A Complicated Love
3 Culpa
Notas iniciais
Eu apareço na história! Uhuuuuuuul! o/
Vou ter algumas poucas participações, sou igual ao diretor o Homem-aranha que faz figuração nos filmes, então, eu devo surgir umas três vezes durante o enredo.
A Mel vai começar a se mostrar um pouco mais... (6)
Espero que gostem!
Beijos e boa leitura! :)
Do sofá eu o observava se despedindo muito animado, dos meninos. Eles trabalharam o dia todo na música, estava praticamente pronta para ser gravada e masterizada. Eles acabaram almoçando aqui e indo embora só no começo da noite, destruindo definitivamente os planos de Mike de passar o restante do domingo comigo, o que para mim foi um grande alívio. Ainda estava com os acontecimentos da manhã na cabeça. Chester era meu único pensamento aquela noite, não teria cabeça para minhas obrigações de esposa. Assim que todos se foram, ele fechou a porta e veio em minha direção com um olhar que sinalizava suas intenções.
MK: Acho que finalmente agora posso te curtir um pouquinho. – sentando no sofá ao meu lado e se inclinando pra me beijar.
Desviei o rosto deixando-o sem entender.
M: Hoje não, amor. Tô indisposta. – sorri amarelo.
MK: Mas ontem você estava um furacão! Meu Deus, nunca te vi daquele jeito. – se afundando mais no sofá.
M: Agora você entende minha indisposição? Aquilo exigiu muito da sua esposinha aqui, preciso recarregar as baterias. – era uma desculpa plausível, talvez funcionasse.
MK: Tudo bem, não tem problema meu amor. Então, o que você quer fazer? Podemos alugar um filme, ficar aqui no sofá vendo debaixo das cobertas. Não existe melhor maneira de terminar um domingo. – sorrindo. Não tinha como resistir àqueles olhinhos de criança feliz.
M: Tá bom, vamos à locadora pegar um filme, mas vamos de uma vez antes que feche, vamos no meu carro! – levantei do sofá para subir até nosso quarto para pegar minha bolsa, mas ele pegou meu braço e me puxou, acabei caindo por cima dele e nos beijamos, retribui, mas parei rápido sorrindo e correndo escada acima.
Entrei rapidamente no quarto para pegar as chaves do carro e minha bolsa. Mike permaneceu na sala, desci e ele já me esperava na porta, a locadora não era tão longe, mas a pé levaríamos meia hora e como eu não estava a fim de ficar muito tempo fora, fomos no meu carro. Fomos ouvindo Kesha, Mike não gosta, mas eu curto, fui cantando pelo caminho para despistar certos pensamentos que já estavam me atormentando.
Na locadora entramos juntos, mas logo nos separamos, cada um foi para uma sessão, eu fui para a de comédia e ele para a de ação e aventura, acabei me distraindo com a sinopse de um filme.
Mike
Quando chegamos à locadora, fui direto para a sessão de ação e aventura. Peguei “Piratas do Caribe”,” Homem de Ferro”, “Velozes e Furiosos”. Eu adorava fazer sessões de cinema em casa com a Mel, mas ela estava um pouco estranha, seca, distante, sei lá. De repente é por causa do ciclo. De qualquer forma ela não costuma se comportar dessa forma, sempre é carinhosa, amável.
Enquanto me distraía com os títulos de filmes que me interessavam uma mulher que estava na estante ao lado não parava de me olhar. Fiquei um pouco sem graça, por que eu já sentia os olhares dela em mim, então continuei olhando para os filmes.
G: Mike Shinoda, numa cidade tão grande como Los Angeles, eu fui encontrar com você bem aqui na locadora! – falou a mulher como se me conhecesse.
Olhei para ela sem entender a princípio, mas olhando-a diretamente a reconheci.
MK: Gabi? Gabrielle é você mesmo? – apontando para ela admirado.
G: Não está me reconhecendo Michael? Sou eu sim! Quanto tempo, não é?
MK: Realmente, muito tempo mesmo. Como você está? Não vai me dar um abraço? – Abrindo os braços e sendo imediatamente abraçado por ela. – Olha só pra você, como está linda! Como vai sua mãe? E suas irmãs, tudo bem? – saindo do abraço e sorrindo, feliz com o reencontro. Gabrielle é uma amiga de infância. Crescemos juntos, estudamos juntos e nos formamos juntos, ela namorou Brad no colegial.
G: Está tudo bem sim, Graças a Deus, mas e você? Realizou seu sonho e ta aí famoso, lindo como sempre, esqueceu-se da amiga aqui, não liga mais pra gente! Aliás, você e o Brad, aquele desnaturado. – rindo. – Mamãe morre de saudades de vocês, vive perguntando quando te vê na TV, ou ouve sua banda no rádio. Ela é sua fã numero 1, com dedão de espuma e tudo mais.
MK: Caramba Gabi, é sério? Que saudades da tia Angela! Prometo que quando for visitar meus pais eu passo na sua casa. E você, curte Linkin Park também? – cruzei os braços no peito e me apoiei no pilar ao lado da estante de vídeos.
G: Fala sério, não é Mike! É lógico que eu curto, eu vi essa banda nascer quando você, Brad e eu íamos pra sua casa, a gente ia pro seu quarto e enquanto vocês tocavam e gravavam músicas, eu fazia os planos para o baile de formatura e pedia pra vocês junto com o Rob tocarem na festa. Eu tenho obrigação de ser fã.
MK: Lembra disso? “Um por todos e todos por um...” – sorrindo.
G: ”Mas se o Mike se meter em encrenca é cada um por si!” – Gargalhando. – Como eu poderia me esquecer? Foram os melhores anos da minha vida, sinceramente! – Disse com um olhar distante e um leve sorriso nos lábios.
MK: O Brad ia gostar de te ver. O que está fazendo em L.A?
G: Trabalho naquela galeria de artes que tem em frente ao parque na esquina da Hillgard Avenue, sabe onde fica?
MK: Claro que eu sei, essa é a minha rua! Te faço uma visita quando tiver um tempinho, passeio com minha cadela quase todo dia naquele parque!
G: Jura que você mora ali? Eu moro há dois quarteirões dali! – sorriu displicente, fez uma pausa e mudou de assunto. – Tá sozinho, Mike?
M: Não, ele está comigo! – me abraçando, selando nossos lábios e encarando a Gabi.
Mel apareceu de repente, sua postura era rígida, senti que ela não gostou de me encontrar com outra mulher desconhecida para ela, então tentei quebrar o clima tenso apresentando uma para a outra.
MK: Oi amor, deixa eu te apresentar: Essa aqui é a Gabrielle, — indicando a Gabi com um gesto. — Uma amiga de longa data que não via há muito tempo. Gabi, essa é a Mel, minha esposa!
G: Muito prazer! – estendendo a mão para cumprimentá-la, mas Mel não retribuiu o gesto então ela recolheu a mão novamente.
M: Uma pena eu não poder dizer o mesmo. – fechando a cara.
Encarei Mellissa incrédulo com suas palavras. Ela nunca tratou ninguém assim, nem mesmo as fãs mais histéricas. Gabi tinha sido super simpática, mas ficou muito sem graça com a atitude de Mel.
G: Bem, já está tarde e eu tenho que ir. Foi bom te ver Mike, agora já sabe onde me encontrar. – me cumprimentou com beijinhos na bochecha. – Tchau, sua esposa é linda. Foi um prazer.
Ela foi embora e eu fiquei muito chateado com a Mel, olhei para ela, ela estava olhando para os DVDs em sua mão como se nada tivesse acontecido, sua expressão era serena. Olhou para mim e sorriu.
M: Já escolheu seus filmes?
Não respondi apenas me direcionei ao caixa e paguei os filmes e as coisas que ela havia escolhido para comer. Fomos em direção ao carro em silencio até entrarmos.
MK: Posso saber o que deu em você? – encarando-a enquanto ela sentava no banco do carro.
M: Não sei do que você está falando. – falou sem me olhar e deu a partida.
MK: Olha pra mim Mellissa, não se faça de desentendida. – ela me olhou lentamente, ainda com as mãos no volante e esperou que eu continuasse. – O que foi aquilo na locadora? Por que tratou a Gabrielle daquele jeito?
M: Ah, por favor, Mike! Você ainda pergunta? Aquela mulherzinha estava se jogando em cima de você e você dando a maior trela. – manobrou o carro e arrancou para fora do estacionamento.
MK: Eu não acredito que você está com ciúmes da Gabi! – ri incrédulo – Pelo amor de Deus, Mel, Ela é minha amiga praticamente desde que eu nasci ela era como uma irmã e, além do mais, ela namorou o Brad. Não há motivos pra ciúmes. – já estávamos entrando na garagem do prédio.
M: É lógico que eu tenho motivos pra estar com ciúmes, eu vi o modo que ela te olhava, a forma como falava com você, se insinuando. Aquilo não é carinho de irmão não, meu bem. – saindo do carro e entrando no elevador. -Farejo mulheres da laia dela a distancia e você tava lá, todo saidinho, pensa que eu não vi? – metralhava as palavras, ela estava muito nervosa. – “ Ta sozinho, Mike?” Pra que ela queria saber, hein? Pra que? – entrou em casa, eu entrei logo depois e bati a porta com violência, aquilo me tirou do sério.
MK: JÁ CHEGA! Você nunca foi ciumenta, nem mesmo com as fãs mais ousadas! Cansaram de me agarrar na sua frente, de me beijarem, pedirem fotos, autógrafos e você sempre entendeu! – me alterei o que fez ela se assustar. – Ela é apenas uma grande amiga, eu a conheço muito antes de pensar em te conhecer, e outra coisa: Foi com você que eu me casei, é por você que eu sou completamente apaixonado e eu nunca faria nada pra te magoar! Eu prometi naquele altar ser fiel a você e eu não pretendo quebrar minha promessa!
Os olhos dela se encheram de lágrimas, pensei que tinha ficado feliz com o que eu disse, mas ao contrário, saiu correndo pela sala, subiu as escadas, entrou no quarto e bateu a porta com a mesma violência que eu usei na porta da frente. “Ela não é assim, o que está acontecendo?” pensei. Me joguei no sofá largando os DVDs que alugamos na mesinha de centro.
Mellissa
Mike estava nervoso, esbravejava, ele não conseguia me entender, na verdade nem eu me entendia. Realmente eu sempre fui muito compreensiva com relação às fãs, mas ver ele tão feliz e animado conversando com outra mulher me fez partir para a defensiva, me senti insegura, com medo de ele fazer o mesmo que eu estou fazendo.
MK: ... Ela é apenas uma grande amiga, eu a conheço muito antes de pensar em te conhecer, e outra coisa: Foi com você que eu me casei, é por você que eu sou completamente apaixonado e eu nunca faria nada pra te magoar! Eu prometi naquele altar ser fiel a você e eu não pretendo quebrar minha promessa!
Suas palavras foram como adagas no meu peito, senti meus olhos arderem e um nó se fechando em minha garganta, queria sumir, desaparecer da frente dele, queria morrer naquele momento. Qualquer mulher ficaria comovida com tais palavras, mas na minha situação foi como se, mesmo sem saber de nada, ele esfregasse a verdade na minha cara. Minha única reação foi correr, sair dali, entrar no meu quarto, bater a porta, me jogar na cama e me entregar ao choro, um choro de dor, de raiva, de ódio, de nojo de mim mesma. Pensei em Chester, pensei em Mike e meu peito doía, o que eu estava fazendo? Amo os dois e com isso estou machucando a mim e a eles. Em meio ao choro e meus pensamentos acabei adormecendo.
Acordei na manhã seguinte com o despertador martelando meu cérebro. Chorei tanto que meus olhos estavam vermelhos e inchados, minha cabeça latejava, olhei para o lado direito da cama e estava arrumado, Mike não dormiu no quarto.
Não tinha ânimo para sair da cama, mas fiz um esforço descomunal para levantar. Fui até o Closet caçar algo confortável para vestir, tinha que trabalhar e parecer bem. Decidi por uma saia longa de cintura alta preta, uma camiseta azul-royal, um bolerinho jeans e sapatilhas da mesma cor da blusa. Fui até o banheiro, tomei um banho frio para espantar o cansaço e me vesti. Prendi os cabelos num coque, mas deixei a franja solta, caprichei na maquiagem, apesar de leve tinha que estar bem feita para disfarçar o inchaço. Saí do quarto e dei uma olhada no quarto de hóspedes para ver se Mike estava lá, mas a cama estava arrumada, no estúdio também não então desci.
Mike estava deitado no sofá com a mesma roupa da noite anterior, a TV estava ligada com o menu do “Homem de Ferro”. Abaixei ao lado dele e depositei um beijo em sua testa, depois na ponta do seu nariz e depois em seus lábios. Mike se espreguiçou e abriu os olhos, me encarou com os olhos semi serrados por causa da claridade.
M: Bom dia amor. – acarinhei seu rosto, ele pegou minha mão e fechou os olhos curtindo o carinho. – desculpe eu ter sido tão boba ontem, eu...
MK: Não fala nada, não tem problema. Eu te amo e é isso que importa. – puxou meu rosto para um beijo calmo e suave.
M: Termina de dormir no quarto, sua coluna vai pedir arrego logo, logo. – sorrindo e ajudando-o a se levantar. – Eu estou indo trabalhar, vou para o escritório e quando você acordar me ligue. Vou tentar sair mais cedo hoje. Tchau. – demos um selinho e ele subiu para o quarto.
***
Entrei no escritório e Donn já estava lá.
M: Oi Donn, bom dia! – Cumprimentando-o como de costume.
D: Oi Mel, tudo bem? Como foi o fim de semana? – sorridente.
M: Ótimo. Cadê o Brad? – indo até minha mesa e ligando meu computador.
D: Deve estar chegando, Elisa teve que viajar e deixou o Jonah com ele, então já sabe né? Está todo enrolado. Vai trazê-lo para cá.
M: E o vovô coruja está louco para passar o dia com o netinho! – rindo. – Ele pode ficar tranqüilo que eu me prontifico a ajudá-lo.
Foi só falar nele que o Brad chegou. Com o Jonah dormindo no carrinho, de mochila e carregando a bolsa do filho. Ajudei com as bolsas e ele pôs o carrinho do pequeno ao lado da sua mesa, tirou a mochila das costas e sentou-se.
B: Bom dia pai, Bom dia Mel. – sorrindo
D: Bom dia, meu filho.
M: Precisamos conversar. – fiz uma cara apreensiva que o preocupou.
B: Claro, vamos ali na outra sala. – levantou-se – Pai, dá uma olhadinha no Jonah pra mim enquanto eu converso com a Mellissa?
D: Claro, Brad. É sempre um prazer vigiar meu netinho. –sorrindo e prontamente indo para o lado do carrinho onde o garotinho dormia.
Entramos na outra sala e Brad sentou-se no sofá fazendo me sentar ao lado dele. Contei tudo o que tinha acontecido na noite anterior. Ao final ele pôs o rosto entre as mãos e soltou um suspiro sonoro para só então falar.
B: A sua atitude poderia tê-lo deixado desconfiado. Você nunca foi ciumenta e dar um piti desses... – ele pegou minhas mãos e me olhou com um olhar fraterno. – Seu ciúme demonstra culpa! O Mike realmente nem imagina o que você esta fazendo, Mel. Nem sei como ele não desconfiou de você ter ido à casa do Chester assim, sem mais nem menos! Olha Mel, você sabe minha posição com relação a isso, eu realmente não concordo com o que está acontecendo, mas se você continuar com essa postura ele vai perceber mais cedo ou mais tarde!
M: Eu sei Brad, mas o que eu faço? – minha angustia já era aparente e o nó em minha garganta voltou.
B: Termina com o Chester de uma vez... – olhei-o com um olhar de tristeza e ele notou. – Ah, não! O pior já aconteceu Mel!
M: E qual é o pior?
B: Você está apaixonada pelos dois! – falou isso e encarou o chão.
Ouvimos batidas na porta que logo se abriu, surgindo Donn com Jonah no colo:
D: O pequeno acordou, papai! – sorrindo e pondo Jonah no chão.
B: Vem cá, filho! Vem falar com a tia Mel! – Brad estendeu os braços para frente e ele veio coçando o olhinho, cambaleando de sono.
JO: Oi tia Memel! – bocejou.
M: Oi, meu lindo! – pegando-o no colo. — Ta com soninho ainda?
Jonah se aninhou em meu peito, coçou os olhinhos mais uma vez e disse:
JO: Só um pouquinho! – sorrindo.
Sorrimos todos, e Brad o pegou do meu colo para dar-lhe a mamadeira. Ele era um pai muito atencioso. Depois de nossa conversa fui trabalhar. Consegui me concentrar no trabalho e esquecer um pouco o conflito de sentimentos dentro de mim.
A manhã passou rápido então fui almoçar. Saí do prédio e me deparei com Chester do outro lado da rua, apoiado em seu carro com os braços cruzados no peito e um sorriso maroto nos lábios. Sorri sem graça e fui até ele, o abracei e ele tentou me beijar.
M: Aqui não Chazzy, podem nos ver. – olhando para os lados tentado ver se alguém estava olhando.
C: Está bem, então vamos sair daqui, o que acha de irmos à algum lugar pra almoçar e conversarmos um pouco? – acariciando meu rosto com a ponta do polegar.
M: Claro! Aonde vamos?
Notas finais
Se tiverem alguma sugestão ou crítica, é só deixar nos reviews que eu respondo! Um beijo e até o proximo capítulo! :)
Fale com o autor