A Culpa Nunca Morre - Dramione
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Enjoy it *-*
P.O.V Hermione Granger
Hoje o dia foi bastante produtivo. A professora Mcgonagall depois de tantas vezes fazendo eu e todos os meus colegas encenarem um tribunal e sempre da mesma forma, ela decidiu fazer algo bem mais complexo, agora eu era a juíza e eu tinha de decidir se a o réu deveria ir ou não para Azkaban. Na verdade , eu não pretendia ser juíza futuramente, mas era uma forma de ampliar os horizontes com relação a carreira que eu iria seguir futuramente. E para aumentar a tensão da situação, hoje a atividade foi realizada sob o olhar de um olheiro do Ministério que fora convidado até o acampamento, em busca, de um aluno que tenha talento e condições para seguir com essa carreira futuramente após o término do acampamento.
Meu sangue parecia que ia congelar, igual ao meu corpo que parecia incapaz de se mover na hora em que eu teria de determinar a sentença. Mas, juntei toda a coragem que eu consegui obter na hora e disse:
_Você será levado a prisão de Azkaban. Dependendo seu comportamento , você não será submetido ao beijo de um dementador. Essa é minha decisão final.
Recebi uma série de palmas, satisfeita e contente fui até a professora Mcgonagall e murmurei-lhe.
_Professora. Meu companheiro, o Draco Malfoy está bastante doente acho melhor eu voltar para minha barraca. Estou dispensada?
_Ah, sim. Tudo bem senhorita, Granger. Você terminou sua atividade de hoje, então não há problema algum. — disse Mcgonagall com um doce sorriso. Era muito estranho quando ela não tinha uma expressão de severidade como de costume.
_Obrigado. — agradeci saindo da área de atividades e correndo até minha barraca.
Ao adentrá-la me deparei com o Draco deitado no sofá. Seus olhos estavam fechados, em sua mão havia uma xícara de café inclinada com seu conteúdo prestes a cair no piso. Uma de suas pernas estava fora do sofá enquanto a outra mantinha-se esticada em cima do sofá. Ele estava sem camisa e usava uma calça jeans que estava totalmente amarrotada.
Não consegui deixar de rir. Era muito engraçado o fato de ele ter saído da cama e ter feito um café para ele, mesmo que eu tenha dito que ele deveria ter ficado na cama em repouso. Teimoso como sempre.
Tirei-lhe a xícara de café de sua mão delicadamente e pousei-a na mesa que havia próxima ao sofá. Em seguida, sentei na borda da mobília e fiquei ali contemplando o rosto de Draco que tanto me atraía.
"O que vou fazer com você?" -perguntei-me mentalmente.
Comecei a me lembrar da primeira vez em que Draco dissera que me amava. Fora um momento tão especial para mim... chegava a pesar em meu coração ter de contemplar o garoto que eu tanto amava sem sequer poder fazer algo a respeito. Draco Black Malfoy, um garoto arrogante , pomposo e muito teimoso que vivia me chamando de sangue-ruim e usava todos os meios para me magoar e me ofender. E foi só ficarmos juntos, que ele acabou por mudar. Tornou-se outra pessoa, comparando com o que ele era antes...
"_Eu não te odeio... e isso é uma grande verdade, Hermione.Eu te amo. Te amo demais Hermione Granger." — ecoava sua voz em minha mente.
Aproximei-me do rosto do rapaz e dei-lhe um beijo. E para minha surpresa o rapaz havia retribuido o beijo que recebera. Espera, eu já havia passado por este episódio. Lembro-me do dia em que ele estava gravemente ferido e eu lhe dera um beijo , no qual para minha surpresa, o mesmo retribuira.
Rapidamente o loiro abriu os olhos e sentou-se com a mão indo diretamente para a cabeça. Sua expressão de dor era visível e o rapaz agora olhava-me com um quê de raiva mas ao mesmo tempo com um olhar de quem buscava por respostas.
_Granger... como...
_Isso é culpa sua. — murmurei olhando fixamente nos seus olhos. — Culpa sua por se esquecer de mim.
_Como se atreve...
_Lembra-se de quando eu chorei? E você capturou minha lágrimas com a ponta de sua língua? Normalmente você sentiria nojo de minha lágrimas que haviam saído dos olhos de uma sangue-ruim , mas naquele momento você me via como gente, como uma pessoa igual a você, uma pessoa no qual você amava e parecia que todos meus defeitos e origens não importassem para você, já que, nosso amor era o que mais importava no momento. Lembro-me de você me abraçando e dizendo que me amava... foi o momento mais feliz de minha vida...
_Granger... — disse Draco com sua raiva desaparecendo aos poucos, sua expressão era dor mais ao mesmo tempo de reflexão, como se a mente dele se esforçasse para se lembrar de tudo aquilo que estava sendo dito a ele.
_Eu confesso que fiquei com muito medo quando achei que eu iria te perder para sempre. Confesso que achei que eu não iria conseguir superar isso... achei que nunca mais ia ouvir sua voz calma e aconchegante dirigindo-se a mim carinhosamente. Achei que nunca mais você iria ficar ao meu lado. Pode me odiar, pode me maltratar , pode me julgar de todas as maneiras que quiser. Mas por favor, não precisa nem olhar para mim, não precisa nem me dirigir a palavra, mas por favor, fique ao meu lado.
_Granger... — disse Draco novamente aproximando-se de mim.
_Por favor só fique ao meu lado.
_Granger, calada. — ordenou o loiro roubando-me um beijo.
Permanecemos um tempo assim. Lágrimas rolaram de minha face, meu coração estava apertado mas a felicidade me consumia ao mesmo tempo , o fato do rapaz me beijar era sinal de que um progresso estava acontecendo. O fato de ele não agir de forma mais violenta como ele agia de costume já era um grande passo. Ao cessar-mos o beijo por falta de ar, o rapaz me encarou nos olhos e em seguida contemplou as lágrimas que estavam por baixo de meus olhos. Mesmo tendo ficado um tanto hesitante, o Draco aproximou seus lábios em direção ao local onde estavam minhas lágrimas e fisgou uma delas com a ponta da língua.
Foi um momento muito rápido, mas a cabeça do rapaz brilhou e a expressão de dor dele tornou-se intensa como eu jamais vi antes. Tentei me aproximar , mas o brilho era intenso demais impedindo minha aproximação já que o excesso de luz parecia que estava prestes a me cegar. Quando a luz diminuiu vi que o Draco estava agachado no chão com as duas mãos pousadas no chão , provavelmente com o intuito de se equilibrar já que seu estado era de quem estava quase desmaiando.
Aproximei-me dele cautelosamente e ergui carinhosamente sua cabeça com meus dedos em seu queixo. Encontrei seus olhos cinzas um tanto azulados que normalmente viviam escondidos por baixo da cortina de cabelos loiro platinado.
_Hermione. — murmurou ele abraçando-me. — Como pude esquece-la?
Não retribui o abraço , fiquei atônita demais para mover um músculo que fosse... mais lágrimas cairam de meu rosto e eu estava prestes a cair no choro que nem uma criança.
_Me perdoa? Desculpe-me Hermione. — implorou o rapaz não largando-me.
_Você se lembrou... é o que importa. — respondi finalmente retribuindo-lhe o abraço. Ficamos assim por um bom tempo quando finalmente o Draco me largou e murmurou:
_Tenho que ter uma conversinha com um certa pessoa.
* * *
P.O.V Draco Malfoy
Cheguei em casa após mandar uma carta para Elizabeth pedindo para conversar com ela. O pretexto foi " Que eu pensei sobre o casamento." mas não antes de convencer a Mcgonagall de sair do acampamento.
_Quando ela chegar. Peça para ela ir ao meu quarto. — pedi a minha mãe enquanto eu subia as escadas.
_Não sei o que você pretende fazer. — murmurou ela balançando negativamente a cabeça. — Mas faça o que você achar melhor.
Fui até meu quarto e troquei de roupa. Coloquei uma calça jeans masculina lacoste e uma camiseta branca. Estava prestes a colocar minha gravata mas a porta de meu quarto se abriu, revelando Elizabeth que entrara sorridente no quarto.
_Não teria sido mais conveniente bater na porta? — perguntei deixando a gravata presa ao mesmo pescoço levemente frouxa.
_Acho que não é necessário . — disse ela arreganhando um sorriso no qual fez meu ódio aflorar na hora em que vi. — Já que pelo jeito , você tomou uma decisão.
_Sim, tomei. — falei encarando-a.
_E qual foi? — perguntou ela aproximando-se de mim.
A garota encostou seu corpo contra o meu sensualmente. Seus lábios caminharam em direção aos meus. Deixei-a prosseguir com que estava fazendo, mas na hora em que nossos lábios estavam a menos de um dedo mindinho perto um do outro pronunciei:
_Minha decisão foi de me casar.
_Ah, isso é ótimo. — disse a garota rindo.
_Mas não com você. — falei afastando-me de Elizabeth rapidamente, deixando-a com uma expressão atônita.
_Como é que é? — perguntou a garota rispidamente.
_Isso mesmo. A Hermione me contou que você lançou um obliviate em mim. Mas que covardia, hein senhorita Elizabeth? Lançar um feitiço enquanto eu não estava atento.
_Mas como, como ... como você se lembrou?
_Quer saber de uma coisa interessante? — disse-lhe enclinando-me sobre Elizabeth e ficando cara-a-cara com ela. — Que eu saiba, controlar o coração de alguém usando magia... é perda de tempo. Acho que é o mesmo que tentar ressucitar alguém com um feitiço.
Fiquei satisfeito ao ver a expressão incrédula de Elizabeth. A garota bateu o pé como uma criança mimada e olhou-me furiosamente.
_Agora que está tudo claro. — disse-lhe com um sorriso divertido estampado na cara. — Pode sair de minha casa.
A garota não aguentando a raiva e humilhação deu-me um valente tapa na cara no qual eu não reagi ao recêbe-lo. Em seguida, a garota gritou o nome de minha mãe que ao entrar no quarto teve de ouvir:
_Sabe que seu filho está dizendo a mim? Que não quer que o casamento se realize. E em seguida deu-me um tapa na cara, senhorita Narcisa. — mentiu a tirana.
Minha mãe encarou-me no qual eu deixei minha expressão impassível. Permaneci ali em pé e parado apenas aguardando o "veredicto" de minha mãe.
_Melhor você sair daqui , mocinha. — disse ela após um longo silêncio. — E não torne mais a pôr os seus pés nessa casa.
_mas... — começou Elizabeth mas minha mãe a interrompeu.
_Sei que meu filho nunca agiria dessa maneira. E veja só, o rosto dele que está vermelho. Presumo que quem deu um tapa em alguém aqui , foi você em meu filho. Saia daqui e que eu não torne a ver essa sua cara de diaba. Não vem mostrar essa sua expressão perigosa para mim. Saia daqui imediatamente antes que eu tome uma atitude que tire totalmente minha razão.
Elizabeth saiu do quarto e ouvi um bater de porta no andar de baixo bastante violento.
_Obrigado, mamãe. — agradeci dando-lhe um sorriso.
_Vem cá , meu filho. — disse ela estendendo os braços para me abraçar. No qual eu rapidamente obedeci , não apenas recebendo o abraço mas retribuindo-o também.
Fazia tempo que não sentiamos aquele calor, de mãe e filho.
* * *
P.O.V Hermione Granger
No meio da noite após uma longa viagem e coberta pela capa de invisibilidade de Harry, aterrisei com a minha vassoura no jardim da casa de meus pais. Ainda coberta com a capa de invisibilidade, apoiei minha vassoura na parede perto da porta de entrada. Era um momento bastante tenso, minha respiração estava ofegante, minhas mãos tremiam e meus olhos estavam marejados pelas lágrimas. Tomando coragem atirei minha capa de invisibilidade no chão perto a vassoura e toquei a campainha e aguardei que alguém me atendesse. Depois de um prolongado silêncio e sem obter resposta, finalmente alguém olhou pelo olho mágico da porta e em seguida a abriu. Era meu pai, que eu não via a tanto tempo...
_Pois não? — perguntou o meu pai um tanto sonolento.
Ao vê-lo minhas lágrimas rolaram de minha face sem sequer uma pausa. Fazia tempo que não via aquele rosto. Fazia tempo que não ficava cara-a-cara com ele. Com o próposito de não trazer preocupações aos meus pais devido o tempo que eu permaneceria fora de casa devido a busca das Horcruxes para eliminar Voldemort, apaguei a memória de minha mãe e meu pai com o feitiço Obliviate. Eu achava que era um feitiço perpétuo, mas se o amor não pode ser controlado com magia... então, um amor familiar poderia ser trazido de volta não é? Na verdade, este tipo de amor estava sempre de nós só que totalmente oculto pela magia. Uma magia muito cruel.
_mas o que... — disse ele levando a mão até a cabeça e fazendo uma leve expressão de dor.
_Olá, papai. — cumprimentei-o com mais lágrimas caindo de minha face.
* * *
no dia seguinte...
Acordei com uma mão sacudindo-me violentamente, ao ver o dono daquela mão "nervosa" falei :
_Por onde você andou Draco?
_Eu estava resolvendo uns probleminhas. — respondeu ele. — Isso não importa agora. Veja essa carta, a professora Mcgonagall disse-me do que se trata mas pediu para eu guardar segredo.
_Guardar segredo do que?
_Se eu contar não é mais segredo, dã. — disse o garoto. — Mas aposto que você não vai se arrepender.
Mesmo intrigada apanhei a carta da mão do rapaz e a abri, em seguida comecei a ler o que estava escrito nela:
"Parabéns Hermione Jean Granger pela ótima demonstração na atividade dessa tarde. Eu, Greg Smith assistente do Ministro da Magia , informo que você tem uma vaga para futuramente trabalhar no Departamento de Execução de Leis da Magia. Após passar por um treinamento extensivo você já poderá viver sua vida com uma carreira fixa.
Assinado: Greg Smith."
_Não acredito ! — exclamei levantando-me da cama rapidamente.
_Parabéns, Granger ! — disse Draco dando-me um abraço apertado no qual eu retribui totalmente emocionada.
_Ah, meu deus. Quando eu acho que as coisas não podem melhorar...
_Como assim? O que houve? — perguntou Draco curioso.
_Hora essa, mas que pergunta. Está a brincar comigo, né? — repliquei. — Não tenho motivos para estar enfadada. Recuperei sua memória, já vou ter um emprego quando eu sair desse acampamento e meus pais convidaram-me a retornar para casa.
_Como assim? Retornar para casa?
Contei-lhe a história sobre eu ter apagado a memória de meus pais.
_Quer dizer que ... você conseguiu? Eles se lembram novamente que tem uma filha?
_Isso mesmo! — exclamei contente.
O rapaz sorriu radiante para mim. Partilhavámos de felicidades boas e eu queria que aquele momento nunca terminasse.
_Por falar nisso. — disse-lhe parando com minha comemoração. — Agora só falta você...
_Hm?
_Faltam poucos dias para seu jogo... lembra? Olheiros... decisão para o futuro.
_Ah, é. — disse Draco desanimado. — Mas eu não tenho treinado e nem sei se tenho capacidade para ser um jogador profissional.
_Você tem capacidade sim! — disse-lhe determinada. — E não se preocupe. Vou fazer você treinar dia e noite! E vou estar do seu lado para te apoiar!
_Jura, Granger?
_Mas é claro!
_Obrigado.
_Estamos juntos nessa , não estamos?
Sim estávamos juntos. E eu pretendia estar junto dele para sempre.
Notas finais
Meu deus, Draco treine bastante agora ! TREINE UEHEUEHEU.' *o*
Ah, vou tentar responder aos comentários hoje. Se não for possível respondo quando eu puder meus amores :3. Desculpem-me a minha falta de tempo!
Beijos doces *-*
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