A Colecionadora de Almas - Interativa

1 Prologue - White. White. And whiter.


Notas iniciais
Nada a declarar! asasuasa Boa leitura ^-^ A tradução do título é: Branco.Branco. E mais branco.

Prologue — White. White. And whiter

Branco. Branco. E mais branco. Talvez fosse essa a definição desse lugar Um espaço, uma imensidão. O Vácuo de fato não mudava, aquela fina linha que servia de divisa entre a terra dos vivos, o inferno e o céu, o local para onde os humanos partiam assim que seus corações paravam de bater sempre permaneceria sendo aquele vazio, aquele nada.

Branco. Branco. E mais branco, as palavras se repassaram em minha mente Um espaço, uma imensidão.

Sendo franca comigo mesma, não sei ao certo quando comecei a fazer isso, mas... a partir do momento em que me dei conta, já era tarde demais, as palavras haviam sido ditas naquela hora de desespero e eu me tornei... isso.

Ele me enganou com sílabas falsas, esperanças mentirosas e alimentou ainda mais o sentimento ruim que florescia em meu interior, se não houvesse sido ingênua o bastante para cair na maldita ilusão proferida por aquele rapaz, talvez hoje eu estivesse vivendo em meu paraíso particular ou queimando nas chamas do inferno. Qualquer uma das duas opções acabaria sendo melhor do que a vida que levo atualmente.

Vida... é um pouco irônico um ceifador falar sobre isso, afinal de contas, somos criaturas rejeitadas pela mesma e expulsos pela própria morte. Condenados a vagar pelo Vácuo guiando os humanos ao destino que Deus reservara a cada um deles.

Ergo meu braço em um movimento brusco, realizando movimentos rápidos com o pulso e dedos, fazendo com que a foice em minha mão girasse. A figura encolhida que se estendia a minha frente pareceu se assustar, afundando ainda mais a cabeça entre seus joelhos, tremendo um pouco seus ombros e deixando escapar um gemido de medo, juntamente com lágrimas que passaram a brotar de seus olhos.

A cabeça calva e as feições cansadas passavam uma idéia da quantidade de anos que possuía. As olheiras profundas abaixo de seus olhos, o nariz grande e deformado, os lábios finos e os olhos miúdos e separados, tudo isso e um milhão de outras características feiosas se combinavam em um único rosto. De fato não era uma pessoa bonita, estava longe de ser.

— Ernest Johanne. – comecei ao mesmo tempo em que suas íris escuras se voltaram para meu rosto – Dirigia sobre o efeito de álcool em alta velocidade em uma rodovia próxima ao Colorado, perdeu o controle do veículo e colidiu com um caminhão. Você foi arremessado a aproximados 200 metros do local da colisão, quebrando vários ossos de seu corpo e vindo a óbito por traumatismo craniano e muitas hemorragias internas.

As palavras fluíram como sempre acontecia, as mesmas vieram a minha cabeça assim que meus olhos tocaram a silhueta pequena de Ernest, as informações relacionadas a sua morte eram automaticamente baixadas por meu cérebro.

— Este é o Vácuo. Um lugar para onde o espírito e alma de vocês, humanos, vêm quando morrem para serem levados ao destino que as forças superiores reservaram para cada um. Eu sou Louise, a ceifadora responsável por guiá-lo seja aonde for o seu lugar designado.

Com outro movimento, ergo a ferramenta em minha mão, a lâmina zune até o momento em que a paro em meio ao ar.

— A partir de agora... – faço uma pausa – é com você. Tenha mais sorte na próxima vida, Ernest, queime nas chamas do inferno. – o músculo de meu ombro relaxa, fazendo com que a foice desça em alta velocidade, rumando em direção ao pescoço do homem e, antes mesmo que minhas pálpebras ousassem piscar, sua cabeça rolou, manchando o chão de sangue.

Dando um longo suspiro, permito com que meus membros relaxem. Ao que era indicado e por mais vezes que realizasse tal ato, jamais me acostumaria com o aquele líquido escarlate, mas pouco importava, afinal de contas, o mesmo, poucos segundos após a execução, tornaria a vaporizar-se, transformando-se em um milhão de partículas.

Movo minha mão livre a um dos bolsos traseiros de minha calça, agarrando um pequeno frasco com rolha, achatado em seu gargalo e largo em sua base. Destampo-o e movo-o para frente, o colocando em meio à pulvis— nome dado às partículas que se formavam a partir do corpo e sangue do espírito morto -, fazendo com que uma pequena quantidade do pó se acopla em seu interior.

Em passos largos, dou as costas, os saltos de minha boca estalam conforme ando e, estranhamente ou não, era um som reconfortante aos meus ouvidos. Levo o cabo da foice para trás de meu pescoço, distribuindo melhor o seu peso pelo restante de meu corpo.

Branco. Branco. E mais branco. Um espaço, uma imensidão. As sílabas rodopiaram em minha mente antes de esquecê-las por completo.

Notas finais
=3 Espero que tenham gostado e deixem suas opiniões nos comentários! Se acharem algum erro, por favor me avisem, sendo franco, não revisei antes de publica-lo! Acho que é só! See ya! o/ Até o próximo!