A Culpa é dos Pornôs gay
1 Prólogo.
Notas iniciais
Akane abriu os olhos e se encontrou nu numa floresta, mas por que ele estaria nu em uma floresta? Essa era a grande questão. Seu membro estava encolhido, pobre, estava com frio e acanhado.
O jovem de altura mediana olhou para ambos os lados e tampou seu instrumento com a mão, seu cabelo castanho claro estava levemente bagunçado e seus olhos incrivelmente normais e castanhos estavam um tanto roxos, aquele tipo de roxo de “ou eu tomei um soco”, ou “fiquei vendo só mais um episódio durante a noite toda".
O céu estava levemente nublado e o frio percorria o corpo nu e um tanto magro do rapaz, um passo na frente de outro o levava a algum lugar desconhecido, mas qual a importância disso? Afinal, ele já estava em um local incógnito.
Parando por um momento, ouviu barulhos que não vinham de muito longe. Arqueou uma sobrancelha e olhou para os lados, com medo de encontrar um lobo, um urso, ou até mesmo algum tipo de extraterrestre – por mais incrível que pareça, o moreno acreditava que um dia os Et’s dominariam o mundo e que uma alimentação saudável era constituída apenas de miojo -, abaixou-se atrás de um arbusto e ficou em silêncio.
Logo pode sentir um “vento” um tanto quente em seu ombro, seu coração parou e ele sentiu um arrepio na espinha, o Junior no meio de suas pernas quis fugir naquele momento. Reunindo o resto da força que restava em seu ser e pronto para implorar por forças sobrenaturais para que o ajudassem, o moreno virou lentamente o rosto.
— Estou pronto para relaxar. – Disse o enorme homem peludo, com uma pele de lobo nas costas e desprovido de roupas.
Akane abriu os olhos, suava frio, olhou desesperadamente para os lados e viu que estava babando no notebook ainda aberto, havia dormido sentado em sua escrivaninha, enquanto procurava o termo “yaoi” no Poople.
Certo, procurar aquilo foi um grande erro, mas como dizem por aí, a curiosidade matou o gato, mas não era bem o gato que estava morto no momento. O rapaz olhou para o meio das pernas já imaginando um funeral digno.
Um longo suspiro foi tudo o que saiu naquele momento e que suspiro, estava prestes a agradecer para as forças sobrenaturais por o acordarem naquele momento. O copo de cup noodles quase totalmente vazio estava próximo, ainda era possível sentir o cheiro de frango, o que fez seu estômago embrulhar.
O rapaz se levantou e dirigiu-se ao banheiro, alguém naquela casa – onde vivia apenas uma pessoa – tinha de trabalhar e se preparar para a faculdade que estava por vir, ou quase. Talvez tomasse algo pra dor de cabeça, um café quente e algo que apagasse a memória, apenas das últimas horas seria o suficiente.
E com toda a certeza, um lobo peludo NÃO o comeria, até porque a vida do rapaz nunca daria marcha ré, muito menos seu traseiro, ou talvez, quem sabe.
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