A Civil War Upon Us
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Hill estava dirigindo para o apartamento de Natasha, ao chegar lá, percebeu que ela não estava e deduziu que estaria na casa de Steve. Ela tentou ligar, chamava e ninguém atendia.
Enquanto dirigia para o apartamento de Rogers, Hill pensou nas estratégias de Fury para conseguir manipular o Capitão América, ela achou brilhante. Fury era realmente um maestro na arte da estratégia, ele não tem escrúpulos. Hill se pergunta se existe alguém nesse mundo com quem ele se importe de verdade.
Quando Hill estava subindo as escadas pro apartamento de Steve, no pavimento abaixo do dele, uma senhora a parou para falar.
– Você é amiga do rapaz que mora aqui em cima do meu apartamento?
H: Sim.
– Ele não está.
H: Ah sim, mas estou procurando pela namorada dele, uma ruiva... Ela foi com ele?
– Ham... Deixe-me lembrar. Ah sim, desculpe minha filha, é que minha memória anda falha, sabe...
Hill tentou sorrir e demonstrar paciência.
– Primeiro chegaram um homem negro e um homem de lata. Sim, isso mesmo. Depois o Sr. Rogers e a bela namorada dele. Ela é tão linda, não é? Eu acho que ela está grávida, a barriga dela... Imagine que bebê maravilhoso será.
Hill deduziu que era Sam e o homem de lata, Bucky...
H: Senhora, então, estão todos lá?
– Como? Ah perdão, não, não. O homem negro saiu, daí ele voltou com um bicho de pelúcia gigante. Definitivamente a namorada do Sr. Rogers está grávida! Que maravilha! Bebês são ótimos, você não acha?
Hill revirou os olhos.
H: Ele saiu e voltou, então estão todos lá.
– Não, não, não. Que cabeça a minha! Não demorou muito e o homem de lata saiu, estava chateado e depois o homem negro logo atrás.
H: Natasha e Rogers ficaram?
– Ah! Agora me lembrei, Sr. Rogers saiu também, ele estava bem nervoso. Sempre me cumprimenta, mas dessa vez nem olhou na minha cara. Eu ouvi discussões...
H: Discussões? Mas Natasha ficou?
– Ah sim. Me lembrei que subi 3 vezes para checar ela, mas assim que chegava na porta, me esquecia. Essa cabeça de velha...
H: Você foi checar ela? Pra que?
– Sim, porque ouvi barulho de algo pesado caindo. E ela estando grávida, fiquei preocupada. Se o Sr. Rogers estivesse aí, eu acharia que estavam fazendo obra de novo.
H: Obra?
A senhora ficou um pouco corada.
– É, eles fazem muita obra aí em cima.
Hill entendeu o que ela quis dizer.
– Mas vai, minha filha. Vá checar ela, estou preocupadíssima com o bebê.
H: Tenho certeza que ela está bem. Obrigada.
Hill subiu as escadas correndo, tocou a campainha e bateu na porta com força várias vezes. As luzes da sala estavam acesas, ela podia ver por baixo da porta.
Hill tentou o celular de Natasha mais uma vez, e ela conseguiu ouvir o toque do celular.
– E então? Devo chamar a polícia?
Hill tomou um susto com a senhora que subiu as escadas sem ela perceber.
H: Não, pode deixar que resolvo.
– Algo aconteceu de certo. Vou chamar o zelador para arrombar essa porta.
H: Não será necessário.
Hill sacou a arma da bolsa e atirou na fechadura da porta. A senhora quase enfartou de susto. Hill entrou no apartamento com a arma em posição.
H: Natasha?
Hill caminhou devagar e chamou o nome de Natasha várias vezes. Ela abriu a porta do quarto devagar, quando sentiu a velhinha tocando o braço dela. Por instinto Hill apontou a arma pra senhora, que ergueu as mãos.
– Desculpe, não quis assustar você, minha filha. Você é policial?
H: Quase isso.
– OH MEU DEUS! Namorada do Sr. Rogers!!!
A mulher estava chocada ao ver Natasha desmaiada no chão.
H: Liga para uma ambulância! Agora!
A senhora foi pra sala, chamar a ambulância. Hill se agachou perto de Natasha e checou o pulso dela, estava normal. Ela notou a poça de sangue entre as pernas de Natasha.
H: Oh não, não, não. Nat... Aguente firme.
...
Steve estava andando pelos quarteirões do bairro, até começar a correr. A corrida ajudava ele a esquecer dos problemas e raciocinar melhor. Ele ficou quase 2 horas fora, correndo, caminhando, pensando. Ele se sentia mal pelas coisas que disse à Natasha. Mas ele não conseguia deixar de ter ciúmes. Era muito difícil ficar nessa situação. Ele só estava com medo de ser um empecilho para Bucky e Natasha, mas se ela lembrou e não quis ir atrás dele, quer dizer que ela quer ficar com ele.
Sobre Bucky... Steve estava chateado e muito, ter sentimentos pela mulher dele... Inadmissível! Bucky teria que deixar de sentir, mas não é tarefa fácil. Steve sabe. Mas no momento, ele não quer saber de Bucky, ele quer distância, na verdade.
Steve sentiu um aperto no coração e uma saudade repentina de estar com a Natasha. Ele decidiu retornar.
Quando ele chegou na esquina, reparou que tinha uma ambulância na porta do prédio dele. Alguém numa maca, estava sendo colocado dentro da ambulância, e tinha um grupo de pessoas curiosas em volta que impediu Steve de ver quem era.
A ambulância partiu.
Steve se aproximou e a velhinha veio até ele.
– Meu filho, eu sinto muito.
S: Sente muito?
Steve a olhou preocupado e sentiu seu coração apertar. Será que ela estava se referindo a Natasha? Steve nem ouviu à senhora, entrou correndo e subiu as escadas, desesperado.
Ao ver a porta do apartamento arrombada, ele gritou pelo nome da Natasha e olhou dentro do quarto e só viu a mancha de sangue no tapete.
Steve pegou as chaves da moto e desceu correndo, nas escadas encontrou com a velhinha de novo.
– Meu filho, você está nervoso. Vá atrás dela, mas pilote com cuidado. Motos são muito perigosas.
S: Sra. Johnson, sabe pra que hospital levaram ela?
– Sim, é o Saint Mary. Vai ficar tudo bem, Sr. Rogers. Vá com calma.
S: Obrigado.
Steve saiu correndo até o estacionamento, pulou na moto e deu partida.
...
Steve chegou no hospital e entrou correndo na recepção, os seguranças vieram acalmá-lo, mas Steve queria ver Natasha, ele derrubou os dois que vieram na direção dele. Os outros guardas se aproximaram, com suas armas em riste.
– Senhor, isso é um hospital, preciso que se retire, está assustando os outros.
S: Eu preciso ver minha namorada, ela foi trazida pra cá.
– Senhor, por favor, tem que passar pela recepção.
Steve olhava pro homem com a mão fechada e irritado.
S: Só quero ver minha mulher.
– Senhor, é melhor o senhor sair.
Steve estava sem o escudo, mas se preparou para atacar, quando Hill se aproximou.
H: Está tudo bem, ele está comigo e é o pai do bebê.
Steve olhou pra Hill surpresa dela estar ali.
S: Natasha?
H: Ela está sendo examinada.
S: O que aconteceu?
H: Eu não sei, esperava que você me dissesse. Cheguei no apartamento e a senhora disse que ouviu um barulho, tive que arrombar a porta. Quando cheguei no quarto ela estava lá desmaiada e ensanguentada.
S: Você sabe sobre o bebê?
H: Eu soube quando chegamos aqui e o médico confirmou a gravidez.
Hill mentiu.
S: É culpa minha.
H: Por que seria?
S: Eu briguei com ela e saí de cabeça quente, eu sabia que ela andou passando mal. Muito obrigada por ter trago ela, Hill.
H: Eu faria qualquer coisa por Natasha.
S: O bebê vai ficar bem?
H: Não me disseram nada. A Cho já chegou, liguei pra ela quando estava vindo pra cá. Vamos esperar na recepção.
Steve consentiu com a cabeça e se sentou.
S: Você não precisa ficar.
H: Vou ficar, você está nervoso demais. Natasha vai precisar de alguém que não desmaie.
Passaram cerca de 2 horas até Dra. Cho aparecer para falar com eles.
H: Graças a Deus, pensei que Steve fosse abrir um buraco no chão de tanto bater o calcanhar.
Cho estava séria e olhando para Steve, que se levantou de prontidão.
S: Como ela está?
Cho: Steve, é complicado.
S: Como assim?
Cho: Natasha perdeu muito sangue, apesar da quantidade excessiva que foi perdida, o bebê está bem.
H: Isso é bom, então.
Cho não sorriu, manteve a frieza de médicos para dar notícias.
Cho: Vamos realizar alguns testes, Steve. Tivemos que induzir Natasha ao coma.
S: O que?
Cho: Entenda... O corpo dela não estava preparado para uma gravidez e eu creio que o soro que o bebê carrega é diferente do de Natasha e isto está causando algum tipo de incompatibilidade e fazendo ela passar mal.
S: Ma-mas... O que isso quer dizer? Ela vai enjoar demais?
Cho fez negativo com a cabeça.
Cho: Sinceramente não sabemos, mas é mais complicado que enjoos. Não creio que Natasha vai conseguir levar a gestação até o final.
S: O que? O que você está me dizendo?
Cho: Sinto muito, Steve. Mas é provável que tenha que escolher entre manter a gravidez, ou perder a Natasha.
S: Isso é impossível, Natasha é muito forte. Até ontem ela estava correndo e indo a missões.
Cho: Eu entendo sua frustração, eu não esperava, mas os exames dela nunca foram normais depois da gravidez, mas achei que ficariam num nível que manteria o equilibro do corpo dela.
S: Isso não pode estar acontecendo.
Hill tocou nas costas de Steve que estava desolado.
Cho: Steve eu só estou sendo sincera, você precisa de um tempo pra pensar. Vai pra casa e descanse.
S: Não sairei daqui sem ela.
Cho: Nós não podemos tira-la do coma, não adianta ficar.
S: Não importa. Eu quero vê-la.
Cho suspirou e olhou pra Hill que moveu a cabeça, indicando que deixasse Steve ver Natasha.
Cho: Vou te levar até ela.
H: Estarei aqui se precisar, Steve.
Steve não conseguiu agradecer, foi para o quarto que Natasha estava.
...
Enquanto Hill estava no saguão, ligou pra Fury.
F: Vice diretora Hill.
H: Fury...
F: O que é?
H: Natasha foi internada, ela e o bebê correm risco.
F: Mas que droga, já chamou Cho?
H: Sim. Ela disse que Steve provavelmente vai ter que escolher entre ela e o bebê.
F: Hum...
H: Você acha que ele vai escolher o bebê?
F: Eu não sei, acho que não. Precisamos da criança.
H: Senhor?
F: Você entendeu, Hill.
Fury desligou.
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