A Deusa Fujoshi
31 Amanda Deusa parte II
Notas iniciais
Amanda POV
Naquela mesma lanchonete, conversando com Cristian... Eu acabei recordando sobre tudo aquilo que aconteceu no passado.
Esse Cristian sentado na minha frente, que se intitula ser o meu amigo de infância... É mesmo ele ? Se eu julgar pela aparência, é sim... Os olhos, a pele e o cabelo possuem a mesma cor dos do Cristian do passado.
Mas é impossível... E-ele está morto... Eu vi... Todos vimos ! Ele foi enterrado...
— Talvez você esteja se perguntando... Como é que eu estou vivo ? — Falou Cristian.
— Sim... É impossível... Todos vimos o corpo... Você foi enterrado ! Não... Você não... O Cristian foi enterrado ! — Exclamei.
— Errado... Eu morri naquele acidente, e fiquei dentro do caixão... Iriam me enterrar no dia seguinte... Mas eu recobrei a consciência, enquanto estava dentro do caixão, no velório... Era de noite. Mas eu ainda não tinha sido enterrado. — Explicou ele.
— Mesmo assim, não tem como... Os médicos checaram seu corpo... Seus ferimentos... Seu coração tinha parado e... — Fui falando, mas ele interrompeu.
— Exatamente, eu já disse que eu morri... Porém, os ferimentos do meu corpo passaram a se regenerar em alta velocidade, e minha alma não saiu de meu corpo... Sabe por quê ? — Perguntou ele.
— Por quê ?
— Porquê você me salvou... Naquele momento que você me viu caído no asfalto, você rezou por mim, você implorou, você queria que eu ficasse vivo... E sua vontade foi feita... Um milagre... Eu ressuscitei... — Falou ele.
Peguei o copo com suco, e joguei o líquido que havia restado na cara dele, de novo.
— Senhorita !!! Derramou o suco pela quarta vez !! — Falou a garçonete.
— É... Ela derramou... Por favor, traga mais um copo de suco de morango para ela. — Pediu Cristian, enquanto limpava o rosto.
A garçonete pegou o copo vazio, e foi pegar o suco.
— NÃO BRINQUE COMIGO !!!! ESSE TIPO DE COISA É ANTI-LÓGICO, E É IMPOSSÍVEL !! — Exclamei.
— Sim, é anti-lógico... Mas já aconteceu antes... Não se lembra ? O seu amigo, Raphael... Você também salvou ele da morte naquele acidente... Por sua causa, ele saiu vivo... Amanda... Você é uma... Deusa ! — Falou Cristian.
É verdade... O Rapha deveria ter morrido naquele dia... Mas ele saiu vivo, e os ferimentos dele se curaram em alta velocidade... Será que foi porquê eu invadi a sala de cirurgia pra ver ele... ? Se me lembro bem, eu cheguei a tocar nele...
N-não Amanda... Isso não faz sentido... Não tem como você ser uma Deusa... Esse tipo de coisa é impossível...
— Se o Rapha tem poderes sobre-naturais, que é algo considerado impossível... Então, qual o problema de você ser uma Deusa ? — Perguntou Cristian.
— E-eu não sou uma D-deusa....
— Quando eu acordei naquela sala trancada dentro do cemitério, só me acharam lá no dia seguinte... E os zeladores ficaram surpresos, eles sabiam que era pra eu ser um defunto... Eles ligaram na minha casa... Avisaram minha família... E eles foram me buscar. — Contou Cristian.
— ...
— Tudo era muito anormal... Até chamaram a polícia pra investigar o hospital, será que era um erro !? Mas não... Era apenas algo inexplicável... Tão inexplicável, que nem mesmo a Helô sabia. — Disse Cristian.
— Nem mesmo... A Helô ?
— Sim... Ela deveria saber de tudo... O único motivo para ela responder : "eu não sei de tudo, só sei sobre as coisas ignoradas pela sociedade" é que... A única coisa no mundo que ela não sabe é sobre o motivo de eu ter ressuscitado. — Contou Cristian.
— M-mas, se nem ela sabe... Então... — Murmurei, mas ele me interrompeu.
— Ela montou uma teoria, baseada nos fatos... Depois do seu amigo se recuperar do acidente, ela obteve uma quase certeza... Que você estava relacionada a tudo... E por isso deduziu que você é uma Deusa. — Contou Cristian.
Não tem como eu ser uma Deusa... Isso é surreal, é impossível... M-mas quanto mais eu converso com esse Cristian... Mais eu acho...
— Prove. — Falei.
— Provar o quê ?
— Prove que você é o Cristian que eu conheci no passado. — Afirmei.
— Hm... Eu costumava ser o capitão de vocês dois, e eu te chamava de princesinha. Tanto que, no dia do ônibus, eu tinha mandado você pular primeiro, pois eu deveria sempre proteger a princesinha fraca. — Contou Cristian.
É mesmo ele... Esse negócio do ônibus... Apenas eu e ele sabíamos... Ele reviveu ? Eu sou uma Deusa ? Droga... Estou confusa...
— Chegue mais perto... — Falei a ele.
Ele colocou seu rosto mais próximo do do meu, e fiquei encarando dentro dos olhos dele. Até retirei os óculos e os coloquei em cima da mesa, pra garantir.
A garçonete veio, colocou o suco na mesa, e se retirou.
Esse olhar... É mesmo o olhar do Cris... Do Cris que eu amava na infância... Meu amigo... Não há mais dúvidas... Ele está falando a verdade...
— É mesmo você... Cris... — Falei.
— Sim boba, eu já falei... — Disse ele.
Me levantei, dei a volta na mesa, sentei do lado dele e o abracei.
— C-Cristian..... V-você está mesmo vivo....
— A-ah... Estão me sufocando... — Falou ele.
— D-do que está falando ? — Perguntei.
— N-não somos mais crianças... Agora os seus peitos estão gigantes e... — Ele foi falar, mas o interrompi.
Dei um soco na cara dele.
— Exatamente... Não somos mais crianças... E como eu prometi, fiquei forte.
Dei a volta na mesa e sentei-me na frente dele, no mesmo lugar que eu estava antes.
— C-cruel... Pensei que você fosse chorar e tudo mais, morrendo de saudades... — Disse Cristian.
— Eu ainda não acredito totalmente na sua história ! É muito surreal ! — Exclamei.
Cristian deu um sorriso, e ficou me olhando.
— Você ficou linda. — Disse ele.
— N-n-não fale uma coisa dessas t-tão de repente... — Comentei.
— Você tem notícias do Júlio ? — Perguntou Cris.
— Ele se mudou, desapareceu... Um dia depois que você morreu. — Contei a ele.
— Ah... Entendo... Deve ter sido difícil.
— P-por quê você só me contou que era você agora !!? — Perguntei.
— É que, no primeiro dia em que encontrei meus pais, após ter revivido, eles também ficaram chocados... E como meus registros já tinham dado que eu morri e tudo mais... Eu tive que trocar de nome e foi a maior confusão... Eles me mandaram pra outro país pra eu morar com meus tios por um tempo... Fiz o ensino fundamental lá, e depois voltei. — Contou Cristian.
— E-entendo... D-deve ter sido mesmo uma confusão...
— Mas obrigado Amanda... Por sua causa, agora eu estou vivo, aqui, com você. — Afirmou ele.
— E-eu já falei que a-ainda não acredito totalmente nessa história... M-mas Cris... N-naquele dia do acidente... E-eu estava pronta pra morrer e te salvar... T-teria sido melhor se eu que tivesse morrido... E-eu... — Fui falando, mas ele me interrompeu.
Cristian pegou o copo com suco de goiaba, e atacou o mesmo na minha cara.
— Senhor !!! Agora foi você que derramou o suco !!! — Falou a garçonete.
— Sim !! Por favor, me traga outro copo de suco.. — Pediu Cristian.
Ele me entregou o pano que usou pra limpar seu rosto... E eu limpei o meu.
— S-se você chegou aqui a dois anos atrás mais ou menos... Por quê não falou comigo antes ? — Perguntei.
— Você não ia acreditar em mim, se eu não tivesse um jeito de provar a verdade. — Falou ele.
— E agora você tem algum jeito de me provar ? — Perguntei.
— Sim... Eu tenho, desde quando você salvou o Raphael. — Contou ele.
— Mostre. — Pedi.
— Okay. — Falou ele, enquanto tirava uma arma do bolso.
— O-O QUE V-VOCÊ V-VAI FAZER C-COM ISSO !!? — Perguntei.
— Se você for mesmo uma Deusa, eu irei tomar um tiro no coração, e continuarei vivo. — Exclamou ele, enquanto colocava a arma no peito.
— N-NÃO FAÇA ISSO, C-CRIS !! E-EU ACREDITO !! E-EU SEI QUE É VOCÊ !! S-SEUS OLHOS SÃO OS MESMOS DE QUANDO E-ERA CRIANÇA E EU... — Falei, mas fui interrompida por um barulho de tiro.
Ele realmente puxou o gatilho, e atirou em seu próprio coração.
Leonardo POV
Eu estava observando a Amanda com aquele cara, de de fora da lanchonete... Vi eles se abraçando, será que ele é o namorado da Amanda ?
Mas enfim... Agora o cara deu um tiro em seu próprio peito... E eu entrei desesperado na lanchonete pra tentar ajudar.
— A-AMANDA, O QUE DIABOS FOI ISSO !? — Perguntei.
Amanda estava desesperada... Estava mexendo no corpo do garoto, e sujando suas mãos de sangue.
— POR FAVOR CRIS !!! V-VOCÊ NÃO PODE MORRER !!! — Exclamou ela.
Ambulância... Ambulância !!!
Peguei meu celular e liguei pedindo por uma ambulância.
— A-AMANDA, C-CALMA, V-VOCÊ... — Fui falando, mas uma visão calou a minha boca.
Os fios de cabelo da Amanda deixaram de ser ruivos, e ficaram brancos... Muito brancos. Seus olhos ficaram dourados, e sua roupa virou um vestido branco e longo.
Ela também começou a brilhar um pouco.
As lágrimas que escorriam dos olhos de Amanda cessaram, e ela colocou a mão no ferimento daquele cara suicida.
O sangue dele começou a entrar todo pra dentro... A bala que havia perfurado-o, saiu pra fora, e sua carne e pele se regeneraram, em questão de segundos.
Foi tão rápido... Que o cara acordou.
— Err... E-estou vivo ? — Perguntou ele, enquanto encarava Amanda.
— O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO !!? — Perguntei.
— A-agora eu vejo... E-eu te salvei no passado... Eu salvei o Rapha... Eu te salvei agora... — Murmurou Amanda.
— I-incrível... Então a teoria de Helô estava certa... Acho que ela vai ficar contente em saber que realmente sabe de tudo... — Disse o garoto.
— Leo... E-eu sou... Uma Deusa... — Falou Amanda.
— Uma D-Deusa... ? — Perguntei.
— SIM CARALHO !!! EU SOU UMA DEUSA !!! UHUUUL !!! — Exclamou Amanda, enquanto começava a dançar uma dança maluca.
— M-mas o que diabos... ?
— KONGA LA KONGA... KONGA KONGA KONGA !! EU SOU UMA DEUSA !! — Gritou Amanda, enquanto ria e dançava pra caramba.
— A-Amanda.... Melhor você voltar ao normal... As pessoas estão ficando insanas... — Falou o garoto.
— Não sei como voltar ao normal... E NÃO PRECISO !! EU SOU UMA DEUSA !! — Exclamou Amanda.
Ela parece bem feliz com tudo isso...
— Acho que é só você se acalmar... — Falou o garoto, que provavelmente era o namorado da Amanda.
Alguns segundos depois daquilo, a Amanda voltou à aparência normal. E foi um cú pra explicar a todos o que aconteceu. Nem conseguimos explicar a verdade... Apenas inventamos uma mentira cabeluda.
No dia seguinte, Quarta feira às 15:10, eu tinha reunido todo mundo pra contar aquilo... Estávamos na fábrica abandonada em frente a escola.
Eu, Nando, o Jack Frosty, Daniel, Helô, Gabi, Bruno, David, Otávio, Diego, Ashley, Felippe e Cássio.
Eu tinha reunido todas aquelas pessoas ali porquê... As garotas eram amigas da Amanda... E os garotos, eram casais que ela uniu.
Contei a eles sobre o que aconteceu mais cedo, e a Helô me ajudou a explicar.
— Quer dizer que a Amanda é uma Deusa ? — Perguntou Raphael.
— Sim, ela é. — Respondeu Heloísa.
— Vamos deixar o fato dela ser uma Deusa pra lá, por hora... E vamos ao que interessa. — Comentei.
— O quê ? — Perguntou Otávio.
— Todos nós aqui, os garotos pelo menos... Recebemos a ajuda da Amanda pra ficarmos juntos. — Falei.
— É mesmo... E-ela me ajudou bastante no passado... — Falou Bruno.
— Não só no passado, mas ela te ajudou atualmente também... — Comentei.
— Hã ?
— Nada.
Ele não sabia que a Amanda tinha ajudado ele a namorar o David por trás dos panos.
— É... E se ela é mesmo uma Deusa, significa que ela salvou minha vida... Tsk... Agora estou devendo muito a ela. — Falou Raphael.
— Pois é... Mas gente... Aquele cara que estava com a Amanda ontem... Parecia ter uma relação muito "romântica" com ela... Tirando o fato dele ter se suicidado. — Falei.
— "Aquele cara" se chama Cristian, ele é meu irmão mais velho... E ele só fez aquilo pra confirmar se Amanda era mesmo uma Deusa. — Contou Helô.
— Se não fosse, ele estaria morto agora. — Falei.
— Se não fosse, ele estaria morto a muito tempo. — Falou Helô.
— M-m-mas... O-o que t-temos a ver c-com tudo isso ? — Perguntou Diego.
— Enfim, a Amanda nos ajudou muito, não é ? Agora é hora de retribuirmos... Vamos tentar unir ela com esse cara, Cristian. — Falei a eles.
— É uma boa ideia... O meu irmão e a Amanda são amigos de infância, eles ficam muito fofos juntos... — Disse Helô.
— Eu topo, ela me salvou e me ajudou, não gosto de ficar devendo coisas a ninguém. — Falou Raphael, enquanto levantava a mão.
— Se o Rapha topa, eu também topo. — Falou Daniel.
— Eu também topo, a irmã do Lipe deu conselhos pra mim, e foi bem legal comigo, além de ter nos salvado do sequestro. — Disse Cássio, enquanto levantava a mão.
— Eu também topo, a Amanda é minha melhor amiga e... Ela merece. — Falou Ashley.
— Ela não é sua melhor amiga... Ela é MINHA melhor amiga ! E eu vou topar também. — Falou Gabi, enquanto levantava a mão.
— Enfim, nem preciso dizer que eu topo, né ? Afinal ela salvou meu irmão. — Falou Helô.
— E-eu também topo... A Amanda nos chamou para aquele passeio... E foi muito divertido... — Contou Diego.
— DIEGUINHO !!! ELA TENTOU TE COLOCAR NO MEIO DE UM HARÉM !! ELA É DOIDA !! — Exclamou Otávio.
— Do que está falando ? — Perguntou Diego.
— Aff... Nada... Eu também topo. — Respondeu Otávio.
— Eu topo, a Amanda me deu a maior bronca outro dia... Se não fosse ela, eu não teria criado coragem pra falar com o Bruno. — Falou David, enquanto levantava a mão.
— E-ela brigou com você Daví ? — Perguntou Bruno.
— Aham, ela estava me ajudando a voltar com você. — Contou David.
— E-então eu também topo. — Disse Bruno.
Todos concordamos... Só faltava Lipe, o irmão da Amanda.
— Lipe, você não vai topar ? — Perguntou Cássio.
— T-tá... E-eu topo... — Respondeu Lipe, enquanto levantava a mão.
— Já que todos toparam... Eu tenho uma ideia... — Murmurei.
— Qual ? — Perguntou Ashley.
— O sonho da Amanda é ver dois garotos transando na frente dela... E-então... O que acham de dar a ela, um lugar vip enquanto vê a gente transar ? — Perguntei.
— Ótima ideia, eu aceito ! — Falou Raphael, com uma cara de sapeca enquanto levantava a mão.
— ACEITOU MUITO RÁPIDO, RECONSIDERE ! — Exclamou Daniel, enquanto abaixava a mão do Raphael.
— Errr... Leo... V-você é virgem... Tem certeza... ? — Perguntou Helô.
— Sim, por mim tudo bem, eu já planejava perder a virgindade na frente da Amanda. — Contei a ela.
— É, e eu já sabia disso, e eu já tinha topado a muito tempo também... Só faltou oportunidade. — Contou Nando.
— Esperem um pouco... O Felippe e o Cássio só tem treze anos, vocêsssss não vão obrigar eles a.... Né ? — Perguntou Ashley.
— Não vamos obrigar... Mas se eles quiserem, não haverá problema algum... A Amanda gosta de todos os tipos de yaoi, inclusive shotacon. — Expliquei.
— Leo, você está sendo precipitado... Vamos por passos... O primeiro passo, é unir a Amanda com o meu irmão... Aí depois disso, podemos pensar em dar algum bônus a ela... — Contou Helô.
— É, então, pensem nisso até lá. — Afirmei.
Nos levantamos, e ficamos todos um na frente do outro.
Juntamos as mãos, fazendo um montinho de mãos.
— HORA DE DEVOLVER A AJUDA !!! BORA ARRANJAR UM SEME FORTE PRA AMANDA !!! — Gritei.
— BORA !!! — Todos gritaram, enquanto levantavam as mãos.
Continua no capítulo 32.
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