A Chave Para O Coração
27 Capítulo 27
Notas iniciais
2) Preciso informar que, para minha satisfação como pessoa e insatisfação como "ficcionista", eu vou viajar e só vou voltar a postar lá para 10 de Janeiro. Sorry =/
3) Provavelmente, teremos mais um capítulo e o epílogo... e fim da fic =/
4) FELIZ ANO NOVOOOOOOOOOOOOO!
5) Espero que gostem do capítulo... não deixem de comentar, ok? Bjãoooooooooooo
"Eu ainda amo você, Finny." Rachel quebrou o silêncio, se declarando, finalmente, deitada no ombro de Finn e passando os dedos pelo símbolo da Ralph Lauren na camisa polo dele. "Eu sempre vou te amar, aconteça o que acontecer."
"Eu sei." Ele respondeu, distraído com uma mecha de cabelo dela, que enrolava em um dos dedos, e a viu levantar-se de seu ombro, olhando-o com um sorriso zombeteiro. "É... tá bom. Isso soou bem presunçoso, eu admito." Ele riu um pouco, sem jeito. "Mas é verdade! Eu sei, porque o jeito como você me olha, como você fala comigo, como você sorri pra mim... é o mesmo de sempre. E a maneira como você se entregou pra mim, em Paris, foi tão intensa quanto todas as vezes em que você se entregou pra mim, no passado... desde a primeira vez, quando você era só uma menina ainda."
"Eu nunca vou me esquecer de todas as sensações daquela noite..." Disse, sonhadora. "...e de como eu me senti especial, quando eu soube que também seria a sua primeira vez... que você tinha me esperado."
"Mesmo tendo que ouvir MUITA piada, de todo tipo, dos meus amigos, valeu a pena esperar." Sorriu. "Eu queria que fosse com você e, além do mais, eu achava qualquer uma das garotas com quem eu poderia ter transado vulgares, chatas e pretensiosas... até um pouco perigosas." Afirmou, fazendo uma careta engraçada. "Inclusive aquela sua prima... sobre quem eu tava mais do que certo, no final das contas, né?"
"Vulgar e perigosa é muito pouco pra essa aí." Declarou, irritada.
"É verdade. Aquela ali é..."
"Uma cobra, uma bruxa, uma víbora, o di-"
"Shhhh... calma." Ele pediu, fazendo carinho no rosto dela. "Esquece isso, vai? Não perde um segundo do seu tempo pensando nela... ela não merece tanto! Eu nem devia ter falado nela, pra começar... desculpa."
"A Debbie é fácil de esquecer, Finn. Eu não a vejo há anos... e nem falo com ela. O problema é a minha mãe, que é muito pior! Ela devia querer a minha felicidade... e causou o meu maior sofrimento! E... e tem o meu irmão também." Suspirou."Como o Noah sabia disso há um ano, e nunca me contou? E provavelmente não ia me contar nunca, se não fosse pelo fato de eu e você termos nos reencontrado... como? Será que não passou pela cabeça dele que, mesmo se a gente não tivesse nenhuma chance de voltar atrás e ficar juntos, ainda assim eu merecia saber quem é a minha mãe... o que ela fez pra mim?"
"Rach, eu sei o quanto você tá magoada... e eu também to um pouco, mas, pelo amor de Deus, não dá pra comparar o Puck com a sua mãe! A sua mãe agiu por egoísmo, pra conseguir que você fizesse o que ela queria. O Puck... eu tenho certeza que ele só queria te proteger... que ele acreditou que ele tava fazendo o que era melhor pra você, meu amor." Ela abriu um sorriso enorme de repente, contrastando com o semblante triste que ela ostentava, segundos antes, em razão do assunto. "O que foi?" Ele perguntou, sorrindo também.
"Você... me chamando de seu amor."
"É o que você é..." Deu de ombros. "Eu também te amo ainda, Rach. Nunca deixei de amar, mesmo que eu tenha escondido muito bem isso, até de mim mesmo... que eu tenha sentido raiva, junto com esse amor, por um tempo. Eu também vou te amar pra sempre, haja o que houver." Os dois trocaram aquele tipo de sorriso que um reservava somente para o outro e apenas para os momentos de maior intimidade.
Tudo o que Finn desejava, desde que soubera a verdade, era beijar Rachel, tocá-la, fazer amor com ela pelo resto da noite e madrugada adentro. Porém ele preferira esperar um pouco, não tendo certeza de que deveria avançar nessa direção, afinal de contas toda a revelação podia ter um lado bom, mas isso não mudava o fato de que a garota acabara de ter uma grande decepção com a própria mãe e estava triste por causa disso.
Ele escolhera apenas ficar perto dela, oferecer o seu abraço, e deixar que ela chorasse ou pensasse em silêncio. Porém a declaração que ela fizera, o jeito como ela o estava olhando, o sorriso apaixonado em seu rosto, o corpo dela tão colado ao dele e o jeito como ela estava se agarrando à sua camisa lhe pareceram pistas suficientes de que ela o queria também.
Então ele enterrou os dedos nos cabelos dela, na altura da nuca, aproximando seus rostos, e deslizou o nariz pelo dela, lentamente. Os dois fecharam os olhos, aproveitando o contato tão simples e, ao mesmo tempo, tão pleno de afeto. O amor que nutriam um pelo outro não disputava mais espaço com qualquer sentimento negativo, era agora o rei do pedaço, o senhor do castelo. Voltara a ser o sentimento sem máculas que tinha sido um dia, o que significava que a entrega podia ser também total, desmedida.
Seus lábios se procuraram e saudaram um ao outro algumas vezes, até permitirem que também as línguas tivessem seu ansiado encontro. Finn puxou o corpo de Rachel, para que ficasse completamente sobre o seu, e, enquanto mantinha uma das mãos segurando firme a nuca da garota, acariciava, com a outra, a parte das costas dela que o vestido não cobria. Ela passava levemente as unhas pelo couro cabeludo dele e pelo pescoço, já querendo intensificar o contato entre eles.
Quando os beijos, a princípio calmos, lentos, foram dando lugar a outros mais ansiosos e rápidos, e as mãos já não conseguiam parar em um só lugar, se espalhando por seus corpos, deslizando ou apertando, Rachel se afastou, ajoelhando entre as pernas de Finn. Ela tirou o vestido, ficando apenas com uma pequena calcinha e ele, se deliciando com a imagem dela, se levantou um pouco, livrando-se da camisa, rapidamente.
Ela o empurrou de volta para a cama e distribuiu beijos por seu maxilar, pescoço, peitoral e abdômen, enquanto ele apenas desfrutava. No entanto, quando ela desafivelou o cinto dele, abriu o botão e o zíper da calça, e fez menção de liberar seu membro, já completamente rígido, foi a vez dele de empurrá-la para a cama, ficando por cima, e de acarinhar e beijar todo o seu corpo, com adoração.
Somente depois que ela estava completamente nua e que ele já tinha provado o gosto de sua excitação e de seu prazer, ele tirou o resto da própria roupa. Como veio ao mundo, deitou-se sobre ela, equilibrando o peso nos cotovelos, e beijou sua boca repetidas vezes, guiando seu membro até a intimidade dela, lubrificando-o com a excitação novamente crescente dela, e finalmente penetrando devagar, sentindo, desfrutando em sua plenitude o contato.
Entre gemidos, respiração ofegante, coração acelerado, corpos suados, quadris executando movimentos ferozes, línguas travando uma batalha sem vencedor e mãos operando mágica em pontos estratégicos, os dois chegaram juntos ao ápice do prazer. Se jogar cada um em um lado da cama e olhar fixamente para o teto foi a reação natural àquela sensação insanamente fantástica que um proporcionava ao outro, e que parecia ainda melhor, cada vez que era experimentada.
Depois de um tempo, Finn sugeriu um banho, no qual eles acabaram transando de novo, com a ansiedade de quem quer recuperar o tempo perdido. Após o banho, ela vestiu uma camisa dele e aceitou o vinho que ele tinha oferecido mais cedo, e eles acabaram tomando metade da garrafa, juntos, sentados à mesa da cozinha, saboreando alguns queijos, frios e pães. Com toda a confusão, Rachel não tinha comido nada do jantar que ela estava preparando para ela e o irmão e, finalmente, a fome se apresentara com força total.
Os dois conversaram sobre tópicos que eles antes evitavam, como seus amigos da adolescência e suas famílias, e, aproveitando a oportunidade, ele conseguiu convencê-la a conversar com o irmão, antes que ele deixasse Los Angeles. Os dois sempre tinham sido os melhores amigos do mundo, e Finn não achava justo que isso mudasse por causa de um segredo que Puck tinha guardado com o propósito de não levar problemas à vida da irmã.
De mãos dadas e sorridentes, os dois voltaram para o quarto, onde se aninharam um no outro, prontos para se entregar ao sono. No entanto, as trocas de olhares levaram de novo a sorrisos, os sorrisos levaram de novo a muitos carinhos e beijos, os carinhos e beijos a declarações de amor, e as declarações à vontade de se amar de novo. Era uma vontade à qual eles não podiam e sequer queriam resistir.
"Meu amor." Disse Finn, invadindo de novo Rachel, enquanto olhava fundo nos olhos dela, enquanto bebia, se embriagava da imagem da mulher que ele amava com loucura e que, depois de tanto tempo, podia ser dele, para valer, de novo. "Minha Rachel. MINHA." Repetiu, para ela e para si mesmo, como se precisasse disso para acreditar realmente.
"Finn." Ela gemeu de volta. "Meu Finny." Respondeu, sentindo as mesmas coisas que ele.
Dessa vez, junto com o êxtase, veio a estafa e, quando Rachel pode perceber alguma coisa de novo, estava sendo acordada com muitos e muitos beijos suaves em suas costas nuas, e já era manhã. Abriu os olhos para ver Finn já banhado e vestido, usando uma calça jeans escura e camisa social, e os cabelos bagunçados que ela adorava. Sorriu, recebendo de volta o sorriso torto que a fazia tremer por dentro.
"Infelizmente, eu tenho que ir, meu amor." Ele disse, fazendo carinho no rosto dela. "O Will e o Artie já me ligaram uma meia dúzia de vezes cada um... e os meus assistentes já me mandaram várias mensagens, dizendo que eu já to atrasado pra minha primeira reunião."
"Sério?" Ela fez bico.
"É sério." Ele lamentou. "Mas você pode dormir mais um pouco... ficar até a hora que você quiser. E a minha empregada já sabe que você tá aqui... e do que você gosta no café... então, quando quiser, é só ir até a cozinha e..." Ela o interrompeu com um beijo, que ele, é claro, correspondeu, e os dois se separaram, sorrindo. "Eu preciso MESMO ir." Ele suspirou, insatisfeito. "Mas você já sabe... é só ir à cozinha e..." Os dois riram e ele deu mais alguns selinhos nela, saindo apressado.
Rachel se jogou na cama, feliz, mas não dormiu novamente. Ela se espreguiçou um pouco e depois foi tomar um bom banho, decidida a sair da casa de Finn já com metade de sua preparação para o dia de trabalho feita. Colocou o vestido simples que usava na noite anterior, mas caprichou na maquiagem, usando os itens que carregava na bolsa, e ficou faltando apenas passar em casa para trocar a roupa por algo mais adequado à sua posição de executiva.
Entrando na cozinha da casa de Hudson, encontrou duas mulheres simpáticas e prontas a servirem o café da manhã perfeito, e, como estava com fome e não tinha muitas coisas gostosas em sua própria casa, aceitou tudo que elas ofereceram, com prazer. Enquanto uma delas terminava de arrumar panquecas em um prato e a outra fazia um suco, caminhou pelo cômodo, observando tudo, e foi então que ela viu algo que a tirou da bolha de felicidade que ela tinha construído em volta de si.
Na porta da geladeira, um calendário lembrava que, naquele mesmo dia à noite, seria a final de A chave para o coração. Rachel tentou não deixar que isso a atormentasse muito, afinal Finn tinha afirmado várias vezes que a amava, na noite anterior, e ela sabia que ele tinha sido sincero. No entanto, ela era uma mulher adulta e sabia que o amor nem sempre é suficiente, que ele não resolve tudo, e que não era justo esperar que Finn mudasse todos os seus planos de vida, tudo que ele tinha arquitetado, somente porque ela havia reaparecido na vida dele e eles tinham descoberto que as supostas lembranças do passado eram equívocos.
Rachel tomou o café da manhã com calma, passou em casa, foi para o trabalho, e agiu como se fosse um dia como outro qualquer. Deixou em uma gaveta o celular, cujo número Finn tinha desde a primeira reunião de que os dois tinham participado, para não ficar checando o aparelho toda hora, torcendo para que ele ligasse. Caso alguém precisasse falar com ela sobre trabalho, a pessoa ligaria para o escritório. E não quis nutrir esperanças nem mesmo quando recebeu flores, com um cartão que dizia "Eu te amo pra sempre", pois a frase poderia significar uma despedida carinhosa, poderia significar simplesmente que ele a amaria à distância até o fim dos dias.
Finn, por sua vez, passou boa parte do dia aflito, porque Rachel não atendia suas ligações. Não quis ligar para a redação da revista, pois imaginou que talvez ela não gostasse de interferências da sua vida pessoal em seu trabalho, mas não conseguia entender por que, depois da noite anterior, ela poderia não querer falar com ele.
Isso até pouco depois da hora do almoço, quando ele teve a ideia de ligar para casa e perguntar à Sra. Glover se tudo tinha corrido bem no café da manhã, e a perspicaz senhora lhe revelou que a senhorita Berry parecera desanimada depois de ficar um bom tempo olhando fixamente para o calendário que ele tinha grudado à geladeira. Ele sabia muito bem o que havia no calendário, e entendeu na mesma hora que Rachel estava distante por causa da final do programa, na qual ele deveria escolher aquela que seria a futura senhora Hudson.
Finn tentou ligar mais algumas vezes para Rachel, mas as tentativas continuaram sendo vãs, então eventualmente ele desistiu, e decidiu que seria mais proveitoso continuar com a outra parte de seus planos. Pediu a Harmony que enviasse flores para a editora-chefe da TVZoom, com um cartão escrito por ele próprio, e ligou para Will e Artie, que precisavam ser os primeiros a saber de suas decisões.
No final do dia, depois de várias reuniões importantes, seguiu para a mansão onde era filmado o reality show do qual era protagonista, a fim de gravar o último programa. Tinha certeza de que tudo correria bem, mesmo que houvesse sempre um lado triste em todas as coisas, e que alguém sempre acabasse saindo machucado.
Rachel entrou em seu apartamento algumas horas depois, tirou os sapatos e se jogou no sofá. Antes de sair da editora, tinha resgatado o celular da gaveta e vira várias ligações perdidas de Finn, mas tinha sido tarde demais e, quando ela tentara retornar, o celular dele estava desligado. Não fora nenhuma surpresa ouvir a mensagem inconfundível da caixa postal, afinal já era quase hora do programa ao vivo, mas, ainda assim, tinha doído. A vontade de ouvir a voz dele era muito grande, e o arrependimento por não ter ficado com o celular por perto, enorme!
Rachel mal tinha se jogado no sofá da sala quando o telefone dela voltou a tocar e a encher seu coração de esperanças de novo, mas, infelizmente, a foto de Mercedes apareceu no visor, mostrando que era a amiga quem estava tentando falar com ela, e não Finn. A princípio, ela nem atendeu, mas decidiu fazê-lo, preocupada, quando Jones insistiu pela sétima vez, porque isso não era muito do feitio dela.
"Rachel Berry..." Praticamente gritou a outra, sem deixar que ela sequer completasse o 'alô'. "Você PRECISA... eu estou dizendo PRECISA... ligar AGORA essa sua televisão na GHShow! Isso já não é um código rosa, mas um arco-íris inteiro!"
Rachel não sabia o que esperar quando ligou a TV. Mas o fato é que ela não se arrependeria, nem um pouco, de seguir o conselho da amiga e sintonizar a TV no canal 39, naquela noite estrelada e quente de uma quinta-feira não-qualquer.
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