A Dama e o Vagabundo

5 Uma Piranha foi Detectada


Notas iniciais
Aqui estou de volta o/ hehe espero q gostem ;u;

POV. Mônica

— Sério? — Magali abriu um sorriso enorme.

— Shiu! Não grita! — Adverti. A gente estava no meio do corredor do colégio, não queria que ninguém escutasse, mas Magali não conseguia se conter a falar baixo.

— Desculpa... Mas então quer dizer que você e o Cebola...

— Não foi nada demais, ele só me agarrou do nada.

— E você gostou hein! — Sorriu maliciosa. Bufei.

— O pior é que sim. Mas aquilo não vai acontecer mais, ele é só mais um safado, e eu não sou qualquer uma!

— Ah, mas...

Magali foi interrompida por Denise, que chegou igual uma assombração do nosso lado.

— Hey! Vocês já estão sabendo do novo babado? — Ela falou com os olhos brilhando, era sempre assim quando Denise conseguia uma nova notícia bombástica, ia passando de pessoa em pessoa, Denise era pior que o F.B.I quando queria saber de algo, isso me dava medo!

— Qual é a nova? — Magali perguntou entediada, claro que seria só mais uma besteira.

— Quer dizer que ainda não sabem? — Falou indignada. Bufei.

— Fala logo!

— Tem uma nova garota por aqui, o nome dela é Carmen! — Revirei os olhos.

— Ta, e o que a gente tem haver com isso? — Ela continuou sem me dar ouvidos.

— Ela tem tudo pra ser a nova Líder popular do colégio, cheia do Glamour! Já ta até ficando com um gato chamado Cebola. — Arregalei os olhos.

— C-Cebola?

— É! A garota ta com tudo! Tenho que postar isso no meu blog! — E saiu saltitante pelos corredores.

— Você ta bem Mônica? — Magali perguntou. — Mô...

Sai apressada. O que eu tava pensando? Que ele ia mesmo ficar comigo? Só por causa de um beijo? É claro que não! Sinto tanto ódio dele que nem sei o porquê, afinal, por que me importo tanto? Me sinto tão atraída por aquele babaca que levo isso longe demais, e é isso que não entendo!

Mas eu posso esquecer essa atração, eu devo esquecer, eu tenho que esquecer aquele gostoso... Q-quer dizer, garoto, de qualquer maneira!

***

— Ai! — Esbarrei em alguém sem querer. — Olha por onde anda garota! — Ouvi uma voz fina e irritante reclamando.

— Você que esbarrou em mim! — A garota loira bufou.

— Sai da minha frente! — Me empurrou e saiu rebolando.

— Fala sério. — Reclamei. Magali chegou do meu lado preocupada.

— Parece que já conheceu a Carmen.

— Carmen? — Arregalei os olhos. — Então essa é a Prostiranha!

— Pros o que?

— Deixa, só to com vontade de dar uns belos tapas nela! — Cerrei os punhos.

— Isso é por causa do Cebola?

— Não tem haver com ele, é que agora ela mexeu comigo, e se mexer de novo, vai leva! — Revirou os olhos.

***

O sinal tocou e fomos para a sala. Era aula de história, eu e Magali fomos para a sala juntas e sentamos, lá atrás vi o Cebola. A aula estava super chata, acabei automaticamente olhando para ele, mas ele estava dormindo, o problema é que não foi só eu que vi, mas a professora também.

— SENHOR MENESES! — Ele pulou de tanto susto que tinha tomado.

— Hã? Que? — Disse confuso.

— Você ousou dormir na minha aula!

—... Sim. — A sala toda começou a gritar. A professora o encarou com ódio.

— Vá para a diretoria! AGORA! — Ele revirou os olhos. — Espere. Não confio nada em você. Algum voluntário para acompanha-lo? — Toda a sala ficou quieta, mas, Magali resolveu se manifestar.

— Professora, a Mônica pode! — A olhei indignada e ela sorriu na cara dura. Filha da mãe!

— Senhorita, vá acompanhá-lo, por favor.

— Claro, professora. — Disse com um sorriso torto. Olhei para Magali que se encolheu com meu olhar estrangulador. E como se já não fosse constrangedor, a sala toda ainda teve que me encarar com malícia.

Sai toda corada. O acompanhei até a diretoria, em silêncio. Tive que ficar esperando ele sair. Quando saiu me levantei do banco.

— Cara! Que professora chata! — Reclamou.

— É... Levou advertência?

— Não, a diretora nem se importou. — Revirei os olhos.

Fomos seguindo para a sala, que é no andar de baixo. Ele desceu as escadas correndo e o segui, mas acabei escorregando quando ia descer o último degrau. Me senti caindo em seus braços fortes, um arrepio tomou conta de mim. Ficou me encarando.

— Você deveria tomar mais cuidado quando desce escadas. — Revirei os olhos. Ficamos em silêncio, mas não durou muito tempo.

— O que significa isso? — Me assustei. Empurrei Cebola rapidamente. Era a Carmen.

— Carmen? — Cebola falou nervoso.

— Cala a boca! O que você tava fazendo dando em cima do meu namorado? — Ela falou me fuzilando com o olhar.

— Namorado? — Disse confusa.

— Vai dar uma de santinha agora? Eu vi muito bem você agarrando ele! Vagabunda!

— Olha, eu não admito que você fale assim comigo! — Aumentei o tom de voz. Revirou os olhos.

— Não se faça de sonsa, dentuça! — Gritou.

— Dentuça? — Eu ri irônica. — Não vou nem perder meu tempo com quem chora por quebrar a unha postiça!

— O que você disse?

— O que? Não me ouviu? Tava ocupada sendo vadia? — Ela arregalou os olhos.

— Ah, agora desceu do salto? Já sabia que essa máscara de santinha não dura por muito tempo. Já sei que no curso de vagabunda você tirou 10, parabéns você é a rainha suprema das vadias! — Bufei. Olhei para Cebola que só observava em silêncio.

— Essa piranha fuma crack por acaso? — Ela riu irônica.

— Olha que eu te dou um tapa na cara, pra você não esquecer mais quem manda aqui!

— Eu vou é te encher de porrada!

— Ui, vai me arranhar? Puxar meu cabelo?

— Você não sabe o que eu sou capaz. — Cerrei os punhos.

— Sei sim, é capaz de encalhar. Saiu do mar pra que? Baleia!

Meu sangue subiu a cabeça, fiquei vermelha de raiva, já enchi o meu saco demais por hoje! Não pensei duas vezes e dei um soco bem forte em seu rosto. Ela caiu no chão com o impacto, quando levantou estava com o nariz sangrando. Ela me olhou fuzilante.

— Quem você pensa que é, vadia? — Gritou irritada.

Ela pulou em cima de mim, me fazendo cair. Começou a puxar meu cabelo e me arranhar sem parar, dei um soco sem sua barriga e fiquei em cima dela, dei vários tapas em seu rosto já inchado e vermelho. Levantei minha mão para socar seu rosto com toda minha força, mas ouvi a voz do inspetor gritar.

— Parem com isso! — Esbravejou nervoso.

Ela aproveitou que fiquei parada e me empurrou no chão continuando a me estapear com seus bracinhos nada fortes e secos.

— Garoto, vai ajudar! — Ouvi o inspetor gritar com Cebola.

Senti alguém me puxando e me distanciando de Carmen, Cebola segurou ela e o inspetor me segurou. Fomos levadas para a diretoria ainda estrangulando uma a outra com o olhar.

Pensei que iria tomar suspensão, mas só Carmen foi suspensa, por uma semana. Saímos juntas da sala e Cebola ainda estava esperando. Carmen virou-se para mim bufando de raiva.

— Você vai pagar! — Ri irônica.

— Já quer outro olho roxo? — Cerrou os punhos.

— Será que vocês podiam parar de brigar por um minuto? — Cebola interrompeu.

Ele seguiu Carmen até a sala dela. Comecei a rir, eu posso até estar dolorida, mas ver a Carmen com o olho roxo, a cara vermelha e o nariz sangrando, isso sim é divertido, melhor imagem de todas!

***

No corredor... POV. Cebola...

Já estou me irritando com isso, só consigo ouvir Carmen reclamando sem parar, e a sala dela que não chega nunca!

— Você não vai falar nada? — Esbravejou.

— Não. — Disse sem paciência. Bufou.

— Você nem pra me ajudar, ou ficar do meu lado.

— Por que ficaria? Você que arranjou a briga.

— Mas ela tava te agarrando!

— Não. Ela caiu e eu ajudei ela.

— E por que ajudou? Deveria ter deixado ela se quebrar toda no chão! — Revirei os olhos. — Você tinha que ME ajudar! — Parei e a encarei.

— E por que eu teria que te ajudar? — Arregalou os olhos.

— Isso é óbvio, a gente ta quase que na faze do namoro, e como um bom namorado...

— Você falou certo, disse ‘quase’, mas não sou! Não sou nada seu e nem tinha o direito de ter ciúmes! Eu fico com eu quiser você entendeu, porra? — Engoliu a seco.

— Mas... — Bufei. Dei as costas e sai.

— Cebola! — Ouvi ela gritar histérica.

Essa garota é chata pra cacete hein!

***

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.