro casal... Eu falhei.

Flashback OFF

Continua no capítulo 31.