A Dama e o Vagabundo
4 Confusões
Notas iniciais
POV. Mônica
— Vamos ver quem vai rir por último agora, Môniquinha! — Disse me olhando com uma expressão desafiadora.
Ele foi se aproximando de mim, me encarando com um olhar que me deu arrepios. Congelei sem saber o que fazer, enquanto ele vinha lentamente. Aproximou o rosto do meu e me deu um selinho demorado, e logo o selinho se tornou um beijo. Me empurrou na cama e ficou em cima de mim, não me deixando sair, então, não sairia nem se eu quisesse.
Ficamos sem fôlego, ele começou a mordiscar meu pescoço, depois minha orelha. Ouvi sua voz cochichar em meu ouvido:
— Você não resisti a mim não é?
— Que? — Saiu de cima de mim. — Mas... O que você... — Fiquei realmente confusa. Ele riu.
— Gostou tanto dos meus beijos que quer mais é? — Me olhou convencido. — Pois vai ficar querendo! — Lambeu os lábios mordendo o inferior.
Minha expressão foi de confusa, a furiosa. O encarei fuzilando enquanto ele ria de mim.
— Garoto, você se acha de mais! Te odeio! — Gritei com raiva.
— Eu sei que você gosta de mim Mônica, não precisa disfarçar. — Eu ri irônica, revirei os olhos. Se aproximou novamente, colocou sua mão em meu queixo. — E eu também gosto de você. — Fiquei estática.
— O-o que? — Logo sua cara séria se desmanchou em risos. Ficou dando gargalhadas sem parar.
— Você é muito ingênua mesmo hein?
— Mas... — O encarei revoltada. — Grr! — Não acredito que cai nessa!
— Calma, eu deixo você pensar que sim. — Me deu um selinho rápido. — Nos seus sonhos! — Sorriu descaradamente. Me deu as costas e saiu do quarto.
— Que ódio!
***
— Merda! — Ouvi Cebola esbravejar. Desci as escadas batendo o pé.
— Você ainda ta aqui? — Bufei. Ele revirou os olhos.
— Sua presença me incomoda também, mas não vou sair com essa chuva. — Ouvimos um trovam.
— Ta com medo de molhar a chapinha? — Zombei. Bufou.
Magali e Cascão sairão da cozinha juntos.
— O que vocês estavam fazendo? — Cascão perguntou com a expressão maliciosa. — Demoraram.
— Deixa eles! — Magali o cutucou. Revirei os olhos.
— Eu só quero que esse ser saia logo da minha casa! — Cruzei os braços. Ele riu irônico.
— Que eu saiba a casa não é só sua! Se o Cascão me deixar dormir aqui eu vou ficar. — Olhei fuzilante para o meu irmão.
— Bem... — Cascão disse confuso. — Você pode ficar, claro! — Cebola me olhou com sorriso vitorioso. Bufei.
— Então você também fica Maga. — Puxei ela pelo braço.
— Mas...
— Eu e a Maga vamos pro meu quarto. — Disse séria. — Mas se um de vocês ousar entrar lá, eu mato! — Sai pisando duro puxando Magali pelo braço.
***
Levantei da cama devagar, olhei o relógio, já era oito da manhã. Magali ainda estava dormindo, então resolvi não acorda-la.
Desci as escadas sem fazer barulho, estavam todos dormindo ainda. Preparei um café rápido e coloquei na xícara. Assim que me virei de costas lá estava ele, só de bermuda mostrando seu peitoral definido, me olhando com seu famoso olhar safado e malicioso, foi ai que percebi, eu estava só de camiseta e calcinha em sua frente. Merda!
— Parece que gostou de ficar sem roupa na minha frente! — Revirei os olhos.
— Não sabia que logo você ia acordar agora. E de qualquer forma, a casa é minha e eu faço o que eu quiser! — Ele riu. Foi se aproximando lentamente enquanto eu dava passos pra trás.
— Por que ta fugindo de mim hein? — Ele sorriu. — Acha que vou te agarrar a força? — Eu ri irônica.
— É óbvio! — Ele me encurralou no balcão, colocando seus dois braços um de cada lado me prendendo.
— Ninguém manda andar assim pela casa comigo aqui.
Aproximou seus lábios aos meus. Mas se ele pensa que vou cair na dele dessa vez, ta enganado!
Começou a me beijar ferozmente, mas diminui o ritmo e mordi sua língua bem forte.
— Ei! — Ele se afastou colocando a mão na boca. Sorri. — Você ta loca? — Sem ele perceber peguei a xícara com café e me aproximei.
— Não gostou? — Ele revirou os olhos. Aproximei meu rosto do seu ainda sorrindo. — Quer algo mais quente? — Ele me olhou malicioso.
— Quente é? — Concordei com a cabeça.Ele se aproximou mais, então derramei o café da xícara em seu peito.
— Ops!
— Que?! — Ele se assustou e começou a esbravejar de dor. — Vagabunda! — Comecei a rir sem parar. Começou a se limpar ainda me xingando. — Porra!
— É, eu sempre venço! — Sorri vitoriosa.
Sai saltitante e fui para o meu quarto. Magali já estava acordada.
— Ih! E essa cara toda feliz. O que você fez dessa vez hein? — Sorri alegremente.
— Só um acerto de contas, nada demais. — Ela franziu a testa.
— To até com medo de perguntar... — Rimos. Suspirei.
— Ah, a vingança... Doce vingança!
... Continua...
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