\"\"



P.O.V Draco Malfoy



dia seguinte

Acordei totalmente sonolento. Minha cabeça latejava e meu corpo dóia muito. Parecia que pequenos movimentos que faziam minha camisa roçar em minha pele já faziam eu sentir uma leve dorzinha no local. Levei a mão até a testa e senti que ela fumegava de tão quente e preocupado decidi levantar-me e buscar a ajuda da Sabe-tudo sangue-ruim. Era humilhante, mas ela lia livros mais do que qualquer um que eu conhecia, talvez ela soubesse uma solução para todos aqueles sintomas que eu sentia.

Fui até o quarto da Granger e entrei em seu quarto sem bater e eu a vi na cama com o cobertor cobrindo apenas uma parte de seu corpo e infelizmente a Granger não trajava nada por baixo, mostrando apenas sua peça íntima, uma calcinha fio-dental. Minha cabeça começou a doer, uma dor estranha como se eu já tivesse visto uma cena daquelas, uma espécie de dejavu. Balancei a cabeça mas de nada resolveu, parecia que minha cabeça estava prestes a explodir. E essa dor não tinha nada a ver com a dor de cabeça que eu tive logo ao acordar.

_Pois não? — disse a Granger que do nada estava em pé na minha frente.

_Granger! — exclamei. — Vista-se.

_Ah, sim . Desculpe-me. Força do hábito. — murmurou a garota pegando rapidamente uma calça como se o que ela acabara de dizer fizesse todo o sentido. -O que faz aqui? — perguntou em seguida ,já vestida, com uma voz estranhamente triste e monotóna ao mesmo tempo.

_Eu estou passando mal. — relatei. — Estou com febre , dor no corpo, minha cabeça está latejando...

_Será que posso pôr a mão em sua testa ou será que estarei sujando você com minhas mãos de sangue-ruim? — disse a Granger com uma expressão totalmente indecifrável. A garota parecia que estava em uma espécie de transe , pois, pareciam que emoções eram coisas que não existiam mais para ela.

_Hora essa Granger. — falei totalmente impaciente. — Se estou pedindo sua ajuda para resolver o caso é lógico que eu deixo você por a mão em minha testa.

E assim a garota o fez , em seguida a mesma ergueu uma sombrancelha e disse-me:

_Você está gripado.

_Não posso estar gripado ! — exclamei. — Isso é doença de sangues-ruins.

_Bom, pena para você . Mas você está gripado e não há nada que eu possa fazer. — disse a garota. — Apenas recomendar bastante repouso. Pena que no mundo bruxo não tem anti-térmico.

_Entendi. — falei indo em direção a porta do quarto. — Obrigado , Granger. — agradeci meio que a contra-gosto.

_Disponha. — respondeu a garota sentando-se na cama parecendo muito abalada. Eu não sabia o que dizer. Na verdade eu não precisava saber dos problemas de uma sangue-ruim, mas estranhamente algo dentro de mim implorava para saber o que se passava. Parecia que haviam dois Dracos e um deles eu ainda não conseguia saber o que pretendia fazer e o que queria.

Voltei para meu quarto e deitei-me na cama pronto para dormir e seguir as intruções que havia recebido.

* * *

_Toma. — disse a voz alta da Granger me acordando.

_Granger! — exclamei sentando-me na cama com meu rosto ficando totalmente vermelho. — Denovo entrando no meu quarto sem permissão?

Minha cabeça voltou a latejar. Uma sombra surgiu na minha mente, um vulto e diversas imagens diferentes no qual o mesmo vulto aparecia só que se movimentando de formas diferentes. Quem era? Quem é você?

P.O.V Hermione Granger

O Draco segurava firmemente a cabeça com as duas mãos e começava a gritar de dor. Não sei se ele percebia o que estava fazendo mas eu estava ficando preocupada. Sacudi-lhe o ombro e desesperada tentava fazer de tudo para ele parar de gritar do jeito que estava gritando, totalmente descontrolado.

_HERMIONE. — gritava ele fazendo eu dar um pulo de quase um palmo para trás. -HERMIONE...

_DRACO? — gritei de volta dando-lhe um abraço enquanto o rapaz ainda berrava meu nome descontradamente.

O rapaz movia o corpo como se tivesse pequenas convulsões, seus olhos estavam totalmente fechados e suas mãos vermelhas de tanta força que o rapaz usava para segurar a cabeça que ainda dóia. De sua testa já escorria um filete de sangue, mostrando que, as unhas do rapaz provavelmente machucavam-lhe o local onde estão pressionadas.

Quando Draco parou de gritar. O mesmo sentou-se na cama e arfava como se tivesse corrido em uma maratona. Seu peito movia-se conforme sua respiração e o filete de sangue que antes estava na sua testa já caminhava em direção a lateral do nariz do garoto.

_Draco...está tudo bem? — perguntei pondo a minha mão em seu ombro.

_Estou, Granger. — disse ele tirando minha mão de seu ombro bruscamente. — Já perguntei antes... desde de quando dei-lhe essa intimidade? Ponha-te daqui para fora. — ordenou o loiro em seguida apontando para a porta.

_Eu vim aqui justamente porque eu queria te trazer waffles. — disse-lhe estendendo o prato que eu havia apoiado no criado-mudo. — Imagino que esteja com fome.

O rapaz olhou para o prato e fez uma careta de dor e levou umas das mãos até a cabeça fazendo eu compreender imediatamente. Parecia que haviam momentos que fazem parte da memória perdida de Draco que faziam a mente dele querer lembrar, mas já que não é capaz, sua cabeça começa a latejar forçando as lembranças aos poucos.

Sorri, totalmente feliz por eu ter percebido o que se passava. Sem pestanejar, larguei o prato em cima do colo de Draco e dei-lhe um beijo ágil. Um beijo que fez o garoto se afastar repentinamente de mim para voltar a segurar a cabeça de tanta dor que parecia sentir. De seus olhos saiam lágrimas e o rapaz voltara a arfar. Por um breve momento, o loiro apenas me olhou com um olhar de quem quer respostas e para minha surpresa o rapaz me beijou. Retribui-lhe o beijo e aguardei para ver o que iria acontecer. Arrisquei abrir meus olhos durante o beijo e vi que mesmo me beijando o garoto tinha uma expressão de quem sentia dor. Afastei-me do rapaz e em seguida olhei para seu braço onde eu havia antes mudado a sua marca negra.

_Diga-me Draco... — sussurrei-lhe. — O que aconteceu com sua Marca Negra?

O loiro olhou para o braço e franziu violentamente a testa. Em seguida, o rapaz olhou para mim com um olhar indagador e perigoso ao mesmo tempo.

_Granger... o que foi que...

Saquei minha varinha e encostei-a na Marca Negra. Os pêlos do braço do rapaz se eriçaram e este pareceu fazer novamente a expressão de dor que eu sempre esperava ver quando eu tentava trazer suas lembranças de volta a tona.

_Como pôde esquecer de nossos momentos juntos?

_Do que você está falan...

_Você sabe muito bem.

_Não sei do que você está falando.

_Você que não quer lembrar.

_Lembrar do que Granger?

_Por acaso não foram momentos tão especiais assim?

_Como ...

_Diga-me.

_Como vou te responder isso se eu não sei que são esses montes de disparates que você insiste em dizer , Granger. — respondeu o loiro.

_Eu vou fazer você se lembrar. — prometi indo em direção a porta. — Me aguarde.

Sai daquele quarto. E de uma coisa eu tinha certeza. De que o plano de trazer as lembranças de Draco de volta a tona estava em ação.

Elizabeth. Posso ter desistido dele por um momento. Me culpo por não tê-lo ajudado antes e nem tê-lo ajudado agora. Minha culpa nunca morreu.

Mas está na hora de concertar tudo. E quem vai cair, com certeza será você.

Notas finais
Olá amores, estou com alguns assunto um pouco atribulados UEHEUEHEU. Escola, provas, trabalhos, estou um pouco meio sem tempo. Mas prometo responder aos comentários assim que possível *-*. E as MPS, ( Mensagens Privadas.) ! Desculpem-me a falta de tempo. E a autora está com um love story, está vivendo a vida aos amores ! X3 ' . Estou com uns "compromissos" a mais. (OLHA SO COMO SOU CARA DE PAU U_U. ) Mas, tá prometido agora tenque cumprir, né? UEHEUEHEUE. *le dedo mindinho.
Bom, beijos sabor Draco Malfoy para as meninas. Se tiver meninos beijos sabor Hermione Granger. ♥