A Complicated Love

2 Planos e uma nova canção


Notas iniciais
Gente, olha eu aqui de novo! Vou tentar manter essa frequencia de posts.
Fiquem com mais um capítulo e boa leitura! :)

Brad:

Sabia exatamente o que Mellissa estava fazendo na casa do Chester. Eles têm um caso há muito tempo. Eu e Mel somos melhores amigos desde que Mike a conheceu, numa viagem à França, ela era criativa de uma empresa de publicidade e fez a divulgação da nossa ultima turnê pela Europa. Quando voltamos, Mike e Chester se mudaram para este prédio que moram atualmente. Ela já morava aqui. Não sei bem o que houve entre eles na França, mas uma semana depois de nossa volta eles estavam namorando, namoraram um ano e meio e se casaram ano passado, estão pouco mais de um ano juntos. Nesse meio tempo Chester se divorciou e ele e Mel ficaram muito próximos e acabaram ficando. Desde então eles mantém esse caso. Sei de tudo, porque ela me conta, mas não me meto. Só deixo claro minha posição com relação a isso. Acho extremamente errado o que ela faz com o Mike. Ele não merece, se dedica tanto a ela. Mas também não falo nada pra ele por causa dela, ela confia em mim e não vou quebrar a confiança.

Toquei a campainha do apartamento e Mike veio abrir imediatamente. Estava a minha espera.

MK: Bradford! – me abraçando como de costume. – Entra aí cara! – dando espaço para eu entrar.

B: E Precisa mandar? Essa casa também é minha! – entrei e me joguei no sofá onde ele provavelmente estava deitado, o lugar estava quente. – Deixou quentinho pra mim, hein!

MK: Abusado! Mas, fala aí? Tudo certo? – sentando na poltrona reclinável ao lado do sofá que eu estava.

B: Tudo beleza, Só não to agüentando mais essas férias! Preciso voltar pro estúdio, gravar, tocar, fazer show! Monotonia acaba comigo! – trocando de canal.

MK: Então vamos pro estúdio, tenho um monte de coisas que escrevi esses dias. To precisando mostrar pra alguém que não seja a Mel. – rindo ao falar da esposa, dá até pena.

B: Bora lá! – levantando do sofá e subindo as escadas de dois em dois degraus. Mike me seguia, mas subia normal.

Entrei no estúdio e sentei na cadeira dele, na frente do computador, ele sentou no piano, pegou uns papéis na mesinha ao lado, andou trabalhando ali recentemente, pois está cheia de copos de café. Colocou os papéis no apoio do piano e me deu outra folha.

B: “Burning in the skies”? Gostei do nome. Vai, toca aí que eu te acompanho. – pegando a guitarra e ligando no amplificador.

MK: Tá. – esticou os braços pra frente com os dedos entrelaçados fazendo com que eles estalassem. Quando estava se preparando pra tocar, seu celular toca. – Ah, é o Rob. – sorrindo. – Bourdie!

R: Oi Mike, ta em casa?

MK: To sim, por quê? – passando a mão na barba.

R: Não, nada. É que e Dave, Joe e eu estamos indo pra aí, pode ser? A gente ta sem nada pra fazer então achei que seria legal se a gente se encontrasse pra fazer nada juntos.

MK: Beleza galera, podem vir, mas a gente não vai ficar sem fazer nada, o Brad ta aqui e eu tenho um monte de coisas novas pra mostrar. – sorrindo.

R: Tá beleza então. Já estamos quase em frente ao seu prédio. Liga pro Chester, não to conseguindo falar com ele.

MK: Ah, ele ta com a Mel. – seu sorriso sumiu e ele adquiriu uma expressão carrancuda.

R: Com a Mel? Por quê?

MK: Ele inventou de revisar a entrevista de terça logo hoje e ta la alugando ela. Vou ligar pra ela e ver se consigo chamar eles pra cá. Abraços.

R: Liga, mas antes abre o portão aqui pra gente. – rindo.

MK: Já? – rindo de volta levantando e saindo do estúdio em direção a cozinha. – Como chegaram aqui tão rápido? — Pegou o interfone do gancho e apertou o botão.

R: Eu disse que a gente tava aqui perto! Abriu, to subindo.

MK: Ta bom. – pôs o interfone no gancho e desligou o celular e guardou no bolso.


Mellissa:

Chester dormia com uma expressão serena e despreocupada. Eu depositava beijos em seu peito e acarinhava sua barriga, ele me envolvia em seus braços. Apesar de estar dormindo me puxava contra seu corpo como se quisesse me impedir de fugir, mas eu não queria fugir, não naquele momento. Ele se mexeu um pouco e abriu os olhos lentamente. Quando me viu, abriu o mais lindo dos sorrisos, me fazendo sorrir também. Passou as costas da mão no meu rosto e desenhou meus lábios com o polegar, me aproximei dele sem dizer uma palavra e rocei meu nariz no dele. Quando estávamos prestes a nos beijar, meu celular tocou.

C: Merda. – resmungou.

Me levantei e comecei a procurar meu celular, não lembrava onde tinha deixado.

C: Na sala, Mel. Sua bolsa ficou na sala quando você entrou. – sentando na cama, se apoiando nos cotovelos com o lençol cobrindo apenas a região do seu quadril.

M: É mesmo, Chazzy. Obrigada. – gritei e corri para a sala, peguei minha bolsa e atendi o celular. – ALÔ! Err... Alô?

MK: Amor, porque demorou tanto para atender?

M: N-Nada amor... err... É q-que eu não estava achando o celular na minha bolsa. Tudo bem? – sentando no sofá, nervosa.

MK: Tudo, só liguei pra saber se esse chato já te liberou?

M: Ah, já. Só estamos acertando os últimos detalhes e eu já vou pra casa.

MK: Trás o Chaz com você, os caras estão aqui e eu quero mostrar aquela música que eu te falei pra todos eles. Não demorem, eu ainda quero curtir a tarde de domingo com minha esposa. – sorrindo.

M: C-Claro, meu amor, já estamos descendo. Beijo.

MK: Olha!

M: O que?

MK: Te amo, ta?

M: Idem! Beijo. – fechei os olhos, essas palavras me doeram muito.

MK: Outro, tchau.

Desliguei o telefone e apertei contra meu peito, lágrimas involuntárias escorreram pelo meu rosto. Senti uma culpa inconsolável. Chester entrou na sala, estava de boxer apenas. Limpei as lágrimas, mas ele notou que eu estava chorando. Sentou- se ao meu lado e eu levantei ao mesmo tempo indo até o quarto para pegar minhas roupas. Ele veio atrás de mim, mas se deteve na porta do quarto apenas me observando pegar minhas roupas do chão e vesti-las.

C: Não gosto de te ver assim. – olhando para mim com o semblante triste.

M: É inevitável, Chester. – praticamente cuspi as palavras. Já chorava copiosamente. – Olha só o que acabamos de fazer? Está errado, estou enganando o homem que eu amo e ferindo um homem que me ama! Eu sou um monstro! — indo até o banheiro e me encarando no espelho.

C: A culpa é toda minha. – novamente parando na porta, só que do banheiro. – Eu deveria me afastar de você, deixar você ser feliz com seu marido, parar de me iludir, de achar que um dia a mulher que eu amo vai ser só minha porque isso nunca vai acontecer. – estava alterado, mas subitamente acalmou-se e terminou. — Eu é que sou o canalha, Mellissa. – virou as costas, foi até a cômoda e pegou um cigarro do maço que estava em cima da cômoda e acendeu indo fumar na varanda.

Encarei meu reflexo no espelho, estava tão confusa. Eu tenho certeza dos meus sentimentos pelo Mike, mas sinto algo muito forte pelo Chester, não simplesmente um gostar. Joguei um pouco de água no rosto, enxuguei com a toalha que estava pendurada no banheiro e terminei de me arrumar. Fui até a varanda e encontrei Chester sentado em uma das cadeiras que tinha na varanda com os cotovelos apoiados nos joelhos, o rosto entre as mãos e soluçava baixo, estava chorando. Me aproximei devagar, ajoelhei no chão à sua frente, ergui seu rosto banhado em lágrimas fazendo-o me encarar.

M: Eu te amo, Chazzy.

Ele não disse nada, apenas me abraçou e se entregou ainda mais ao choro, sabia que aquele choro não era de felicidade pelo que ele acabara de ouvir de mim, mas sim de dor por saber que eu não ia largar Mike pra ficar com ele, e que o que havia acontecido uma hora mais cedo voltaria a se repetir.

C: O que Mike disse? – falou entre soluços, ainda abraçado comigo.

M: Que era pra gente descer logo que os meninos estão todos lá e ele quer mostrar a musica que ele fez pra todo mundo, — saindo do abraço e limpando suas lagrimas com os meus polegares. – Então, vai lavar esse rostinho porque a gente tem que descer.

Dei-lhe um selinho demorado então ele foi até o banheiro, lavou o rosto e terminou de se arrumar, fui esperá-lo na sala e vi sua carteira aberta em cima do aparador. Peguei a carteira e vi um pequeno papel na parte onde fica o dinheiro, era uma foto cortada onde estávamos abraçados. Pelo que eu me lembrava, tiramos essa foto durante a Turnê na Ásia, quando comecei a trabalhar com eles como produtora, só que essa foto estava Mike, eu no meio e Chester do outro lado e ele cortou o pedaço onde estava o Mike. Sorri lembrando do dia que tiramos essa foto, estávamos tão felizes. Acordei dos meus devaneios quando ouvi a porta do banheiro abrindo. Guardei a foto e pus a carteira no lugar.

C: Então, vamos? – passando o braço envolta da minha cintura.

M: Vamos! – Sorri e selamos nossos lábios antes de sair.

Ele estava de calça jeans preta, com um cinto de spikes, camiseta branca e uma blusa xadrez azul e branca aberta por cima, estava de allstar preto. Tinha tirado os óculos de grau e pôs os escuros para esconder a vermelhidão dos olhos devido ao choro. Pegou a carteira e as chaves e fomos abraçados até o elevador, quando entramos nos beijamos rapidamente e depois fomos para a minha casa, fui na frente e ele veio atrás de mim, abri a porta, mas na sala não havia nem sinal dos meninos. Deduzi que já estavam todos no estúdio então fomos direto para lá.

M: Oi, bom dia a todos! – entrando no estúdio seguida de Chester. Cumprimentei um a um com beijinhos na bochecha e terminei com um selinho em Mike.

MK: Demoraram! Pô Chester, precisava alugar a Mel desse jeito, e logo hoje? – Falando sentado na frente do piano.

C: Bom dia pra você também, Mike! – se jogando no sofá do estúdio — É, desculpe ter ocupado sua amada em pleno domingo, mas amanha tenho compromisso e tinha muitas duvidas sobre a entrevista que precisavam ser sanadas, e já que a Mel cuida da parte de publicidade, tinha que saber o que eu poderia falar sobre o fim das férias.

PH: A entrevista não é só com você, Bennington! Podiam ter me chamado, agora você sabe tudo e eu vou ficar perdidão lá. – emburrado mexendo no baixo.

M: Não se preocupe, Phi! Se quiser, posso revisar tudo com você no escritório do Donn amanhã, eu e Brad precisamos conversar sobre a entrevista mesmo. Eu não vou acompanhá-los na terça, Brad vai.

R: Não? Ué, pensei que você é que cuidava dessas coisas de acessória de marketing! – batendo com as baquetas nas pernas como se estivesse na bateria.

M: Mas sou eu quem cuida dessas coisas, só que as férias de vocês estão acabando e eu preciso ir à gravadora pegar o cronograma do semestre, vocês precisam entrar em estúdio imediatamente após as férias que acabam semana que vem depois do aniversário do Bennington. – sentei ao lado de Chester e ele me puxou para um breve abraço de amigo.

MK: É verdade, o niver do Joe é amanhã e o do Chaz é no sábado! O que vamos fazer? Vão ser os últimos dias de férias, poderíamos comemorar de alguma forma, o que acham? – olhando para todos com cara de criança levada.

B: Eu acho ótimo, mas como vamos comemorar? Ano passado choveu e fizemos festa surpresa lá em casa, ano retrasado foi boliche...

J: Eu quero praia! – pulando.

C: Gostei, é isso! Praiana, churrasquinho, surf! Perfeito! – gesticulando enquanto citava as opções.

PH: Alguém sabe se o tempo vai estar bom?

M: Vai sim, eu vi na previsão.

MK: Então fechou! Sábado passaremos o dia na praia. Cada um leva sua esposa, namorada e afins e é claro: Os filhotes. – rindo animado.

C: Eu só tenho os filhotes. – jogando os braços pra trás da cabeça.

MK: Eu tenho esposa, mas não tenho filhotes então vou levar a Kiara e o Doug. (N/A: A boxer e o shi-tzu do Mike, não sei o nome dos cães e nem o gênero, então vamos brincar de faz-de-conta, ta?)

R: Eu não tenho nenhum dos dois, vou ficar de vela?- fazendo bico.

J: Ou de babá! – todos riram deixando Rob bravo.

PH: Calma cara, a Linsey tem uma porção de amigas na corretora. Peço pra ela levar uma amiga pra você. – tacando a palheta nele.

R: Beleza!

MK: Tá, agora que resolvemos o nosso fim de semana, será que vocês poderiam dar um pouquinho de atenção aqui? – todos assentiram e Mike continuou. Eu apenas observava. – Bem, eu escrevi e cifrei uma musica e gostaria que ouvissem. – disse enquanto passava as folhas com a cifra para cada um.

Mike sentou-se ao piano novamente, enquanto todos analisavam a cifra. Chester pegou o microfone no pedestal ao lado da bateria e sentou-se no sofá novamente, Brad dedilhava a guitarra passando as notas, Rob afinava os tambores da bateria de acordo com o gosto dele, já que ela pertencia a Mike, Joe colocava os Headphones e fazia alguns scrats, Phoenix limitava-se a ler a cifra.

MK: Posso começar? Todos em seus postos? – todos responderam em coro “sim, senhor” e Mike tocou as primeiras notas, logo começou a cantar. – I used the dead Wood to make the fire rise, The blood of innocents burning in the skies. I filled my cup with the rising of the sea, and poured it out in an ocean of debris. Oooh!

Chester estava de olhos fechados e se encaixou na melodia perfeitamente como se já conhecesse a música.

C: I’m swimming in the smoke of bridges I have burned, so don’t apologize, I’m losing what I don’t deserve. What I don’t deserve. – batendo o pé no chão, ditando a cadência da musica.

Imediatamente após Chester acabar de cantar, Brad começou um leve dedilhado sem distorção. Phoenix tocava o mesmo que Mike, apenas notas abertas, Rob marcava o compasso no início, mas logo criou um ritmo que se encaixava na melodia e passou a tocar assim. Joe parecia não ligar muito para o que estava acontecendo, mas estava procurando os melhores efeitos para a canção.

MK, C: We held our breath when the clouds began to form – Começaram juntos a segunda estrófe. Mike cantando como cantou no início com um sorriso no rosto e os olhos vidrados nas teclas do piano e Chester fazia a segunda voz, uma terça acima da voz de Mike, ainda com olhos fechados, mas dessa vez, de pé. – But you were lost in the beating of the storm. But in the end we were made to be apart like separate chambers of the human heart. Nooooo

C: I’m swimming in the smoke of bridges I have burned, so don’t apologize, I’m losing what I don’t deserve. It’s in the blackened bones of bridges I have burned, so don’t apologize, I’m losing what I don’t deserve. What I don’t deserve.

Depois que Chester cantou essa parte, a música automaticamente ganhou força e Brad começou a solar na guitarra, Rob usava mais força nas baquetas fazendo a musica crescer. Chester dançava e improvisava uns vocais, logo todos pararam de tocar e apenas a voz de Chester e o Piano ecoaram em meio a efeitos das pick-ups.

C: I’m swimming in the smoke of bridges I have burned, so don’t apologize ,– Rob retomou as batidas e logo todos voltaram a tocar, fazendo a musica crescer novamente. - I’m losing what I don’t deserve. The blame is mine alone for bridges I have burned, so don’t apologize, I’m losing what I don’t deserve. What I don’t deserve, what I don’t deserve oooh uh ohhh, What I don’t deserve. – Os instumentos pararam de novo, mas dessa vez foi a voz de Mike que foi ouvida ao som do piano e dos samplers.

MK: I used the dead Wood to make the fire rise. The blood of innocents burning in the skies…

Quando a música acabou, um silêncio cortante invadiu o estúdio, Mike olhava para todos com olhar de expectativa. Chester colocou o microfone no lugar e se sentou em uma cadeira ao contrário ( sentado de pernas abertas e de frente pro assento), Rob girava as baquetas nos dedos, Brad brincava com os pedais da guitarra, Phoenix deitou o baixo no colo e esperou alguma reação de alguém, Joe testava o sampler e eu apenas sorria, admirada com a nova canção.

MK: E aí? O que acharam? – ficando de pé e cruzando os braços para conter o nervosismo.

C: Precisa de ajustes, acertar detalhes, mas acho que o novo álbum acaba de ganhar sua primeira música. – sorrindo marotamente.


Notas finais
Taí pessoal, eu sei que ficou meio sem graça, mas vai melhorar, prometo!
Beijos e até o próximo capítulo!