A Contadora De Historias

1 A Herança - O Começo de Tudo


Notas iniciais
Sutori Tera voltava pra casa depois de um difícil de aula inteiro sem amigos, apenas com pessoas arrogantes e falsas que faziam bullying com ela. Mal sabia Sutori, que tudo mudaria depois desse dia. (Este capitulo já está finalizado, mas caso haja algum erro me diga por favor. Ah, e leia tudo kkkk) Boa leitura!

Era um dia chuvoso,

Após um dia difícil em sua escola sofrendo bullying, Sutori voltava devagar para casa magoada por não ter com quem desabafar ou apenas ter companhia. Em quanto ia solitária, com os cabelos brancos molhados pelas gotas de água, pisando nas poças que a fresca chuva deixava, de repente, ela sentiu que havia algo estranho no beco em que andava e olhou para trás:

— Olá? Há alguém aí?? — Perguntou com medo a garota de olhos vermelhos e desconfiados.

Pelo jeito não havia ninguém há vista, Sutori voltou a olhar para frente e viu uma espécie de sombra, um vulto.

— Isso não tem graça, assim como eu não tenho medo do que quer que você seja! Venha na minha frente falar comigo, se tiver coragem! — Disse Sutori, que parecia irritada. Voltou a caminhar, um pouco mais rápido tremendo um pouco, no trajeto para sua casa. Quanto mais profundo no beco ela ia, mais ela via a mesma sombra escura e tenebrosa e mais rápido Sutori andava, até chegar ao ponto de correr. Assustada, Sutori chegou em casa. Como no dia seguinte era seu aniversario de 12 anos, se arrumou e foi dormir cedo.

A duvida de quem era aquela sombra ficou no ar.

(No dia seguinte, 6:32 AM)

Após uma bela noite de sono,

Sutori estava mais calma, acordou com um belo café da manhã na cama preparado por sua mãe e sua irmã mais nova:

— Temos uma surpresa pra você, mana! — Disse a caçula de cabelos cinzas, com seus olhos verdes meio cansados por ter acordado mais cedo que o normal.

— Sério? E o que é? — Sutori estava bem curiosa e um pouco ativa mas não tanto, mesmo sendo cedo.

— Sua bisavó, antes de morrer, disse para eu entregar-los pra você. É uma herança dela, espero que goste! — Falou a mãe com dois livros na mão, entregando-os a Sutori.

— Livros? Eu adoro ler, porém.... LIVROS? Ela era bibliotecaria? — Disse Sutori um pouco irritada, porém agradecida.

— Não são apenas livros! Abra o que está escrito "Fantaji" na capa, era o livro em que a bisa escrevia. E eu posso confirmar que é muito bom! — Afirmou a irmã sorridente em quanto Sutori abria o livro e começava a se surpreender.

— H-Histórias?! Este livro está repleto de contos escritos pela nossa bisavó! E pelo jeito são incríveis, a maioria com um final feliz, menos.... a última delas. — Dizia Sutori em quanto folheava as páginas cuidadosamente.

— Exatamente! Aliás filha, depois de tomar seu banho, veja na página do final a última frase que sua bisavó escreveu. — Pediu a mãe em quanto ela e a caçula saiam do quarto.

"A última?..." pensou Sutori.

(Alguns minutos depois do banho, 7:12 AM)

Ainda curiosa sobre o misterioso livro,

Sutori admirava as histórias com seus olhos cheios de magia, pareciam tão reais, mas ela tinha certeza de que eram apenas contos sobre fantasia com fadas, dragões, duendes, magos, vampiros e outros seres misticos criados pela bisavó só para entreterem crianças.

Aliás... qual idoso não gosta de contar histórias imaginarias para os pequenos que estão cheios de esperanças sobre o mundo?

Então... cansada de fazer quase nada sentada em sua cama, no seu quarto vazio quase sem luz por conta da cortina fechada. Sutori abriu as cortinas, o céu estava lindo, a praia perto de sua casa estava com a areia branca, os pássaros cantando alegremente e a maré baixa com suas pequenas ondas fracas... PARECIA MAIS UM PARAÍSO! Então Sutori, com seus cabelos brancos reluzentes, abriu a última página do livro de sua bisavó Yume Fantaji e começou a ler calmamente a última frase da idosa:

"É a sua vez, conte uma história para seu livro, ele se chama Tera. Trate-o com carinho!"

— Ok... então agora o livro tem meu nome, isso é bem estranho na verdade. É pra eu escrever uma história, certo? Talvez mais tarde... — Disse a garota em quanto olhava para "Tera", um pouco antes de ser chama pela mãe para assistir... a Copa do Mundo Feminina??

(Depois de assistir a Copa e comer em sua loja preferida "Loryne", 9:03 AM)

Sutori estava se arrumando para mais um dia de aula,

Um pouco desanimada a garota de cabelos brancos aproveitou para colocar o livro "Tera" e começar a "história imaginaria" depois das aulas.

"Imaginaria", era o que Sutori pensava antes de começar tudo.

(A caminho da tão "maravilhosa' escola, 11: 25 AM)

Após sair da "praia paradisíaca", de volta ao beco anterior,

Sutori olhava para todos os lados para ver se não encontraria novamente o vulto que havia visto na noite passada. Acabou vendo novamente a esperada sombra, porém ela ia chegando mais perto e mais perto. Com o tempo Sutori via o formato da criatura misteriosa, e a cor dela também. Parecia... um... LIVRO?:

— Oláááá! Minha guriazinha! Prazer, me chamo Tera, "seu" livro! Aliás é "A Tera" não "O",ok? — de repente, assim o livro falou.

— É o que?! Como assim? Ahn? Um livro falante?? E ainda por cima com gênero... — Disse a garota confusa com seus olhos vermelhos impressionados.

— É, provavelmente você não está entendendo porcaria nenhuma. Bom, sua querida bisavó me criou e criou minha irmã "Fantaji" com o intuito de poder trazer humanos até universos paralelos parecidos com "contos", e de trazer os seres desse universo para o universo dos humanos. Não sei se deu pra entender, mas.... QUEM SE IMPORTA? Agora você será meio que forçada a escrever histórias, claro que quando puder. — Disse "Tera" zoando, dando uma de debochada com sua capa colorida.

— Err... tá?... Espera, que? — Disse confusa a garota de cabelos brancos em quanto começava a caminhar novamente

— Só vai logo pra escola, depois das aulas você escreve algo — Falou Tera, o livro flutuante, com gênero, de capa verde, marinho e azul.

— Posso fazer algumas perguntas antes? Porque... eu estou meio confusa com isso sabe? — Disse Sutori, não se importando muito, porém curiosa.

— Hum.... nâ... — o livro é interrompido por Sutori.

— Ok... então.... um livro falante?? WTF, como você fala meu irmão??? -

— Mas eu não fa... — interrompido de novo.

— Aliás.... minha bisavó fez vocês? Como assim?! Ela era uma bruxa??? Como você flutua?? Porque existem universos paralelos idênticos a contos e a histórias?? Aliás, você já viu a Chapeuzinho Vermelho e o lobo mau??? Eu shippava eles kkkk! Ah, e, e, e, Cachinhos Dourados?? Os três Porquinhos?? A Malevola?? E... — Em quanto falava entusiasmada é interrompida por Tera.

— CHEGA! Não estou aqui para responder essas perguntas! Aliás já vi a Chapeuzinho sim, ela é muito maneira mano hehe. Mas.... agora vai pra escola garota! não temos tanto tempo assim!!!

— Nossa, que grosseria! Tá bom né, livro baka! — Ela volta a caminhar um pouco irritada, mas ainda não se importava tanto com o livro.

— E-Ei! Não sou baka! Você que é sua perguntadora de uma figa! — Tera também parecia um pouco... furiosa..? Mas mesmo assim voltou para a mochila da garota.

Bom...

Passada a surpresa, o susto, e a confusão,

Sutori voltou ao seu caminho de sempre. Chegando a cidade iluminada por faróis e carros caros, quase no portão de sua escola, começou a repensar se deveria mesmo ter aceitado a herança.

(Depois de todas as aulas, faltando uma hora para os alunos comerem e irem para suas casas novamente, 5:28 PM)

— Hey! — o livro começa a falar novamente, porém dentro da mochila — Vamos para um lugar mais vazio? Então podemos começar a escrever, e como você está com tempo livre você é meio que... OBRIGADA a isso. — fala sorridente, amedrontadora.

— Tá bom, tá bom. Vamos para a sala, neste momento não tem ninguém lá. — Dizia Sutori em quanto saia do banco do pátio e ia a caminho da sala de aula.

O livro voltou para a mochila e acabou dormindo.

Em quanto Sutori caminhava desatenta, alguém a empurrou fazendo-a cair:

— Olha por onde anda, "Jack Frost"! — fala um garoto de cabelos castanhos e olhos azuis.

Sutori se levanta, olha pra trás. Parece não se incomodar muito com ele, mas ainda se irrita. Bom, ela deixa isso passar pois o garoto não é nada mais que mais alguém. Então ela volta a seu caminho para sala.

A duvida de quem era ele e porque ele faz isso fica no ar.

Ao chegar na sala,

Ela se senta na mesa da professora e abre o livro "Tera" acordando-a:

— Hey, hey, hEy, HEy, HEEYYY! Cuidado moça, sou delicada — Tera começou a rir.

— Shiu, deixa eu pensar na história!!- Falou Sutori, irritada em quanto pegava uma caneta de ponta preta, tinta preta e de cabo vermelho.

"Ok, vamos pensar..." pensou a garota de cabelos brancos no escuro da sala. Em quanto estava pensando em alguma ideia boa, Sutori começou a lembrar da histórias que sua mãe contava quando ela era pequena. "Eram tempos bons, como eram os personagens mesmo?" ia pensando repetitivamente. Assim que lembrou começou a escrever a história:

"Era um vez..."

—Continua...-

Notas finais
Espero que tenha gostado! Caso esteja lendo de madrugada, vai dormir. Ler muito a noite não faz bem para os olhos :3! Até a próxima! (Aceito criticas, dicas, ideias e etc. Desde que seja construtivo! Mas caso meu erro tenha sido muito bobo pode xingar a vontade kkkkkkk) ~VKat R Rouge~