Notas iniciais
CHEGAY! ESTOU DE FÉRIAS PASSEI EM QUIMICA PASSEI COM B OH MY GOD EU FECHEI COM B VAMOS GLORIFICAR EM PÉ IRMÃOS! Ai está o capitulo meus podins! Ps: Senti muita saudade de vocês ❤ Ps²: A capitulo "Avisinho da depressão" foi apagado, assim os comentários foram junto, ou talvez não, não sei, porque sumiu aqui ;-; mas eu li todos pela minha net super ruim ~celular~, foi tipo um por dia, quando dava, porque o negócio tava muito difícil. Ps³: CHOREM, CHOREM BASTANTE NESSA CAPITULO. BOA LEITURA, TIA YU AMA VOCÊS ❤

Toshi segurou com firmeza o objeto cilíndrico e grosso em sua mão, caminhou até o quarto e olhou para o computador, respirou fundo e se sentou na cadeira giratória. Abriu o Media player e colocou uma lista de músicas para tocar, levantou-se e ligou o aspirador de pó.

Passava o objeto no tapete enquanto tentava interpretar a cantora. Jogou-se na cama, movimentando os lábios. Até que decidiu dar uma chance a sua linda voz.

– Ai! Gona suim from de chandelir! – Acidentalmente levou o tubo do aspirador de pó próximo ao rosto para fazer de microfone, consequentemente sua boca foi sugada, no que resultou de um loiro correndo loucamente com o pequeno aparelho grudado.

Parou em frente ao banheiro após conseguir retirar o objeto de sua boca, olhou-se no espelho e viu que a maior parte onde o aparelho havia grudado se encontrava vermelho. Sorriu maliciosamente e riu de um modo diabólico, pulou na cama e pegou o celular disposto a mandar uma foto para Kuro. Colocou na câmera, posicionou-se de uma maneira sensual, mordiscou o lábio inferior e sentiu o flash cega-lo por um curto período de tempo.

Foi até a caixa de mensagens e enviou ao amigo, com uma pequena “descrição” abaixo. “Kuro-kun, estou sendo abusado, venha me salvar!”, sentou-se novamente na cadeira giratória e aguardou longos minutos. Reformulou sua lista no media player, escreveu um lindo poema sobre como batata é bom e que feijão não combina com pepino.

Seu celular vibrou e o loiro abriu o aparelho desesperadamente, mas era apenas um aviso da vivo dizendo que seu saldo estava abaixo de 2 reais e que com uma recarga de 25 reais ele concorreria a um caso, uma casa e um senpai.

Choramingou e abraçou o ursinho de pelúcia, que antes vazia jogado sob a escrivaninha velha. Revoltou-se e voltou a pegar o celular, mandou mais duas mensagens ao moreno e foi assim que seus creditos chegaram ao fim. A um fim trágico e sem resposta.

Não conseguia entender – e não aceitava – tal demora, sábado de manhã, não conseguia imaginar o porquê dessa demora, afinal Kuro sempre acordou cedo, desde mais novo. Suspirou e foi para a cozinha, caçou algo em sua geladeira, mas nada no momento parecia apetitoso.

O celular em sua mão vibrou e o todo animado o jovem abriu-o, viu uma mensagem de seu chefe e a outra de Kuro, olhou para ambos os nomes e decidiu abri-las em ordem de chegada. Senhor Nakano pedia que comparecesse urgentemente na editora, para uma rápida reunião de trabalho.

O loiro de certa forma se espantou, não que fosse algo diferente, mas o chefe nunca pedia algo tão em cima da hora – ou talvez sim. Correu e rapidamente se arrumou, por certo tempo esquecendo-se de ver a mensagem de Kuro. Jogou seu cachecol de qualquer maneira sobre o pescoço e começou a correr em direção à rua onde esperaria um taxi.

Enfiou as mãos no bolso do casaco e segurou o celular, o primeiro taxi não demorou a passar, porem já estava com um passageiro, o pequeno conseguiu transporte após cerca de 20 minutos, sentou-se no banco traseiro e passou ao senhor de boina o endereço. Nesse momento tirou o celular do bolso e conseguiu visualizar a mensagem do amigo. No final, o maior não poderia vir salvá-lo, ninguém poderia.

* * *

Toshi tentou parecer bem ao encontrar Tatsuo e o chefe, sentou-se em uma das cadeiras em volta da larga mesa, torceu o nariz enquanto ouvia ambos conversar, o assunto não era nada extremamente novo e saído do forninho, alguns problemas no desenvolvimento da história, não era nada surpreendente visto o tema pouco “polemico”.

O loiro fingia ouvir e apenas balançava a cabeça quando chamado, queria muito entender o que estava acontecendo. Sentiu um frio na barriga e certa tristeza, taxou aquilo como fome, porque afinal ele sempre estava com fome ou próximo de estar, ou quase isso.

Cerca de uma hora mais tarde Akane entrou na sala e chamou Nakano para conversar, Toshi viu certo olhar de ciúmes vindo de Tatsuo e mordiscou novamente o lábio inferior, massageou a nuca e deu uma desculpa para sair pouco tempo depois.

Movimentou-se lentamente até o elevador quando ouviu a voz do amigo, Akane ofereceu-se para pagar o almoço, não faltava tanto para o meio dia e o pequeno lembrou-se de que não havia tomado café, então aceitou.

Andaram até um restaurante perto. Sentaram-se em uma mesa próxima a janela. Toshi queria apenas um chá gelado e o moreno foi forçado a escolher a comida pelos dois. O menor fitava a janela, como se seu corpo estivesse ali, mas sua mente em outro lugar.

– Toshi. – Chamou o maior.

– Sim? – Respondeu.

– Qual o problema?

Os olhos do loiro se encheram, como se aquela pergunta o tivesse machucado. Ele sorriu e passou a manga da blusa sobre as lagrimas que desciam. Não conseguia entender, não sabia como lidar com aquela “fome”, não sabia que passos dar e aquilo, aquilo era terrível.

– Desculpe. – Sussurrou e voltou a fitar a janela. – Eles vão se mudar.

– Quem?

– Kuro e a Angel.

– Angel... É aquela menina do shopping?

O loiro apenas movimentou a cabeça afirmativamente.

– Você não mostrou o vídeo a ele?

– Eu não pude. – O garçom colocou as bebidas na mesa e Toshi mexeu seu chá com o canudinho. – Ela chegou primeiro.

– E o que muda? Você tem provas!

– Mas ela tem o amor, o amor que eu nunca vou ter. – O menor olhou para os gelos no copo e as lágrimas voltaram a incomodá-lo novamente, mas ele riu. – Ele vai partir sem nem ao menos saber o quão eu o amo.

Akane abaixou a cabeça, aquilo não o assustou, apesar de não conseguir ver o amor acontecer entre dois homens, podia ver o quão aquilo machucava Toshi, ele não o julgaria por isso, porque gostar de um homem ou de uma mulher não mudaria o fato de que eles continuariam a ser amigos.

– Não pode deixá-lo ir. – O moreno olhou-o. – Quando eu era pequeno e estava lutando contra... Meus inimigos. Encontrei um gatinho e eu cuidei dele, dei comida e todo amor que eu tinha, mas ele não gostava de ficar em casa, então depois de pensar muito, eu o deixei sair. – Akane parou por um momento. – No dia seguinte, eu o encontrei morto no canto da rua, ele havia sido atropelado e eu fiquei pensando nisso por muito tempo, porque se eu não o tivesse deixado ir naquele dia, ele estaria ao meu lado. Algumas coisas não voltam, às vezes não podemos deixar ir... Esse arrependimento não vai passar e você vai viver com isso pra sempre. Talvez não seja a mesma coisa, mas você tem que tentar.

O loiro enxugou o resto das lágrimas e se levantou.

– Eu falo com o Senhor Nakano, ele vai entender. – Continuou.

Toshi sentiu seu peito apertar, mas forçou as pernas, forçou seu corpo a se mover, Akane estava certo, ele tinha que tentar, mesmo que o sentimento que carregava não fosse o suficiente, ele tinha que dizer.

Mordiscou pela terceira vez o lábio inferior, dessa vez machucando-o. Correu para fora do restaurante e quase foi atropelado ao atravessar a rua, parou por um momento em frente ao carro e gritou.

– Dirigi direito filho duma beterraba! – Bufou e voltou a correr.

Correu até que suas pernas não aguentassem, chegou até um ponto de taxi e praticamente jogou-se dentro do automóvel, tentou ligar para Kuro, mas infelizmente estava sem credito.

– Senhora?! – Ele chamou a mulher que dirigia.

– Sim? – Respondeu.

– Tem um celular que eu possa usar?! Por favor, é uma emergência! Eu pago pela chamada! Por favor!

– Olha...

Depois de insistir um pouco mais a moça cedeu, o loiro ligou para o amigo e rezou para que este atendesse. Não demorou a ouvir a voz do moreno.

– Alô?

– Kuro, sou eu Toshi!

– Trocou de numero de novo? – Riu o moreno.

– Onde você está? – Perguntou ignorando o rapaz.

– No aeroporto ué! – Falou. – Eu mandei a mensagem pra você dizendo pra onde ia, não?

– Por favor, espere.

* * *

Não demorou muito para que o rapaz chegasse ao aeroporto e este estava cheio, Toshi correu por todos os lados enquanto gritava o nome do amigo, por todos os cantos ele o procurou. Seus olhos chegaram a encher quando a ideia de que este já havia partido passou por sua cabeça, mas continuou gritando até que uma mão ergueu-se entre a multidão e acenou.

O loiro passou por todos até ver Kuro, este trajava a blusa azul bebe que havia ganhado de Toshi, o pequeno serrou os punhos e juntou todas suas forças para dizer o que precisava ser dito.

– Kuro...

– Toshi. – Ele riu e em seguida sorriu. – Não achei que viria e de qualquer modo... Acho meio depressivo essas despedidas e sei como você é um chorão nato, então... Achei melhor evitar.

– Você vai mesmo embora? – Ele o fitou.

– Está tudo pronto, vamos partir em 10 minutos.

– Por quê?

– A Angel quer morar perto dos pais. – O maior massageou a nuca. – E é difícil ficar longe das pessoas que amamos.

Os olhos do loiro se encheram e transbordaram, o coração apertou e ele sentiu seu chão se desfazer em pedaços, não havia mais nada.

– Toshi? – O moreno se aproximou ao vê-lo chorar.

– Eu sei como é. – O outro sorriu. – Sei como é difícil, sei como é estar perto e nunca ser notado, sei como é amar e ter que guardar isso, sei como é sofrer todos os dias e ter medo de ser quem realmente é. Sim, eu sei como é ficar longe de alguém que ama.

– Toshi...

– Eu te conheço desde a quarta série, quando você ajudou minha amiga a pegar o gato em cima da arvore. Sempre te observei desde então, e fiquei muito feliz quando você repetiu e caímos na mesma sala, fiquei muito feliz por você ter vindo falar comigo e por nos tornarmos amigos. – O menor limpou as lagrimas na manga da blusa de frio, as mesmas que não queriam cessar. – Lembro de quando te ajudei em matemática porque fiquei com medo que você repetisse de ano, lembro quando ajudei você a ficar com a menina que gostava, me lembro as inúmeras vezes que você ficou doente e eu fui te dar uma mão. Eu lembro que me apaixonei por você, por todos os seus defeitos e também por todas as qualidades. Eu me esforcei tanto e quis tanto dizer a você, desejei muito. Eu queria muito te contar, mas tive tanto medo. – O loiro olhou para baixo e usou o cachecol escuro para secar as lagrimas. – Eu amo você, Kuro.

– Toshi... – O moreno suspirou. – Eu sinto muito.

Como se fosse possível, o coração do pequeno apertou ainda mais. Ele segurou o choro e riu, riu alto e com todas as forças restantes que tinha.

– Não acredito que caiu nessa. – Este riu muito enquanto quebrava por dentro. – A sua cara foi incrível. – Mordiscou o lábio inferior e olhou para o amigo. – Mas eu realmente vou sentir sua falta, não deixe de me mandar mensagens.

– Não me assuste assim. – Kuro forçou um riso. – Eu realmente fiquei chocado... – O moreno massageou a nuca. – Não vou deixar de te mandar mensagem, é meu melhor amigo. – Este virou e começou a andar ao ouvir Angel chamar. – Se cuida e mande lembranças ao pessoal!

Toshi sorriu enquanto as lagrimas voltavam a descer por seu rosto.

* * *

Chovia lá fora, chovia dentro, uma tempestade de sentimentos e a angustia, em especial, destruíam cada parte do seu ser. Toshi andava pela rua há horas, seus olhos estavam levemente inchados e sua cabeça latejava, sentia as gotas de chuva cair sobre seu cabelo e sobre os ombros, seu corpo estava pesado e ele já não sentia seus pés.

– Toshi? – Akane estava parado em frente a uma lojinha de doces, segurava seu guarda-chuva marrom e o celular, sorriu ao ver o amigo e se aproximou. – Conseguiu falar com o Kuro?

– Consegui.

– E ai? – O moreno ofereceu abrigo embaixo do objeto que segurava.

– Está tudo bem agora. – Este sorriu. – Bem, eu já tenho que ir.

– Vai ir nessa chuva? Espere passar ou vá de taxi. – Murmurou Akane.

– Eu vou numa loja logo ali e minha casa não fica tão longe.

– Bem... – O maior deu o guarda-chuva ao amigo. – Depois você me devolve.

– Mas e você? – Indagou.

– Meu... Amigo vem me buscar logo.

Toshi movimentou a cabeça afirmativamente num agradecimento rápido e continuou sua caminhada.

Não muito tempo depois, o celular de Akane vibrou.

– Akane? – A voz dizia ofegante.

– Quem é?

– Kuro.

– Kuro?

– Sabe onde Toshi está? Ele não atende o celular.

– Ele passou por mim há uns cinco minutos... Disse que ia comprar alguma coisa.

– Onde você está?

– Em frente da Hioko, aquela loja nova de doces do centro.

– Obrigado.

Toshi andava em passos lentos, enquanto sentia a chuva cair sobre o guarda-chuva. Viu seu celular cair, mas fingiu que não havia visto nada. Parou em frente ao pequeno parque onde havia conhecido Kuro, o dia em que estava junto a sua amiga, por um curto momento, ele sorriu de um modo verdadeiro.

A árvore de cerejeira estava sem nenhuma flor, diferente daquela época. Tudo estava diferente, inclusive eles mesmos. Algumas crianças brincavam de bola na lama naquele mesmo parque e aquilo fez com que o loiro deseja-se voltar no tempo e mudar tudo.

– Toshi! – Kuro gritava de longe quase sem voz.

O menor se virou e viu o amigo correndo em direção ao mesmo, não sabia o que estava acontecendo, nem o que iria acontecer, só teve vontade de correr para abraça-lo e chorar. A bola com que as crianças brincavam passou em frente à Toshi, chamando sua atenção, logo em seguida uma garota. Um carro descia a rua e certamente não daria tempo de nada, o coração do pequeno batia rápido e forte e tudo que pode ouvir depois foi o barulho do freio do carro.

– Toshi! – Gritou Kuro.

A visão do loiro estava pouco embaçada e este sentia muita dor em sua perna esquerda, a garotinha chorava por seu joelho ralado não muito longe e o amigo ligava desesperado para a emergência. No chão havia o sangue, a dor e a água da chuva.

– Você voltou... – Sussurrou o menor.

– Mesmo que seja uma brincadeira, eu não poderia te deixar depois daquilo. – As lagrimas de Kuro caiam sobre o rosto do rapaz. – Você é imaturo e completamente irresponsável, é difícil de lidar e egoísta, além de ser um péssimo perdedor. É engraçado nas horas erradas, mas é a melhor pessoa. Você é a melhor pessoa, Toshi e eu... – Este parou por um momento. – Eu...

No final, senhora é destruidora mesmo, hein viado. – Sussurrou por fim, sorriu e fechou os olhos.

Notas finais
Quem chorou escrevendo? Eu. Euzinha. Euzaun. Sou muito sentimental, então chorei memuuuuu O que acharam? UM ÓTIMO JEITO DE VOLTAR, JA AHAZANDO COM OS CORES ALHEIOS ADORO ❤ Espero que tenham gostado e que não me odeiem porque eu amo vocês ❤ Capitulo ainda não betado, então ignorem os erros que acharam por ai u.u Boa semana meus goxtosos ❤ Novidades em breve: - Novos personagens. - Uma trans finissima. - Inês Brasil. ~avoa