A Colecionadora de Almas - Interativa

7 Chapter VI - Like a butterfly, I can fly freely to fall in the web of a spider


Notas iniciais
Yooooo, pessoas!! Dessa vez eu não demorei ahusahsahsa Bem... minha cabeça tá pipocando de ideias e meus dedos felizmente estão colaborando, então... é, o capítulo ta pronto :v Nesse capítulos só temos personagens novos, acho eu que eram só eles que faltavam para aparecerem..., apesar de que ainda tem fichas extras para ler, mas veremos ashuashaus Nada mais a declarar ^-^ Espero que gostem :3 A tradução do título é: Como uma borboleta, eu posso voar livremente para cair na teia de uma aranha P.S: Eu fiquei ansioso e não revisei o capítulo, qualquer erro/repetição de palavras, me avisem :3 e.e Até lá em baixo!

Chapter VI — Like a butterfly, I can fly freely to fall in the web of a spider

Samuel Delacruz

Diolun? Pode vir até aqui? Por favorzinho, as palavras retumbam dentro de minha cabeça enquanto a nuvem de fumaça toma forma e o demônio surge a minha frente. O corpo delineado que Diolun escolhera me deixa completamente excitado, o fato de selecionar algo semelhante a uma humana é melhor ainda. As pernas, o quadril fino, os seios fartos, as nádegas empinadas, tudo isso sobre uma roupa curta e justa possibilitava com que meus olhos se deliciassem com uma visão divina.

— Sim, mestre. – as partículas negras se desfazem, deixando para trás somente o cheiro de queimado. Os cabelos cortados na altura das orelhas, o olhar sedutor mesclando-se com as íris amareladas, os lábios carnudos e pintados de vermelho... oh, isso é com toda certeza a perfeição!

Diolun se aproxima de mim, agarro sua cintura e a puxo para perto de mim, sentindo seu corpo sendo pressionado contra o meu, inalando o aroma de menta de seu hálito e me contendo para segurar a agitação entre minhas pernas. Curvo meu pescoço, selando meus lábios aos de Diolun, compartilhando nossos sabores ao mesmo momento em que as línguas dançavam uma coreografia já ensaiada e executada centenas de vezes, nos separamos momentos depois, respirando profundamente.

— Você... é perfeita! O melhor demônio que alguém poderia ter! – digo e me curvo ainda mais, espalhando mais beijos pela extensão de seu pescoço, escutando o ruído que Diolun produz como o ronronar de uma gata – Agora... o que me diz de darmos uma lição àquela vadiazinha de merda? Estive me contendo desde que a pegamos e quem sabe... depois possamos nos divertir. – mordisco seus lábios uma única vez.

— Com toda certeza. – ela soltou uma pequena risada antes de se afastar, colocando as pernas umas na frente da outra e andando até o guarda-roupa embutido na parede, abrindo as portas de forma lenta, arrastando as peças de tecido para os lados pelos cabides, revelando a jovem presa em uma cadeira de plástico, com os pulsos atados em suas costas e a boca presa por uma mordaça.

Era possível escutar o que se parecia com um grito abafado, o olhar apavorado faz com que uma sensação indescritível de êxtase percorra meu corpo conforme me aproximo mais e mais, os gritos aumentam e um riso se forma em meu rosto. O órgão entre minhas pernas se agitava com a cena, no entanto, me contenho, para essa, pretendo utilizar outros métodos.

— Shhh, para que o alvoroço minha cara? – começo, passando a mão por seu cabelo, sentindo os fios sedosos deslizando por entre meus dedos, ela piscou, fazendo com que as lágrimas acumuladas caíssem – Nós fazemos apenas nos divertir, não precisa ter medo. Diolun vai trazes os brinquedos e aí, soltaremos boas gargalhadas! – me volto para trás, sinto a presença do demônio atrás de mim, ela posiciona várias facas no criado-mudo e me entrega uma – Ao menos eu soltarei gargalhadas... com os seus urros. – e mais um grito abafado foi produzido após mover a lâmina prateada sobre a pele do braço direito da garota, fazendo com que o sangue escorresse e eu risse.

Vermelho. Vermelho assim como os lábios de Diolun, uma cor forte, quente, cheia de vida, brilhante! Diria que é uma de minhas cores preferidas após o azul. O sangue escarlate estava espalhado por todos o lugar, nas roupas, no chão, na cadeira de plástico, em tudo, vindo do corpo morto e frio da jovem – agora com os olhos fechados e os cabelos melados de rubro – que outrora brincara juntamente comigo.

Largo a faca, produzindo um titilar agudo ao se chocar com o chão de madeira pintado no mesmo tom dos tecidos. Viro os pés e encaro Diolun fascinada com a cena, olhando para o vermelho assim como eu, cheia de admiração, caminho lentamente em sua direção e agarro-a pela nuca, dando um ligeiro selinho em sua boca.

— O que acha de nos divertirmos de verdade agora? – sussurro em seu ouvido, levanto minha outra mão para baixo, colocando-a dentro de seu short e pressionando sua região, fazendo com que gemesse, Diolun coloca sua mão em meus ombros e torna a murmurar também, acompanhado de outra risadinha:

— Mas é claro, mestre. – a voz sedutora em meus ouvidos fora a centelha para acender o estopim, em um movimento brusco, colei seus lábios juntos ao meu mais uma vez e joguei-a na cama, tirando suas vestimentas.

Lissa Redfourth

Ora, ora, as monossílabas ecoam dentro de minha cabeça em um tom provocante, como se quisesse brincar ou arrumar briga com meus neurônios. Vamos, minha cara, sabe tão bem quanto eu que você pode fazer isso... Os apelos de Senhor D se tornaram cada vez mais frequentes ao longo dos últimos dias, deixando minha cabeça dolorida por quase 20 horas seguidas com frases no mesmo tom de anteriormente.

Não!, respondo-o, calando-me logo em seguida pensando em que diria, no entanto, nada escapara como continuidade, forçando-me a voltar a atenção para a fila de clientes que aumentava pouco a pouco. Entrego as moedas de troco à garota por mais uma vez, a frequência da mesma no estabelecimento tornara-se maior e ao mesmo tempo comum. Sentando-se na mesma mesa ao lado esquerdo da porta, próxima à janela, sempre bebericando um café expresso e lendo um livro diferente a cada vez que recebia uma xícara do líquido preto e quente.

Todas as vezes que me entregava o valor de seus pedidos, suas íris cinzentas sempre me analisavam de cima a baixo, como se montasse um relatório sobre minha pessoa com base em minha linguagem corporal.

Lissa... o que me diz de ao menos tentar?, Senhor D volta a murmurar em meu interior, respiro profundamente tentando me acalmar. O demônio estava realmente se esforçando para me irritar e com toda a certeza conseguia. Ignoro-o, sentindo os pelos de minha nuca se arrepiarem enquanto um calafrio percorre a extensão de minhas costas.

Talvez você só precise de um... aliás, mais um empurrãozinho.

Não! D, não faça is..

É um pouco tarde, minha pequena dama. E riu. Uma gargalhada longa e diabólica que pareceu acariciar minha alma e fazer meu coração parar de bater por um instante.

NÃO!, penso, Ele não pode estar vindo! Ele não pode estar vindo! Senhor D não pode estar vindo! Sinto minhas mãos começarem a tremer, as pernas gelaram como se o sangue que circulasse pela mesmo houvesse se transformado em gelo, os joelhos tremeram e enxerguei pelo pequeno espelho no balcão o meu rosto perdendo sua cor, tornando-se pálido e branco como papel.

Aquele homem não! Não! Não! E não! Eu não quero vê-lo de novo... as sobrancelhas arqueadas, os olhos vermelhos e cruéis, sua voz rouca e grave. A aparência que Senhor D tomava assim que se manifestava no mundo humano assombra meus pesadelos todas as noites – como se de fato possuísse um sono... quieto – e mais uma vez serei forçada a encará-lo enquanto estou acordada.

Não, não, não!, entrego moedas para um outro cliente, escuto o som abafado de uma pergunte incompreendida vindo do mesmo se desvanecendo no ar antes de alcançar meu campo auditivo, ele exibe uma centelha preocupada e volta-se para a saída. Ouço o som da descarga vinda de minha direita, olho rumo ao local, a maçaneta da porta gira, a mesma porta por onde D viera em outras vezes, encaro o sapato social pisando lentamente no chão, acompanhado de uma figura alta trajando um sobretudo negro.

Olho para o relógio, faltavam menos de três minutos para meu almoço, se saísse agora tia Teresa não acharia ruim, chamo a silhueta que passa ao lado do balcão, dizendo que estava saindo para tal. Agarro a bolsa jogada no chão e dou passos ligeiros até a porta de saída. Tudo aconteceu de maneira tão rápida que não notei o momento em que fui impedida de avançar por uma mão envolvendo meu pulso. Viro-me para trás, mantendo os olhos fechados firmemente, desejando com todas as minhas forças que Senhor D desaparecesse.

— Lissa? – uma voz familiar acaricia minha audição, acalmando-me ainda mais no instante em que abro minhas pálpebras novamente – Onde está indo?

Os cachos brancos, aqui ou ali ainda manchados de castanho de tia Teresa eram como um calmante natural que a vida fornecera para mim, poderia muito bem dizer que ela era a única capaz de esfriar minha cabeça instantaneamente.

Dou um passo, e a abraço.

Arthuria Forrester

Traço um último risco, encarando logo em seguida o desenho em preto e branco do Arqueiro Verde. Não posso mentir, dentre todos os heróis que conheço, ele é um de meus preferidos, não possui super poder algum, mais ainda assim faz o possível para ajudar desconhecidos que gritam por ajuda, é tão frágil, porém ao mesmo tempo tão forte, é inevitável minha admiração por ele.

— E por hoje é só, classe. – o professor finaliza, poucos segundos depois a sirene toca, indicando o término das aulas – Não se esqueçam, as provas finais se aproximam, sugiro que parem de desenhar e prestem mais atenção na aula. – me levanto, agarrando o caderno e ignorando o sermão do professor Kansintton, ele não passa de um velho que deveria estar enterrado em sete palmos de terra há alguns anos, no entanto, não me importo muito, os heróis são assim, criticados durante toda a sua vida e criticados ainda mais após salvarem algo importante para aqueles que disseram merda sobre o mesmo anteriormente. Ele se assustaria se descobrisse quem acabou cuidando do homem que estuprara sua filha no último ano.

Os corredores de Cornell University me irritam um pouco, particularmente, o movimento em si me deixa furiosa. Ver todas essas pessoas sorrindo e conversando e sorrindo mais e conversando ainda mais me deixa com a cabeça quente, talvez nessas horas eu esteja apenas me questionando por eu e Della não fazemos o mesmo, nossos assuntos são completamente diferentes do que a grande maioria de jovens da nossa idade dialoga entre si, sem contar que apenas nós duas ficamos sabendo sobre o assunto de nossa conversa, não é como se Mattew Hyve começasse a namorar uma estudante de Inglês e meia hora depois toda a universidade estivesse sabendo. Talvez seja por isso que nos olham de forma estranha assim que abrimos nossas bocas, como se ambas fossemos loucas e não contássemos nossas loucuras para ninguém.

Paro em meio caminho, tirando a chave de meu bolso e abrindo o armário onde guardava meus objetos, colocando meu caderno em seu interior. O fato de duas pessoas estarem praticamente se engolindo e tirando suas roupas a menos de 50 centímetros de mim me incomoda, se querem ter esse tipo de relação por qual motivo não vão logo a um quarto e arrancam suas roupas?

— Talvez se parassem de engolir um a cabeça do outro notariam o mico que estão pagando. – falo de forma dura – Sugiro partirem para um motel barato ou aproveitar que seus pais ainda estão trabalhando. – enquanto abria e fechava o armário cerúleo, pareceram não notar minha presença, no entanto, ao murmurar a frase, suas feições mudaram totalmente, de tarados idiotas para medo, aquela feição se tornara cada vez mais comum, era isso que as outras pessoas exibiam escutavam minha voz.

Eu diria que Della é a única que me entende, ela sabe pelo que passei, tenho conhecimento sobre sua história, trocamos segredos e o que queremos ser no futuro... por mais que nos chamem de loucas, eu realmente sinto que nada irá nos separar, ela é como uma irmã que nunca tive, me ajudou após os ghouls me pegarem e... ela é incrível, não sei o que faria sem Della, se não a houvesse conhecido... eu realmente enlouqueceria depois de me tornar uma heroína.

Isso é tão bom... mais, mais, mais! Eu preciso de mais! Olho para o lado, sinto o líquido quente escorrendo pelo meu queixo enquanto avanço em direção ao outro humano, minha boca salivava por mais carne de seres da mesma espécie. O derrubo no chão, erguendo o braço e rasgando sua garganta com as unhas que apontavam ter crescido, o sangue jorra para fora, levo minha boca até o local, lambendo-o e mordendo logo em seguida. O gosto... oh! É fantástico! Doce, tão doce... viciante, quente, meu corpo chega a tremer com o prazer que o percorre enquanto mastigo a carne.

Não faço ideia de onde estou, a única luminosidade é a lâmina que pisca vez ou outra, mas isso pouco importa, eu... eu só preciso de mais! Mais carne, mais comida! Mordo outro pedaço, desta vez arrancando uma boa parte do ombro do homem, exibindo os ossos da região. Mais! Mais! Mais! Mais! Eu preciso de mais... preciso desfrutar desse sabor por mais tempo... eu preciso... eu preciso...

— Basta, tirem-na de lá. – escuto uma voz abafada dizendo em algum lugar às minhas costas, podia ouvir as batidas de seu coração, um tum, tum lento e excitante. Engulo um último pedaço no momento em que o rangido de aço é escutado, tenho muita fome para ligar para barulho, eu só quero comer, só quero mais e mais carne!

Arranco outro pedaço, desta vez o rasgo se estendeu até o final do antebraço no instante em que uma picada atingiu minha coluna, deixando minha visão escurecida e meu corpo sonolento, fazendo com que minha mente se desligasse e a vontade de comer fosse embora.

Assim que acordei, não desejava mais comer, porém papai havia costurado um olhar preocupado em seu rosto e mamãe fingia estar chorando, se era felicidade ou tristeza? Isso eu não sabia, a dor que se distribuía pelo meu corpo era demais para lidar com coisas estúpidas como essa.

Notas finais
Nada a declarar ^-^ Espero que tenham gostado! Até o próximo! See ya! o/ :3