A Dama Branca

14 Aprendendo a Jogar


Notas iniciais
Oiii gente! Bom...Queria agradecer por todos os comentários e favoritações!Obrigada mesmo! Eu planejava hentai pra esse cap, mas vou adiar isso um pouco, pois acho q não cairia bem nessa na atual situação. Shiro foi bem esperta nesse cap(segundo meu ponto de vista), mas a vida é assim né?! Vivendo e aprendendo xD O cap iria ficar realmente gigante, então dividi. Queria avisá-los que vou começar a atualizar a fic sempre aos domingos, pois com a volta das minhas aulas na universidade não terei como postar no meio da semana. Então essa semana o cap sai com menor intervalo de tempo. (uhuul! o/) :D Bom é isso... Boa leitura a todos! ^^

Ainda chovia, porém os relâmpagos estavam mais frequentes. Parecia que os relâmpagos estavam em sintonia com meu interior, pois quanto mais a porta se abria mais rápido meu coração batia e coincidentemente mais relampejava. Nessa hora nem a chuva me deixaria calma. Os segundos em que vi, atônita, ele abrir a porta parecia que tudo estava em câmera lenta, como se eu estivesse prestes a ir para uma câmara de abate. Os acontecimentos estavam ficando cada vez piores, mas por essa eu realmente não esperava. Ayato tinha me levado para o seu quarto.

A ideia de passar a noite no mesmo quarto que ele me conturbava. Meu coração batia descompassado, e eu estava levemente ofegante. Em meu corpo parecia correr eu misto de calafrios e choques, sensações extremamente desagradáveis, mas que eu não conseguia evitar devido a tensão da situação. Eu tinha que manter calma e pensar com cautela e exatidão, mas estava difícil.

Ayato terminou de abrir a porta, entrou em seu quarto e ascendeu as luzes, comigo ainda em seu ombro. Me apoiei nele para poder ver o quarto, pois isso poderia ser útil em algum momento.

Era um quarto bem amplo, e harmonioso. As paredes possuíam uma coloração gelo seco, e próximo ao teto haviam detalhes em marfim. De frente para a porta na qual entramos havia uma janela enorme, e nos lados da janela podia se ver cortinas de cor carmesim. No chão era possível ver um tapete que se localizava no centro do quarto, e o mesmo possuía detalhes persas.

Do meu lado esquerdo vi uma cama de madeira escura com lençóis na mesma tonalidade das cortinas, dos dois lado da cama haviam criados-mudos com abajures. Á minha direita, podia se ver duas poltronas que ficavam perto de uma lareira. Ainda no canto direito, havia também uma porta.

De repente, senti Ayato me pegar pela cintura, vi tudo girar, até que senti meu corpo se chocar contra algo macio e confortável, e rapidamente ele veio pra cima de mim. Meu coração novamente deu um salto, e eu comecei a sentir meu rosto corar.

Havia poucos centímetros entre o meu rosto e o dele, eu podia sentir sua respiração, que como a minha, estava um pouco acelerada. Sentir Ayato ofegante me causava sensações estranhas, não era uma sensação ruim, mas eu tinha medo do que tal sensação significava.

O blazer que eu trajava se encontrava aberto e nossos corpos estavam colados. Eu podia sentir o frio de sua pele em contato com a minha quente, pois entre nossos corpos havia somente uma fina camisa branca de algodão.

— E-espera...o-o que você está fazendo? – indaguei gaguejando.

Foi tudo muito rápido, não deu tempo de eu pensar em muita coisa. Aquela situação estava me deixando confusa, no fundo eu sabia o que poderia acontecer. Eu me sentia bem perto dele, mas não ao ponto dormirmos no mesmo quarto, se é que ele iria dormir.

— Ora... – fez uma pausa olhando em meus olhos. – eu lhe disse que tínhamos a noite toda pra aproveitar! – concluiu ele abrindo um sorriso malicioso.

Aquelas palavras me fizeram estremecer, eu não conseguia pensar em algo lógico.

Nos olhos de Ayato havia um misto de excitação e diversão. Ele realmente gostava de me ver em situações constrangedoras, e principalmente de me deixar corada ou com medo.

Então, senti ele acariciar a parte interna de minha coxa direita, Ayato aproximou seu rosto ainda mais perto do meu. Em uma tentativa de desviar virei meu rosto e fechei os olhos. Eu precisava sair dos braços dele. Tentei pensar rápido, então tornei a olhar para o quarto em busca de algo que pudesse me ajudar, até que vi a porta perto da lareira. Será que eu conseguiria correr até lá?!

Senti as carícias em minha coxa cessarem e de repente a mesma mão gélida agarrou meu maxilar e em um movimento um tanto brusco ele puxou meu rosto, de maneira que eu voltasse a encará-lo.

— Tsc... Não desvie o olhar assim! – disse em um tom de advertência.

Ele me encarava de uma maneira um tanto séria, o que me deixou preocupada, pois agora é que eu não conseguiria sair dali.

Uma ideia mirabolante, e um tanto louca, começou a brotar em minha mente. E se eu fingisse tomar a iniciativa, e na melhor oportunidade corresse para a porta?

Até que não ela uma ideia ruim, mas acho que eu não ia conseguir encenar direito. Não custava tentar né?! Mentira custava sim, podia dar algo errado. Mesmo com o risco de dar errado e estando um pouco envergonhada, resolvi colocar meu plano em prática, até por que eu não iria conseguir superar a força dele, então nada melhor do que aparentar entrar no seu joguinho. Então façam suas apostas, pensei comigo.

— A-ayato... – murmurei acariciando lhe o rosto.

Ele arregalou levemente os olhos, parecendo estar surpreso com minha atitude. Fazer isso requeria um certo esforço de minha parte, nunca fui boa em agir assim, então tentei agir tal qual os filmes que vi.

No fundo estava torcendo para que aquilo desse certo, tinha que dar certo!

Em um movimento gradual deslizei minha mão até seu queixo, elevando-o um pouco, de maneira que seu pescoço ficasse levemente a mostra. Então acariciei seu pescoço exposto e fui aproximando vagarosamente meu rosto, até que meus lábios tocaram sua pele fria. Eu não conseguia evitar o aumento da minha frequência cardíaca e respiratória, aquela situação mexia comigo. Suavemente deslizei meus lábios em seu pescoço e após isso o beijei.

Pude notar que a frequência respiratória dele também aumentara, Ayato parecia estar no meu jogo, ou eu no dele, dependendo do ponto de vista. Voltei a encará-lo para poder analisar suas expressões. Ele parecia ainda estar surpreso com tudo o que eu tinha feito, mas sua expressão foi sendo substituída aos poucos por prazer. Ele parecia ter gostado daquilo, e isso agregava mais pontos para meu plano.

Agora era a hora da cartada final e mais arriscada.

Ele me fitava à espera do meu próximo passo, inspirei tomando um pouco de coragem e segui com o plano.

Ayato começou a abrir a boca para falar algo, mas o interceptei colocando meu dedo indicador sobre seus lábios. Novamente ele ficou um pouco surpreso, mas logo em seguida sua expressão retornou para a de sempre. Passei lenta e suavemente meu dedo sobre os lábios dele e ele sorriu levemente. Com os caninos agora expostos, perfurei propositalmente meu dedo. Senti uma pontada de dor, e logo o líquido escarlate começou a brotar da ferida. Eles amavam aquele líquido, então nada melhor do que usá-lo a meu favor. Assim, passei meu sangue no lábio inferior de Ayato, que lambeu rapidamente, e antes que ele fizesse algo tomei a iniciativa. Pousei minha mão em sua nuca e o puxei em minha direção, o beijando em seguida.

Nossos lábios se encontraram, aqueles lábios embora gélidos, eram macios e isso me fez estremecer. Uma emoção ainda mais estranha me invadia, um misto que calor e calafrios. Eu realmente estava gostando daquilo?

Ele parecia estar envolvido, e enquanto nos beijávamos ele começou a acariciar o contorno do meu corpo, aumentando ainda mais as emoções que eu sentia. Sua mão parou na lateral da minha calcinha, e lentamente ele começou a deslizá-la para baixo. Eu estremeci, e meu corpo ficou completamente paralisado a mercê das atitudes de Ayato.

Eram muitos estímulos, o beijo, o toque, o contato entre nossos corpos. Eu precisava resistir, e em uma tentativa de me focar fechei os olhos e mais alguns flashes de filmes, que eu havia visto naquele lugar, me vieram a cabeça. Neles algumas mulheres usavam seu charme para sair de determinadas situações, eu estava tentando fazer isso, mas Ayato era realmente sexy e tinha mais experiência nisso do que eu.

Eu não iria perder! Mesmo não sendo mestre nessa arte, eu iria tentar.

De repente ele parou de me beijar e começou a abaixar a alça direita do meu sutiã branco. Ele fitava meu colo, eu sabia muito bem qual seria o próximo passo dele, Ayato me morderia. A lembrança da dor que aquela mordida me traria, fez eu sair do êxtase que aquelas sensações causavam.

Ayato estava com a guarda baixa, e essa era a hora certa! Rapidamente, pousei minhas mãos sobre o peito dele, e o virei na cama, de forma que eu ficasse por cima.

Diferente de antes ele cerrou seus olhos, e sorriu. Aproveitei que ele ainda estava à espera de minhas investidas e agi o mais rápido que pude, saí de cima dele e corri na direção da porta.

Enquanto corria, pude ouvir algumas risadas dele.

— Interessante... – disse ele.

Não consegui decifrar direito as emoções de tal fala, mas parecia haver certa excitação nelas.

Abri a porta rapidamente e antes de entrar me virei pra ele e dei um riso de deboche.

— Essa eu ganhei! – disse ainda com o sorriso em meus lábios e piscando o olho direito.

Meu interior era só festa. Eu consegui resistir a ele e ainda enganá-lo, ou não... No fundo estava bem difícil de resistir a ele, Ayato era realmente bom nisso, era sua arma mais letal.

— Veremos então... – concluiu ele sorrindo também.

Aquele sorriso não sinalizava algo bom. E seu olhar era de um predador que havia sido atiçado, havia excitação, desejo e diversão por trás daquele olhar.

Mesmo contra minha vontade, aquele sorriso e olhar me fizeram estremecer. Então antes que eu paralisasse dei um jeito entrar no comodo e de fechar a porta.

Notas finais
Bem... é isso! Lembrando que nesse domingo posto o cap 15. E para auxiliar na imaginação deixarei um links com o que citei na fic, assim pra quem não conhece um tapete com detalhes persas: http://www.decorandoimoveis.com/wp-content/gallery/tapetes-persas/tapetes-persas-10.jpg Enfim, Espero que tenham gostado, e novamente por favor, peço a todos que leram que comentem *--* Até a próxima! :*