A Contadora De Historias
2 A Nova Dimensão "W1NG$" - Furaingukingudamu
Notas iniciais
"Era uma vez..."
Foi assim que Sutori começou a escrever. E então, após repensar novamente sobre a escrita, ela continuou.
(Na sala de aula, 5:35 PM)
"Era uma vez... Mahōno, um continente mágico cheio de fadas. Onde todas as criaturas viviam em harmonia, os pássaros cantavam alegremente, as árvores traziam o devido oxigênio para todos e os animais eram felizes consigo mesmos. Era tudo praticamente "perfeito"."
"Porém... um dia o príncipe Katsuo do reino Fairyu, o reino das fadas, teve de se casar. A rainha Merylai procurou por todo o continente a criatura perfeita, mas não encontrou. Então ela decidiu procurar em outro continente, um continente chamado Hen'na, onde criaturas misticas também moravam lá mas eram um "pouco" diferentes do continente de Mahōno. Em quanto em Mahōno haviam duendes, fadas, sereias e etc, em Hen'na haviam goblins, bruxas, tribufus e outros seres apavorantes."
"A rainha acabou achando uma moça muito bela por lá, PARECIA gentil e bondosa. Era uma bruxa, mas uma bruxa diferente, ela era pequena como uma fada, e também tinha asas. Quando a bruxa e a rainha chegaram no reino o principe ficou desconfiado da bruxa..." Sutori é interrompida pelo livro:
— Nossa! Como criativa você é! Aliás, de onde teve essa ideia? — Tera, o livro flutuante, disse com um tom de admiração.
— Na verdade, minha mãe me contava está história quando eu era pequena. Agora... deixe-me terminar essa histó... — Sutori foi interrompida por uma estranha luz nas letras em que escreveu. É como se as palavras estivessem saindo do livro lentamente.
— O-o que está acontecendo Tera?! I-isso é-é normal?!!! AS PALAVRAS ESTÃO SAINDO DA FOLHA!!!— Falou a garota surpresa, com seus cabelos brancos arrepiados e suas pupilas contraídas, parecia bem surpresa.
— Isso é completamente normal, apenas estamos indo para...- Tera acaba distraindo-se com as palavras recolorindo se para verde-água e depois para branco em quanto ficavam em volta dos dois.
As palavras acabam ficando tão claras e brilhantes que formam um clarão, transportando Sutori e Tera para um lugar totalmente diferente. Porém Sutori estava reconhecendo-o um pouco.
("História" Furaingukingudamu, na dimensão W1NG$. 5:47 PM)
— E-este lugar me parece com.... T-Tera, onde estamos? — Diz Sutori, um pouco confusa.
— Em Mahōno, no reino de Fairyu o reino das fadas, ué! — Falou Tera olhando para uma espécie de mapa criado por ela mesma em uma de suas páginas.
— Este mapa na sua folha é o mapa de Mahōno?! COMO ASSIM?!! - Sutori cada vez mais ficava surpresa e assustada com o misterioso livro.
— Oshhh querida! Sou mágica BABY! Disse Tera fazendo uma pose exibida junta a um biquinho muito chique por sinal. — Aliás, esqueceu que está é uma dimensão paralela? Eles também tem essas coisas! Não faça bullying com os coitados!! — Falou novamente apenas zoando.
— Ok, ok. Mas, neste mapa diz que estamos a frente do castelo da rainha de Fairyu. Porém eu não vejo ele... onde ele está Tera? — Falou Sutori, balançando a cabeça para os lados movendo seus cabelos brancos reluzentes. Procurando o castelo.
— Minha querida, ele está atrás de você! Olhe direito pelo menos né? — falou o livro de capa colorida chamando a atenção da garota.
Sutori olha para trás, e se surpreende com o maravilhoso castelo. Seus olhos vermelhos acabam se enchendo de luz com tanta claridade!
O castelo era branco, havia uma espécie de muro alto em volta dele. Tinha detalhes dourados, que pareciam mais ouro. Janelas com flores,um quintal com um pequeno labirinto cheio de plantas e flores exóticas, um pequeno riacho com uma cachoeira linda e guardas amigáveis por todo castelo deixando-o muito mais seguro. "Talvez fosse melhor que a praia paradisíaca de Sutori" seria o que eu pensaria.
Maravilhadas, Sutori e Tera bateram no portão da frente, a porta se abriu e no meio do maravilhoso quintal apareceu uma figura sombria:
— Quem ousas entrar no castelo da rainha Merylai?! — falou a figura misteriosa e escura com um tom grave, praticamente cobrindo o caminho bonito de flores que havia lá.
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