Notas iniciais
Olá queridos podins, antes de irem para o capitulo peço que leiam aqui. Então... Eu demorei pra postar, sim demorei e peço desculpas por isso. O capitulo está pronto a um certo tempo [ele ainda não foi betado, porque minha beta está enroscada], porém eu não tive contato com o computador por problemas de saúde. As coisas não estão fáceis e espero que vocês entendam e me desculpem pela demora. Ignorem os pequenos erros pelo capitulo e novamente me desculpem pela demora. Ps: Eu fiz esse capitulo depois de assistir Ookami Kodomo no ame to Yuki, eu estava numa depressão pós-filme-anime-seja-lá-o-que-isso-for, essa capitulo não está engraçado, pelo menos não no meu ponto de vista. DESCULPEM, MAS ESSES ANIMES TRISTES MEXEM MUITO COMIGO ~se joga~ Enfim, boa leitura e espero que gostem... Mil desculpas pela demora ._. AH E MAIS UMA COISA ~JOGA CONFETES, PÃO, PURPURINA E BALINHAS~ Haru Chan muitoooo obrigada pela recomendação *---* E CHEGAMOS A 80 COMENTÁRIOS! ~UHUUUU~ Vou fazer uma coisinha pra vocês, então não deixem de ler as notas finais

Akane acordou, mas recusou-se a sair da cama. Olhou em volta e apanhou o celular no pequeno banco almofadado. Já havia se passado duas semanas desde o pequeno acontecimento na casa de Hideki, porém aquilo ainda mexia muito com a mente do rapaz. Seu psicológico havia sido atingido da pior maneira possível.

Encarou o aparelho em sua mão e nessa mesma hora, numa outra semana, estaria extremamente atrasado para o trabalho, mas Senhor Nakano havia lhe dado uma semana para por as coisas no lugar ao perceber o quão estava estressado.

Eram muitos acontecimentos em tão pouco, uma mistura de sentimentos do qual nunca imaginaria provar e aquilo o perturbava. Queria apenas voltar para sua vida monótona e simples, sem encontros e desencontros. Uma vida de trabalhos e ET’s.

Ouviu o som da campainha e resmungou algumas palavras enquanto afundava a cabeça no travesseiro, queria fingir que estava morto, mas suas pernas já o moviam em direção ao corredor. E novamente o mesmo som enchia seus ouvidos, o moreno ajeitou o cabelo e não calçou as pantufas. Suspirou e olhou para a própria roupa após segurar a maçaneta.

Abriu a porta e se espantou com a figura em sua frente. O loiro trajava o que parecia um uniforme escolar. Alguns fios do cabelo levemente dourado estavam caídos sobre o par de olhos azuis. Aqueles olhos azuis.

– Ikeda Akane? – O rapaz sorriu. A voz dele ao mesmo tempo em que grossa, era suave.

– Sou eu... – Aquelas duas palavras que saíram da boca do menor soaram, naquele momento, de uma forma muito ridícula.

– Eu sou Vincent Nietzsche, responsável pelo grêmio da Imperial College. – O loiro segurava um envelope pardo, ajeitou a gravata. – Houve um pequeno engano.

Imperial College era a Universidade na qual Akane havia feito a prova para entrar, no dia em que foi ver a lista seu nome não se encontrava na mesma, proporcionando tamanho desgosto para o pequeno. Viu Vincent tirar alguns papeis no envelope e entregar a Akane.

– Senhor Ikeda passou em vigésimo sétimo lugar, tendo direito a uma bolsa integral. – Continuou. – Sentimos muito por esse engano, as aulas já começaram a três semanas, creio que o senhor terá que correr atrás da matéria perdida, mas irei ajudá-lo.

O moreno fitava os documentos em sua mão sem acreditar no que acabou de ouvir. Vincent, literalmente, era um anjo mandado para mostrar que nem tudo estava perdido.

– O diretor deseja vê-lo e eu espero aqui até que esteja pronto. – Algumas mexas do cabelo do moço balançavam conforme a brisa fria chegava, ele se encostou ao pequeno muro e ali esperou.

Akane entrou desesperadamente em casa, deixando a porta entreaberta. Pegou uma de suas melhores roupas e as trajou rapidamente, calçou seus sapatos e ajeitou o cachecol. Em menos de alguns minutos já estava pronto.

– Vamos? – O loiro sorriu ao ver o rapaz voltar.

– Vamos. – Akane retribuiu o sorriso.

Felizmente a universidade não era longe, andando seriam de trinta a quarenta minutos e de taxi cerca de vinte. Ambos preferiram ir andando, o moreno estava com inúmeras duvidas, mas não conseguia olhar para Vincent sem travar.

– Preciso das suas medidas para arrumar o uniforme. – O maior caminhava com as mãos enfiadas no bolso. – Mas deixemos isso para mais tarde.

– Certo... – Falou baixo. – É... Como funcionam as coisas lá?

– Bem, a universidade é grande. A vá. – Ele riu. – Bem, elas são dividas em três partes, a de humanas, exatas e biológicas. Pelo que li você vai cursar letras, certo?

– Sim.

– Para uma explicação de mais fácil entendimento, podemos chamar de distritos. Você faz parte do distrito um, no caso, as humanas. Distrito dois e três, exatas e biológicas respectivamente. São três ‘prédios’, com inúmeras salas e infelizmente, no primeiro ano é fácil se perder.

Akane engoliu um seco, se imaginando sozinho, abandonado num prédio escuro enquanto milhões de espíritos o perseguem loucamente.

– Como não a muito uma mão administrativa por parte do diretor, nós alunos resolvemos criar um grêmio para auxiliar e fazer crescer, não apenas uma área, mas a universidade em si. – Continuou o loiro. – Qualquer coisa pode me procurar, a mim ou ao Luke, o grêmio fica no primeiro distrito, no ultimo andar.

* * *

A conversa se prolongou durante todo o tempo, Akane aos poucos começava a se sentir a vontade ao lado de Vincent, e mais perguntas surgiam. Ele estava cursando o segundo ano de Direito, trabalhava meio período todas as tardes e morava a algumas quadras dali, não era bolsista e Akane, por um momento, achou que nas horas vagas ele seria um super ladrão de bancos ou o dono da Jequitir.

Ao chegarem, Akane se deparou como tudo era realmente grande. Entraram no primeiro prédio onde de cara encontraram o diretor, que por um acaso já estava de partida. De certo modo aquilo enfureceu Vincent, mas estava tudo bem para Akane, nada poderia estragar seu dia.

Em quase uma hora, Akane já havia visto toda a universidade junto ao colega. Caminharam um pouco mais até uma área separada onde seria a biblioteca. O jovem nunca foi fã de livros didáticos, mas histórias fictícias o fascinavam.

Vincent parecia ser uma pessoa calma e dedicada, era gentil e estava sorrindo sempre. Os rapazes caminharam pelos longos corredores de livros e pararam em um ponto que chamou a atenção do menor.

– Ikeda. – Chamou o loiro.

– Pode me chamar de Akane. – Respondeu o moreno enquanto folheava um dos livros.

– Certo... – Massageou a nuca enquanto abria um sorrio de lado. – Vou falar com Dona Cecili, sobre seu cartão.

– Cartão? – Perguntou sem tirar os olhos do objeto em mãos.

– Cartão da biblioteca. – Riu baixo. – Não demoro.

Akane balançou a cabeça afirmativamente enquanto via o colega se afastar. Pegou mais três livros, todos sobre um mesmo assunto: ET’s. Cidades de ET’s; Rari Podder E o ET filosofal; Percy ET e o ladrão de espaçonaves.

Caminhou para o lado lentamente enquanto olhava as prateleiras. Sentiu a respiração quente chegar a seu pescoço e por um segundo lembrou do sonho que teve com um homem peludo que queria introduzir algo em um lugar não introduzível.

– Senhor. – A voz familiar soou baixa e calma. – Posso ajudá-lo?

Akane virou a cabeça pausadamente em quase 180% graus, a imagem que viu? A de um ruivo alto e alto, muito alto. Hideki, Hideki, sobrenome ainda desconhecido. Seu coração palpitou, era como terminar de correr uma maratona ou se jogar de um prédio, e ele estava tão próximo. Afastou-se e assim trombou com a estante, maldita estante que o impedia de fugir.

O ruivo pousou a mão em uma prateleira próxima a Akane, impedindo-o de fazer qualquer coisa, mas de qualquer modo ele não conseguiria fazer, não com as pernas tremulas ou com aquela estranha sensação em sua barriga, um frio horrível.

– Eu fiquei sem celular depois de domingo, digamos que um incidente o tacou na parede. – Ele suspirou.

– Hideki...

– Eu não tinha mais seu numero, então fui te procurar no trabalho, mas você nunca estava.

– Eu...

– Peguei o metrô no mesmo horário todos os dias, mas não tinha você lá.

O coração de Akane batia cada vez mais rápido e naquele momento, achou que o mesmo iria abandoná-lo. Juntou o resto que tinha de suas forças e fitou o ruivo.

– Eu tinha que te achar e depois de duas semanas já estava quase desistindo. Perseguição ou o destino? – Ele forçou um riso e abaixou a cabeça. – Me desculpe, Akane.

O moreno não sabia como reagir, não lembrava nem ao menos como se falava, estava rezando pra não esquecer como respirar. O perfume de Hideki era doce e suave, por um momento lembrou-se de como foi tocar seus lábios, quentes e secos. Um eterno deserto.

– Não quero que se afaste, eu fiz aquilo para que minha irmã se enfurecesse e partisse logo. – Ele mordiscou o lábio inferior. – Eu não quis usá-lo... Não achei que aquilo seria um problema.

Por mais confuso que aquilo tivesse sido para Akane, sentiu uma pontada em seu peito e ficou triste, uma tristeza da qual já havia experimentado apenas uma vez na vida, quando seu gatinho morreu. O que era estranho, o que para ele não fazia sentido, mas era tão ruim quanto. Não conseguia explicar o porquê, apenas sentia. Sentiu seus olhos arderem e abraçou forte os livros.

– Por favor, não quero que vá... – Sussurrou o ruivo.

– Yukine, não deveria estar na aula? – Interrompeu Vincent, não muito longe.

– Porque será que eu já sabia? – Hideki suspirou enquanto se afastava e em seguida fitou-o. – Imagino que já se conhecem.

– Imagino que está aborrecendo o Akane. – O loiro aproximou-se e pousou a mão sobre o ombro do menor.

– Porque não vai se trancar no grêmio com suas "assistentes" e eu o ajudo? – O ruivo puxou o moreno para si.

– Vincent. – Akane não sabia o que fazer, só queria sair dali e ir pra casa. Ele não precisava de mais nada, pelo menos não naquele momento. – Pode me dar a lista de aulas?

Nietzsche movimentou a cabeça afirmativamente e abriu um sorriso, e aquele sorriso tinha um pouco do gosto da vitória. O pequeno continuou abraçado com os livros enquanto se afastava de Hideki, não virou para trás, mas pode sentir os olhos do ruivo sobre ele.

* * *

Uma hora mais tarde Akane se encontrava na editora, olhou para o balcão e sentiu falta de ver Hime ali. Ele queria poder conversar com alguém, mas primeiro teria que entender o que estava sentindo. Seu primeiro beijo havia sido com um garoto que o fez pra aborrecer a irmã. Que mal á nisso?

Em pouco tempo estava no corredor, direcionou-se para a sala, onde encontrou Toshi, Senhor Nakano e Tatsuo. Chamou o chefe para fora por um momento e explicou sua situação, o homem o parabenizou pela bolsa e compreendeu que o rapaz só poderia trabalhar meio período. Aparentemente estava tudo certo.

Viu Toshi sair da sala e caminhar em direção ao elevador, se despediu de Yusuke e correu até o amigo. Como já havia passado do meio dia, ofereceu um almoço. O loiro aceitou, mas parecia desanimado e isso preocupou Akane.

Andaram até um restaurante perto e o moreno não havia percebido que já havia visitado aquele local antes. Sentaram-se em uma mesa próxima a janela. Toshi queria apenas um chá gelado e Akane foi forçado a escolher a comida pelos dois. O menor fitava a janela, como se seu corpo estivesse ali, mas sua mente em outro lugar. O moreno pensou em falar para seu amigo sobre o que estava acontecendo, mas aparentemente o outro já tinha problemas demais.

– Toshi. – Chamou o maior.

– Sim? – Respondeu.

– Qual o problema?

Os olhos do loiro se encheram, como se aquela pergunta o tivesse machucado. Ele sorriu e passou a manga da blusa sobre as lagrimas que desciam. Por alguns segundos Akane sentiu-se mal por perguntar.

– Desculpe. – Sussurrou e voltou a fitar a janela. – Eles vão se mudar.

– Quem?

– Kuro e a Angel.

– Angel... É aquela menina do shopping?

O loiro apenas movimentou a cabeça afirmativamente.

– Você não mostrou o vídeo a ele?

– Eu não pude. – O garçom colocou as bebidas na mesa e Toshi mexeu seu chá com o canudinho. – Ela chegou primeiro.

– E o que muda? Você tem provas!

– Mas ela tem o amor, o amor que eu nunca vou ter. – O menor olhou para os gelos no copo e as lágrimas voltaram a incomodá-lo novamente, mas ele riu. – Ele vai partir sem nem ao menos saber o quão eu o amo.

Akane abaixou a cabeça, aquilo não o assustou, apesar de não conseguir ver o amor acontecer entre dois homens, podia ver o quão aquilo machucava Toshi, ele não o julgaria por isso, porque gostar de um homem ou de uma mulher não mudaria o fato de que eles continuariam a ser amigos.

– Não pode deixá-lo ir. – O moreno olhou-o. – Quando eu era pequeno e estava lutando contra... Meus inimigos. Encontrei um gatinho e eu cuidei dele, dei comida e todo amor que eu tinha, mas ele não gostava de ficar em casa, então depois de pensar muito, eu o deixei sair. – Akane parou por um momento. – No dia seguinte, eu o encontrei morto no canto da rua, ele havia sido atropelado e eu fiquei pensando nisso por muito tempo, porque se eu não o tivesse deixado ir naquele dia, ele estaria ao meu lado. Algumas coisas não voltam, às vezes não podemos deixar ir... Esse arrependimento não vai passar e você vai viver com isso pra sempre. Talvez não seja a mesma coisa, mas você tem que tentar.

O loiro enxugou o resto das lágrimas e se levantou.

– Eu falo com o Senhor Nakano, ele vai entender. – Continuou Akane.

O moreno viu seu amigo sorrir e correr para fora do restaurante, viu-o atravessar a rua e quase ser atropelado, viu-o xingar o motorista e voltar a correr, como se sua vida dependesse daquilo e de certa forma, era. Por um momento ele sentiu a falta disso em sua vida, ele desejou amar e ser amado numa mesma quantidade.

Deixou o dinheiro no caixa e saiu do restaurante, ainda podendo ver o amigo correr.

Desejou que toda aquela má sensação no seu peito sumisse e que ele pudesse ter alguém para abraçar, só hoje, só naquele momento. Sentiu os braços fortes o envolverem, num abraço apertado, o perfume doce e suave era tudo que podia sentir.

– Não se vire. – Sussurrou Hideki. – Não fuja e não me deixe novamente, apenas me desculpe.

Notas finais
E então o que acharam? Não vou pedir que comentem dessa vez, até porque eu não mereço comentários depois de um vacilo desses e-e Mas eu espero mesmo que tenham gostado ❤ NOVIDADES: - Então galera, depois de pensar bastante, decidi fazer dessa fic uma longfic. - Quando acabar a história do Akane deixo que escolham entre Toshi ou Yusuke. - Vai ser por votação, o cara que tiver mais votos vai ter a história contada primeiro ❤ Muito obrigada a todos que leram ambas as notas, desculpe mais uma vez e até a próxima! ❤ AQUELA COISINHA ESPECIAL: - Como vocês conseguiram me deixar feliz mesmo doente ~cry~ queria fazer algo pra agradecer, então deixo com vocês (Escolham um apenas u-u): * Capitulo especial fofo com [Insira seu shippe da história aqui] * Capitulo especial num universo alternativo com [Insira seu shippe da história aqui] * Capitulo especial comédia com [Insira seu shippe da história aqui] Caso um empate com outro ou sei lá, eu posto mais um capitulo da história normal e peço que escolham entre x e x, ok? Muito obrigada gente ❤