Notas iniciais
Yoo! o/ Olha só quem voltou?! Pois é, pois é! Não vou mentir, estava ansioso pra começar a escrever essa fiction! Bom... neste capítulo nós iniciamos a história em si, espero que gostem! ^-^ A propósito, a fiction a partir de agora é Interativa, acabei de elaborar as fichas ashaus :3, você pode acessa-las através do link nas Notas da História! Até lá embaixo! A tradução do título é: Sangue em minha Lâmina

Parte I

Devaneios Negros

“E naquele devaneio de emoções sombrias,

nos meus pensamentos escuros e em

minhas ações negras, percebi que aquele

não era mais meu lugar”

Chapter I — Blood on my Blade

Sangue. Muito sangue. Ergo minhas mãos enquanto o líquido escarlate escorre por meus pulsos, transmitindo o calor sufocante para aqueles membros. O gosto ferroso em minha boca despertou um sentimento de terror em meu interior, fazendo com que meu coração acelerasse e escutasse o eco de minha circulação em meus ouvidos.

Fecho meus olhos. Não agüento mais aquela visão, de onde todo o sangue viera? Onde estou? Porque isso está acontecendo? Movo os braços pra cima de cabeça, tapando os ouvidos numa tentativa inútil de abafar o som que ricocheteia em meu interior, os ruídos apenas pioram, tornando-se quase ensurdecedores.

Estou com medo. Medo o suficiente para não encarar a situação a minha frente, com medo o suficiente para ficar paralisado e não mover-me um milímetro sequer. Onde diabos eu estou?! O que é todo esse sangue?! As perguntas não paravam de se repetir em minha mente e, por mais que quisesse negar, sabia que todas as respostas estariam ali, bem diante de mim, bastava ter coragem e seguir em frente. Num movimento de adrenalina, minhas pálpebras se abriram, dando-me a visão do local em que estava.

Branco. Um horizonte sem cores, um completo espaço sem objeto ou coisa material, com exceção da silhueta sinistra que se dispunha em pé em minha frente. As roupas justas de couro permitiam uma ênfase maior às suas curvas, o nariz achatado, as sobrancelhas grossas e os cabelos até a altura dos ombros.

O ligeiro desconforto em minhas mãos por conta do líquido escarlate seco permitiu com que desviasse um pouco de minha atenção da gigantesca ferramenta que carregava às suas costas, uma foice, com grande parte da lâmina manchada da mesma substância que parecia estar por cima de todo o meu corpo.

Sua feição de surpresa não deixara de ser notada por mim, seus olhos arregalados exibiam um lampejo de angústia, de forma singela, os lábios da garota se abriram e soltaram de forma gaguejada uma palavra, que, com certo custo, meus ouvidos identificaram.

— Hu... mano!

۞

Ky Armstrong

Acordo assustado. Os meus pulmões ardem implorando por mais oxigênio, a respiração acelerada me cansa um pouco, mas acaba dando um fim ao suor frio que se espalhara por toda a extensão de meu tronco. Fico deitado por mais alguns segundos, os lençóis molhados acabaram por grudarem em mim, movo-os para lado ao mesmo tempo em que jogo as pernas para a lateral da cama.

Tateio o criado-mudo próximo em um busca de meus óculos, enquanto, com a outra mão, massageio minha nuca. Ao que tudo indicava, o maldito sonho não permitiu com que possuísse uma boa noite de sono. Abro a armação e posiciono-a em meu rosto, fazendo com que o borrão que encarava tornar-se uma escrivaninha bagunçada repleta de livros, cadernos e folhas de papel.

Caminho em direção ao guarda-roupa, sentindo a friagem do chão sobre os meus pés, certamente o meu nariz entupido acabaria por reclamar desta ação caso permanecesse realizando-a por mais algum tempo. A porta do móvel range quando a puxo, deixando cair pequeninas lascas de madeira e exibindo as roupas escuras e cumpridas em seu interior. O objeto precisava ser trocado urgentemente, por sua idade avançada, ameaçava cair a qualquer momento.

Agarro qualquer peça enquanto os meus olhos dão uma piscada longa por conta do sono, trajando-a rapidamente e colocando alguns dos cadernos e livros jogados em cima da escrivaninha dentro de uma mochila. Sendo sincero, não possuo vontade alguma de sair de casa nesse momento, com as temperaturas baixas e o meu ânimo, se dependesse de mim, acabaria por ficar jogado na cama pelo resto do dia.

Em passos lerdos, acabo me direcionando a porta. Aquele seria mais um dia longo e cansativo, não havia como negar.

Os fones em meus ouvidos distraíram-me no percurso até a escola. Não sei ao certo quanto tempo se passou, no entanto, ao perceber, o ônibus estava atravessando a Avenida Greenpoint, prestes a desembarcar em uma das ruas mais adiantes.

“Look into my eyes”

It’s where my demons hide…”

O trecho da música recordou-me do sonho, Olhe nos meus olhos, é onde meus demônios se escondem. Não sei exatamente o motivo pelo qual isso acontece, mas o mesmo se repetia há algum tempo e era sempre a mesma coisa, sangue nas mãos, meu corpo imóvel e a garota com a foice. Vovó costumava dizer que todo sonho possuía um significado – e permiti-me acreditar nesta crença -, mas, por mais que esforçasse meus neurônios a pensar em algo relacionado com aquilo, sempre retornava a estaca zero.

As roupas justas de couro permitiam uma ênfase maior às suas curvas, o nariz achatado, as sobrancelhas grossas e os cabelos até a altura dos ombros. Recordo-me da aparência da garota, de fato era bastante bonita e acabaria chamando atenção de vários garotos com as roupas ousadas, mas qual o motivo de segurar aquela foice ensanguentada? E o que... significava aquela palavra? Hu...mano, ao que aparentava, ela não era muito diferente de um daquele espécimes, porém porque dissera as sílabas gaguejadas com tamanho espanto?!

Mesmo sendo um sonho, a curiosidade acabaria me devorando por dentro e eu sabia, não iria descansar até descobrir o real significado daquela visão. Levanto-me do banco ao mesmo tempo em que o ônibus freia bruscamente em minha parada, desta vez, caminhando de forma rápida, seguindo em frente enquanto o veículo rumava pela esquerda às minhas costas.

As aulas seguiram-se de forma rápida. Completamente o oposto do que achei que seria. Os pensamentos voltados para a garota em meus sonhos foram mais fortes que eu e tomaram conta de minha mente. Estava realmente entretido com aquele assunto e certamente o mesmo não fugiria de minha cabeça tão facilmente.

O vento gélido do fim da tarde começara a soprar há pouco, fazendo com que me arrepiasse um pouco e esfregasse as mãos nos braços. A blusa fina que trajava não era suficientemente quente para manter-me aquecido, forçando-me a dar passos apressados rumo a meu destino. As últimas rajadas de sol se despediam do céu se escondendo atrás do horizonte, dando espaço para uma noite escura e com as estrelas apagadas por conta da luz ofuscante da cidade que não dormia.

Me foco apenas em chegar em casa antes que as temperaturas se amenizassem ainda mais, o inverno poderia ser cruel em Nova York. O frio pareceu despertar-me um pouco de meus devaneios, me trazendo de volta a realidade.

Atravesso uma avenida, não me preocupo se carros vem em minha direção ou não, cometendo o maior erro que poderia fazer em todo aquele dia. Vislumbro de relance a minha direita, observando os faróis de um caminho vindo em minha direção, à última coisa que escuto é a buzina aguda do veículo alarmando a sua chegada... e a minha provável morte.

Notas finais
Eu sei, eu sei... As coisas podem ter ficado meio confusas, mas prometo, mais tarde essa história toda será esclarecida, principalmente esse "sonho" no início do capítulo! Espero que tenham gostado! o/ Após enviarem suas fichas, não esqueçam de comentar! P.S: LEIAM AS NOTAS DA HISTÓRIA POR INTEIRO! A PALAVRA CHAVE PARA SUAS FICHAS SEREM ACEITAS ESTARÃO LÁ!