A Colecionadora de Almas - Interativa

8 Chapter VII - How Jelly and Peanuts


Notas iniciais
Meu povo, minha pova! Olha quem voltou?! ^3^ Pois é, pois é... terceiro capítulo da semana! Nesse ritmo alcançaremos em breve a quantidade de capítulos que a fiction deveria ter atualmente se postasse nas férias! :3 (francamente, estou surpreso comigo mesmo, nunca cheguei a postar tanto assim em 7 dias!) Ér... eu decidi deixar aquele sistema de pontos da fiction só para desejo de vocês mesmo! (Que sistema de pontos, Tio Butter?!) Gafanhotos, é o seguinte, se vocês "serumaninhos" (aquele vídeo SEEE NHOR ahsuahsahs) leram as notas da fiction estão sabendo sobre ele, basicamente, quanto mais você comentar maior será a sua quantidade de pontos, que poderá ser usada quando você desejar, basta me enviar um MP dizendo exatamente o que quer que aconteça com seu personagem! :v (também vale lembrar que você deverá possuir a quantidade necessária de pontos para que isso aconteça, em breve poderão ver o ranking e o "preço" das demais coisas ¬3¬) Os pontos originalmente serviriam como a "frequência" que os personagens das pessoas que comentavam apareciam na fiction, no entanto, modifiquei isso e criei um próprio gráfico para os POV's, você pode acessá-lo através do link abaixo ^-^. Basicamente, cada coluna representa um capítulo, cada capítulo possui 3 ou 4 POV's e 0, 1 ou 2 OP (opcional) que são os POV's que podem ou não serem escritos no capítulos. Pode estar confuso por agora, mas prometo atualiza-lo com o tempo! T^T https://docs.google.com/spreadsheets/d/1eLSbc5hh8tTBqahXbJwjah50WUcsDuPiyfb4x6wsKI8/edit?usp=sharing Todavia, acho que é só! :3 Até lá embaixo! A tradução do título é: Como Geleia e Amendoim.

Chapter VII — How Jelly and Peanuts

Delfin Liberato

Acordo com o som de passos no corredor. Uma das coisas boas de se tornar um Ceifador é que, geralmente, presta-se atenção em qualquer coisa, por mais mínima que seja e, com base nisso, reconheço os passos de Louise pelo intervalo de 2, quase 3 segundos de um passo e outro. Ela bate na porta algumas vezes e murmura meu nome, sua voz soava trêmula, como se estivesse abalada com algo e segurasse as lágrimas que se formavam no fundo de sua garganta.

— Delfin...? – o fato de Louise tentar sempre a postura firme deixou que o tom que escapara de estranho, como se estivesse gripada – Está dormindo? – e bate mais vezes, dessa vez de forma mais lenta.

Observo sua sombra se estendo pela tapeçaria de luz que entrava por baixo da porta. Levanto-me, pisando firme e girando a maçaneta, encarando os olhos de Louise vermelhos e inchados. Particularmente, vê-la na situação atual com toda a certeza não é comum e perceber que viera até mim para, ao que parecia, conversar...? A não ser que Louise PcMangg estivesse doente, uma chuva de canivetes estaria prestes a cair sobre Nova York. Meus pensamentos são interrompidos quando ela avança, passando seus braços por baixos dos meus e enterrando seu rosto em meu peito, soluçando. Perdi-me em meio ao momento em que ambos adquirimos intimidade para um abraço, porém a confusão faz com que eu retribua. Sinto meu rosto esquentando com a situação, apoio meu queixo em sua cabeça e espero algo acontecer.

— Eu... – Louise começa, ainda me abraçando – eu geralmente não faria isso... Sabe, vir chorar no peito de alguém por uma coisa idiota como essa, mas bem – ela permitiu que uma centelha de felicidade se espelhasse em seus olhos – essa coisa idiota acabou mexendo comigo mais do que pensei.

Pisco os olhos algumas vezes e reparo que as roupas de couro negro justas ainda estão em seu corpo, indicando que estivera no Vácuo há pouco tempo. Louise é uma mulher bonita, roupas nesse estilo marcam seu corpo, deixando-o ainda mais modelado... malditos seja os hormônios adolescentes! Evitem ao menos uma vez na vida que passe constrangimento!

— Louise... –falo, pigarreando logo em seguida, umedecendo a garganta. Tomo cuidado com as palavras que escolho, a verdade era que queria saber o motivo de estar chorando, e correria atrás – se não se importa... bem, ver você nesse estado não é uma coisa comum, poderia me contar o motivo? – tomo cuidado ao escolher as palavras, tentando soar o mais sentimental possível.

Ela desfere alguns passos para trás, afastando-se, limpando os olhos com as palmas das mãos. Louise respira profundamente por alguns segundos e me encara com as escleras ainda vermelhas.

— É... e-eu acho que será a melhor opção. – Louise exibe um sorriso e abro caminho para que entre em meu quarto

Louise olhou para os lados e se senta na cama, soltando um suspiro e iniciando sua explicação sobre o ocorrido há pouco. Ao que entendi, a mescla dos acontecimentos recentes e o fato de ter encontrado um humano no Vácuo – coisa que, particularmente, não acreditei muito, no entanto, o fato de Louise se encontrar em um estado traumatizante fazia com que possuísse minhas dúvidas, no entanto... um humano?— a deixaram à flor da pele.

No final,ela explica que largara o humano em um beco qualquer e retornara à base da Armada. Momentos de silêncio se seguiram enquanto Louise limpava as últimas lágrimas que surgiram em seus olhos ao longo da história com as costas das mãos.

— Isso... é definitivamente estranho. – Louise ri, os dentes alinhados sendo exibidos – Você e eu mal nos falamos e agora... eu venho me desabafar por meus neurônios estarem cozidos em sal e pimenta e... – ela torna a rir, era inevitável que a sua alegria me contagiasse e, quando percebo, estou gargalhando também.

Após paramos, ela me encara, suas íris castanhas apresentavam a mesma centelha de anteriormente, no entanto, algo se escondia por detrás da mesma, como se esse não fosse o momento ideal para se mostrar ainda. Em um movimento brusco, ela se levanta, curvando-se um pouco e olhando no fundo de meus olhos.

— Considere isso como um agradecimento. – e avançou, encostando seus lábios em minha bochecha, acariciando suavemente o canto de minha boca – Obrigada, Dellfin. – abriu a porta, e saiu.

Louise realmente é uma garota cheia de surpresas, não existe maneira de prevenir o que fará a seguir, enquanto as engrenagens de meu cérebro processavam o que acabara de acontecer e meu coração pulsava aceleradamente, percebo que minhas bochechas estão coradas. Escondo o rosto com as mãos e me jogo na cama.

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Vikterion Alomar

Os passos de vovó nunca estiveram tão apressados como agora, ela parecia se mover o mais rápido que suas pernas permitiam. Ao que parecia, vovó ficara ansiosa ao receber o telefonema de uma velha amiga que a convidara para sabe-se lá o que, por brincadeira do destino, vovó insistiu que fosse junto, enfrentando juntamente a ela minutos de ônibus e metro. Fazemos uma curva a direita, apesar de ser uma rua afastada, o local era bem movimentado, ao que indicava, pessoas viam de bairros longínquos – ironia, não? – para comprar algo por ali.

Adentramos a multidão e vovó parece se erguer nas pontas dos pés, tentando enxergar a pessoa que procura e, felizmente – acho eu -, a mulher era bastante perceptível dentro do aposento. Os cabelos cacheados e brancos se destacavam na cara gorducha, o sorriso pintado de rosa era aconchegante, os olhos pareciam pequenas bolinhas de gude escondidos entre as maçãs do rosto, ao nos ver seus lábios se estenderam de orelha a orelha, não sabia ao certo se a cena era assustadora ou estranha, no entanto, vovó seguiu adiante, largando de minha mão e indo abraçar a mulher. Era inevitável não enxergar a felicidade que vovó sentia, ela é desse tipo de pessoa que é difícil de conquistar, no entanto, ao se conseguir, considere-se acompanhado pelo restante de sua vida.

A mulher abriu espaço entre a multidão a me ver ali, abaixando-se um pouco e apertando minhas bochechas, beijando-as logo em seguida de forma estalada — tenho certeza que uma marca de boca preenchera o local -, e deu as costas, sem dizer uma palavra. Ela leva vovó para uma porta um pouco aos fundos e as sigo, a porta permite passagem para um corredor largo e, logo ao seu final, uma escada para o segundo andar. Vovó tem certa dificuldade em subir, mas a mulher não, como se houvesse feito aquilo mais de um milhão de vezes e suas pernas não sentissem mais nada. Os degraus são largos e terminam em um cômodo amplo, provavelmente a sala de estar da amiga de vovó. No sofá de canto vermelho, um gato carrancudo e velho se espreguiça, me encarando logo depois com os olhos verdes foscos.

— Porquinho! – ela apontou para o gato fazendo um movimento de sobe e desce com as mãos – Vamos! Desça já desse sofá. – o felino não demora muito e atende as ordens de sua dona, ela volta sua atenção para vovó – Oh... Margot, Viktarion – acho estranho o fato de saber meu nome, vovó devia ter dito algo sobre mim no telefonema -, sentem-se, por favor, se não se importam, vou trazer o café, esperem um pouco.

Olho ao redor, pinturas baratas estavam penduradas em quadros na parede e várias fotografias se espalhavam pelo criado, a grande maioria com ela própria e outra jovem, a mesma possuía um rosto familiar, no entanto, minhas memórias não colaboram para que tenha uma ideia de onde a conheço. O som do titilar de xícaras em pires denuncia a presença de outra pessoa, a senhora exibe novamente o sorriso assustador e nos serve.

O tempo nunca se passou de forma mais lenta, vovó e a outra pareciam ter assunto pelas próximas décadas – tudo bem, entendo que ficaram todo esse tempo sem se ver, porém... que colocassem tudo em dia aos poucos! -, vez ou outra faziam alguma pergunta a mim que respondia com um simples sim ou não, sem contar o fato de que a mulher parecia querer me engordar, oferecendo doces calóricos a cada quinze minutos, revezava entre pegar um e negar outro.

Engulo um pedaço de marshmallow e o som de passos nas escadas metálicas é ouvido, meus olhos se voltam para o local.

— Tia Teresa, estou de volta! – a voz exclamou vinda das escadas, meu olhar é voltado para aquele local, pisco alguma vez enquanto a pessoa surge no cômodo, revelando os cabelos curtos, as sardas claras e as íris esverdeadas, a mesma garota em que estivera na grande maioria das fotos com Teresa.

— Ó! – Teresa exclamou, se levantando subitamente do sofá e colocando as mãos na boca – Margot, Vik, quero que conheçam minha neta. – vovó se levantou, estendendo a mão para a garota – Esta é Lissa, Lissa Redfouth, a neta que citei para você na ligação.

— É um prazer conhecê-los. – Lisa exibiu um sorriso, apertando a mão de vovó.

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Louise PcMangg

Fecho a porta delicadamente, tomando cuidado para que não batesse e produzisse algum som. Olho para os lados, atenta à presença de espectadores, no entanto, noto que Lucy ainda não retornara, me deixando um pouco mais aliviada. Minha mente se desliga por um momento, se esquecendo de tudo por alguns segundos e voltando a tona logo depois, causando certa tontura ao lembrar-me do que acabara de fazer.

Respiro profundamente... O QUE EU FIZ?! Toco meus lábios, lembrando-me claramente da textura que senti quando avancei, o gosto almiscarado de limão se misturava com algo a mais que, por mais que tentasse, não conseguia identificar o sabor. Meus pensamentos se voltam aos motivos de meu ato, o porque de ter feito isso exatamente, entendo que, como havia dito, minha mente estava completamente perdida em meio a confusão que a Terra se encontrava com as recentes idas e vindas dos demônios – acho improvável que um único membro dos Ceifadores não saiba sobre isso — e... o fato de ter encontrado o humano no Vácuo realmente me incomoda e faz com que fique ainda mais confusa, no entanto, isso não explica tê-lo beijado. Afasto-me do quarto de Delfin e rumo para o meu, por mais que tentasse, minha mente se recusava a pensar em outra coisa que não fosse Delfin, os olhos azuis, o cabelo cacheado, a boca... movo minha mão para meu braço, beliscando-me, ai... Louise concentre-se. Meus pulmões inflam mais uma vez, e de novo, e de novo, fazem o mesmo vai e vem até terem completa certeza de que meus neurônios se acalmaram e o coração tornara a bater normalmente.

Encaro a cama bagunçada a minha frente, o lençol violeta era coberto por uma cortina de poeira que se formara através do feixe de luz que adentrava a janela no topo do cômodo. Quico no colchão algumas vezes ao me deitar, fecho os olhos e desejo com todas as minhas forças dormir. E é o que acontece.

Acordo de súbito, o pequeno raio de sol se mexera, rumando para meu rosto e deixando minhas pálpebras vermelhas quando mantinha os olhos fechados. Pela primeira vez, não sonhara com absolutamente nada, o Vácuo não assombrara meus sonhos como acontece todas as outras vezes que o sono me invade, o branco fora deixado de lado e o negro tomara conta de mim, com toda certeza, as cores escuras eram mais agradáveis.

Levanto-me, ficando de pé logo em seguida, a “casa” continua silenciosa, somente com o barulho de aço batendo contra aço na cozinha, provavelmente um dos integrantes da Armada preparando algo para comer. Abro a porta e sigo o corredor, meus olhos doem no momento em que a luminosidade da lâmpada cai sobre os mesmos, me deixando cega por alguns milésimos, mas retornando ao normal logo em seguida. Abro a geladeira, tirando um iorgute do interior do eletrodoméstico, o sabor de framboesa invade minha boca e me viro, encarando Delfin me observando, estendendo um sanduíche em minha direção. Nesse instante, a cena retorna como um flash... porra!

— Eu iria deixar aqui para quando acordasse, mas já que está aqui, pegue logo, não tenho o dia todo. – agarro o sanduíche, sentindo o forte cheiro de pasta de amendoim se aventurando por dentro de minhas narinas, não é o meu preferido, mas o estômago roncando não reclamaria se o ingerisse, vou em direção à sala de estar e Delfin se vira novamente para o balcão, provavelmente montando outro do alimento que está em minha mão.

Ligo a TV. Por pura coincidência, o mesmo programa que assisti no dia anterior era exibido pela emissora, à rodada final se aproximava, a marcação das perguntas no canto esquerdo superior da tela indicava a antepenúltima pergunta e o valor de dez mil dólares piscava logo abaixo. A mesma reação do outro participante é realizada pela mulher, a testa soando e a voz gaguejando por conta do nervosismo, agora que paro para perceber, humanos são realmente previsíveis, sempre agem da mesma forma mediante a situação. O apresentador do programa abre a boca, sorrindo de forma que mostrasse todos os seus dentes.

Entre os nomes de espécimes apresentados a seguir, qual pertence ao grupo dos cnidários?

Os passos fortes de Delfin denunciam sua presença assim que adentra o cômodo, carregando o mesmo exemplar de sanduíche que me dera anteriormente, dou uma mordida no lanche, sentindo o recheio grudar em meus dentes e soltar-se logo depois. Delfin se posiciona a meu lado, a diferença de nossas alturas é ridiculamente grande, fazendo com que pareça uma criança perto do mesmo, nossos olhos são voltados para a tela.

Letra A — Esponjas, medusas, anêmonas

— Louise... – escuto sua voz sussurrando meu nome – sobre o que aconteceu mais cedo...

— Delfin, por favor, poderia simplesmente esquecer? – eu o corto, conversar sobre o assunto é estranhamente... estranho.

O tipo sanguíneo AB também é conhecido como...? As alternativas apareceram, o valor de dez mil dólares aumentou para cem mil.

— Louise... eu – ele insiste, despertando certa irritação em meu interior, por mais uma vez na vida não poderíamos simplesmente assistir a um programa mundano? –, eu realmente preciso...

— Delfin... por favor. – continuo encarando a tela, creio que nesse momento não consiga olhar em seu rosto.

Letra D – Receptor universal, o valor cresce ainda mais, tornando-se um milhão.

— Louise... – ele engole o pedaço de sanduíche, largando-o em seu colo e movendo sua mão para meu queixo – eu...

— Delfin! Por uma última vez... por favor! – forço meu queixo, fazendo com que o garoto o soltasse.

Um dos principais “sintomas” que o corpo sofre ao sentir-se apaixonado é...?

Ele volta a fazê-lo, desta vez de forma mais firme.

Letra A – Coração acelerado, e então se joga para frente, encostando seus lábios nos meus, mesclando o sabor de geléia de sua boca com o amendoim e, por incrível que pareça, aquela era a combinação que queria ter provado em meu sanduíche. Por mais que quisesse negar o beijo, meu corpo e mente se recusam, e então retribuo, permitindo passagem para sua língua enquanto sinto meu sangue sendo bombeado mais rápido através de minhas veias, ecoando em meus ouvidos e a mulher pula de alegria dentro da televisão.

Delfin é misterioso, com toda a certeza, ainda mais do que eu própria.

Notas finais
Nada a declarar! :3 Tirem suas próprias conclusões! ^-^ Espero que tenham gostado! Até o próximo! See ya! o/ ¬u¬